segunda-feira, 23 de junho de 2014

FELIZ ANIVERSÁRIO AO SONIC E TOP DAS MAIS LEGAIS PERSONAGENS FEMININAS DA SUA SÉRIE


Hoje comemoramos o aniversário da franquia de "Sonic the Hedgehog". E pensar que, há exatos 23 anos, neste dia a Sega lançava o primeiro game do personagem, o ouriço azul que tornou-se o seu mascote e o maior rival do encanador gordinho da Nintendo. É, e todos nós sabemos como esta épica batalha da década de 90 terminou.
Ano passado, Takashi Ikusa, o produtor, diretor e designer da série vestiu-se como o personagem perante uma platéia enlouquecida no parque Joypoli em Tóquio, enquanto a data passara desapercebida por mim. Mas neste ano decidi fazer algo especial.
"Sonic" é a minha franquia favorita de videogames. E não apenas pelos jogos incríveis que a Sega produziu ao longo dos anos, mas também por seus personagens que estão entre os meus preferidos.
Sonic é o típico herói que todos nós curtimos, Knuckles é o desbocado e valentão, mas com bondade e ingenuidade naturais, e o Shadow, bem, aposto que muitos não gostaram dele quando surgiu pela primeira vez, mas hoje é quase unânime a opinião de todos os fãs de que ele é um dos melhores personagens já feito para um game, seja por seu estilo ou história.
Mas hoje, para comemorar esta importante data, vamos fazer uma homenagem especial para o que esta franquia tem de melhor, as garotas!
 
Noite das garotas?
Calma, eu curto personagens furries, mas não sou furry ainda. Além disso, este é um TOP 10 para as mais legais personagens femininas, ou seja, não tem nada de pervertido aqui.
As encantadoras e interessantes garotas dos games de Sonic trouxeram também inovações para a participação de personagens femininos nos games e por isso estão entre as minhas favoritas e merecem a menção especial neste dia de comemoração.
Aqui vamos nós.



10º lugar
Wave the Swallow

Apareceu pela primeira vez em "Sonic Riders" e seguiu aparecendo nas sequências do game.
É descendente de uma famosa família de pilotos (tipo aquela do Capitão Boeing, eu acho) e é a mecânica do seu time, quase uma versão antagônica do Tails, são personagens similares.
Mas Wave é legal por ser uma anti-heroína e por seus conhecimentos e experiência nesta sua especialidade que superam em muito os do Tails e do Doutor Eggman.
É muito arrogante e tem tanta confiança na superioridade de seus trabalhos que pode tornar-se agressiva quando criticada.
Seu lado meigo é como uma amante da diversão e motivadora de seus colegas de equipe Jet e Storm. É muito obstinada e sistemática, chegando a se desesperar quando algo não sai como planejado.
Wave é excelente por possuir características pouco comuns de serem encontradas reunidas em uma única personagem. Acho ela bem original.


 
9º lugar
Cosmo the Seedrian

Como agora devem ter notado, na minha lista não há exclusivamente personagens do universo dos games, mas também aqueles criados para outras mídias como quadrinhos e animações.
Cosmo surgiu na animação japonesa "Sonic X". Era um animê legal e divertido de se acompanhar, mas não negarei que ele poderia ter sido bem melhor se não fossem GRANDES problemas.
No post que fiz sobre LPS, falei que não acho que os personagens humanos sejam um ponto fraco neste tipo de série. Acho até legal imaginar um mundo onde existissem seres antropomórficos e nós humanos pudessemos conviver e nos relacionar com eles (Opa, não vai pensar besteira, hein). Mas os humanos de "Sonic X" tinham um problema chamado Chris (moleque problemático com tendências emo-furry-yaoístas). Não preciso entrar em detalhes, esse mané é provavelmente o personagem de animê mais odiado de todos os tempos.
Mas Cosmo the Seedrian foi um dos acertos desse animê. Uma personagem original, alienígena, vinda de um planeta longínquo aniquilado por Galactus pelos Metarex, veio à Terra para encontrar aliados e enfrentar tais ameaças. Ela parecia um pokemon, uma Kirlia, e no final da série, no emocionante capítulo de sua despedida, meio que evoluiu para Gardevoir... Isso foi foda.
É muito amável e tímida. Parece ter pouca confiança em si, mas se preocupa profundamente com os seus amigos. Não é a toa que acabou sendo notada pelo Tails.
Eu também quis falar dela para fazer uma menção ao animê no qual ela apareceu e que já causa nostalgia. É, o tempo voa mesmo.



8º lugar
Sally Acorn

Surgiu na série animada norte-americana do Sonic na década de 90 e também foi absorvida pelo universo dos quadrinhos da Archie Comics, que aliás a desenvolveu muito bem como personagem. Eu nunca curti muito a animação para a qual ela fora criada.
O desenho final de Sally foi supostamente feito por Ken Kinoshita, desenhista inicial dos personagens do desenho, baseando-se nos desenhos dos games criados por Naoto Oshima, o desenhista dos personagens da série "Sonic the Hedgehog".
Sally nasceu na monarquia Acorn, sendo ela herdeira e futura governante de Mobius. Sua relação conflituosa com Sonic tornou-se divertida nos quadrinhos. Fez-se líder dos Freedom Fighters com o objetivo de derrotar o Doutor Eggman e restaurar o seu reino.
Para muitos, Sally deve ter sido a mãe de todos os furries. Isso é controverso, mas existem muitos outros personagens similares bem mais antigos. Já ouviram falar de "Bagi"?
Sally tem muita afinidade com máquinas e todo o tipo de tecnologia, além de ser uma grande estrategista. Legal, além de atraente também é inteligente. Agora fechou!
O que foi?
Não me critique por achar a Sally atraente. Ela e as suas amigas são o maior motivo para o sucesso da Archie Comics. São as melhores e mais bem construídas personagens e disso todos podemos falar.



