domingo, 27 de outubro de 2013

DICA DE FILME - DRAGON BALL Z, A BATALHA DOS DEUSES



Aí, pessoal. Estamos de volta para mais uma dica de filme. E a esta altura vocês já devem estar percebendo que a nossa nova dica é sobre mais uma animação.
Agora é melhor deixar algo bem claro para vocês que acompanham o meu blog. Eu amo desenhos animados. Para mim é muito mais prazeroso curtir uma boa animação do que assistir a um filme com atores, por mais talentosos que estes sejam ou por mais fantásticas que sejam as produções das obras.
Explicado, vamos em frente. Nossa dica de filme será sobre "Dragon Ball Z, a batalha dos deuses".
Confesso que à princípio não tinha me animado tanto com este lançamento e isto desde que ele vinha sendo anunciado no ano passado. Por quê? Bem, eu achava que a franquia Dragon Ball já tinha feito e rendido tudo o que poderia e não havia, portanto, mais o porquê de se criar novas histórias para ela. E isso se deve principalmente ao meu temor causado por traumas como o hediondo animê "Dragon Ball GT", que quase assassinou a franquia.
Outra coisa que não me animava era a história de que os roteiros seriam do criador da série Akira Toriyama, porque para mim isso não passava de conversa fiada. Eu acreditava que ele não se daria ao trabalho e simplesmente assinaria embaixo permitindo que algum roteirista qualquer use seus personagens. Não foi assim que nasceu a tragédia hollywdiana chamada "Dragon Ball Evolution"?
Mas eu estava errado. Muito errado mesmo. Completamente enganado. Graças a Deus!
"Dragon Ball Z, a batalha dos deuses" teve mesmo roteiros do nosso mestre Akira Toriyama em parceria com o grande Yusuke Watanabe e desconsiderou todas as tragédias, sejam elas no mundo da animação ou no filme com atores reais. Eu sei que o filme "O retorno de Son Goku e seus amigos" foi um filme ruim e desnecessário e ainda assim parece não ter sido ignorado para a criação deste novo movie, mas é um mal menor se você considerar o que poderia ter sido aproveitado de outras produções.
Este filme foi uma das novidades que mais me empolgaram no mundo dos desenhos animados! A animação é foda, tem muito humor (do jeito que o Toriyama-sensei adora fazer), as lutas são um show, graças as maravilhosas técnicas atuais de animação (e pensar que eu as criticava) e o roteiro é bem convincente.
No filme, Bills, o deus da destruição, que pertence a uma raça de seres cósmicos responsáveis por um tipo de equilíbrio (seria a entropia universal?) vem a Terra, após um longo sono de 39 anos (o que seria para um deus uma soneca no fim de uma tarde) ao saber que Freeza fora derrotado pelo saiyajin Son Goku enquanto ele dormia. E o seu interesse pelos saiyajins aumenta após ele ter um sonho profético no qual enfrentava um "Super saiyajin deus". Ele está determinado a destruir a Terra para alcançar o seu objetivo, que é encontrar e lutar contra esse ser poderoso. Mas, cá entre nós, pela descrição que eu dei, esse Bills parece um ser bem egoísta, o que de fato é, mas ele é demais, muito divertido e engraçado e com certeza você vai rir das suas palhaçadas.
Há quem reclamasse do filme, antes dele chegar aos nossos cinemas, porque, após ver a versão pirata legendada que vazou na internet, apontou uma certa falta de ação e o que se espera de Dragon Ball é sempre pura pancadaria. Na minha opinião isso é bobagem. Teve coisas bem mais importantes do que a ação e esse filme tem um enredo muito melhor do que todos os filmes do animê feitos até hoje. Vivam com essa, críticos!
Também foi demais rever nossos heróis desse animê que marcou a nossa geração. E o filme acertou em cheio ao fugir dos clichês típicos dos filmes de Dragon Ball, evitando o estrelismo excessivo com o protagonista, já que no final até mesmo o fodão Son Goku percebeu que ainda poderia evoluir mais, enquanto Vegeta mostrou que pode superar seu rival quando fica realmente sério. E por falar nisso, o Vegeta roubou a cena no filme. Esse cara é demais, um dos personagens mais carismáticos e divertidos dos animês. Melhor ainda é poder vê-lo novamente dublado por Alfredo Rollo, sua eterna voz original, que voltou ao seu papel, assim como todos os nossos dubladores do tempo em que a série estreou no Brasil. Os melhores e que batem qualquer versão de dublagem que o animê ganhou pelo mundo afora.
E melhor ainda é poder curtir essa animação no cinema com a galera que também assistiu ao animê no tempo do Band Kids, quando todos nós nos tornamos grandes fãs da obra de maior sucesso de Akira Toriyama. É uma experiência revigorante, como voltar ao passado. Grandes tempos em que não tínhamos tantas preocupações e a vida parecia uma festa. O próprio Wendel Bezerra, o dublador de Goku, diz em entrevista ao "Omeleteve" que é emocionante ver o cinema lotado (a maioria de adultos) com todos curtindo e aplaudindo o belo trabalho que fizeram. Deve ser muito legal fazer parte da infância e juventude de tanta gente.
Aliás, o filme tem sido um sucesso, com uma audiência e arrecadação surpreendentes. Mas não se iludam, fãs de animês. Estamos falando de Dragon Ball, que é um sucesso absoluto no país e amado até por quem não é muito conhecedor das animações orientais. Então ainda é muito cedo para falarmos de uma nova onda de produções japonesas no Brasil.
Se ainda não viu o filme, não perca tempo e vá ao cinema mais perto de você. Assistir ao animê na tela grande e na companhia dos amigos é muito mais bacana do que sozinho e preso em casa. Se você não gosta de sair, taí um bom motivo para começar a fazê-lo e ainda confraternizar com a galera e fazer novas amizades, quem sabe até conhecer alguma garota nerd que nem você. Garanto que irá se divertir muito.
Este último parágrafo foi para os nerds. Vamos em massa para ao cinema, certo!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

OS PERSONAGENS MAIS ADORÁVEIS DA FICÇÃO


Como prometido, as postagens do mês de Outubro e de fim de ano continuam à todo vapor. E hoje falaremos sobre personagens fofos. 
Pronto, já usei a condenada expressão. Eu sei que pode parecer frescura, pode parecer coisa de efeminado usá-la, mas eu não tenho esse tipo de preconceito. Não vejo problema nenhum um homem macho (que nem eu) que gosta de ver isto...


