sexta-feira, 13 de junho de 2014

DICA DE MANGÁ: RYU FINAL (Parte II)


Retornamos. E hoje nos voltaremos para o segundo (e último) volume do mangá "Ryu Final".
E, como vocês perceberão, da mesma forma que a postagem anterior, esta terá muitas imagens que são muito épicas.
 

Este volume começa com a mesma pilha de pedras com um pedaço de pau cravado nela, o mesmo que vemos no volume anterior. Mas desta vez vemos também que a bandana vermelha de Ryu está amarrada nele.
 
 
Elena não tem novamente participação digna de nota no mangá, mas o volume começa com uma bela imagem da personagem. E eu coloquei ela aqui de propósito simplesmente porque ela ficou muito gata e gostosa de se ver. Não acham?

Esta história não começa com algum outro desafio para Ryu, mas reafirma todas as lições aprendidas por ele que são tão importantes quanto tudo o que vimos no primeiro livro. Esta história está à princípio centrada em Sagat, uma espécie de Vegeta para Ryu e atualmente o meu Street Fighter favorito junto do protagonista desta história. A primeira imagem que temos é do caminhão de Hugo e Poison estacionado do lado de fora de um templo no coração da Tailândia.


Hugo parece tenso. Embora ele se erga sobre o poderoso tailandês, é incapaz de conseguir um hit sólido sobre ele. Sagat é imóvel e permite que Hugo o atinja com seus socos que parecem não lhe causar dano algum.

Sagat: "Muah, ha, ha, ha!" 
E isso é deveras assustador se levarmos em consideração aquilo que o personagem Hugo era capaz de fazer no volume anterior...


Em um acesso de raiva, Hugo decepa e levanta a cabeça de pedra de uma estátua de Buda (os cenários do Sagat em todos os jogos são dotados de religiosidade e cultura tailandesa) e a usa para bater no Sagat. Aquela rocha gigantesca simplesmente quebra em um milhão de pedaços ao atingir o lutador. E na sequência Sagat derruba o poderoso gigante com um único chute.


Se estas cenas épicas tiveram como objetivo mostrar o quanto Sagat é foderoso... bem, sem comentários. Ele é foda mesmo!
Em seguida, Sagat parecia meditar e ele se lembra de sua vida de lutas.

                               
Surgem novos flashbacks e agora estamos de volta para um período em que Sagat estava em seu momento mais perigoso. Ele havia sobrevivido ao Shoryuken de Ryu e estava se recuperando na Tailândia. Furioso consigo mesmo, ele leva sua agressividade para fora na selva. Derrubando árvores e tentando fazer suas técnicas mais fortes. Adon assiste a uma certa distância, decepcionado com o que Ryu  fizera ao seu mestre. Embora enfaixado, Sagat tem uma séria ferida que não cicatrizava.


Sagat não pára por tempo suficiente para pensar sobre as consequências de suas ações até que acidentalmente bate numa árvore que vem à baixo e fere uma criança. Ele leva a criança a um templo onde os monges poderiam cuidar dela. Acho que muitos leitores devem ter ficado surpresos com o lado benevolente de Sagat.
Mas aquele monges tentam alertar Sagat sobre o que ele está se tornando.


Apesar de ter recebido um golpe potencialmente fatal, a criança sobreviveu. Talvez pelo tamanho da sua determinação ou era a sua vontade de viver que a mantinha viva. O que preocupava os monges era a cicatriz deixada pelo Shoryuken no peito de Sagat. Ela não é a cicatriz física mas sim emocional. Eles alertam Sagat que a vingança e o ódio são o que lhe alimentam agora. Esse ódio vai consumi-lo por dentro e a cicatriz nunca vai sarar se Sagat continuar possuído por esse desejo de matar.


Sagat vive por uma razão, existe um potencial enorme nele, mas ele parece estar perdendo o seu propósito.
Os monges dizem naquele momento que caçadores furtivos estão prendendo e matando tigres nas proximidades da aldeia deles. Sagat deveria estar defendendo sua terra natal. Assim, ele deixa a criança com eles e vai para a selva.


