sábado, 22 de março de 2014

OS MAIORES VILÕES DOS TOKUSATSUS



Ah, sim. Como todos nós que vivemos a dourada década de 1980 amamos os Tokusatsus, os assim tão conhecidos e reverenciados seriados enlatados japoneses.
Toda aquela nossa inocência infantil curtindo o que os japoneses sabiam fazer de melhor: muita ação, personagens bizarros, um roteiro vibrante e divertido, que conseguiam nos manter muito tempo grudados na frente da TV e, é claro, algo que nunca pode faltar neste tipo de série, a capenguisse.
Sério mesmo! Sem produções capengas e cheias de defeitos especiais, deixa de ser Tokusatsu. Por isso eu acredito que, mesmo com os grandes recursos disponíveis na modernidade, os produtores destes seriados ainda tentam deixar um pouquinho do antigo capenga no ar para dar aquele gosto de seriado enlatado japonês clássico.
Brincadeiras a parte, Tokusatsu para mim é um dos maiores patrimônios da história da humanidade! Um dos maiores tesouros que o homem já produziu e nunca vou deixar de me divertir com eles.
A exemplo dos seus desenhos animados, os animês, percebemos que se tem uma coisa que japonês sabe fazer muito bem são personagens marcantes. E os Tokusatsus estão cheios deles, que vão do elenco das forças do bem, até os grandes vilões.
Os vilões dos Tokusatsus são realmente marcantes, muitas vezes assustadores e, ainda, muitos deles mostravam que o bem e o mal não são tão distintas ou absolutas definições.
Então hoje vamos homenagear os maiores vilões de todos os Tokusatsus que deixaram a nossa infância mais divertida e um tanto quanto sombria.


10º lugar
Sr. Bazoo

Antes de prosseguirmos, gostaria de fazer uma colocação. Eu tentei colocar apenas um vilão de cada seriado que assisti na saudosa rede Manchete e em algumas outras emissoras de forma mais discreta daquela época, mas acabou não sendo possível. O sr. Bazoo, por exemplo, não é o único personagem do "Esquadrão Relâmpago Changeman" a aparecer aqui.
Bazoo era o chefe supremo do império Gozma. Durante séculos conquistou e devastou planetas e estrelas por todo o Universo e todos os seus aliados, que faziam parte desse grande império, eram representantes de cada uma raça que ele subjugara.
Ninguém sabia exatamente como seria a sua real aparência, mas era um vilão de respeito, sempre ameaçando todo mundo com a sua voz cavernosa, dublada aqui pelo falecido Jorge Pires. E eu acredito que todos poderiam desconfiar que aquela sua fisionomia, um fantasma de um gigantesco ciborgue azul, sem braços e pernas e com parte da cavidade abdominal exposta, era na verdade um mero holograma que não deveria corresponder à realidade.
Ele, na verdade, foi o dono de um dos segredos mais chocantes dos Tokusatsus. O sr. Bazoo era um PLANETA VIVO! E ele se alimentava de outros corpos celestes, vagando pelo Universo desde o início dos tempos!
Demais!


9º lugar
Madogarbo

Madogarbo foi a vilã que mais deu dor de cabeça ao policial de aço Jiban.
Vilã no feminino? Bem, ela tinha voz e trejeitos de uma mulher e era sempre definida como fêmea, então... Isso é uma das coisas mais bizarras dessa série! O que importa o sexo de um monstro-robô (80% do corpo dela é metálico e 20% é orgânico) criado pelo dr. Jean Marie, líder do Biolon, unicamente para derrotar Jiban? E, ainda por cima, ela foi criada para ser uma espécie de "clone" com todas as habilidades dele! Essa coisa é mulher?! Ela tem xoxota?! Para que deram sexo para essa coisa?! Quem vai querer transar com ela?!
Argh! O que eu tô dizendo?!
Vamos deixar de lado os detalhes sórdidos!
Madogarbo era um páreo duríssimo!
Os produtores desse seriado pareciam odiar o personagem título. O Jiban entra em ação todo imponente, mostrando aquela carteirinha de identificação policial, lendo os direitos dos vilões que enfrenta e consegue apanhar mais do que o monstro! Mas vamos dar um desconto! Olha só o capeta do inferno que era essa Madogarbo! E ela ainda conseguiu o feito histórico de matar o herói, com a ajuda do monstro Sainóide, no épico episódio número 34. Claro que depois o Jiban, como todo bom super-herói japonês, deu a volta por cima e retornou à vida no episódio seguinte.
Durante muitos anos ficamos sem saber como terminou a grande e histórica rivalidade entre Jiban e Madogarbo, pois a Manchete fez o favor de não mostrar o que acontecia depois do episódio 50! Eu pessoalmente achava que vencer essa vilã era impossível.
Então, recentemente, tivemos os episódios finais da série dublados e pudemos conferir o fim de Madogarbo no episódio 51. Embora eu sinceramente esperasse mais dessa última luta.


8º lugar
Dell Star
 
"Jiraiya, o incrível ninja" foi um dos meus Tokusatsus preferidos na infância.
Tinha um tema ainda pouco explorado, os ninjas. E os personagens eram muito interessantes e criativos, sem falar de malucos.
Os vilões desta série estão entre os mais maus e violentos dos Tokusatsus. Oninin Dokusai, por exemplo, o chefe e patriarca da Família dos Feiticeiros, era o diabo em pessoa! Foi ele quem matou a mulher de Tetsuzan para roubar Pako, o tesouro do século.
Mas o vilão mais foda desse seriado para mim foi Uchunin Dell Star.
Ele era um ninja extraterrestre, vindo do planeta das Trevas. Tem mais de 2 mil anos e, ao chegar à Terra junto de um antepassado de Jiraiya, foi aprisionado por este numa caverna.
Não estou muito certo se ele é apenas um alienígena ou se, além disso, é meio andróide e fantasma! Mas ele tem a capacidade de separar a cabeça do seu corpo e ainda dispara raios. Sem falar que usa uma espada muito foda chamada Satã que rivaliza com a espada Olímpica do Jiraiya.
Dell Star era tão poderoso que metia medo até no Dokusai.
 

7º lugar
Rainha Ahames
 
Os Changeman enfrentaram alguns dos vilões mais interessantes e envolventes de todos os Tokusatsus.
Este seria um dos grandes problemas para fazer esta lista, porque todos eles mereciam estar aqui!
O pirata espacial Buba era demais, o melhor rival de líder vermelho que essas séries sempre tinham, e o Comandante Giluke era bem maneiro e como ele foi ficando assustador no decorrer do seriado!
Mas, depois de muito pensar, concluí que tanto o Buba quanto o Giluke foram mais antagonistas do que vilões. Os dois, assim como todos os membros do império Gozma, serviam à Bazoo porque as condições não eram nada favoráveis para os desertores.
Vilã mesmo foi a rainha Ahames!
Eu sei que Ahames passou pelo mesmo dilema que os seus companheiros, mas ela fez algo que nenhum outro vilão da série fez. Ela traiu!
Ahames era inescrupulosa e muito gananciosa e fazia o possível para ter todas as atenções do sr. Bazoo e tornar-se comandante do império. E ela não pensou dois vezes em trair Giluke, que, ao que tudo indicava, deveria ter dado uns pegas nela no passado!
Giluke mudou. Ele foi ficando cada vez mais monstruoso após ser traído, morto e ressuscitado, mas isso foi tudo culpa da Ahames. A sua ambição destruiu completamente aquilo que Giluke fora um dia.
Tão bonita quanto perversa. Essa foi a rainha Ahames.
 