... ou isto...


... ou isto...


... ou até isto...


... e também curte ver de vez em quando coisas fofas e agradáveis. Eu gosto desse tipo de coisa porque me faz sorrir e olha que é muito difícil alguma coisa me fazer sorrir. Bom, agora que acabei de limpar a minha barra, vamos continuar com a nossa postagem.

Definições do que é adorável:




Foi muito difícil fazer um top especial sobre o assunto, pois há uma imensa quantidade de personagens e eu ficaria incomodado se muitos deles ficassem de fora da lista. Outra polêmica é minha opinião pessoal. Como eu sou homem, prefiro personagens adoráveis que sejam do sexo feminino. Não que isso seja machismo da minha parte, mas as fêmeas são melhores, pelo menos para mim.
Outro detalhe foram as minhas escolhas. Bem, algumas garotas certamente reclamariam da lista em alguns pontos, principalmente, mais uma vez, por não aparecer aquele personagem que elas gostam. É difícil entender as mulheres, mas eu admiro quando elas vêem algo de adorável em personagens como Warsman (meu lutador favorito do clássico anime Kinnikuman).


Ele dançando é um barato, não é? Mas eu prefiro vê-lo em ação, isto é, lutando. Leia-se na carnificina...


Essa lutas foram as melhores do animê clássico. Sou muito fã dele por isso. Mas por que as garotas gostam tanto de Warsman ao ponto de encontrarmos aos montes fanarts constrangedores dele na internet? Sem a máscara ele não é nada bonito...

"Não sou feio. A URSS me programou para conquistar mulheres no modo expert"
 
Acho que é a síndrome de "A Bela e a Fera". E aprovo as garotas que se identificam com a melhor das princesas da Disney. Eu me identifico tanto com esse ciborque russo. Vamos ver se algum dia também encontro a minha Bela.
Bem, agora que já agradei às mulheres que lêem o blog, vamos ao que interessa. Mas atenção, marmanjos (que nem eu de novo), isto que vem a seguir é um top especial para personagens ADORÁVEIS. Gostosonas também são adoráveis, mas não o mesmo tipo de adorável da listagem a qual nos referimos (elas merecem um top só para elas, não concordam?). Espero que tudo tenha ficado perfeitamente esclarecido.
Aqui vai um top 11 (Momento Nostalgia Critic) para os personagens mais adoráveis da ficção, ou uma pequena lista do que vai caber aqui no meu blog, né. Vamos lá!


 
11º lugar
Son Goten

 

Iniciando com o filho mais novo do grande herói Son Goku, Son Goten. Ele é idêntico ao seu pai quando este era criança, só que muito mais adorável.
Eu pensei em colocar a Pan, a netinha de Goku, no lugar do Goten, mas infelizmente ela foi muito pouco explorada no mangá e animê originais (ainda que tivesse sido capaz de derrotar o próprio Goten em uma luta e com apenas 4 anos). Ela ainda fez uma pequena aparição em um outro mangá original do próprio Akira Toriyama, o Neko Majin Z, no qual estava mais crescida e linda, mas foi uma participação que também não serviu de nada para a personagem. E, para piorar a situação, a fama da Pan não é nem um pouco boa graças ao lixo de animê chamado Dragon Ball GT, que transformou a garotinha adorável que ele era numa das criaturas mais irritantes que um animê já foi capaz de nos mostrar.
O que melhorou a imagem da Pan foi o mangá feito por fãs chamado Dragon Ball Multiverse. Aqui ela é mostrada exatamente como Toriyama imaginou (ela e o Ubuu estão perfeitos neste mangá), sua personalidade é encantadora e ela até se transforma em Super Saiyajin.

 
Que fofa que ela ficou loirinha. Uma macaquinha loira. Os saiyajins são quase furries? 
Opa, eu desveria estar falando do Goten, não era? A Pan tornou-se o personagem mais adorável de Dragon Ball, mas como ela ganhou mais destaque num mangá feito por fãs, acho que seria trapaça falar dela aqui.
O Goten é um barato, divertido, engraçado e tão ingênuo e burro quanto o seu pai, porém infinitamente longe de ser tão poderoso quanto Goku ou mesmo o seu irmão mais velho Son Gohan. No fim da faze Z, Goten tornou-se um adolescente bem chato, pena que certas pessoas crescem. E ainda bem que o filme "Batalha dos deuses" resgatou o nosso simpático meio-saiyajin.



10º lugar
Lola Bunny (versão "O show dos Looney Tunes")

O que aconteceu nestes últimos 16 anos, Warner? 
Lola Bunny surgiu em 1996 (o que é muito atual para os padrões de personagens de animações norte americanas) num filme bem comercial e, com meus olhares adultos e críticos de hoje, bem ruim, chamado Space Jump. Neste filme onde os Looney Tunes desafiavam uns invasores alienígenas para um jogo de basquete com a ajuda de Michael Jordan (putz), Lola aparece como um personagem novo que entra para a equipe do Pernalonga. Ela não tinha muita personalidade e nem era engraçada, só jogava muito bem e era, digamos, muito sexy/gostosa. 