Dois caçadores estavam perseguido um tigre feroz e um deles acaba sendo morto pelo imenso felino. Antes que o tigre pudesse atacar o outro, Sagat surge e chuta o animal na cabeça, assustando-o e fazendo ele ficar manso e recusar. O caçador sobrevivente agradece a Sagat, mas ele rejeita.
Parece que Sagat encontrou um novo alvo para a sua agressividade. Ele começa a bater no caçador por tudo o que este fizera a selva. E no processo a cicatriz em seu peito se abre e ele começa a sangrar novamente. Enquanto Sagat faz uma pausa para apertar o peito, o caçador pega um pequeno refém.


É a criança que Sagat acidentalmente ferira. O caçador a tem como refém. Então o lutador tailandês joga sua mão entre a arma do bandido e a criança.


Aquele criminoso dispara grande parte da sua munição na mão de Sagat, e não é que balas não são nem um pouco efetivas contra ele! De fato, o caçador ainda dispara suas balas na barriga de Sagat e o resultado é ainda mais assombroso. Ele simplesmente não pode ser ferido por uma arma!
Mas também, depois do que Sagat fez com o Hugo, o que é um simples revólver para ele?


Sagat poderia facilmente matar o caçador, mas escolhe poupá-lo. Ele acabara de compreender que ao contrário de Ryu, esta pessoa era um criminoso disposto a mata-lo à sangue frio. Nesse ponto Sagat escolheu o seu caminho, ele não vai deixar a raiva consumi-lo, ele não vai usar o muay thai como um meio de se vingar. Não manchará o nome de seu amado país.
As bandagens caem de seu peito enquanto ele mantém o caçador seguro no alto. A cicatriz enorme em seu peito finalmente parou de sangrar. Sagat amadureceu tanto quanto Ryu. Aprendeu muitas lições e agora persevera. Ele é a prova de que mesmo uma ferida mortal pode ser superada.

Agora é o presente, e Ryu retorna para a Tailândia para uma revanche. Ryu e Oro encontram um casal de adolescentes que trabalham como agricultores perto do templo.


Os aldeões que Sagat protegeu há muitos anos estão crescendo.
Aquele lutador impiedoso que dá risada do adversário a cada vitória nos games tem um lado sangue-bom que pega qualquer um de surpresa.
Sagat espera por Ryu, a batalha entre o tigre e o dragão em breve acontecerá.


Sagat está mais forte do que jamais esteve e Ryu tem treinado mais do que nunca. De todas as rivalidades em Street Fighter esta é o mais antiga. Nakahira nos diz o que aconteceu entre eles durante a continuidade de SF III.


Isto é importante porque em termos canônicos Sagat não estava presente no game SF III.
Ambos Ryu e Sagat se preparam para a luta com Oro e os dois jovens agricultores agindo como espectadores. Há uma tempestade, mas nem Sagat nem Ryu vão deixar a chuva impedi-los. Eles avançam para a luta quando o raio atinge a cena. Há um grande clarão.
É, e a batalha terminou em poucos hits.


O último ataque de Sagat, com o joelho, foi devastador. Ryu já está caído sobre o que restou da estátua do Buda dormindo. Cacilda!


O típico recurso dos mangás de luta aqui é utilizado. Os golpes de Ryu e Sagat eram velozes de mais para os nossos olhos, olhos comuns de reles mortais, enxergarem!
Oro foi o único que foi capaz de perceber os golpes e saber quando cada um atingiu o outro. Ryu parece abatido, mas o joelho de Sagat tocou chão e ele então a sua derrota.  
Aqui vai rapidamente em câmera lenta o que aconteceu naqueles segundos que determinaram o resultado da luta:

Uma luta entre dois lutadores de altíssimo nível pode realmente ser decidida em poucos movimentos.

Detalhe que mais uma vez Ryu sobreviveu a uma porrada absurdamente foda, mas seu golpe foi o mais perfeito e sutil e foi isso que fez Sagat admitir que mais uma vez foi derrotado.


O velho ferimento de Sagat reabriu!
Ryu não entende. Ambos os lutadores eram capazes de levar a luta para muito mais longe. Sagat desistiu da batalha justamente quando viu a sua cicatriz sangrar e compreende que mais uma vez foi superado por seu rival. Embora suas forças fossem equivalentes, Sagat foi superado pela habilidade de Ryu e resolveu aceitar com honra. É como a velha superstição japonesa apresentada nos OVAS clássicos de "Ruroni Kenshin". Uma ferida feita com ódio nunca cicatriza. E Ryu que na época encontrou o poder do Satsui No Hadou era realmente puro ódio. Mas aqui, o ódio era carregado por aquele que recebera o ferimento e o cura veio quando ele desistiu desse sentimento.
Agora Ryu sabe que o caminho do guerreiro não é validado se deve lutar até a morte e descobriu que cada batalha não tem que acabar com ele incapacitando ou nocauteando seu adversário. Ryu não deve se tornar aquilo que mais despreza.