7º lugar
Lien-Da

Nascida nos legais quadrinhos da Archie Comics, Lien-Da é uma vilã muito bem construída. É uma típica femme fatale e parece preocupar-se apenas consigo mesma. Mas, por outro lado, demonstra importar-se com o seu povo equidna e parece querer apenas o bem para todos da sua espécie. Durante seus longos anos traçando seu caminho nas fileiras da Dark Legion, sempre acreditou na supremacia equidna e pensou no uso da tecnologia para alcançar este objetivo.
Recebeu muitas modificações em seu corpo, como vários implantes biônicos, que a tornaram um tipo de ciborgue. O que talvez signifique que ela nunca envelhecerá.
Sem mencionar que essa moça muito bonita e atraente diversas vezes mostra-se como uma sínica, brutal e sádica e necessita de poucos motivos para causar dor aos seus inimigos. E aí, já se apaixonou?
Odeia a sua meia-irmã, a heroína Julie-Su (uma personagem igualmente foda), por quem acredita que seu pai, o antigo GrandMaster da Dark Legion, dedicava mais afeto.



6º lugar
Maria Robotnik

A única personagem humana e não-furry da lista. Foi a companheira de Shadow em "Sonic Adventure 2" e "Shadow the Hedgehog". É prima do mais conhecido antagonista e inimigo de Sonic, o Doutor Ivo Robotnik, também chamado Doutor Eggman, e neta do Professor Gerald Robotnik. Sorte que essa gracinha não herdou a "beleza" da família.


Sua história é profunda e apaixonante. Maria é a principal razão para a criação de Shadow. Ela sofria de uma enfermidade terrível conhecida como Síndrome da imuno-neuro-deficiência. Extremamente frágil, a atmosfera terrestre era quase um veneno para os portadores da sua doença, por isso precisava viver longe da Terra com o seu avô na colônia espacial ARK, onde o cientista trabalhava incansavelmente na busca da cura para a sua neta.
Durante a invasão da colônia pela GUN, Maria foi assassinada por um disparo de um dos soldados invasores, diante de Shadow que não pode fazer nada para salvá-la. Com suas últimas forças, Maria conseguiu enviar Shadow à Terra em uma cápsula de escape e implorou para que ele nunca se esquecesse do porquê da sua criação, "ajudar as pessoas". Mas infelizmente a morte da sua amiga causou uma enorme ferida no coração dele, que dificilmente seria curada.
Maria é uma personagem encantadora. Otimista, alegre e muito amável. Ela pode ver o lado bom de todas as coisas e acredita no perdão acima de qualquer adversidade. Ela e Shadow são praticamente irmãos de criação, embora os sentimentos que tenham um pelo outro pareçam esconder algo mais.

Putz, Shadow. Tu é mesmo o deus dos furries!

            

Maneira essa história! Idolnya genial como sempre!


Maria the Hedgehog ficou demais também.
 
Pra finalizar, sobre Maria, ela é um personagem marcante porque, além de ter uma história comovente, ela permanece sendo a maior influencia na construção do caráter do personagem Shadow. A morte trágica dela pode tê-lo tornado rebelde e impiedoso, mas o amor que Maria foi capaz de levar até o mais profundo vazio de sua alma sombria, o fez capaz de compreender o perdão e a gentileza. Maria é o principal motivo para eu gostar tanto do Shadow.


5º lugar
Tikal

Acho a Tikal tão bonita! As garotas-equidnas em "Sonic" são todas assim. E pensar que na realidade ela é um bicho pra lá de esquisito. Corpo de porco-espinho, cara e língua de tamanduá e são parentes dos ornitorrincos, quer dizer, são monotremos, nascem de ovos e mamam quando filhotes. Ouvi dizer ainda que as fêmeas tem duas entradas na vagina e os machos tem um órgão reprodutor com quatro cabeças. Bizarro é pouco! Mas voltando ao assunto...
Tikal nasceu no clã Knuckles há 4 mil anos. Depois da morte da sua mãe, o seu pai tornou-se frio e distante, deixando Tikal aos cuidados da avó.
Durante o tempo em que ficou com a avó, Tikal aprendeu as crenças, a moral e a mitologia do seu povo. Ela tinha um grande respeito para com a avó que a criara.
A medida que crescia, Tikal converteu-se em uma grande pacifista e amante da paz. Mesmo com a morte da avó, seguiu crendo em seus ensinamentos e suas palavras e continuou sua oposição a Pachacámac que visava a invasão de outros territórios, em especial o do clã Nocturnus.
Tikal mesmo após a sua morte ainda aparece na forma de espírito para ajudar os heróis na luta contra o mal. Ela é como um Obi-wam Kenobi, mas como é uma furry talvez seja melhor comparar com o Jaga dos Thundercats.