Mesmo em suas aparições posteriores, com em "Baby Looney Tunes", Lola não abandonou os esportes, sempre sendo retratada como uma atleta, algo sem muito futuro no mundo dos desenhos animados. 
Mas eis que em 2012 a Warner dá uma nova chance à coelha e ela ganha um papel no novíssimo e excelente desenho "O show dos Looney Tunes". E, devo dizer, ela rouba completamente a cena. Aqui ela é perdidamente apaixonada pelo Pernalonga, que sofre muito com as maluquices da sua namorada doida.

            

Obrigado, Warner! Lola pode não ser mais insinuante, mas é bastante atraente como personagem e finalmente tem uma personalidade marcante. Ela é simplesmente adorável! Eu posso até dizer que a amo! Claro que o Pernalonga se dá muito mal com as loucuras da Lola, mas ela é tão engraçada e fofa que eu acho que não me importaria de ter uma namorada assim. Se ela fosse fofa como a Lola, claro.

            

Esta Lola é chamada em alguns blogs norte americanos de "Babs Bunny 2.0" e eu concordo. A Warner é perita em criar meninas fofas e birutas (tipo a Dot Warner), e a Lilica era quase como um aquecimento para esta Lola atual. Também amo a Lilica, mas desta vez Lola merecia estar aqui, que fique claro então que gosto das duas com a mesma intensidade (e da Dot Warner também).



9º lugar
Fluttershy

 Pôneis são só para garotas! Bom, pelo menos era o que deveria ser, até que Lauren Faust e colaboradores inventaram de criar um "reboot" (talvez um dos únicos que funcionou) do desenho clássico dos anos 80 "My little pony", que definitivamente não era para homens machos do sexo masculino.
Mas não seja hipócrita, homem adulto! Todo mundo sabe que você assistiu ao novo desenho "My little pony: friendship is magic" e com certeza deve ter vibrado e aprendeu alguma coisa com esta animação que estreou em 2010 e fracassou, quero dizer, apenas no fato de querer ser um desenho para crianças do sexo feminino, porque, no mais, foi um sucesso de nível mundial. 
Tantos homens adultos e heterossexuais curtiram muito esta animação e se tornaram seus maiores fãs, os chamados Bronies. Não sabe e quer entender que merda é esta?

           

É, acho que agora ficou mais claro.
Confesso que sou um pouquinho Bronie (só um pouco) já que aprecio o desenho. Gosto da arte, das histórias e, principalmente dos personagens, que são muito bem construídos e carismáticos.
Escolher um único personagem para este top foi difícil. Todos eles são muito adoráveis e marcantes como a Pinkie Pie, mas, como eu só poderia usar um, resolvi ficar com a Fluttershy.
Ela é encantadora, bonita e com uma timidez que faz qualquer um (marmanjos barbados inclusos) se comover, ainda mais se você também for terrivelmente tímido (sim, estou falando de mim outra vez).
Fluttershy ama os animais, parece compreendê-los melhor do que os da sua própria espécie, e está sempre cercada por muitas criaturinhas com as quais vive conversando. Ela é como um São Francisco de Assis em Equestria. Depois eu peço perdão se por acaso disse algum sacrilégio.

Fluttershy e Discord
O seu episódio mais marcante foi sem dúvida aquele em que foi escolhida pela princesa Celestia para a reforma do vilão Discord. Tão tolerante que é, ela conseguiu trazer o mestre do caos para o lado do bem, tipo o Gohan convertendo o Piccolo em Dragon Ball Z.



8º lugar
Smurfette

Na nossa oitava posição, um personagem clássico. A Smurfette, a única fêmea (pelo menos até uma parte do desenho) a integrar a clã de anõezinhos azuis do Papai Smurf.
"Os Smurfs", um desenho inocente, que recentemente gerou dois ótimos filmes, continha certas polêmicas. Eu não queria fugir do assunto, mas é inevitável. Os Smurfs já foram acusados de muitas coisas absurdas. Foram suspeitos de serem comunistas, de viverem em cogumelos alucinógenos (daí a loucura do Gargamel) e até de compactuarem com o nazismo. Na boa, quem pensou nisso é muito doente.
As feministas também tem uma reclamação. Na série cada um Smurf tem uma função dentro da aldeia, mas a Smurfette faz o que? Ela seria simplesmente a fêmea reprod... epa, deixa isso pra lá, senão vai acabar com o meu encanto e a minha pobre infância já sofreu demais. Vamos deixar a loucura para os loucos. Bom, se bem que com a parte do comunismo é até uma paranóia justificável se pensar nos dias de hoje aqui na América Latina.
Mas vamos voltar ao que interessa. A Smurfette merece estar nesta lista. Ela é simpática e alegre e a única que não faz aquele "lalá-lalalalá" parecer irritante quando canta. A nossa dubladora da dublagem original arrebenta com sua voz meia e alegre. No cinema ela foi dublada por ninguém menos que a Katy Perry! Caramba, será possível resistir a tanto charme?