Ryu e Sagat chegam a um entendimento depois disso. Assim, Ryu e Oro deixam a Tailândia. Sagat enfaixado novamente com os seus jovens amigos segurando um guarda-chuva sobre a sua cabeça assiste satisfeito a um velho adversário partir.


A primeira parte deste impressionante capítulo chega ao seu fim.
Sagat tornou-se mesmo um personagem muito envolvente!


Ryu e Oro tem absoluta convicção de para onde seu caminho vai leva-los.
Através das memórias de Ryu, o leitor é levado novamente ao passado  para testemunhar um momento importante na continuidade SF. Nakahira nos mostra a luta entre Gouken e Gouki em toda sua glória e violência. Ryu e Ken estão mais jovens do que estavam em "Zero".
Gouki e Gouken lutam com tudo, destruindo toda a paisagem em que se encontravam, eles se enfrentam por todo o bosque de uma forma muito cinematográfica. Lançam movimentos especiais um contra o outro, mas Gouken, eventualmente, é ultrapassado por seu irmão.


Ele é espancado e morto quando Gouki que atravessa o seu peito com o seu punho. Gouki ainda leva o colar de contas gigante do corpo de seu irmão e o coloca em torno de seu próprio pescoço. Ken e Ryu chamam por seu mestre, mas não obtém respostas. E isso não é bom.
Gouki percebe a presença deles, mas simplesmente vai embora. As memórias de Ryu o torturaram por um longo tempo e agora é a hora de fazer algo a respeito disso.


Ryu e Oro retornaram para o Japão, onde se reúnem com Ken e Sean. Agora Ken e Ryu preparam-se para o momento mais importante de suas vidas.


Eles atearam fogo no antigo templo de seu mestre. É um majestoso castelo que foi visto durante muitos anos por todos nós no fundo do cenário de Ryu em praticamente todos os jogos de Street Fighter. Infelizmente esta é a última vez que vamos vê-lo de pé.


Ryu e Ken devem se enfrentar para determinar quem deve desafiar Gouki enquanto o seu dojo queima ao longe. Ryu se concentra em um golpe bem colocado. De repente o templo explode em colapsos. Gouki desce sobre uma pilha de escombros (esse parece que sempre foi o seu meio de transporte, vide a apresentação de "SNK vs Capcom Chaos", meio bizarro). Os dois grandes guerreiros fazem uma pausa para estudar um ao outro.


Desta vez não teve para o lutador norte-americano! Ryu derrotou Ken com muita facilidade! Repare na cara do Sean, ele simplesmente não acredita. 
De certa forma, é engraçado ver que o caminho que Ryu  trilhou por anos acabou conduzindo-lhe de volta para casa.

 

Gouki encontra ironia no fato do garoto que ele salvara ter transformado-se em um guerreiro capaz. Ambos riem um pouco. É a única vez que você vai ver um sorriso em Gouki, é um pouco perturbador. Ryu tenta acertar Gouki com um Shoryuken. Gouki agarra a mão de Ryu e simplesmente a esmaga!


A luta é brutal e, apesar de Ryu ter crescido e aprendido muito nos últimos anos, ele ainda não é páreo para Gouki.


Gouki bate em Ryu e o acerta com o lendário Shun Goku Satsu! O mesmo golpe definitivo que feriu de forma mortal o seu irmão e o seu mestre Goutetsu .
Este golpe tem a intensidade do seu poder proporcional ao pecado do seu oponente. Quanto maiores os crimes do pecador, mas dolorosa é a sua morte! Assim como seu mestre Gouken, Ryu teve o seu corpo transpassado pelo punho de Gouki na altura do peito.