Em vários momentos é subentendido que ela e Knuckles tenham uma relação familiar.
Seu povo foi baseado diretamente na civilização Maia. Então Knuckles deve ter algum problema de identidade. Acompanhem: ele é Maia, fala como americano, mas os equidnas são animais australianos. Confuso.



4º lugar
Cream the Rabbit

A personagem mais fofa de todo o universo "Sonic" e uma das mais encantadoras de toda a ficção.
Cream é simplesmente adorável!
Como não gostar da personagem que surgiu pela primeira vez no game "Sonic Adventure 2" de 2002?
A começar pelo seu design: porra, ela é uma coelhinha, ela tem orelhas compridas, ela tem rabinho de pompom! Qualquer um, por mais sério e carrancudo que seja (feito eu, né), vai se derreter e querer abraça-la.
O que foi?
Seja macho e admita que você gosta dela!
E a sua personalidade também é um show. Muito educada, gentil e carinhosa.
Se eu tivesse uma filha, com certeza gostaria que ela fosse como a Cream!
Será que isso daria muita dor de cabeça?
No início ela não parecia ter muitas habilidades. Mas com o tempo descobrimos que as suas orelhas lhe permitem voar por um tempo limitado e em "Sonic Heroes" seu ataque especial consiste em mandar o seu Chao Cheese atacar os seus oponentes. Em outros games ela já apareceu com muitas outras habilidades.

                 

Cream dá um show de dramatização a partir do minuto 1:55 no vídeo acima. Pobre robô, ele nunca teria chance. Cream chega a ser cruel com tanta doçura!
Até eu seria derrotado assim.
E pensar que esta cena foi censurada "anemizada" aqui no ocidente, uma prática que se tornou comum no tratamento das séries de animê no começo dos anos 2000. Os americanos conseguiram mesmo ver maldade nessa cena?



3º lugar
Rouge the Bat

Eita, chegamos na personagem mais sensual e provocante desta lista.
Não me venha como falsos puritanismos! Você homem também acha isso, mesmo que ela seja uma morcega antropomórfica!
Furries! Pela Rouge todo mundo é!
Não se sabe muito sobre o passado ou as origens de Rouge. Sabemos que em algum momento ela ganhou uma grande obsessão por joias e tornou-se uma caçadora de tesouros.
Também uniu-se a GUN  como uma agente secreta e foi recompensada por seus serviços com pedras preciosas e outras riquezas.
Tem uma personalidade forte, é valente, ambiciosa, atrevida e narcisista. Costuma entrar em conflito com Knuckles, seja quando está em busca de poder ou simplesmente porque gosta de provoca-lo.
Mas também tem o seu lado tímido, como foi visto quando Knuckles a salvou em certa ocasião.
No dia em que apareceu pela primeira vez, Rouge levantou muitas sobrancelhas por razões bem óbvias. Por que a Sega colocaria uma personagem fanservice em "Sonic"?
Não há como negar. Sua aparência chama a atenção. Seus seios. Eles saltavam. Eles bateram no seu rosto quando você a fazia correr na tela do videogame. E o seu traje? Todo curto. Apertado. Couro. Couro. E mais couro. E isso em uma personagem de "Sonic"!
Seu design é incrivelmente diferente, mas, mais do que isso, Rouge é incrível também. Não é fácil esquecer que Rouge também é forte e independente. E ainda pode alegremente manipular os homens para fazerem qualquer merda para ela. Como aliada, sempre vai te ajudar, contanto que possa se beneficiar também.
 
Nem são parecidas
 
Mas Rouge, a maior discípula de Morrigan Aensland, não é do mal, apenas tem... a sua própria maneira de agir.


 
2º lugar
Amy Rose

Amy Rose tem um início bem interessante. De todos os personagens principais do game, ela foi a única que teve sua primeira aparição fora dos jogos da série. Foi criada por Kenji Terada para um mangá que surgiu pela primeira vez na edição de Shogaku Ninensi em abril de 1992, escrito e ilustrado por Sango Morimoto.
Foi em 1993 que a personagem foi adaptada para os games. E seu design foi o que sofreu mais mudanças com o passar do tempo.
Amy é muito amável e doce, além de valente. Bom, talvez ela tenha dupla personalidade, porque quando se aborrece pode ser bem violenta e agressiva, além de sair descendo porrada com aquele seu martelão turbinado, o tal Piko Piko Hammer.
Apesar desse seu lado, Amy tem um grande coração e nunca se dá por vencida, sendo ela uma das personagens mais otimistas e alegres da série.
As vezes eu sentia raiva do Sonic por ele viver correndo dessa gracinha, mas convenhamos que ela ainda é de menor e a sua paixão louca que nutre pelo ouriço azul assusta um pouco.
Eu amo a Amy Rose. Claro que nunca esperei muito dela, mas ela executa muito bem o seu papel. O meu momento favorito da personagem é quando ela convence Shadow a desistir de destruir a Terra, certa de que, por mais que existam pessoas ruins no mundo, a maioria dos humanos são sinceros e bons, assim como também Maria acreditava (Maldito Chris ladrão de cenas no animê!).
Amy é basicamente uma pessoa agradável. E apesar de um pouco indiscreta, sabe muito bem fazer amizades.