7º lugar
Tristonha

Alguém que porventura leia o meu blog por um acaso assistiu ou ao menos ouviu falar do desenho Ruby Gloom? Eu o conheci não tem muito tempo. Trata-se de um desenho bem atraente e com um visual extremamente gótico que conta as aventuras vividas numa mansão vitoriana assombrada e habitada por moradores pra lá de sombrios, porém bondosos. Então a mensagem principal passada no desenho é a de que as aparências podem enganar. E, por falar em aparência, vamos ver agora a personagem que ocupou a nossa sétima posição. Tristonha (Misery, no original) é uma banshee (não o X-men ou a inimiga do Superman) muito azarada e, como o seu nome na versão brasileira sugere, triste.
Se começar uma tempestade, pode ter certeza de que o primeiro raio atingirá a cabeça dela, se o Obama inventar de bombardear a Síria neste momento, pode ser que ele erre o alvo e exploda o quarto dela. Se alguém ligar o som do funk ou gospel ruim lá no último volume, talvez seja o vizinho da Tristonha (no meu apartamento é assim). É, depois desta descrição, é bem compreensivo o porquê dela chorar tanto. Você também não choraria?
Por que a Tristonha está na minha lista? Cara, essa é uma pergunta bem idiota! É só olhar para ela. Vejam só esses olhinhos grandes e expressivos de animê e essas lágrimas que parecem nunca secar. E ela é bonita, muito bonita, mesmo chorando. Detalhe: as banshees são criaturas medonhas e os criadores do desenho criaram uma menina tão bonita baseada nesses seres. Incrível.
A Tristonha é a típica personagem que você sente vontade de abraçar quando a vê na telinha. Ela é trágica e muito divertida e engraçada, ainda mais na companhia de seus amigos excêntricos da mansão onde vive.

                              

É melhor recuperar o fôlego. É fofura demais numa criaturinha só. Mas, por favor, é ainda um homem barbado que está digitando aqui, ok. Ah, a Ruby e a Iris são tão bonitas quanto a Tristonha.


 


6º lugar
Soninha

Mais um personagem clássico. A Soninha, do desenho "Os ursinhos Gummy", muito apreciado até hoje por aqueles que também curtem RPG e é claro, nascidos na década perdida e que tiveram a sorte de curtir estes maravilhosos desenhos dos estúdios de Walt Disney.
Soninha tem tudo para ser considerada adorável. Além da aparência, ela tem uma personalidade divertida, com suas crises de pré-adolescente, sua aparente timidez e sem falar que é uma guerreira, isso deve ser típico do seu povo.
Eu gosto tanto dela que, na época que escrevi um roteiro para um mangá, criei uma personagem baseada nela, em aparência e personalidade. Sem dúvidas ela é uma de minhas personagens favoritas de todas as mídias. Assim como a Tristonha, é um personagem que você certamente gostaria de abraçar.



5º lugar
Flaky

Gostam de polêmicas? Aqui temos um personagem polêmico de um desenho incrivelmente polêmico.
Todos vocês devem conhecer o sucesso da Mondomedia na internet, a animação "Happy tree friends", que conta historinhas bonitinhas de personagens meigos e fofos, mas proibidas para menores de 18 anos. Como assim? Claro, o desenho contém cenas de violência gratuita, envolvendo estripamentos, decapitações e mortes. E neste mundo bizarro vive Flaky, a porco-espinho mais tímida do mundo.
Eu disse que ela era uma personagem polêmica no início e não me referia aos banhos de sangue dos quais ela participa, porque se fosse por isso todos os personagens seriam igualmente polêmicos. O que tornou Flaky única foi a confusão com o seu sexo por parte dos fãs. Aparentemente, apesar de feminina, ela não se assemelha às outras fêmeas que tem cílios nos olhos e adereços que lhes dão um visual mais menina, como laços ou flores. Além disso, ela parece se enturmar mais com os garotos do que com as garotas. 
Bem, meus amigos, deixando o preconceito de lado, existe algo chamado tomboy, aquela menina que gosta de jogar bola, usar boné e bermuda, arrumar briga na rua, mas isso não quer dizer que ela goste de "colar velcro". Assim é Flaky, uma menina-moleca.
Eu sempre fui apaixonado por ela, por sua aparência e seu jeitinho meigo. A sua risadinha tímida (he... he... he) é irresistível e destrói qualquer um. Confesso que fiquei aliviado quando Kenn Navarro, o criador da série, confirmou de uma vez por todas que Flaky é fêmea (link). E eu gosto de tomboys, nos desenhos são sempre personagens interessantes (Docinho, Toph, Gosalyn Mallard. etc).

             

Legal esse vídeo. Tem algo que parecia só existir na cabeça dos fãs que é o shipping de Flaky e Flippy. Mas pelo visto não é só nos pensamentos fanfiqueiros que esses dois se gostam.
Enfim, Flaky é uma graça, fofinha, peludinha, então, por favor, produtores, quando lançarem novos episódios pensem mais nos fãs e evitem matá-la (mesmo que eu saiba que ela volta da morte em cada episódio novo intacta e bem viva). Desde já agradeço.



4º lugar
Gambá Flor

Vou tentar falar pouco agora.
Vocês com certeza conhecem um filme da Disney chamado "Bambi, o rei da floresta". É um clássico muito zoado nos dias de hoje por ser estrelado por um servo (chamado também de veado pelos maldosos críticos) e até gerou um apelido ofensivo para o típico torcedor do SPFC. 
Deixando as bobagens de lado, eu assisti ao filme e, vou dizer, é simplesmente encantador. Um dos mais legais da Disney, ainda mais por ter sido produzido nos anos de 1940 onde os desenhos do estúdio eram caraterizados por terem um senso de humor traquinas, enquanto as produções seguintes exploravam mais o romance.
Os personagens deste filme crescem, evoluem, são corajosos e até lutam. Eu achei fantástico e o grande Ozamu Tezuka, o deus do mangá, também pensou o mesmo.
Quem ficou com o quarto lugar deste top foi um personagem deste filme, o gambá Flor. Ele não tem muita importância para a trama, mas definitivamente rouba a cena. Veja ele em ação no vídeo que segue, eu o desafio.

                          

Duvido que você ao menos não sorriu, durante a exibição do vídeo acima, para uma criaturinha tão fofa. Esse gambazinho é demais e eu pensava que ele fosse menina (isso o faria até melhor). Pena que já deletaram os vídeos em português. Com a nossa dublagem ele é até mais adorável. E o Flor quase pegou posições mais altas no top, mas os outros concorrentes da lista são ainda mais fortes.