6º lugar
Kaura
 
Escolher um dos grandes inimigos do "Comando Estelar Flashman" para entrar nesta lista também não é uma missão das mais simples.
Todos os vilões que lutaram contra a segunda equipe Super Sentai que conheci são realmente marcantes. Eles eram todos muito humanos, por mais estranho que esta afirmação possa parecer. Foram inesquecíveis a relação de pai e filha entre o dr. Keflen e a gatíssima Nefer, o criador e a criatura, Wandar e o seu narcisismo doentio e, é claro, o grande Monarca La Deus, que certamente foi a inspiração para os Noozas do animê clássico Zillion.
Mas creio que aquele que mais se destacou dessa turma foi o caçador espacial Kaura. Ele foi um grande vilão, tinha sangue nos olhos e era extremamente forte e malvado.
Com o seu grupo de caçadores espaciais, ele sequestrava crianças de vários planetas para serem entregues ao Império Mess e suas macabras experiências. Foi assim que  a saga dos Flashman começou, quando, 20 anos antes da história, 5 crianças foram levadas da Terra e, por sorte, acabaram sendo resgatadas pelo povo do planeta Flash.
Kaura poderia ser cruel, mas tinha a sua ética e seu próprio código de honra. Ele sabia muitos segredos sobre o passado dos Flashman, mas jamais os revelou.
Sua grande rivalidade com o dr. Keflen chegou ao extremo quando o cientista usou os seus caçadores espaciais contra a vontade deles para a criação de um super monstro. O dois se odiavam mesmo!
Se tem uma cena que eu posso chamar de épica neste seriado é a luta final entre Red Flash e Kaura na praia, ao pôr do Sol, no melhor estilo Musashi contra Kojiro. Naquele violento combate, Kaura finalmente é derrotado.
Antes de partir para o outro mundo, ele de uma certa forma ajudou Sara, a Yellow Flash, a descobrir sobre o seu passado e terminou a sua vida jogando-se com a sua nave contra o cruzador espacial Mess, num ataque Kamikaze.
Que vilão!
 

5º lugar
Macgaren
 
"O fantástico Jaspion" era demais, uma das maiores diversões da TV na década de 80. De fato, não conheço ninguém que tenha vivido àquela época e não tenha curtido.
Macgaren era o arqui-inimigo do Jaspion. Filho do mega vilão Satan Goss e herdeiro do império dos monstros. Fora encarregado por seu próprio pai para espionar o planeta Terra e assim arquitetar os seus planos de conquista.
A sua rivalidade com o herói Jaspion é uma das mais memoráveis e os combates entre os dois estão entre os mais brutais que eu já vi durante a minha inocente infância. Saudoso era também o seu bordão "Maldito Jaspion" na inesquecível voz do dublador Ricardo Medrado.
Ele era um vilão assustador. Uma vez morreu lutando contra Jaspion e foi ressuscitado pela bruxa Kilza, numa das cenas mais gores dos Tokusatsus, e ficou ainda mais poderoso!
A sua raça (mutante?) ainda é uma incógnita para mim. Ele parecia ter a capacidade de evoluir, como o seu pai. Tanto que, em seu último combate com Jaspion, chegou a tornar-se um outro Satan Goss, mas, devido aos ferimentos da batalha, morreu logo em seguida. Cena histórica!
 

4º lugar
Satan Goss
 
Se Macgaren já era assustador, seu pai Satan Goss foi uma das criaturas mais aterrorizantes de todos os Tokusatsus!
Nascido da união de todas as energias negativas do Universo, Satan Goss idealizou a conquista de todo o Cosmos e a construção do Império dos Monstros na Terra.
Tinha o poder de influenciar a mente dos outros monstros gigantes, tornando-os enlouquecidos e muito mais enfurecidos, com um raio que atirava de seus olhos, fato que o narrador (ou Benjamim Filho ou Francisco Borges) não nos deixava esquecer, sempre explicando toda vez que a coisa acontecia. E não importava quantas vezes víamos a cena, o narrador sempre tinha que falar.
Satan Goss sofre uma metamorfose no decorrer da série. De uma aparência ala Darth Vader, ele passa para uma forma de um monstrão pra lá de hediondo!
Uma coisa que pouca gente comenta: Ele podia ser cruel e lazarento o quanto fosse, mas ele amava o seu filho. A reação dele ao ver o corpo de Macgaren morto aos pés do Jaspion é inesquecível.
 

3º lugar
Barão Kageyama
 
Esse cara é foda!
Vocês não tem noção do quanto que eu sou fã desse filadaputa!
O Barão Kageyama é o líder do grupo criminoso Destrap, no seriado "Cybercops, os policiais do futuro". E ele veio diretamente do futuro junto dos heróis Júpiter e Lúcifer.
Seu objetivo é o controle absoluto de todo o planeta pelos computadores, antes que os próprios seres humanos venham a destruí-lo.
Ele poderia ser um vilão não reconhecido por não lutar diretamente contra os heróis ou usar algum tipo de poder épico. Kageyama não é do tipo que faz a sua "justiça" com as próprias mãos, prefere ficar atrás das cortinas, espionando e manipulando os outros para fazerem o trabalho sujo para ele.
É muito frio, insensível e calculista, não medindo esforços para conseguir os seus objetivos, mesmo que para isto tenha que machucar ou destruir quem quer que seja.
Sem dúvidas, o vilão que mais se aproxima dos vilões da realidade e, por isso, o Barão Kageyama é um dos maiores vilões dos Tokusatsus de todos os tempos.
 

2º lugar
Imperador Neroz
 
Preciso fazer uma postagem dedicada inteiramente para o seriado "Metalder, o homem-máquina" do qual o Imperador Neroz foi o vilão principal. Este foi um seriado bem diferente daqueles aos quais já éramos acostumados e foi um dos melhores a serem exibidos no Brasil, junto com "Ultraseven" e "Black Kamen Rider".
Antes de tornar-se o que é, Neroz era o major Issao Muraki, um dos cientistas que trabalhou com o Dr. Kouga, auxiliando-o no projeto Homem-máquina.
Mas ele foi expulso do projeto e condenado à morte por seus crimes em Singapura. Com muitos subornos, ele escapou da execução e fugiu ficando incógnito no Japão. Passou a viver na América e uniu-se ao maior sindicato criminoso do mundo.
Fez muitas cirurgias plásticas e mudou de identidade, passando a chamar-se Makoto Dolbara. E aos poucos, degrau por degrau, tornou-se o maior criminoso do mundo.
Com sua imensa fortuna, submeteu a si próprio a experiências mutantes, onde transfigurou-se na horrenda figura do Imperador Neroz que conhecemos. Também desenvolveu as quatro Unidades de seu império que controlavam o mundo em seu nome.
Neroz era um vilão complexo e sua história cheia de detalhes e intrigas que prendiam a atenção e você tinha que tomar cuidado para não perder nenhuma de suas nuances.
Ganancioso, ardiloso e egoísta. Um vilão muito interessante e também bem próximo da nossa realidade.
 