           

Claro que o Sonic já percebeu toda essa graça. O problema do ouriço é a sua imaturidade, mas Sonic e Amy tem algo muito em comum, o forte sentido e amor pela justiça.


 
1º lugar
Marine the Raccoon

Cara, eu sou muito fã dessa guaxinim!
E também fui um dos muitos que se decepcionou quando descobriu que a personagem que estaria no elenco de "Sonic Boom" não era ela e sim uma outra com um design relativamente parecido. Embora a personagem nova (Sticks) ainda pareça legal.
Marine vive no mesmo reino, localizado em uma dimensão paralela, de Blaze the Cat e é a sua sidekick. O mundo destas personagens é quase um "mundo do contra". Se por um lado Blaze é uma versão feminina do Sonic, Marine é a versão feminina do Tails, mas com uma personalidade mais explosiva e com conhecimentos em engenharia naval. Diria até que Marine e Blaze se completam, da mesma forma que acontece com Tails e Sonic. Enquanto Blaze é mais séria e reservada, assim como Tails, Marine é mais infantil (afinal ela é uma criança) e vai direto ao assunto, tal como Sonic.
Eu posso definir Marine como uma espécie de "Anti-Cream". Se compararmos a sua personalidade com a da coelhinha, ela é relativamente mandona, gosta de chamar atenção, é hiperativa e bem independente, agindo por conta própria.
O cabelo dela lembra um pouco o da personagem Marina de Pokémon, além de usar uma roupa apertadinha parecida. Será coincidência?
Marine também funciona muito bem como alívio cômico. Ela não para de falar e detesta ser interrompida. É muito determinada a provar a si mesma e joga duro para assumir o controle da situação em todas as adversidades.
Apesar de costumar atrair encrencas quando junto de seus amigos, ela tem um grande coração. Aqui ela lembra bastante a Cream.
Fico chateado da Sega não aproveitar mais desta grande personagem que aparece apenas no game "Sonic Rush Adventure" e nos quadrinhos da Archie Comics.
Marine the Raccoon é bonita, meiga e fofa, mas ao mesmo tempo é forte e guerreira. E isso é demais!
Dizem que ela tem uma quedinha pelo sortudo do Tails. E, apesar da pouca idade, ele é bem mais maduro do que o Sonic. Então quem sabe um dia ele não perceba a bela guaxinim.



A melhor Sonic-girl de todos os tempos
Blaze the Cat

Quem acompanha o meu blog tinha ainda alguma dúvida de quem ganharia a maior premiação desta postagem?
Já dediquei uma postagem inteira só para ela, então não preciso nem entrar em muitos detalhes.
Eu amo a princesa da dimensão das Sol Esmeralds, seu estilo, poder, aparência, determinação e a serenidade que oculta os seus verdadeiros sentimentos.
Blaze é uma personagem que consegue emocionar. Mesmo sendo uma lutadora feroz, é ainda muito feminina. Por trás de sua aura orgulhosa há também muito carinho. Ela é capaz de qualquer sacrifício para proteger e salvar alguém que ama.
Por tudo isso, Blaze the Cat é a minha favorita. Sorte do Silver que forma com a gatinha o melhor par romântico de todos os games.



Menção Honrosa
Mina the Mongoose

Eu gosto da Mina. Só não consigo entender o motivo para ela fazer tanto sucesso. Existem personagens até mais interessantes do que ela nos quadrinhos.
A capacidade mais proeminente de Mina é o seu talento para cantar. O Rei Max recrutou-a para cantar para as suas tropas, devido à sua bela voz. Desde então, ela tem seguido o caminho para se tornar uma cantora famosa. Além disso, ela é uma corredora mais rápida do que a média Mobian, uma habilidade que decorre do fato dela ser uma fuinha, uma criatura naturalmente ágil (embora mais tarde fosse revelado que fora Mammoth Mogul quem lhe concedeu o poder da super velocidade). Mesmo que não possa igualar-se à Sonic em termos de velocidade, ela é rápida o suficiente para surpreender mesmo o ouriço.


Menção Honrosa
Barby the Koala

Uma mercenária fodona, a segundo no comando dos Downunda Freedom Fighters.
Ela é a voz da razão de seu grupo de combatentes contra o mal e uma das melhores lutadoras destes quadrinhos. Ela é bruta e agressiva, mas muito bonitinha. Resolvi pelo menos fazer uma menção porque gosto do estilo dela.

 
Com certeza esqueci de fazer mais menções honrosas, mas a postagem vai terminando por aqui, já com a sensação de que a missão oi cumprida.
Encerro desejando novamente parabéns a Sega por nos entreter durante tantos anos com games épicos e personagens muitíssimo carismáticos. Que muitos anos de alegrias e diversões ainda venham pela frente.
 
 
Parabéns ao Sonic e a Sega, vocês merecem todo o nosso reconhecimento!

sexta-feira, 13 de junho de 2014

DICA DE MANGÁ: RYU FINAL (Parte II)


Retornamos. E hoje nos voltaremos para o segundo (e último) volume do mangá "Ryu Final".
E, como vocês perceberão, da mesma forma que a postagem anterior, esta terá muitas imagens que são muito épicas.
 