Flor: "Que bom"
Vamos em frente para as três primeiras posições.



3º lugar
Pokemons e suas treinadoras

O Japão é perito na arte de criar personagens adoráveis e a franquia Pokemon gerou uma porção deles.
Não preciso perder o meu tempo digitando e explicando o que é Pokemon se você mora neste planeta. E com certeza você deve ter se divertido com os episódios da série clássica uns 16 anos atrás (todo mundo já curtiu). Gosto, no animê, das treinadoras (todas são muito bonitas) e dos seus Pokemons (nem todos são bonitos). A treinadora de quem mais gosto é a Misty, apesar dela andar meio esquecida.
Você pode achar que essa série já encheu e que deveriam parar de criar Pokemons. De fato, quem vai decorar mais de 700 nomes de bichos diferentes? O mundo desse animê pelo visto não é nem um pouco globalizado, já que ninguém conhece os novos Pokemons que surgem até que eles dêem as caras pela primeira vez nas novas temporadas lançadas. Chega a ser bizarro.
Também deve ter gente que só goste dos 150 da primeira geração de monstros de bolso e considere os que viaram depois como sangue-fraco. E eu entendo, pois sou dessa geração. Mas pelo menos eles e suas treinadoras continuam adoráveis, não é mesmo?



2º lugar
Beehonie

Caso você não conheça, Kissyfur foi um desenho maneiríssimo que passou no SBT também na década de 80. Ele contava a história de Kissyfur (dã), um ursinho que junto com seu pai deixa o circo para viver na floresta com outros animais. Era uma animação que começava com uma cena bem dramática e triste na qual morria a mãe de Kissyfur. Foi uma das cenas que mais marcou a minha infância. Mas o desenho foi ficando bem engraçado com o passar do tempo e a diversão era garantida. De fato, foi um dos meus favoritos. E a medalha de prata deste top vai para uma das melhores personagens deste desenho, a coelhinha Beehonie.
Ela faz jus ao seu nome, é realmente um doce (caramba, eu escrevi isso). A Beehonie é tudo de bom. Como posso descrever? Ela é bonita, fofa, é uma coelha! As personagens antropomórficas do tipo coelho são irresistíveis demais. Mas, no caso de Beehonie, digamos que ela extrapola os limites do que é ser adorável.

                      

Este vídeo parece ter sido editado por um pervertido, mas pelo menos achei algo só com a Beehonie.
Coelhinhas mandam! Desculpem a nossa falha, eu acho que me empolguei.

Um casal simpático, não acham?
E ela ainda por cima é apaixonada pelo Kissyfur. Se tudo isso não faz dela a criaturinha mais fofa dos anos 80, então eu não sei mais o que faria.




1º lugar
Sonic Girls

Eu sei que é um fanart esquisito aí em cima, mas eu precisava de uma imagem com várias delas (pena que a Wave tá mal desenhada). 
Ah, o universo Sonic. Sem dúvidas o meu favorito de todos os games. As garotas deste universo (as quais eu chamo Sonic girls) são as minhas favoritas no quesito ser adorável.
Todas são irresistíveis. Blaze the Cat é minha personagem preferida, Rouge the Bat é a que faz o tipo gostosona (furries novamente), Amy Rose é a mais engraçada. Todas são legais. Mas quando o assunto é ser adorável não tem como não pensar em Cream the Rabbit (coelhinhas de novo), e a Marine the Raccoon chega muito perto disso também. A guaxinim está ainda junto com a Blaze entre as minhas personagens favoritas da franquia.
E só para não dizer que não citei os outros, o Tails é adorável também e faz um casal maneiro com a Cream, embora também fosse marcante a sua relação com a Cosmo no animê Sonic X.


Tem um desenho novo com os personagens do universo Sonic à caminho que deve estrear em 2014. Poderemos poder ver esses personagens juntos novamente. Vamos torcer que que saia algo bom, o que é bem provável que aconteça.


Citações especiais:

Como eu já disse, o espaço (e o tempo) não é o suficiente para fazer um top maior. E dói não poder colocar TUDO o que eu queria num top, então vamos fazer algumas menções aqui para alguns personagens que não apareceram na lista acima, mas que são tão adoráveis quanto aqueles presentes no nosso top 11.


Lynn

A "sidekick" do fodão Kenshiro no animê "Hokuto no ken". Provando que até os animês mais machões também podem ter seus mascotes adoráveis. E ela só não entrou para a lista por não ser um personagem tão marcante, coisa que ela só conseguiu quando cresceu (mas aqui já entraria facilmente na categoria mulheres mais lindas dos animês).


Panqueca

Citando uma personagem de outro desenho oitentista, os "Popples". Esta personagem, Panqueca, era a mais adorável da turma, na minha opinião. Muito deveu-se também ao trabalho da dublagem de Marisa Leal (a voz dela é demais). Eu gosto da personalidade da Panqueca, embora meu irmão a considere uma safada. Por quê? Bem, ela gosta de fazer cócegas nos seus amigos humanos usando a sua cauda (A  Marine the Raccoon parece também deve gostar. Mas isso é algum tipo de safadeza?). É, perdeu-se mesmo a inocência.


Picolino

Diretamente do desenho que todos nós amamos, o Pica Pau, aqui está o Picolino. Se você quer se divertir com o personagem, veja o episódio A lenda da canção de ninar, que é uma das coisas mais engraçadas que eu já vi (também, com uma ajuda de Tex Avery... ). O pinguim que não gosta de frio é uma figura e tanto. No episódio que postei abaixo, vá para o minuto 4:09, eu espero...

