sábado, 25 de fevereiro de 2017

FILOSOFANDO FRASES DE ANIMÊS 2

 
Muitas pessoas ainda têm uma impressão muito vaga a respeito do animê. Uma impressão limitada por olhos grandes, criaturas adoráveis, e até mesmo violência e peitos. A animação japonesa pode ser surpreendentemente profunda e pode afeta-lo emocionalmente, com temas adultos presentes mesmo em séries mais infantis. Você só precisa saber como encontra-los.

Filosofia é um dispositivo de narração muito comum no animê. Cada personagem vive por seu próprio código moral e segue suas próprias regras, mas onde alguns desses códigos pessoais podem nos levar quando comparados com as escolas de pensamento filosóficas da vida real?




A morte é algo que sempre fascinou os seres humanos. Temos o dom questionável de estarmos cientes de nossa própria mortalidade. Nós a tememos, nós a desprezamos, às vezes a desejamos sobre os outros, às vezes sobre nós mesmos. Apesar do nosso fascínio, não há muito o que sabemos sobre a morte. Surpreendente para alguns, a discussão sobre a morte no mundo dos animês é bastante fascinante, há uma pitada de Filosofias Orientais, e muito mais por trás de tudo isso. Personagens de ficção que representam uma perspectiva niilista de uma forma que outros nunca se atreveriam.





Nós vamos morrer. Talvez você ainda não tenha se dado conta disso ou apenas não queira aceitar que a morte virá algum dia. Pode ser tarde, ou talvez mais cedo do que você gostaria que fosse. Assim como as nossas incertezas do dia de amanhã, nunca é certo como será o momento, ele pode se adiantar, sem que tenhamos tempo suficiente para falar com aquela pessoa de quem gostamos.
Por mais que possa parecer cruel, a natureza simplesmente é indiferente a cada um de nós. Não há nada de malvado na morte. Mas, é claro, nós nunca aceitaremos. Porque, é verdade, morrer é patético. 
Existe algo pior do que a morte? Sim, o esquecimento.
Já parou para pensar como seria partir sem deixar nada para ser lembrado? O tempo apagará qualquer rastro de nossa existência, somos insignificantes nesta breve passagem pelo mundo.
O fim é a única verdade absoluta para tudo que teve um início. Tão certo quanto a incerteza do dia de amanhã é o fato de que nem todos os que morrem são esquecidos. Muitos já desafiaram a morte e o esquecimento. Como?
Se é este o nosso destino, quando a hora chegar, não suplique. Comece agora a lutar contra o inevitável esquecimento. Estude! Escreva! Crie! Morra e seja lembrado!




 
Acredito que todos já agimos ou nos sentimos em ambas as posições. Difícil escrever sobre sentimentos assim, de forma racional, mas convido todos a se posicionarem em ambos os lados, e quando sofrer, imaginar-se estando na outra posição.
Na maioria das vezes que fazemos algo para o próprio benefício somos considerados egoístas, maus, e não funciona desse jeito. Cada um escolhe o sentimento que deseja ter e não temos controle sobre o sentimento do outro, mas sim do nosso próprio.
Não sei se mais triste é fazer parte do lado que sofre ou do que ri. O que sofre se sente podado de todo e qualquer sonho, da sequência dos seus objetivos e se frustra, se sente incapaz, incompetente. E algumas vezes condena o outro pela sua dor.
E quem ri pode em algum momento sentir culpa pela dor do outro, mas não troca o próprio benefício ou felicidade pelo consolo e o bem-estar do outro. Mais uma vez, esse não foi o responsável pelo sentimento alheio e sim o responsável por uma ação que causou o sofrimento do outro. Percebe a diferença?
Vou explicar como isso se passa dentro da minha cabeça: nem sempre o que ri está rindo da desgraça alheia, mas em determinadas situações, para este conquistar o que precisa e deseja, recebe em troca a tristeza e sofrimento do outro.