Este volume começa com a mesma pilha de pedras com um pedaço de pau cravado nela, o mesmo que vemos no volume anterior. Mas desta vez vemos também que a bandana vermelha de Ryu está amarrada nele.
 
 
Elena não tem novamente participação digna de nota no mangá, mas o volume começa com uma bela imagem da personagem. E eu coloquei ela aqui de propósito simplesmente porque ela ficou muito gata e gostosa de se ver. Não acham?

Esta história não começa com algum outro desafio para Ryu, mas reafirma todas as lições aprendidas por ele que são tão importantes quanto tudo o que vimos no primeiro livro. Esta história está à princípio centrada em Sagat, uma espécie de Vegeta para Ryu e atualmente o meu Street Fighter favorito junto do protagonista desta história. A primeira imagem que temos é do caminhão de Hugo e Poison estacionado do lado de fora de um templo no coração da Tailândia.


Hugo parece tenso. Embora ele se erga sobre o poderoso tailandês, é incapaz de conseguir um hit sólido sobre ele. Sagat é imóvel e permite que Hugo o atinja com seus socos que parecem não lhe causar dano algum.

Sagat: "Muah, ha, ha, ha!" 
E isso é deveras assustador se levarmos em consideração aquilo que o personagem Hugo era capaz de fazer no volume anterior...


Em um acesso de raiva, Hugo decepa e levanta a cabeça de pedra de uma estátua de Buda (os cenários do Sagat em todos os jogos são dotados de religiosidade e cultura tailandesa) e a usa para bater no Sagat. Aquela rocha gigantesca simplesmente quebra em um milhão de pedaços ao atingir o lutador. E na sequência Sagat derruba o poderoso gigante com um único chute.


Se estas cenas épicas tiveram como objetivo mostrar o quanto Sagat é foderoso... bem, sem comentários. Ele é foda mesmo!
Em seguida, Sagat parecia meditar e ele se lembra de sua vida de lutas.

                               
Surgem novos flashbacks e agora estamos de volta para um período em que Sagat estava em seu momento mais perigoso. Ele havia sobrevivido ao Shoryuken de Ryu e estava se recuperando na Tailândia. Furioso consigo mesmo, ele leva sua agressividade para fora na selva. Derrubando árvores e tentando fazer suas técnicas mais fortes. Adon assiste a uma certa distância, decepcionado com o que Ryu  fizera ao seu mestre. Embora enfaixado, Sagat tem uma séria ferida que não cicatrizava.


Sagat não pára por tempo suficiente para pensar sobre as consequências de suas ações até que acidentalmente bate numa árvore que vem à baixo e fere uma criança. Ele leva a criança a um templo onde os monges poderiam cuidar dela. Acho que muitos leitores devem ter ficado surpresos com o lado benevolente de Sagat.
Mas aquele monges tentam alertar Sagat sobre o que ele está se tornando.


Apesar de ter recebido um golpe potencialmente fatal, a criança sobreviveu. Talvez pelo tamanho da sua determinação ou era a sua vontade de viver que a mantinha viva. O que preocupava os monges era a cicatriz deixada pelo Shoryuken no peito de Sagat. Ela não é a cicatriz física mas sim emocional. Eles alertam Sagat que a vingança e o ódio são o que lhe alimentam agora. Esse ódio vai consumi-lo por dentro e a cicatriz nunca vai sarar se Sagat continuar possuído por esse desejo de matar.


Sagat vive por uma razão, existe um potencial enorme nele, mas ele parece estar perdendo o seu propósito.
Os monges dizem naquele momento que caçadores furtivos estão prendendo e matando tigres nas proximidades da aldeia deles. Sagat deveria estar defendendo sua terra natal. Assim, ele deixa a criança com eles e vai para a selva.


Dois caçadores estavam perseguido um tigre feroz e um deles acaba sendo morto pelo imenso felino. Antes que o tigre pudesse atacar o outro, Sagat surge e chuta o animal na cabeça, assustando-o e fazendo ele ficar manso e recusar. O caçador sobrevivente agradece a Sagat, mas ele rejeita.
Parece que Sagat encontrou um novo alvo para a sua agressividade. Ele começa a bater no caçador por tudo o que este fizera a selva. E no processo a cicatriz em seu peito se abre e ele começa a sangrar novamente. Enquanto Sagat faz uma pausa para apertar o peito, o caçador pega um pequeno refém.


É a criança que Sagat acidentalmente ferira. O caçador a tem como refém. Então o lutador tailandês joga sua mão entre a arma do bandido e a criança.


Aquele criminoso dispara grande parte da sua munição na mão de Sagat, e não é que balas não são nem um pouco efetivas contra ele! De fato, o caçador ainda dispara suas balas na barriga de Sagat e o resultado é ainda mais assombroso. Ele simplesmente não pode ser ferido por uma arma!
Mas também, depois do que Sagat fez com o Hugo, o que é um simples revólver para ele?