                              

Pronto? Quando criança eu não entendia porque o Smedly, após apanhar tanto (como todo "vilão" de desenho animado) até deixou de ficar zangado com o moleque quando este disse "Eu não ser bravo". Picolino é mesmo adorável.


Tiny Toons girls

Já falei muito do quando amo estas personagens, mas eu precisava postar uma imagem ainda.
Nesta foto elas poderiam entrar em outra categoria além do adorável, né (oh, furries de novo).


As Meninas Superpoderosas

Uma lista de personagens adoráveis fica incompleta sem a presença das maiores heroínas de Townsville.


Nossa Turma

Nasci nos anos 80, paciência, então aqui vai ter muitos personagens da época. Desenho muito bom e com uma mensagem excelente de convivência comas diferenças. A Dotty e a Susie (a esquilinha amiga do Bingo) eram as minhas favoritas.


Mr Men

Os personagens da literatura infantil do grande Roger Hargreaves ainda vão ganhar uma postagem especial aqui.


Sandy Bochechas

Sandy não podia ficar de fora desta lista. Aliás, fiz questão de colocar uma imagem do casamento dela com o Bob Esponja (sortudo, não acham?). O roteirista deste episódio parece que queria matar do coração milhares de fanfiqueiros que vivem escrevendo histórias constrangedoras com os dois personagens na internet. E ele fez escola. É só ver como alguns episódios de "My Little pony" as vezes faziam insinuações em cima dos desejos de certos fãs. 


Lucy Little

Lucy Little era a mais fofa do desenho "Os pequeninos". Pena que não arrumei uma foto melhor (o que mais se acha são hentais, putz).


Polly Esther

A gatinha (nos dois sentidos) dos animê clássico "Samurai Pizza Cats", do qual pretendo falar algum dia aqui no blog. Grandes tempos de bons animês e desenhos na TV aberta.


Finalizando com uma homenagem em forma de pequena menção ao Discovery kids, o canal infantil que exibe desenhos educativos estrelados por muitos personagens adoráveis como os Backyardigans, a turma do Doki, dentre outros.
Eu ainda sonho com o dia em que estarei assistindo aos desenhos deste canal junto com os meus filhos. Quem sabe, não é?

Aqui terminamos o especial de Outubro e voltarmos a nossa programação normal. Preparem-se para muitas novidades e especiais de fim de ano. Até lá!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

DICA DE FILME: CORTO MALTESE, O PÁTIO SECRETO DOS ARCANOS

 
Uma pausa em nossas postagens especiais de Outubro para mais uma dica de filme. E esta é uma animação francesa de 2002 chamada "Corto Maltese, o pátio secreto dos arcanos".
Corto Maltese é um personagem dos mais legais quadrinhos europeus, criado pelo desenhista e escritor italiano Hugo Pratt. As histórias de Corto são emocionantes, com muita ação, e muito inteligentes, sendo ambientadas, muitas delas, no período pós Primeira Guerra Mundial. E, não raro, nos deparamos com personagens históricos conhecidos como Jack London, Butty Cassidy e o Barão Vermelho.
Voltando ao filme, nesta aventura Corto Maltese e seu companheiro de viagens Rasputin (sim, ele mesmo) são contratados pelas Lanternas Vermelhas, uma sociedade secreta chinesa, para roubar um trem que carrega o tesouro do czar da Rússia. Assim, Corto e seus aliados precisam bater os vários senhores da guerra (historicamente corretos!) que dominam o lugar para se apossarem do tesouro.
Rasputin é uma das figuras históricas mais controversas e enigmáticas que eu conheço. Se tem um filme em que ele é interpretado por Gerard Depardieu, por outro lado o vemos cantando In the dark of the night em certo desenho animado ou então numa fodástica disputa de rap com Stalin, Lenin, Gorbachev e Putin. Brincadeiras a parte, ele era um místico (fazia parte de um tipo de seita) e entrou para a corte russa após ter curado a filha do czar da hemofilia. Mas ele tinha um comportamento devasso e foi eliminado por estar sob suspeita de trabalhar como espião para a Alemanha durante a guerra. No universo de Corto Maltese, ele é retratado como um sociopata muito perigoso e, ainda assim, é a coisa mais próxima de um amigo que nosso herói tem um suas aventuras.
Sobre o herói, Corto é um personagem misterioso e muito interessante. Ele é filho de um marinheiro da Royal Navy originário de Cornualha e de uma cigana originária de Sevilha, ele tem a britânica e reside nas Antilhas, apesar de sua única residência conhecida ficar em Hong Kong. De seu pai ele parece ter herdado o gosto pela aventura e a liberdade. Curiosamente, no começo deste filme, ele aparece lendo um livro chamado "Utopia" e se queixando por não ter tempo de terminar de lê-lo. Este livro foi escrito por sir Thomas More, ex-chanceler da Inglaterra e santo da Igreja Católica (ele foi executado por não aceitar o casamento do rei Henrique VIII e Ana Bolena), foi mais um mártir da época em que viveu, era muito inteligente e admirado (ele é uma de minhas figuras históricas favoritas).
Eu recomendo o filme mais para quem é fã do tipo de história, pois o filme não tem muita ação. Quem vai curtir de verdade é quem já conhece ou é fã do personagem (tipo quem vos escreve). No mais é uma animação MUITO FODA e com certeza uma de minhas preferidas no ranking de melhores desenhos animados já feitos.
Sugestão: Se você está cansado de quadrinhos americanos ou japoneses, experimente os europeus, que mesmo hoje em dia não tem decepcionado e mantém grande qualidade.
 

sábado, 12 de outubro de 2013

POSTANDO UMA IMAGEM SÓ PORQUE CURTI


Belíssimo quadro do pintor italiano Paolo Veronese de 1571, retratando a famosa batalha de Lepanto.
Um bom feriado para todos vocês.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

COISAS IRADAS DOS ANOS 80


E aí galera, semana das crianças tá aí e as nossas postagens de outubro continuam a todo vapor. Hoje vamos lembrar de um pouco da cultura nerd da década perdida. Por que? Quando penso no dia das crianças, lembro imediatamente dos anos 80 e também dos anos 90, que em breve também falaremos. Então vamos nessa e se preparem para altas doses de pura nostalgia.