1º lugar
Shadow Moon
 
E a medalha de ouro vai para Shadow Moon, o grande vilão da série "Black Kamen Rider", como já disse um dos melhores Tokusatsus a serem exibidos no Brasil.
Esta série é perfeita e o seu primeiro episódio, intitulado "A metamorfose", é uma das maiores obras de arte já produzidas pela Toei Company. A temática dramática e adulta da série é muito elogiada até hoje.
Antes de tornar-se o grande vilão da série, Shadow Moon foi Nobuhiko Aikizuki, irmão de criação de Issamu Minami, que viria a tornar-se o herói Black Kamen Rider. Ambos foram recrutados pelo império secular Gorgom por terem nascido no mesmo segundo e no momento em que se completava um eclipse solar, para sofrerem horrendas experiências mutantes.
A intenção dos Gorgom era torna-los homens-mutantes e, desprovidos de memórias, lutariam até a morte e o vencedor seria o sucessor do Grande Rei dos Gorgom.
Issamu escapou antes de ter a sua memória apagada, mas Nobuhiko tornou-se o terrível Shadow Moon, após um longa transformação que levou muitos episódios da série.
Shadow Moon nunca hesitou em enfrentar Kamen Rider com todo o seu poder, mesmo que, por alguns momentos, ele parecesse ainda ter a consciência de quem ele um dia já fora. Tinha os mesmos poderes de Kamen Rider e ainda o total controle da poderosa espada Sabre Satã.
A prova de que ele possui consciência do seu passado humano foi o fato de não ter encontrado forças suficientes para arrancar à sangue frio a King Stone do corpo de Kamen Rider, no dramático episódio em que o herói morreu. E isso porque o Grande Rei o fizera voltar a ser humano por alguns instantes, apenas para confundir Issamu, dando tempo para o vilão ataca-lo de forma mortal.
Após ressuscitar, muito mais poderoso, e lutar sozinho contra os Gorgom, Kamen Rider finalmente vence Shadow Moon e o vilão, antes de morrer, ainda zomba do seu rival. Ele poderia ter perdido a luta, mas ao menos estava satisfeito por Issamu não ter sido capaz de salvar a vida de Nobuhiko!
Se a sua morte significava a ruína de seu inimigo, Shadow Moon partia para o outro mundo sentindo-se vitorioso. Que foda!
Shadow Moon representa o homem puro que é corrompido pela sociedade. Quando era apenas Nobuhiko, ninguém poderia imaginar que ele pudesse se transformar em uma criatura tão perversa. Parece que, ao menos no caso deste vilão, Rousseau acertou.
(Atualizando: O último comentário foi ironia, hein. Parem de usar de usar a sociedade como desculpa para justificarem os seus erros. Ok?)
 

O maior vilão de todos os tempos
Dr. Gori
 
A maior honra desta listagem de qualquer jeito seria do Dr. Gori. E ele merece por ter sido tão marcante em uma série como "Spectreman" que de tão burlesca e capenga parecia mais uma comédia do que um Tokusatsu de ação.
Deixando de lado a acusação de que o herói Spectreman é uma mera cópia dos heróis da "Família Ultra", podemos dizer que seu seriado tinha algo que o Ultraman nunca teve, um vilão incrivelmente carismático e marcante.
O Dr. Gori era natural do planeta Épsilon, localizado na constelação de Sagitário, a aproximadamente 40 mil anos-luz do nosso Sistema Solar. Pertencia a uma raça de homens-macacos dotados de uma avançadíssima tecnologia visada para o bem comum, mas Gori, detentor de um intelecto acima do normal, fora escolhido como líder daquele planeta e ele queria derrubar o governo central de Épsilon e conquistar os planetas de todo o Universo com a construção de armas mortíferas, pois via como necessário estender o domínio de seu povo sobre todas as outras raças e considerava desperdício empregar a ciência para fins pacíficos.
Considerado um mutante, uma anomalia, Gori foi preso e condenado em um julgamento. Mas, como em seu mundo não havia pena de morte, sua punição seria a alteração de sua mente para que sua maldade fosse eliminada.
Gori foi salvo por Karas, um oficial do exército, que o levou para fora do planeta em sua nave. Graças a uma tempestade eletromagnética, a dupla chegou à Terra e o Dr. Gori se encantou com o nosso planeta. Porém, ao descobrir que os humanos destroem o seu próprio mundo com sua poluição, o cientista fica indignado e decide conquistar a Terra para ser o seu paraíso particular.
O Dr. Gori era muito engraçado, assim como o Karas. Eu ria muito com os dois, ainda mais por serem dublados respectivamente por Carlos Seidl, o seu Madruga, e Osmiro Campos, o professor Jirafales.
Curto muito os vilões dos tipos cômicos. E o mais interessante de "Spectreman" é que as vezes você tinha a impressão de que os verdadeiros protagonistas do seriado eram o Dr. Gori e o Karas.
Eles até mesmo fizeram uma aparição histórica na versão Live Action do animê "Cromartie High School".
 
             

Muitas vezes, quando assistíamos ao "Spectreman", poderíamos sentir as nuances das situações sobre o ponto de vista dos vilões. E o Dr. Gori era realmente um personagem profundo.
Quando, no último episódio do seriado, fora indagado pelo Spectreman sobre usar o seu poder e conhecimento para o bem, ele retruca mais ou menos assim: "Não se pode ensinar novos truques para um macaco velho. O mal nunca é esquecido. O bem, por outro lado, tão pouco é reconhecido". Profundo, não é?
De fato eu nunca me esqueci de você, Dr. Gori.
Vilão ou herói?
Talvez ele tenha um pouco das duas coisas, mas certamente foi um dos grandes "heróis" da minha infância.
 
"O MEU OJETIVO... É A CONQUISTAAAAAAAAA!" 


Troféu vergonha alheia
"O Diabo"
 
Eu precisava entregar o prêmio TOSQUEIRA AO EXTREMO para ele, o grande "vilão" de "Patrine", O Diabo (o sujeito "ameaçando" as duas meninas aí na foto).
Putz! Quem era esse cara?! Um estranho ser que usa máscara de Carnaval, batom preto, um chapelão e sobretudo e ainda trepa num banquinho para parecer ter 3 metros de altura.
Você acha que ele queria conquistar a Terra? Errado. Ele queria conquistar o espaço sideral (?). E no fim do seriado (não exibido no Brasil) ficamos sabendo que, antes de ser o capeta, já fora um ser humano. E o pior, tudo isso porque queria ser tocador de sino e, quando criança, sua mãe não o deixava bater numa panela com uma colher! É muita maconha!
Tão tosco quanto o resto da série a qual fazia parte e, por isso mesmo, nunca esquecido. Ao menos isso temos que reconhecer.
 