Nem sempre é simples fazer o bem, principalmente de uma maneira coerente. A ética está intimamente ligada a política. E é exatamente o poder que corrompe o indivíduo, impondo aos outros os meios que nem sempre são virtuosos para construir uma felicidade que por esta razão também não será a felicidade de todos e também poderá não ser a felicidade para ninguém.
As leis foram escritas ou estabelecidas através de códigos não escritos, e podem entretanto ser subvertidas. Assim é cometido um ato antiético. Partindo de um código civil, que tem por fim a felicidade do povo, e de um código moral, que objetiva a destruição do mal para que o bem impere, um presidente pode, em períodos de guerra, quebrar os mesmos códigos enviando para a morte centenas de compatriotas, levados a assassinar milhares de inimigos. Parece que os fins só justificam os meios se o fim for o poder. Por isto o poder pode ser um agente perturbador da ética e da moral.



 
 
Além de aproveitarmos cada momento, é importante pensarmos nas escolhas que fazemos. Você tem livre arbítrio, por isso pense antes de agir.
Muitas vezes agimos por impulso, sem pensar nos outros, sem imaginar as consequências, ou até imaginando, mas não sabendo em que proporções elas podem chegar.
Aprendemos com nossos erros, e podemos mesmo errar novamente na mesma coisa, mas, você já tem a consciência do que acontecerá.
Pensemos antes de agir por impulso, é importante ter cautela, pois não precisamos ficar aprendendo apenas com erros.
Sejamos sensatos e justos, com os outros e consigo mesmos. Se já agiu por impulso, entenda que milhões de pessoas já fizeram o mesmo. Seja equilibrado, não egocêntrico. Muitas vezes não era a decisão que queria tomar, mas ficará tudo bem se não causar mal a ninguém. E só crescemos desta forma, sem pisar ou fazer mal ao outro.




 
A moralidade é relativa? Alguns filósofos acreditam que a moralidade é relativa à pessoa. Portanto, não podemos manter os outros com os mesmos padrões morais que possuímos. No entanto, isso causa um problema quando se trata de questões, tais como, mutilação genital e outras formas de abuso. Se certas práticas existem como parte de culturas específicas, temos o direito de entrar nesse espaço e condenar os outros por suas ações?
Na fraternidade, a moralidade alimenta o conflito de fundo. Guerras também podem ser causadas por divisões culturais e religiosas. Muitos lutam para justificar suas ações na guerra, mas questões de moralidade sempre surgem quando lidamos com a guerra.





As pessoas estão sempre aprendendo, e o maior aprendizado que uma pessoa pode ter é sobre si mesma. Cada um é a soma de tudo o que aprendeu. Sozinhos, não podemos mudar o mundo, mas podemos mudar a nós mesmos. Se não é possível mudar o que somos, uma resposta é deixar que uma parte de nós morra para que outra cresça. Assim reavaliamos o que somos, para encontrar o que realmente importa. A habilidade natural de um herói é saber o que fazer e ter a motivação suficiente para isso.
Um verdadeiro herói, mesmo sob o risco de morte e de perder tudo o que para ele é sagrado, está focado em vencer o vilão, qualquer força oposta, que coloque a vida de quem quer que seja em perigo. Vencer a si mesmo é apenas o primeiro passo para o nosso campeão.





Nenhum ser humano é igual ao seu semelhante. Entretanto, as diferenças sempre alimentaram discórdias entre as pessoas e grupos sociais.
Vale ressaltar que a humanidade tem presenciado ao longo de sua história uma sequência de intolerância à diferença, vista como sinônimo de inferioridade, de indesejável, de separado do grupo. Basta à pessoa ser considerada diferente para os padrões para que todos passem a desprezá-la, considerando-a como um ser de outro mundo.
Nesse sentido, um dos problemas que deve ser enfrentado por toda humanidade é a tendência existente de definir as pessoas diferentes em termos negativos, de ver essas pessoas e o grupo ao qual pertencem como inferiores e não merecedores de respeito.
Atrocidades cometidas diariamente contra os nossos semelhantes têm demonstrado até onde os seres humanos ainda estão prontos a ir para negar aos outros o direito de ser diferente. São questões sobre as liberdades individuais, mas também principalmente ética. Não podemos jamais esquecer da ética, pois TODO o ser humano deve mostrar-se também merecedor de respeito.



Começamos assim com a primeira postagem do ano. Demorou, mas aqui está a segunda postagem relacionada às Filosofias dos Animês (Não tão grandiosa, nem tão extensa quanto a primeira).
Este ano pode ser ainda mais cansativo e apertado do que o anterior. Fico sem tempo para ter novas ideias, mas sempre que puder, voltarei.