                                                               Filmes marcantes


 Quem não se emocionou com os filmes da década de 80? Tínhamos grandes sucessos e alguns são exibidos até hoje pela TV, mesmo que em horários menos acessíveis ou em canais mais obscuros (como a rede Brasil).
Os filmes dos anos 80 eram daquele tipo que não cansávamos de ver, graças as suas intermináveis reprises, seja no "Cinema em casa" do SBT ou na "Sessão da tarde" da rede Globo, esta sempre anunciada pelo seu imortal narrador prometendo "altas confusões num clima de pura azaração".
"História sem fim" (foto acima) foi um dos meus favoritos (sim, eu me identificava com o protagonista), junto da trilogia original "Star Wars" (Darth Vader, o melhor vilão do cinema), "Hylander" (só o original que era fodão, porque as continuações estragaram), "Caratê Kid" (Sr. Miagi eterno), os "Goonies", dentre outros.

                            

Quem não vibrou com a última luta de "Te pego lá fora" nos finais de tarde nas férias ou depois da escola? Atenção, isto não é um filme de luta!


                                                           Desenhos animados fodas


 As animações daquele tempo eram demais, divertiam e ao mesmo tempo ensinavam. E os desenhos de ação eram bem fodas (desculpem, mas vou falar "foda" demais neste texto).
Vocês podem zoar tipinhos como o He-Man o quanto quiserem, mas o cara é um exemplo de honestidade para os nossos padrões atuais.

                              

O último do vídeo foi uma piadinha do cara que editou o vídeo, que fique bem claro.
Pode parecer engraçado, mas sinto falta de desenhos assim que ensinam coisas boas às crianças. Esses conselhos são bem atuais, muito poderia ser evitado se todos ouvissem o He-Man (he, he).
Uma constante nesses desenhos era uma lição de moral no fim de cada história. Hoje as pessoas parecem não se importar mais com isso. Os tempos são outros e não se dá mais espaço para os "certinhos". Dá para entender porque o mundo está do jeito que está. Nem as crianças dão mais moral para o herói clássico. Não me entendam mal, sou muito fã de caras como o Vegeta e o Justiceiro, mas é bom ter alguém que ensine o correto de vez em quando pra essa galera.
Um outro fator legal das animações da época era elas tinham uma casa em comum, o Japão. Os maiores clássicos da época foram produzidos por estúdios japoneses em conjunto com os americanos, como "Thundercats", "Silverhawks", "Galaxy Rangers" (a gatinha da foto que ilustra este tópico), etc. As aberturas em estilo animê eram um show à parte, além das suas tramas inteligentes. Como eu gostaria de ter assistido melhor "Ulysses 31".

                             

Também era demais o "Jayce" (um dos meus favoritos), "Pole position", dentre outros desenhos de ação. E, é claro, o clássico imortal, reprisado a exaustão, "Caverna do dragão".


                                                    Desenhos animados fodas - parte 2


Um detalhe que deve ser deixado bem claro: é injustiça esse papo de velho, de que os desenhos da sua época eram bem melhores do que os atuais (mesmo que seja verdade as vezes). No nosso tempo por exemplo assistíamos a muitos desenhos que eram do tempo dos nossos pais ou até dos nossos avós (como "Tom e Jerry", "Pernalonga" ou os clássicos de Hanna Barbera) e nós amávamos a todas estas animações. Não sejam injustos com os mais jovens, que inclusive ainda podem assistir a alguns dos nossos clássicos em alguma emissora de boa vontade. Existem muitos desenhos atuais que são melhores do que os antigos e vice-versa.
 Além dos desenhos de ação, que já falamos, tinham também aqueles divertidos para as crianças menores como os "Smurfs" (os filmes recentes ficaram muito fodas, Gargamel e Cruel são os melhores), os "Popples" (eu era apaixonado pela Bela quando moleque), "Duck Tales", dentre outras animações feras da Disney, Kissyfur (foto acima), etc.
Você com certeza teve algum preferido.


                                                                            Animês


 Quem pensa que os animês só apareceram na TV nos anos 90, com a febre dos "Cavaleiros do Zodíaco" deveria pesquisar mais. A década de 80 foi até generosa, apesar destas belezas do oriente serem exibidas mais timidamente.
Quem não assistiu Honey Honey não sabe o que perdeu. Uma das séries mais engraçadas que eu já vi. Outro detalhe legal dos animês que vamos é que alguns adaptavam livros, como "O pequeno príncipe" e o "Rei Arthur", e até histórias bíblicas como o "Super Book".
Os animês sempre chamaram a atenção pela sua forma dramática e empolgante de contar uma história. "Nick e Neck", aparentemente infantil, trazia muitas batalhas, sangue e lágrimas em vários capítulos. Aliás os animês da década de 80 exibidos no Brasil realmente levaram às lágrimas crianças e até adultos.
"As aventuras de Kaká" era bem profundo e tratava de temas que muitas vezes não ousamos nem comentar, como a morte. Também tínhamos os animês de ação como o Volt 5 (esse era foda demais), Zillion (o meu favorito) e até Macross, que infelizmente não pude ver.

                             

Se você nunca tinha visto o final de Zillion, ele tá aqui. Deus abençoe o Youtube.