 
O especial sobre os vilões dos Tokusatsus chegou ao fim, mas prometo que o tema ainda aparecerá outras vezes aqui no blog, como o especial sobre o Metalder, que eu espero fazer em breve, e também uma postagem dedicada aos Super Sentais.
Até a próxima e obrigado por ler.

domingo, 9 de março de 2014

PERSONAGENS DE QUEM ANTES EU NÃO GOSTAVA, MAS HOJE GOSTO


Voltei, pessoal.
E aí?
Todo mundo por dentro de tudo o que vem acontecendo?
Caras, chega a ser desconfortável eu ter que escrever certos desabafos no meu blog planejado para assuntos exclusivamente nerds, mas às vezes não dá para evitar.
São tantos os baques que a gente recebe. Até certas organizações mundiais resolveram deixar as máscaras caírem de uma vez. Bem, na verdade nunca esconderam tão bem as suas próprias ideologias, eu é que não me importava com assuntos do tipo.
Uma coisa que me choca é perceber como minha forma de ver o mundo e a sua política mudou. E mudou de uma forma que eu nunca imaginei que mudaria.
Era uma visão muito limitada. Eu via o campo da política e das relações internacionais dividido apenas entre os aliados de um lado e os eternamente inimigos do outro lado. E as ideias que eu defendia há muitos anos atrás faziam de mim um verdadeiro "idiota útil". Se é que me entendem.
Mas como bem escreveu Raul Seixas: "Prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".
Tá chato esse papo, né.
Mudando de pau pra cavalo. É engraçado, mas eu pensei nisso justamente quando terminei mais um especial ultra nerd sobre personagens do universo dos quadrinhos, animês, filmes, etc, pelos quais antes eu tinha uma visão negativa, mas hoje superei tal antipatia.
Vamos lá, chega de falar sério!


Wolverine

Sim, eu sei o que você deve estar pensando.
Caralho, como pode?! Ele odiava o Wolverine?! O Logan?! O "melhor naquilo que faz, xará"?!
Isso mesmo! Eu odiava o Wolverine! E essa antipatia pelo personagem durou muitos anos! Eu diria que superei isso ainda mais recentemente se comparado com o problema que eu tinha com os outros personagens da lista.
Antes que você fã comece a me elogiar ou você hater (descobri que o personagem tem muitos hoje) comece a me xingar, vamos esclarecer o caso.
Quais os principais problemas que o personagem enfrentou durante toda a sua saga na Marvel Comics?
1º) Roteiristas.
2º) Fãs.
Wolverine, como boa parte dos heróis Marvel, foi criado numa época em que a "patrulha do politicamente correto" não enchia tanto o saco. Assim, os anti-heróis da Marvel puderam ter mais liberdade para agir com mais agressividade contra os seus terríveis vilões. Acredite, já houve uma época em que o Batman matava todos os seus inimigos, isso até a tal patrulha que mencionei aparecer. Daí a grande diferença entre personagens Marvel e DC.
Justamente por causa desse seu estilo, que agradava tanto aos leitores, era muito bom para os roteiristas trabalharem com o Wolverine. Eu tenho a teoria de que amamos tanto os anti-heróis porque eles fazem tudo aquilo que adoraríamos fazer mas nem sequer temos a coragem.
Mas aí veio a superexposição! Não bastava mais o Wolverine aparecer nos X-men e ainda ter a sua própria revista, o sujeito fazia parte dos Vingadores e também dava as caras em mais uma porção de títulos!
Nossa, que saco!
E o pior é que ele sempre estava lá, bancando o fodão, resolvendo os problemas de todas as equipes que participava e ainda sendo o dono de todas as melhores cenas e frases, ditas sempre nos melhores e exatos momentos.
Se já era difícil engolir o Wolverine baixinho, feio e fedido furando o olho dos outros e roubando a mulher de todo mundo, imagina como piorou quando ele ficou alto e bonito no cinema, com a ajuda de Hugh Jackman?
Ele ganhou fangirls! Como se já não fosse ruim aguentar os seus insuportáveis fanboys, a coisa complicou de vez agora com as gurias retardadas que nem sequer liam quadrinhos e passaram a amar o Wolverine por causa do rosto que ele ganhou no cinema.
Então foi isso, a maior parte da minha antipatia vinha da babação de ovo em cima do personagem que eu nem conseguia compreender o porquê de ser tão amado.
Mas então vieram os sempre salvadores sites da internet onde podemos pesquisar tanto dos quadrinhos antigos e assim pude ver o Wolverine clássico na essência daquilo tudo o que ele representou e, é claro, comparei com as diferentes ideias de tantos roteiristas que escreveram o personagem.
E, vejam só, passei a curtir o Wolverine como personagem e também xinguei muito as merdas que certos roteiristas fizeram com ele.
Wolverine ter ganho garras de osso e aquele visual bestial foi idiota e isso aconteceu já nos anos 90, tal como a sua superexposição, que fazia daquele show de horrores um tipo de astro.
Na verdade, nenhum personagem pode ser superexposto, isso pode ser prejudicial para qualquer um, até mesmo para o Coringa da DC Comics.
O que mais gostei de conhecer melhor o Wolverine foi descobrir o que ele poderia ter sido, em contraste com aquilo o que ele se tornou. Eu sinceramente detesto a sua origem. Seria melhor que ela continuasse envolta por mistérios, dava mais charme e interesse ao personagem.
Ele fora planejado para ser filho do seu inimigo Dentes de Sabre (Nunca reparou que os dois são cara de um focinho do outro?). Assim Wolverine teria cerca de 60 anos, enquanto o dito vilão teria cerca de 120 anos. Acho que hoje ambos são bem mais velhos do que isso.
Eu gostaria que a ideia tivesse sido mantida. Tornaria a sua rivalidade ainda mais interessante.
Enfim, Wolverine é um ótimo personagem. Só precisa de roteiristas como os de antigamente, que sabiam trabalhar com ele da forma correta.
O melhor momento do personagem? Sem dúvida é quando ele arrebenta com os caras do Clube do Inferno na saga da Fênix Negra. É animal!