Sagat poderia facilmente matar o caçador, mas escolhe poupá-lo. Ele acabara de compreender que ao contrário de Ryu, esta pessoa era um criminoso disposto a mata-lo à sangue frio. Nesse ponto Sagat escolheu o seu caminho, ele não vai deixar a raiva consumi-lo, ele não vai usar o muay thai como um meio de se vingar. Não manchará o nome de seu amado país.
As bandagens caem de seu peito enquanto ele mantém o caçador seguro no alto. A cicatriz enorme em seu peito finalmente parou de sangrar. Sagat amadureceu tanto quanto Ryu. Aprendeu muitas lições e agora persevera. Ele é a prova de que mesmo uma ferida mortal pode ser superada.

Agora é o presente, e Ryu retorna para a Tailândia para uma revanche. Ryu e Oro encontram um casal de adolescentes que trabalham como agricultores perto do templo.


Os aldeões que Sagat protegeu há muitos anos estão crescendo.
Aquele lutador impiedoso que dá risada do adversário a cada vitória nos games tem um lado sangue-bom que pega qualquer um de surpresa.
Sagat espera por Ryu, a batalha entre o tigre e o dragão em breve acontecerá.


Sagat está mais forte do que jamais esteve e Ryu tem treinado mais do que nunca. De todas as rivalidades em Street Fighter esta é o mais antiga. Nakahira nos diz o que aconteceu entre eles durante a continuidade de SF III.


Isto é importante porque em termos canônicos Sagat não estava presente no game SF III.
Ambos Ryu e Sagat se preparam para a luta com Oro e os dois jovens agricultores agindo como espectadores. Há uma tempestade, mas nem Sagat nem Ryu vão deixar a chuva impedi-los. Eles avançam para a luta quando o raio atinge a cena. Há um grande clarão.
É, e a batalha terminou em poucos hits.


O último ataque de Sagat, com o joelho, foi devastador. Ryu já está caído sobre o que restou da estátua do Buda dormindo. Cacilda!


O típico recurso dos mangás de luta aqui é utilizado. Os golpes de Ryu e Sagat eram velozes de mais para os nossos olhos, olhos comuns de reles mortais, enxergarem!
Oro foi o único que foi capaz de perceber os golpes e saber quando cada um atingiu o outro. Ryu parece abatido, mas o joelho de Sagat tocou chão e ele então a sua derrota.  
Aqui vai rapidamente em câmera lenta o que aconteceu naqueles segundos que determinaram o resultado da luta:

Uma luta entre dois lutadores de altíssimo nível pode realmente ser decidida em poucos movimentos.

Detalhe que mais uma vez Ryu sobreviveu a uma porrada absurdamente foda, mas seu golpe foi o mais perfeito e sutil e foi isso que fez Sagat admitir que mais uma vez foi derrotado.


O velho ferimento de Sagat reabriu!
Ryu não entende. Ambos os lutadores eram capazes de levar a luta para muito mais longe. Sagat desistiu da batalha justamente quando viu a sua cicatriz sangrar e compreende que mais uma vez foi superado por seu rival. Embora suas forças fossem equivalentes, Sagat foi superado pela habilidade de Ryu e resolveu aceitar com honra. É como a velha superstição japonesa apresentada nos OVAS clássicos de "Ruroni Kenshin". Uma ferida feita com ódio nunca cicatriza. E Ryu que na época encontrou o poder do Satsui No Hadou era realmente puro ódio. Mas aqui, o ódio era carregado por aquele que recebera o ferimento e o cura veio quando ele desistiu desse sentimento.
Agora Ryu sabe que o caminho do guerreiro não é validado se deve lutar até a morte e descobriu que cada batalha não tem que acabar com ele incapacitando ou nocauteando seu adversário. Ryu não deve se tornar aquilo que mais despreza.


Ryu e Sagat chegam a um entendimento depois disso. Assim, Ryu e Oro deixam a Tailândia. Sagat enfaixado novamente com os seus jovens amigos segurando um guarda-chuva sobre a sua cabeça assiste satisfeito a um velho adversário partir.


A primeira parte deste impressionante capítulo chega ao seu fim.
Sagat tornou-se mesmo um personagem muito envolvente!


Ryu e Oro tem absoluta convicção de para onde seu caminho vai leva-los.
Através das memórias de Ryu, o leitor é levado novamente ao passado  para testemunhar um momento importante na continuidade SF. Nakahira nos mostra a luta entre Gouken e Gouki em toda sua glória e violência. Ryu e Ken estão mais jovens do que estavam em "Zero".
Gouki e Gouken lutam com tudo, destruindo toda a paisagem em que se encontravam, eles se enfrentam por todo o bosque de uma forma muito cinematográfica. Lançam movimentos especiais um contra o outro, mas Gouken, eventualmente, é ultrapassado por seu irmão.


Ele é espancado e morto quando Gouki que atravessa o seu peito com o seu punho. Gouki ainda leva o colar de contas gigante do corpo de seu irmão e o coloca em torno de seu próprio pescoço. Ken e Ryu chamam por seu mestre, mas não obtém respostas. E isso não é bom.
Gouki percebe a presença deles, mas simplesmente vai embora. As memórias de Ryu o torturaram por um longo tempo e agora é a hora de fazer algo a respeito disso.


Ryu e Oro retornaram para o Japão, onde se reúnem com Ken e Sean. Agora Ken e Ryu preparam-se para o momento mais importante de suas vidas.