Para se certificar de que Ryu nunca mais se levante, Gouki ainda faz uma bola de fogo da mão passar pelo corpo do lutador já agonizante. Isso explica o flash de luz que você vê no final do golpe na versão de videogame.
Ryu cospe sangue que respinga pelo rosto de Gouki. Mas quando tudo parecia terminado, Ryu dá sinal de vida e promete retribuir o favor em espécie.
Ryu coloca a palma da sua mão no corpo de Gouki e atira uma bola de fogo através dele! Os dois homens agora estão cambaleando para trás.


Ryu está sangrando muito e se pergunta como Gouki pode permanecer de pé.
Gouki arranca o kimono e podemos ver um tipo de  buraco em seu torso. Gouki está oco por dentro (!), ele fora completamente consumido pelo lado negro da força Satsui No Hadou! Tudo o que resta é uma casca cheia de todo o seu ódio.
Ryu amaldiçoa o monstro por matar o  seu mestre e também por matar a si mesmo. E essa, meus amigos, é a cena mais fodona e épica de todo o mangá!


Eles atacam um ao outro mais uma vez. São atingidos por aqueles golpes simultaneamente e agora tornam-se consumidos pelo fogo. Gouki se afasta de Ryu e cambaleia em direção ao fogo do templo em chamas. O demônio foi derrotado, mas o preço foi alto de mais.
Ryu está morrendo...


O epílogo.

Agora vemos Alex, um certo personagem de SF III que eu curtia muito e gostaria de vê-lo nos novos jogos da série, mas a Capcom trolladora do jeito que é...
Bom, ele estava sentado em um beco e parecia perturbado. Mais cedo naquele dia, ele tivera uma luta com Ken no Madison Square Garden. Alex como você deve saber foi um grande lutador no circuito de MMA e ele pode até mesmo vencer Balrog (o boxeador da Shadaloo) em uma luta. Mas agora tivera a sua batalha final com Ken e foi finalmente derrotado. Alex está decepcionado consigo mesmo, não por perder para Ken, mas porque ele percebe que ainda não é forte o suficiente para enfrentar Gill, de quem busca vingar a sua família. A família adotiva de Alex o encontrou de mau humor naquele beco e lhe ajudou.
Poucos dias depois, Alex parece estar melhorando quando se encontra com Ken e sua família. O melhor amigo de Ryu informa que a única maneira de obter mais poder é viajar ao redor do mundo e aprender com os melhores. Pouco depois, o filho de Ken alcança Alex, que já seguia o seu rumo e lhe entrega a bandana vermelha de Ryu, sabendo que ele respeitava muito o lendário lutador.


Vemos Alex, meses mais tarde, nas colinas do Japão. Supomos que ele já fez uma extensa viagem. Aprendendo com Birdie, Zangief e Adon, conforme o cânon. Ele pára nas ruínas que antigamente eram o templo onde Ken e Ryu treinavam. É uma cena triste agora, nada além de escombros. Há uma pilha de pedras e um pedaço de madeira cravado nelas marcando um túmulo. Alex se ajoelha e amarra a bandana vermelha nele. Ele deseja que poderia ter aprendido com os melhores para ter uma luta com Ryu mais uma vez.


Então vemos uma silhueta que aparece no horizonte. Não sabemos se é uma memória ou imaginação de Alex. Ele se vira.


Ryu está ali de pé, sorrindo. Seu cabelo despenteado. E uma grande cicatriz circular em seu peito.
THE END.
Agora você sabe por que eu sou tão crítico com os quadrinhos da Udon? Por que eles não podem escrever ou desenhar algo tão épico como "Ryu Final"? Então o que podemos dizer do final deste mangá? Bem, além da sobrevivência quase impossível de um soco no peito, podemos ter muitas coisas para o futuro da série, em termos canônicos e videogame. Sua sobrevivência a um golpe de morte foi prefigurada por Sagat no início do mangá. Ryu não retorna como um messias, mas como um verdadeiro artista marcial. Ryu aprendeu a aproveitar o poder de um intento assassino com o "Punho do Vento" e parece ter finalmente completado sua jornada. Deste ponto em diante ele deve ocupar um lugar de grande importância no universo.
Ah, e agora você sabe qual foi a inspiração para o novo design do Evil Ryu nas séries de "Street Fighter IV".