Uchiha Itachi

Nunca morri de amores pelo animê "Naruto" e isto, em grande parte, tem a culpa dos próprios personagens principais.
O Naruto é um moleque chato pra caraio, com os seus bordões e chororô insuportáveis. E ele não é lá um protagonista (Ele é o protagonista mesmo?) muito criativo de animê/mangá de porrada, fazendo o típico burro (com o dobro da burrice habitual) e comilão.
O Sasuke, putz, que cara enjoado! Ele é odiado pela maioria daqueles que o conhecem, então não preciso explicar muito.
E a Sakura é a menininha, no pior sentido que a palavra possa ser aplicada. Até o cabelo dela é rosa! A mais odiada do trio de protagonistas, pelo menos aqui no Ocidente. Ouvi dizer que é um choque para os japoneses saberem que a Sakura é tão odiada por estas bandas. É, os japoneses são mesmo um povo bem diferente do nosso.
Então eu digo que a saga Shippuden, que se passa 3 anos depois da primeira parte do animê/mangá, apesar de tantos defeitos, fez muito bem para os personagens. Naruto e Sasuke por exemplo evoluíram bastante e são mais dignos do posto de principais, só a Sakura que continua um chorona sem direção dentro de um elenco tão vasto de personagens muito mais interessantes.
E esses 3 anos foram milagrosos para Uchiha Itachi, o irmão mais velho de Sasuke, responsável pela morte de todo o seu clã ninja, a sua própria família.
Caras, como eu odiava o Itachi!
Ele parecia um vilão bosta do tipo sou fodão, matei meus pais, atormento meu irmãozinho emo e tudo isso porque eu quero PODER, PODER, PODER!!!
Quase uma versão shinobi da Suzane Richthofen.
E sem falar que Itachi era um diabo de foda! Até os vilões principais da história se cagavam pra ele! Continuo odiando os Uchihas por causa do exagero que é esse poder do Sharingan, que copia os jutsus dos outros, cria ilusões, gera um fogo que queima eternamente e queima até o próprio fogo, invoca poderes dos deuses mitológicos e só falta fazer café! 
Mas aí veio a tão esperada parte em que Itachi e Sasuke finalmente se enfrentam em um combate definitivo. A luta poderia ter sido melhor, é verdade, mas é então que ao fim de tudo aquilo descobrimos a verdade.
Itachi concordou em exterminar o seu próprio clã, poupando apenas o seu irmão mais novo, o qual ele amava mais do que tudo na vida, tornando-se um ninja criminoso renegado, para evitar uma guerra civil iniciada por disputas de poder e ressentimentos de seu clã, que seria tão violenta que poderia acabar com toda a aldeia e a história de Konoha.
Vemos num flashback o momento em que ele se prepara para apunhalar os seus próprios pais e é uma das cenas mais épicas que eu já vi na vida! Seu pai já esperava pelo que aconteceria e, sem se lamentar, pede para que Itachi apenas faça o que deveria ser feito e assim o irmão mais velho de Sasuke o faz, em lágrimas.
Foi um jeito bem estranho de se descobrir a grandiosidade de um personagem e só depois que ele morreu lutando contra o irmão pude perceber isso.
Itachi, o cara que eu tenho certeza de que não odiava sozinho, é na verdade o maior herói da história de "Naruto".
Sem palavras.


Kyle Rayner

Os anos 90 foram uma época muito estranha para os quadrinhos. O que está acontecendo com os super heróis? Era o que se pergunta frequentemente na época, até em telejornais. E muitos hoje consideram que aquele foi o pior período na história dos quadrinhos.
Em um grande golpe de publicidade, o Superman é morto na luta contra o monstro Apocalipse, o Batman tem a sua coluna quebrada pelo vilão Bane e o Lanterna Verde Hal Jordan enlouquece, tornando-se o vilão Parallax e termina por morrer e se fundir ao Espectro no fim de uma mega saga.
Foi depois destas tragédias que surge Kyle Rayner, herdando o anel de poder de Hal Jordan e tornando-se o novo Lanterna Verde.
Hoje eu percebo que todos amam Kyle Rayner. Ele é mais querido do que Hal Jordan, mas eu realmente não gostava dele! E isso não era muito justificável porque acompanhei bem pouco dos quadrinhos da época em que ele apareceu.
O conheci na animação da Warner/DC Superman Animated Series e eu não gostei mesmo do personagem. Vi aquele Kyle Rayner, um modesto desenhista, num belo e ensolarado dia, sendo escolhido pelo anel do Lanterna Verde e do nada derrotando o vilão espacial Sinestro, que havia arrebentado com o Superman naquele mesmo dia!
O processo que me tornou fã de Kyle Rayner foi como o que aconteceu com o Wolverine, muito download e leitura de quadrinhos clássicos. E hoje eu posso dizer que Kyle Rayner é um dos personagens mais importantes de toda a história da DC.
O poder dos Lanternas Verdes é a força de vontade e Kyle Rayner é o aquele que melhor representa tal qualidade. O cara é um dos maiores exemplos de superação da história dos quadrinhos.


Souther

"Hokuto no Ken" sempre foi um dos meus animês/mangás preferidos. Mesmo quando ainda conhecia tão pouco sobre ele nos anos 90.
Souther foi um personagem que eu conheci através do filme "Shin Kyoseishu Densetsu no Ken: Raoh Den Junai no Sho", que foi uma das animações realizadas para comemorar os 25 anos da franquia, além de ser praticamente um grande resumo da saga do mangá e animê clássicos na qual ele foi o vilão principal.
Que péssima forma de conhecer o personagem! Eu nunca tinha visto um inimigo tão cruel, covarde e lazarento feito o Souther!
É claro que todos os inimigos que o nosso tão amado herói Kenshiro enfrentou no seu mundo pós-apocalíptico são assim e dava até gosto vermos eles sendo arrebentados no fim dos combates, mas o Souther passava dos limites.
Ele escravizava crianças!
Separava famílias inteiras e usava seus pequenos filhos como mão de obra para a construção de uma enorme pirâmide em homenagem a sua suposta divindade. E não apenas isso, ele os fazia trabalhar sob o chicote de seus soldados, os deixava sem comer e chegou até a matar uma criança envenenada!
Se tudo isso já não fosse o bastante, o cara ainda era imortal! Não literalmente, acontece que ele nasceu com seus órgãos internos, inclusive o coração, e seus pontos de pressão em posições invertidas, tornando-o inume ao Hokuto Shinken, a principal arma de Kenshiro. Assim, Souther foi a primeira pessoa que realmente varreu o chão com o herói brucutu! E o meu ódio só aumentava.
Claro que no final o Kenshiro conseguiu superá-lo e o derrotou, mas, lazarento que só ele, não aceitou ser derrotado pelo Hokuto Shinken e se suicidou apunhalando o próprio peito!
Meu problema com Souther foi novamente a falta de conhecimento. Então quando o mangá de "Hokuto no Ken" traduzido esteve disponível na internet, pude conhecer o Souther que não aparece no filme.
Ele era uma criança órfã, adotada por um mestre das artes do "Nanto Seiken" chamado Ougai.
Souther foi treinado na arte do "Nanto Houou Ken", o mais poderoso estilo Nanto, e era verdadeiramente amado por seu pai adotivo. Mas um dia, durante um treinamento, matou o seu próprio mestre/pai e a dor que sentira por aquela perda foi tamanha que ele passou a desprezar o sentimento do amor.
Na história original, ao ser vencido, Souther ainda questiona porque Kenshiro não abandona o amor que só trás dor e tristeza, mas seu rival retruca que o amor não é apenas dor, ele também é calor humano.
Souther então aproveita seu último minuto de vida para se despedir do mausoléu que preparara para o seu "pai". Ele tinha lágrimas rolando em seu rosto e um olhar puro como o de uma criança!
"O amor também é calor humano"
Que personagem tão forte e até mesmo humano. Eu consegui sentir pena dele, mesmo depois de tudo o que ele fizera. Um dos melhores e mais interessantes vilões da série, junto de Yuda, mesmo porque não considero Raoh um vilão e sim um antagonista.
Souther é um personagem incrível e sem falar que foi provavelmente a maior inspiração para o personagem Geese Howard dos jogos Fatal Fury e KOF da SNK, o que o torna ainda mais importante para o universo nerd.