Eles atearam fogo no antigo templo de seu mestre. É um majestoso castelo que foi visto durante muitos anos por todos nós no fundo do cenário de Ryu em praticamente todos os jogos de Street Fighter. Infelizmente esta é a última vez que vamos vê-lo de pé.


Ryu e Ken devem se enfrentar para determinar quem deve desafiar Gouki enquanto o seu dojo queima ao longe. Ryu se concentra em um golpe bem colocado. De repente o templo explode em colapsos. Gouki desce sobre uma pilha de escombros (esse parece que sempre foi o seu meio de transporte, vide a apresentação de "SNK vs Capcom Chaos", meio bizarro). Os dois grandes guerreiros fazem uma pausa para estudar um ao outro.


Desta vez não teve para o lutador norte-americano! Ryu derrotou Ken com muita facilidade! Repare na cara do Sean, ele simplesmente não acredita. 
De certa forma, é engraçado ver que o caminho que Ryu  trilhou por anos acabou conduzindo-lhe de volta para casa.

 

Gouki encontra ironia no fato do garoto que ele salvara ter transformado-se em um guerreiro capaz. Ambos riem um pouco. É a única vez que você vai ver um sorriso em Gouki, é um pouco perturbador. Ryu tenta acertar Gouki com um Shoryuken. Gouki agarra a mão de Ryu e simplesmente a esmaga!


A luta é brutal e, apesar de Ryu ter crescido e aprendido muito nos últimos anos, ele ainda não é páreo para Gouki.


Gouki bate em Ryu e o acerta com o lendário Shun Goku Satsu! O mesmo golpe definitivo que feriu de forma mortal o seu irmão e o seu mestre Goutetsu .
Este golpe tem a intensidade do seu poder proporcional ao pecado do seu oponente. Quanto maiores os crimes do pecador, mas dolorosa é a sua morte! Assim como seu mestre Gouken, Ryu teve o seu corpo transpassado pelo punho de Gouki na altura do peito.


Para se certificar de que Ryu nunca mais se levante, Gouki ainda faz uma bola de fogo da mão passar pelo corpo do lutador já agonizante. Isso explica o flash de luz que você vê no final do golpe na versão de videogame.
Ryu cospe sangue que respinga pelo rosto de Gouki. Mas quando tudo parecia terminado, Ryu dá sinal de vida e promete retribuir o favor em espécie.
Ryu coloca a palma da sua mão no corpo de Gouki e atira uma bola de fogo através dele! Os dois homens agora estão cambaleando para trás.


Ryu está sangrando muito e se pergunta como Gouki pode permanecer de pé.
Gouki arranca o kimono e podemos ver um tipo de  buraco em seu torso. Gouki está oco por dentro (!), ele fora completamente consumido pelo lado negro da força Satsui No Hadou! Tudo o que resta é uma casca cheia de todo o seu ódio.
Ryu amaldiçoa o monstro por matar o  seu mestre e também por matar a si mesmo. E essa, meus amigos, é a cena mais fodona e épica de todo o mangá!


Eles atacam um ao outro mais uma vez. São atingidos por aqueles golpes simultaneamente e agora tornam-se consumidos pelo fogo. Gouki se afasta de Ryu e cambaleia em direção ao fogo do templo em chamas. O demônio foi derrotado, mas o preço foi alto de mais.
Ryu está morrendo...


O epílogo.

Agora vemos Alex, um certo personagem de SF III que eu curtia muito e gostaria de vê-lo nos novos jogos da série, mas a Capcom trolladora do jeito que é...
Bom, ele estava sentado em um beco e parecia perturbado. Mais cedo naquele dia, ele tivera uma luta com Ken no Madison Square Garden. Alex como você deve saber foi um grande lutador no circuito de MMA e ele pode até mesmo vencer Balrog (o boxeador da Shadaloo) em uma luta. Mas agora tivera a sua batalha final com Ken e foi finalmente derrotado. Alex está decepcionado consigo mesmo, não por perder para Ken, mas porque ele percebe que ainda não é forte o suficiente para enfrentar Gill, de quem busca vingar a sua família. A família adotiva de Alex o encontrou de mau humor naquele beco e lhe ajudou.
Poucos dias depois, Alex parece estar melhorando quando se encontra com Ken e sua família. O melhor amigo de Ryu informa que a única maneira de obter mais poder é viajar ao redor do mundo e aprender com os melhores. Pouco depois, o filho de Ken alcança Alex, que já seguia o seu rumo e lhe entrega a bandana vermelha de Ryu, sabendo que ele respeitava muito o lendário lutador.


Vemos Alex, meses mais tarde, nas colinas do Japão. Supomos que ele já fez uma extensa viagem. Aprendendo com Birdie, Zangief e Adon, conforme o cânon. Ele pára nas ruínas que antigamente eram o templo onde Ken e Ryu treinavam. É uma cena triste agora, nada além de escombros. Há uma pilha de pedras e um pedaço de madeira cravado nelas marcando um túmulo. Alex se ajoelha e amarra a bandana vermelha nele. Ele deseja que poderia ter aprendido com os melhores para ter uma luta com Ryu mais uma vez.


Então vemos uma silhueta que aparece no horizonte. Não sabemos se é uma memória ou imaginação de Alex. Ele se vira.