                                            Programas infantis muito bem humorados


 Se tinha uma coisa que a TV, principalmente o SBT e a Manchete, tinha de soberbo era a programação infantil. Não seu se é porque eu cresci, mas acho os programas de hoje tão pobres. Parece até que os produtores atuais não se importam muito com a qualidade daquilo que fazem, afinal seus telespectadores são em sua maioria moleques que ainda estão na pré-escola e não tem lá muito senso crítico ainda.
Nos anos 80 tínhamos programas divertidos, engraçados e até inteligentes. O Bozo foi um exemplo, por mais que possa causar vergonha alheia para alguns admitir. E foi este o programa que exibiu o seriado "Chaves" pela primeira vez no Brasil. O "Clube da Criança" na rede Manchete também está na memória afetiva de muitos de nós com seus desenhos e os seriados japoneses que marcaram a época.


                                                         Michael Jackson e amigos


 Ah, que saudades. Essa turma era demais. Você pode até não gostar do Michael Jackson, seja pela pessoa que ele foi, por suas polêmicas ou simplesmente por acha-lo feio de doer (coitado) nos seus anos decadentes. Mas você tem que admitir, nos anos 80 (foto acima), o cara era rei. E eu era um grande fã dele e de toda essa turma. Pena que a vida de Michael Jackson tomou esse rumo trágico e decadente até que o perdemos em 2009.
Cindy Lauper (gatíssima na época) era para os anos 80 o que, digamos. Katy Perry é para os tempos modermos. Divertidos e saudosos tempos de boa música. Pena que não dá para negociar com o destino que levou Michael Jackson e Whitney Houston e nos deixou com Justin Bieber e Miley Cyrus. Eu sei, piadas cruéis não são meu estilo, mas ficou engraçado, vai.


                                               Filmes de terror realmente assustadores


 É, nessa época maldita (no bom sentido), o cinema nos trazia filmes de terror de verdade, do jeito que não se faz mais. Eram bem mais assustadores do que as tentativas atuais de te fazer sentir medo. Acho que isto pode render uma boa postagem no futuro.
Na foto aí em cima vocês veem o Michael Meyers, eu o conheci bem depois dos anos 80 e até achava que ele tinha se inspirado no Jason, quando na verdade foi o contrário (que ingenuidade). Esse filme, assim como outras maravilhas como "A hora do pesadelo" eram o terror das tardes do SBT e da Band. Sim, os filasdaputa exibiam um troço desses de dia e com crianças, eu incluído, assistindo. Mas foi bom, aprendi a não ter mais medo da TV, afinal é tudo ficção e das boas.
Lembro que a emissora do sr. Abravanel exibiu um filme chamado "O nevoeiro". Caras, não sei como seria revê-lo hoje, mas na época fez meu irmão e eu perdermos o sono. Esse dava medo!


                                                       O auge do cinema brucutu


 A geração atual que está efeminada precisava ter conhecido o cinema dos anos 80. Naquele tempo os filmes eram feitos para homens de verdade. As feras do cinema brucutu estavam no seu auge, foi uma época e tanto. E foi agora bem legal ver todos os nossos lendários heróis juntos no filme "Os mercenários" (que só não ficou perfeito porque não apareceu nos créditos "em memória de Charles Bronson"). Então, jovem, conheça o cinema brucutu, procure em alguma vídeo locadora ou baixe algum "piratão" pela internet. Sua masculinidade certamente agradecerá!


                                                  Séries norte-americanas divertidas


 Vocês já viram "Punk, a levada da breca" (foto acima)? Esse era muito bom. Um caso incrível em que uma sitcom norte americana junta bom humor com uma boa carga gramática e desenvolvimento dos seus personagens, todos muito carismáticos por sinal. O meu favorito da série era o Arthur (Henry, no original) e acho que vou me parecer com ele quando chegar a idade. Eu me lembro que não queria acreditar que aquele velhinho simpático era interpretado pelo mesmo ator que fazia o comandante Lassard, aquele velho safado do filme "Loucademia de polícia". Será que destruí a infância de alguém? Então é melhor nem comentar o que o Firmino do remake da novela Carrossel fazia na década perdida na pele do pistoleiro Papaco.
As sitcons americanas com o tempo foram se tornando motivo de piadas por causa do besteirol que foi tomando conta delas e piadas sem graça que precisavam daquelas risadas de cenário pra gente saber quando rir. Mas nos anos 80 e início dos 90 tínhamos séries bem divertidas e inteligentes. "Alf, o eteimoso" era uma das mais engraçadas e ainda contava com a dublagem marcante do mestre Orlando Drummond. Outra bem comédia também era a "Super Vick" e ainda havia aquelas séries de ação para quem gosta de adrenalina, como o fodão e mentiroso Macgyver.

                                


Aprovado por Patty e Selma Bouvier

Só por curiosidade, a abertura do super clássico anime Fantomas.


                              

Será que o nosso primeiro super herói com cara de vilão nunca pensou em pedir direitos autorais?


                                                                         Tokusatsus


 Chegamos finalmente. Os meus programas favoritos quando criança sem dúvida foram as grandes séries de enlatados japoneses. Eu amo o Japão. E, por ter vivido a época da Manchete, sempre tive o Japão como a minha segunda casa.
Fala sério, cara. Estes eram os heróis de verdade e na época valia a pena ficar na frente da televisão e assistir a tudo o que passava.

                                

                                

                               

                               

                               

                               
                              Esse encerramento do Jaspion tinha a minha música favorita de
                              Tokusatsu. O Akira Kushida é o cara mesmo!

Recordar é viver. E, já que falamos dos Tokusatsus, não podemos nos esquecer de homenagear aquela que possibilitou tudo isso...


                                                                   Rede Manchete

                              

Obrigado por existido e por ter nos possibilitado tantos anos de entretenimento.
Então ficamos por aqui e o mês de Outubro ainda promete.



Até a próxima, minha gente.