Haruhi Suzumiya

É, esse é um caso complexo.
Eu odiava a personagem e hoje gosto dela, mas é meio complicado, continuo com um pé atrás com ela.
"Suzumiya Haruhi no Yuutsu" é uma série que envolve a rotina escolar, mas buscando uma abordagem de ficção científica, com alienígenas, viagens no tempo e outras doideras.
O principal problema da série era justamente a sua protagonista Haruhi. Ela é uma mala sem alça, super folgada, implicante e ainda por cima uma bully. Curioso que, apesar de todos estes defeitos, os roteiristas pareciam tentar à todo custo nos fazer engolir isto e gostar dela. E parece que funcionou.
Defender bullies é uma tarefa hercúlea, ainda mais para mim. Eu não suporto essa raça e acho que nem os próprios bullies conseguem se suportar.
Os amigos dela passam por cada uma, mas provavelmente devem continuar a aturando porque ela tem um poder inconsciente que pode levar o universo inteiro à destruição! E foi isso que me fez gostar da personagem, o interesse pelas origens desse poder de modificar a realidade e, bem, ela é uma graça. Eu acho que tentaria suportar essa folgada. Valeria a pena no fim das contas!
Seria interessante conhecer melhor a personagem e ver até onde as situações geradas por seu poder poderiam chegar.
E aí? Algum vilão cósmico que toparia uma luta com máximo de seus poderes contra a menina? 

Não se esqueçam de trazer o seu "Made in Heaven" e a "Manopla Infinita". Só um conselho. 



Wally Presa

A luta livre nunca morrerá!
"Kinnikuman Nisei", conhecido aqui pelos brazucas como "Músculo Total", foi um dos melhores animês que nós assistimos. E eu não tenho dúvidas disso. Esse desenho era tão legal que dava até para ignorar a sua tosquíssima dublagem. Aquilo parecia até uma redublagem zoada! A maioria das frases que saíam das bocas dos personagens não condiziam com a realidade, mas era bem divertido, vamos combinar.
Dentre os mais loucos lutadores deste animê, Wally Presa era o pior para mim. O lutador irlandês, essa morsa humana, não vencia uma luta sequer, era deprimente vê-lo lutar. Suas lutas serviam apenas para ajudar o Kid Músculo a perder a sua covardia e também inspira-lo a derrotar os vilões que surravam o Wally.
Eu sei que o Dik Dik Van-Dik, o homem-gazela da Tanzânia, era um poser que também só apanhava, mas ele pelo menos era superengraçado e divertido, o que fazia muito bem para a sua imagem.
Só quando voltei a assistir à série percebi que o Wally era um personagem bem legal, sua concepção era interessante e ele tinha uma bondade e uma ingenuidade que o tornavam de certa forma adorável. 
Os seus golpes também são bem bacanas e na última parte do mangá, o "Ultimate Choujin Tag Arc", quando a nova geração de Choujin viaja no tempo para evitar que Kevin Mask seja apagado da existência, Wally tem seu lado fera despertado por Neptuneman e forma com ele o "Hell Expansions", o time de luta livre mais brutal da história!
Se quiserem saber o que acontece depois, leiam o mangá!
Wally Presa é um personagem muito maneiro e eu gosto bastante daqueles típicos grandalhões gentis como ele, que são pouco comuns nos mangas de hoje em dia.
A sua irmãzinha Doroth é uma gracinha.


Capitão América

Como eu te odiava, Steve Rogers! Como eu te odiava!
Odiar o Capitão América não era algo tão absurdo se você pensar bem. Grande parte dos jovens leitores de quadrinhos aqui da América Latina provavelmente também o odiavam muito.
O motivo é óbvio. É só ver o seu uniforme e os ideais que ele prega. Ele parecia tão ingênuo aos nossos olhos, como um ursinho carinhoso grandão.
O antiamericanismo é muito forte na América Latina, inclusive no Brasil, ainda mais com essa doutrinação "Paulofreiriana" das escolas. Mas atenção, não estou defendendo os Estados Unidos, meu antiamericanismo diminuiu com o passar dos anos, eu amadureci, mas não tenho respeito suficiente por essa nação que herdou todos os valores de seus colonizadores, como buscar sempre o lucro e o acumulo riquezas à todo o custo, mesmo que isso signifique explorar os outros, causando miséria e pobreza por onde passar, e ainda querendo impor a sua "cultura" à todos os povos.
Acontece que o brasileiro médio adora culpar os outros por seus problemas. Hoje culpa os Estados Unidos, ontem culpava Portugal. A culpa nunca é do próprio brasileiro.
Não curte o Capitão? Então esqueça o seu uniforme e preste atenção em Steve Rogers! Durante a saga "Guerra Civil" ele lutou contra o próprio governo dos Estados Unidos por este ter traído os seus ideais. Algo que nunca pensamos que veríamos nos quadrinhos. E o grande Rogers mesmo diz: "Eu não represento os Estados Unidos, represento valores como a verdade, a justiça, a honra. Valores que são comuns para todos os povos do planeta, não apenas para os americanos."
O Capitão é uma máquina de combate e é um dos caras mais machões da Marvel. A juventude de hoje precisa disso para se inspirar.


Po

Não consigo acreditar que eu já não gostei do Po, o protagonista do filme "Kung Fu Panda"!
O motivo era bem tolo. Eu gostava tanto do vilão Tai Lung que foi um choque para mim vê-lo sendo vencido por um panda gordo e atrapalhado, após este receber um treinamento tão imbecil, mesmo sendo ele aplicado pelo próprio mestre Shifu.
Eu descobri depois que o Tai Lung não era um vilão tão legal assim. O Lorde Chen, inimigo do segundo filme, era um personagem bem mais profundo e interessante e, por outro lado, o Po é o melhor protagonista dos filmes da DreamWorks, melhor até do que o Shrek.
Ele é divertido, engraçado e envolvente e ainda é dublado pelo Jack Black. É muito emocionante a sua história com o senhor Ping, que o adotou ainda filhote, provando que pai é realmente aquele quem cria, por mais explorador e pão-duro que ele possa parecer.
E a Tigresa, a melhor personagem da franquia e outrora sua rival, provavelmente tem uma queda por ele, foi o que pareceu no segundo filme. Sortudo o gordinho, não acham?