Antes de prosseguirmos com a conclusão deste mangá, vou fazer algumas considerações como um gamer:

Houve uma ideia de dentro da Capcom para  substituir Ken e Ryu como os personagens principais de Street Fighter. Isso nos leva de volta para os idos de 1989, quando Guy, Cody e Haggar deveriam substituir Ken e Ryu. Mais de 20 anos e os fãs queriam que Ken e Ryu permanecessem como os protagonistas e a Capcom logicamente iria concordar. Quando comparado a outros títulos de jogos de luta, a série SF não tem progredido muito nos últimos 25 anos. Com certeza, cada geração de Street Fighter supera a anterior, bem como quaisquer contemporâneos. O período de 25 anos não foi ruim, mas poderia ter sido bem melhor! A Capcom parece ter parado no lugar, porque não pode empurrar a série para a frente, sem alienar os fãs. No entanto, há uma diferença na geração de jovens que cresceram com títulos do arcade e aqueles que nunca jogaram um. Há pessoas ansiosas para experimentar um jogo de luta, mas que não sabem por onde começar. Não haveria melhor momento do que agora para relançar a série, tanto para as antigas quanto para as novas gerações. Mas infelizmente não foi o que esperávamos.

Vamos supor que a Capcom levasse a coisa à sério. Vamos até dizer que eles decidam ir com o trabalho de Masahiko Nakahira, como fizeram no passado. O que podemos esperar para ver? Ryu e Ken deveriam ser chefes. Cada um atingiu o auge de suas habilidades e não há lugar para eles irem, a menos que a Capcom queira puxar um pouco da SNK e começar a introduzir novos lutadores poderosos e demônios ímpios como os principais vilões. Há uma dualidade com os dois rostos mais conhecidos de SF , cada um representa uma versão diferente de Oyama.
Ken representa o caminho do lutador em busca de glória, competindo em um palco popular. Ele tem tudo, os títulos, os cinturões, a fama, a família e o dinheiro. Ken representa o pico do lutador mainstream, o ideal ocidental. Ele poderia tornar-se um chefão ou subchefe. Poderiam haver diferentes chefes dependendo do lutador que você escolhesse como em SF Zero 3.
 
 
Ryu poderia ser o chefe principal absoluto no jogo. Considerando Ken uma lenda mainstream, Ryu é a lenda desconhecida. Ryu não se importa com competições ou títulos, ele procura os mestres de cada disciplina em lutas secretas. Neste jogo seria tanto inspirador ver como personagens que cresceram ao longo das séries clássicas tornaram-se chefes. A Capcom nem sequer precisa explicitar o que ou como aconteceu. Vamos dizer que 99% das pessoas que comprarem o jogo nunca leram os livros de Nakahira. Ele ainda iria funcionar. Os jogadores são inteligentes.
Eu me lembro quando SF II chegou ao fliperama local da minha cidade. Todos os frequentadores se revezavam tentando vencer o jogo e poucos conseguiram. Era legal o ar de mistério na origem dos personagens e os jogadores usavam um pouco da sua imaginação para idealizar o passado de cada um deles. Os chefes foram alguns dos responsáveis por tornar a série épica. Depois de derrotar o Balrog, a maior dor de cabeça era o M. Bison e me recordo de ter visto ele ser derrotado apenas uns duas vezes no flipper. Meu irmão e eu éramos fãs do original e poderíamos falar muito sobre aquele tempo. Alguém já viu e jogou SF I? Sagat, que já fora o chefe final,  retorna em SF II como o subchefe e ele agora tinha uma cicatriz no peito e isto foi o que fez um personagem genérico tornar-se um memorável. Antigamente a Capcom sabia se conectar e avançar no jogo através de algumas pistas visuais.
Voltando ao mangá, só falta o Doutor Nerd dizer qual foi a sua nota:


Nota 10!
Mas vou dizer nota 1000!
 
 
"Ryu Final" ainda é o melhor mangá e possivelmente a melhor mídia baseada em um grupo de lutadores de videogames. Os personagens de Street Fighter são épicos para mim e não há nenhum outro grupo de lutadores que vai superá-los em carisma e estilo. Ryu é o maior lutador de todos os tempos, assim como Oyama que o inspirou.
O mês de Junho vem com um Top 10 especial e uma data comemorativa a seguir. Então em breve haverá postagem nova.
Até a próxima e obrigado por ler.

Um comentário:

  1. Ótima review.
    Vontade de ler esse manga é enorme, interessante mesmo.

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