Ryu está ali de pé, sorrindo. Seu cabelo despenteado. E uma grande cicatriz circular em seu peito.
THE END.
Agora você sabe por que eu sou tão crítico com os quadrinhos da Udon? Por que eles não podem escrever ou desenhar algo tão épico como "Ryu Final"? Então o que podemos dizer do final deste mangá? Bem, além da sobrevivência quase impossível de um soco no peito, podemos ter muitas coisas para o futuro da série, em termos canônicos e videogame. Sua sobrevivência a um golpe de morte foi prefigurada por Sagat no início do mangá. Ryu não retorna como um messias, mas como um verdadeiro artista marcial. Ryu aprendeu a aproveitar o poder de um intento assassino com o "Punho do Vento" e parece ter finalmente completado sua jornada. Deste ponto em diante ele deve ocupar um lugar de grande importância no universo.
Ah, e agora você sabe qual foi a inspiração para o novo design do Evil Ryu nas séries de "Street Fighter IV".

Antes de prosseguirmos com a conclusão deste mangá, vou fazer algumas considerações como um gamer:

Houve uma ideia de dentro da Capcom para  substituir Ken e Ryu como os personagens principais de Street Fighter. Isso nos leva de volta para os idos de 1989, quando Guy, Cody e Haggar deveriam substituir Ken e Ryu. Mais de 20 anos e os fãs queriam que Ken e Ryu permanecessem como os protagonistas e a Capcom logicamente iria concordar. Quando comparado a outros títulos de jogos de luta, a série SF não tem progredido muito nos últimos 25 anos. Com certeza, cada geração de Street Fighter supera a anterior, bem como quaisquer contemporâneos. O período de 25 anos não foi ruim, mas poderia ter sido bem melhor! A Capcom parece ter parado no lugar, porque não pode empurrar a série para a frente, sem alienar os fãs. No entanto, há uma diferença na geração de jovens que cresceram com títulos do arcade e aqueles que nunca jogaram um. Há pessoas ansiosas para experimentar um jogo de luta, mas que não sabem por onde começar. Não haveria melhor momento do que agora para relançar a série, tanto para as antigas quanto para as novas gerações. Mas infelizmente não foi o que esperávamos.

Vamos supor que a Capcom levasse a coisa à sério. Vamos até dizer que eles decidam ir com o trabalho de Masahiko Nakahira, como fizeram no passado. O que podemos esperar para ver? Ryu e Ken deveriam ser chefes. Cada um atingiu o auge de suas habilidades e não há lugar para eles irem, a menos que a Capcom queira puxar um pouco da SNK e começar a introduzir novos lutadores poderosos e demônios ímpios como os principais vilões. Há uma dualidade com os dois rostos mais conhecidos de SF , cada um representa uma versão diferente de Oyama.
Ken representa o caminho do lutador em busca de glória, competindo em um palco popular. Ele tem tudo, os títulos, os cinturões, a fama, a família e o dinheiro. Ken representa o pico do lutador mainstream, o ideal ocidental. Ele poderia tornar-se um chefão ou subchefe. Poderiam haver diferentes chefes dependendo do lutador que você escolhesse como em SF Zero 3.
 
 
Ryu poderia ser o chefe principal absoluto no jogo. Considerando Ken uma lenda mainstream, Ryu é a lenda desconhecida. Ryu não se importa com competições ou títulos, ele procura os mestres de cada disciplina em lutas secretas. Neste jogo seria tanto inspirador ver como personagens que cresceram ao longo das séries clássicas tornaram-se chefes. A Capcom nem sequer precisa explicitar o que ou como aconteceu. Vamos dizer que 99% das pessoas que comprarem o jogo nunca leram os livros de Nakahira. Ele ainda iria funcionar. Os jogadores são inteligentes.
Eu me lembro quando SF II chegou ao fliperama local da minha cidade. Todos os frequentadores se revezavam tentando vencer o jogo e poucos conseguiram. Era legal o ar de mistério na origem dos personagens e os jogadores usavam um pouco da sua imaginação para idealizar o passado de cada um deles. Os chefes foram alguns dos responsáveis por tornar a série épica. Depois de derrotar o Balrog, a maior dor de cabeça era o M. Bison e me recordo de ter visto ele ser derrotado apenas uns duas vezes no flipper. Meu irmão e eu éramos fãs do original e poderíamos falar muito sobre aquele tempo. Alguém já viu e jogou SF I? Sagat, que já fora o chefe final,  retorna em SF II como o subchefe e ele agora tinha uma cicatriz no peito e isto foi o que fez um personagem genérico tornar-se um memorável. Antigamente a Capcom sabia se conectar e avançar no jogo através de algumas pistas visuais.
Voltando ao mangá, só falta o Doutor Nerd dizer qual foi a sua nota:


Nota 10!
Mas vou dizer nota 1000!
 
 
"Ryu Final" ainda é o melhor mangá e possivelmente a melhor mídia baseada em um grupo de lutadores de videogames. Os personagens de Street Fighter são épicos para mim e não há nenhum outro grupo de lutadores que vai superá-los em carisma e estilo. Ryu é o maior lutador de todos os tempos, assim como Oyama que o inspirou.
O mês de Junho vem com um Top 10 especial e uma data comemorativa a seguir. Então em breve haverá postagem nova.
Até a próxima e obrigado por ler.