Giorno Giovanna

O típico caso de personagem que a gente julga pelas aparências.
Giorno Giovanna é o protagonista de "Vento Áureo", a quinta parte do incrível mangá "Jojo's Bizarre Adventure". E ele é também filho de ninguém mais ninguém menos que Dio Brando, um dos maiores vilões das histórias em quadrinhos de todos os tempos. Seria então Giorno meio vampiro? Bom, ele nasceu com o cabelo preto e este, numa certa idade, do nada ficou dourado, como um Super Saiyajin, isso já prova que ele não é muito humano.
Eu não gostava do Giorno por um motivo bem babaca, a sua aparência. Vocês podem reparar como ele é bem feminino e esbelto, do jeito que as fãs de yaoi amariam. Mas eu nem procurei conhece-lo melhor, apenas me deixei levar pela opinião de outros preconceituosos que faziam muitas piadas sobre o personagem, do tipo "Dio nunca soube que teve esse filho, mas, se soubesse da existência dele, provavelmente morreria de desgosto".
Eu também tinha muito preconceito com a quinta parte do mangá, mas hoje eu a acho bem melhor do que a quarta parte por exemplo.
O Giorno é um personagem bem fera! Depois de uma infância infeliz com um padrasto violento, inspirado por um gangster que ajudava as pobres pessoas da região da Itália onde viveu, decide tornar-se um "gang star". Ele adentraria no submundo do crime organizado para fazer o bem às pessoas mais necessitadas, assim como aquele que o ajudara.
E Giorno, apesar de raramente permitir que a fúria tome conta dele, não se importa de passar por cima de qualquer um que fique no seu caminho com intensão de atrapalhar os seus planos, mesmo que isso signifique matar. E ele o faz, até que no final deste arco do mangá torna-se o líder da máfia Passione, eliminando até mesmo o antigo líder Diavolo.
Sim, ele é o herói desta história!
Também é dono do Stand mais apelão de todos os protagonistas do mangá, o "Gold Experience", que aumenta todas as percepções, inclusive a dor, de qualquer um que ele toca, além de gerar vida, transformando objetos inanimados em plantas ou bichos, podendo também ser usado para curar.
Eu sei que ainda não parece muito se comparado ao "Star Platinum" de Jotaro Kujo que simplesmente para o tempo, mas é muito mais versátil e, além disso, quando evoluiu para "Gold Experience Requiem", ganhou a habilidade da nulificação da causa e efeito, tornando-se praticamente invencível!


May

Durante muito tempo eu não gostava dela por razões bem injustas e sobretudo passionais.
Numa nova fase do animê "Pokémon", May apareceu substituindo a Misty no elenco de protagonistas, justo no lugar dela, de quem eu tanto gostava. E ainda por cima ela entrou para o grupo da mesma forma que a Misty, após ter a sua bicicleta destruída ao topar com Ash e Pikachu. O que vocês imaginam que passou pela minha cabeça?
Bem, o mesmo aconteceria com a Dawn no futuro, então isso era apenas falta de criatividade dos roteiristas.
O fato de May substituir a Misty e ainda ter um irmãozinho chato de doer, que puxava a orelha do Brock sempre que este se engraçava com alguma garota, não ajudava nada para que eu a aceitasse. Mas, depois de centenas de capítulos, eu notei a May. Ela era uma personagem muito mais estimulada do que a Misty e tinha objetivos mais claros e ambiciosos. Até mesmo rivais ela tinha, como o aboiolado e engraçado Harley e o fodão Drew, com quem a menina faz, sem dúvidas, o casal mais legal de toda a franquia.
E quando May já havia me conquistado, ela simplesmente sai do animê, dando lugar a tão menos interessante Dawn. Só damos valor ao que temos quando perdemos.
May também é  irresistível, tão linda e meiga, mas creio que todas as meninas de Pokémon o sejam!


Ufa, cansa escrever uma postagem especial dessas. Leva muito tempo, mas o resultado final compensa. Você pode ler e se divertir se não estiver com nada melhor ou mais importante para fazer. Eu pessoalmente adoro visitar outros blogs justamente por causa disso e ainda dá que aprender muito com os outros blogueiros mais experientes.



Só lembrando. Não se esqueçam da grande estreia do MELHOR ANIMÊ desta temporada! No dia 04 de Abril deste ano estreia a saga "Stardust Crusaders", a terceira parte de "Jojo's Bizarre Adventure"! 


Eu estou ansioso. E vocês?

terça-feira, 4 de março de 2014

DICA DE FILME: ROBOCOP 2014

 
Robocop de 1987 é um dos meus filmes favoritos. Para mim é um dos melhores já feitos em todos os tempos.
A sua ideia é muito legal. O homem-máquina lutando contra as suas próprias diretrizes! 
Mas é impossível não entrar no cinema de um remake já pensando no clássico,  no original. Você então vai se encontrar em um grande dilema, entrar de vez na dança conduzida por Padilha ou ser um velho comparando tudo ao filme de 1987. Bem, independente do que você escolha, você vai com certeza entrar na dança do Padilha.
O novo "Robocop" faz uma verdadeira critica à corporação, ao Estado que abraça a corporação e adentra na parte mais sombria de transformar um homem numa máquina. Assim, corromper um homem a algo controlável, traz o que é o maior mérito do filme, que é canalizar a brutalidade do filme original de forma mais espirituosa. E para um filme ser brutal não precisa de sangue e Padilha mostrou isso, com uma cena dentro dessa transformação de uma forma bem chocante. O filme pode não ser tão sangrento quanto a sua versão original, mas ele tem um certo tom de gore que realmente impressiona. É a partir daí que você entra no jogo e esquece que esse é um filme de Estúdio. Como a sensação que eu tive quando vi no cinema "O Cavaleiro das Trevas".
O roteiro é bem energético, as cenas de ação são bem maneiras, mas nada de outro mundo, já o argumento e as criticas presentes ali são bem colocados e abrem várias opiniões. É interessante que você consegue ter duas visões da história, o filme é de direita, mas em alguns momentos parece ser de esquerda. E pode ser interessante você analisar as coisas de ambos os lados do jogo político. E o modo como as críticas são colocadas talvez lembre um pouco o "Tropa de Elite". O jogo de câmeras que o Padilha usa também lembra muito o "Tropa", principalmente o segundo filme, sempre muito orgânico. E atenção, o uniforme negro do Robocop não é nenhuma referência aos uniformes dos caveiras do nosso "Tropa de Elite".
Sobre as atuações, não tem o que reclamar! Joel Kinnaman surpreende no papel de Murph, mesmo estando numa desconfortável armadura e com certeza foi uma excelente escolha. Gary Oldman funciona excelente no papel de "criador" do Robocop, assim como Michael Keaton consegue ser um vilão nada caricato e bem original. O resto do elenco de apoio está lá, funcionando com uma base de críticas e comparações, atuando perfeitamente com o que lhes foram dado.
O problema do filme? A trilha Sonora realmente não consegue empolgar. Mesmo ainda sendo a saudosa e clássica canção. Acaba servindo muitas vezes como algo irônico, tirando um pouco daquilo que fora idealizado para o filme.
O filme é perfeito? Não! Longe disso, mas quando um diretor passa por cima do estúdio e nos oferece algo digno e que honra o trabalho do original, merece muitos créditos. O que basta é curtir o excelente trabalho de um diretor contra a má vontade do estúdio. Sorte que o primeiro se destacou mais que o segundo.

E eu com certeza curti o resultado final.
 
Todos os créditos para o site Action e Comics.
 

sábado, 1 de março de 2014

MINHA MEGA ATRASADA ANÁLISE SOBRE O REBOOT DA DC

 
Já estamos de volta, galera.
Esta postagem de hoje é um tanto quanto incomum. Ela deveria ser do tipo "Dica de filme", mas o filme que me inspirou a fazer este texto é uma animação a qual eu certamente não recomendaria, mesmo com as suas tão grandiosas qualidades.
Não considero em hipótese nenhuma esta animação como ruim, afinal o padrão dos desenhos da Warner/DC é incomparável, deixando as animações da Marvel no chinelo. Ainda que, por outro lado, o universo cinematográfico da Marvel arrase com o da DC.
O grande problema desta animação, "Justice League War", é o fato dela se inspirar no universo pós-reboot da DC, os "Novos 52".
Quando ocorreu o reboot, uns três anos atrás, eu cheguei a acompanhar alguns quadrinhos novos, mas logo cansei e fui atrás dos salvadores sites da internet onde voltei a baixar e ler os grandes clássicos da época áurea da DC. E como eu amo o "Esquadrão Suicida", os "Novos Titãs" e a "Liga da Justiça Internacional".
O fato é que, quando eu assisti a animação "Justice League War", eu me lembrei porque parei de ler esses quadrinhos que se passam no universo dos "Novos 52". E o filme conseguiu resumir muito bem o que fizeram com os nossos icônicos heróis.
Vejamos cada um deles:
 
 
Flash (Barry Allen)
 
Aparentemente não mudou muita coisa, mas, se você reparar, ele ficou bem burrão e mais inseguro. Aliás, a DC antes do reboot já fizera a merda de ressuscitá-lo. A morte de Barry Allen no clássico dos anos 80 "Crise nas Infinitas Terras" foi a mais heroica de todos os tempos e jamais deveria ter sido revertida.
Os "Novos 52" simplesmente prosseguiram com o erro.
 
 
Lanterna Verde (Hal Jordan)
 
Nossa, velho! Eu não tenho palavras.
O Jordan foi o maior erro de todos. Aqui ele é não passa de um fanfarrão!
Onde já se viu fazer isto justo com o Hal Jordan? De um herói clássico, corajoso, inspirador, ele foi convertido em um manezão canastrão. Se fosse o Guy Gardner, eu até entenderia esta representação, mas nem o Gardner já foi representado assim.
Guy Gardner poderia agir como um babaca na maioria das vezes, mas ele ainda tinha o seu lado nobre e heroico e todos nós o amávamos e riamos muito com ele por isso mesmo, já este novo Hal Jordan...
Ver o Jordan representado desta maneira me fez quase parar de ver o filme.
 
 
Mulher Maravilha
 
A única personagem que realmente valeu a pena ver em sua nova representação, mais selvagem e sensual do que nunca!
Ela não sofreu tanto com as mudanças, exceto por sua nova origem que não é apresentada no filme (felizmente).
São as cenas com a Mulher Maravilha que foram capazes de me empolgar e até consegui rir sem constrangimento. O foda é que ela aparentemente pôs chifres no Steve Trevor com o Superman (!) no final do filme e isso foi meio tosco pra mim.
É, novos tempos.
 
 
Superman
 
Horrível, terrível, muito ruim!
Este Superman é o total oposto daquela figura mítica que aprendemos a identificar como a imagem de um autêntico super herói.
O que vocês podem ver de correto em um Superman bully?
 
 
Cyborg
 
Ele ficou legal, sua origem não foi tão alterada, assim como a sua personalidade.
Só não me conformo em vê-lo como parte da "Liga da Justiça" quando nos quadrinhos eu sempre o vi como membro dos "Novos Titãs".
Bem, ele era o meu preferido no tempo do desenho dos "Superamigos", então isso não chega a ser um problema.
 
 
Batman
 
O "Cavaleiro das Trevas" teve uma boa representação, como sempre! O melhor junto da Mulher Maravilha. Só achei meio forçada a cena em que ele tira a sua máscara para o Hal Jordan, revelando a sua identidade secreta.
 
 
Shazam
 
Acho horrível essa nova moda de chamar o personagem de Shazam. Para mim ele sempre será o Capitão Marvel!
Embora tenha sido razoavelmente representado, ele foi um dos principais motivos que me fizeram quase desistir de ver o filme. A presença dele é a maior diferença que vemos entre esta animação e a história original em quadrinhos.
Porra, colocaram o Shazam no lugar do melhor personagem desta história, o Aquaman!
Sim, o Aquaman era o principal motivo para ver esse filme! Ele sim continua decentemente representado nos quadrinhos e foi e sempre será  um dos maiores heróis da DC!
Não estou zoando, embora pareça. Não tenho problemas em dizer que sou fã do Aquaman.
 
E o vilão?
 
 
Darkseid
 
Ficou ruim esse.
Darkseid monossílabo e todo sem um porquê convincente para as suas ações.
Além disso foi o saco de pancadas oficial do filme. Passa muito longe daquele clássico vilão soberano de Apokolips que aprendemos a amar e a temer.
 
Enfim, não curti o filme porque não curti o reboot da DC. Tem muita coisa errada nessa nova geração de quadrinhos.
Vamos lembrar de outras coisas que aconteceram no pós-reboot e que não apareceram no filme.
 
O Exterminador ficou sem graça pacas. Simplesmente faz o estilo "sou muito macho e carrego uma metralhadora em cada mão".
Amanda Waller, líder do "Esquadrão Suicida", ficou jovem e gostosa! Como pode isso? É preconceito! Comparem a personagem clássica com a sua versão atual.
Quantas mulheres negras, obesas e de meia idade vocês veem com frequência nos quadrinhos? Amanda Waller deixou de ser uma personagem única.
Aliás, acabaram com o "Esquadrão Suicida". Tem umas bizarrices como ver a Arlequina trepando com o Pistoleiro e fazendo comparações entre a sua vagina e uma garagem durante o ato! Porra, DC! Essas são as suas mulheres fortes?
O Batman tem um irmão perdido? Caramba, o maior detetive do mundo nunca suspeitou da existência de um irmão? Será que ele estava se escondendo com a Tia do Bátema?
Essa é polêmica, mas eu vou me arriscar. O novo Allan Scott é gay!
Foi muito forçado e apelativo, só para concorrer com o casamento gay da Marvel. O que mais será preciso para chamar a atenção dos leitores?
Não tenho problema com personagens gays nos quadrinhos, acho até legal e realista (o que não pode é fazer lobby), mas mataram o Allan Scott, sumiram com o seu casamento e seus dois filhos, Jade e Manto Negro, para criar um personagem "novo" que é só uma mistura do nosso primeiríssimo Lanterna Verde com o seu filho Manto Negro, que era homossexual assumido. 
Ainda mudaram drasticamente a origem de alguns personagens como a Mulher Maravilha, que agora é filha de Zeus, ou o Vingador Fantasma que aparentemente se tornou Judas Iscariotes (!).
Os Novos Titãs não são mais os mesmos (há muitos anos não são), o Lobo ficou com um visual "Bishounen ocidental" vomitante, a Bárbara Gordon anda novamente e voltou a ser a Batgirl e o Gavião Negro, bem, Rob Liefield aconteceu!
 
Acho que não tenho muito direito de reclamar porque os novos roteiristas fazem as novas histórias pensando nos novos leitores e não em caras como eu, que cresceram vendo "Goonies".
Isto é muito triste porque sempre me considerei mais "Decenauta" do que "Marvete". Mas atualmente tenho preferido ler os quadrinhos da Marvel, isso até algum reboot chegar e acabar com tudo.
A animação de "Justice League War" é incrível como sempre são as animações da Warner/DC, mas, de resto, sobre o universo "Novos 52" e sua nova roupagem para os personagens, vocês já sabem o que eu penso.