sábado, 23 de maio de 2015

FANATISMO E RELIGIÃO (2), DIREITOS HUMANOS E O POLITICAMENTE CORRETO


Não tenho medo de ser politicamente incorreto. Opinião todos nós temos, e acredito que muitos vão considerar uma obrigação moral tomar partido aqui.
Na minha última postagem ataquei os ultraconservadores, mas desta vez ataco a hipocrisia dos liberais, aproveitando este ano louco de 2015 que começou com o atentado a sede da revista Charlie Hebdo na França, além das diversas ações violentas do Estado Islâmico, e tudo o que vem sendo exaustivamente falado sobre o assunto.
Uma máxima que os politicamente corretos (gostaria de evitar usar esta expressão) usam durante fatalidades como estas é "deturpação do real islã". Mas o que vem a ser essa tal "deturpação"?

X-Men Schism - O mutante Kid Ômega usa o seu poder e revela o que há no coração dos líderes mundiais.
Participação especial de Ahmadinejad?
Considero um erro, um gravíssimo equivoco, uma pessoa como eu opinar sobre se o Estado Islâmico é ou não é o verdadeiro islã. Por quê? Simplesmente porque não tenho conhecimento sobre isso, não tenho nenhuma autoridade para falar a respeito do assunto. Enfim, não me sinto minimamente preparado para dizer se o Estado Islâmico é ou não o verdadeiro islã.
Mas eu sei que o Estado Islâmico baseia todas as suas ações em tradições islâmicas e no Alcorão. Fazem isso por mal? Deturpam? Talvez. Mas não sou eu, que não entendo nada de tradições islâmicas e Alcorão, quem vai dizer.

Crítica genial
De acordo com o que ouvimos das autoridades islâmicas que são contra o Estado Islâmico, e que procuraram apoio Ocidental, dá para compreender como funciona a lógica dos terroristas. Não podemos simplesmente fazer o jogo deles.
O diálogo com as autoridades islâmicas que são contra o Estado Islâmico é correto, pois com seus argumentos é possível entender que há outro islã possível. Não se trata de uma guerra contra o islã, mas uma guerra contra o terrorismo. Então espero que tenha ficado claro que não disse, nem nas linhas nem nas entrelinhas, que aqueles assassinos são o verdadeiro islã. Não há entrelinhas a ler no meu texto.

Holy Terror de Frank Miller - Propaganda anti-Islã ou anti-terrorismo?
A verdade é que há muitos muçulmanos que abominam este tipo de violência. Alguns falam muito abertamente sobre isto e a imprensa não lhes dá tanta atenção como deveria.
Mas não deixa de ser verdade que a “pequena minoria” de que sempre ouvimos falar, para apaziguar os nossos medos e proclamar a nossa própria tolerância, traduz-se em dezenas, ou mesmo centenas de milhões de potenciais terroristas em todo o mundo.
As ameaças não surpreendem, uma vez que estudos revelam que grande parte dos muçulmanos apoia o islã radical e consideram os atentados justificáveis. Caso não sejam tomadas as devidas providências, poderemos lidar, num futuro próximo, com uma realidade que continuará a inspirar violência a um nível global.
Sobre o caso do massacre em Paris no início deste ano, algo foi muito pouco comentado: O Charlie Hebdo é mais do que uma revista satírica, é radicalmente anarquista, com mais do tipo de autoritarismo que frequentemente acompanha a anarquia.
Mas os muçulmanos radicais não temem serem "zoados". É errado pensar que as charges da Charlie Hebdo fazem diferença para os radicais. Aliás, charges não fazem diferença nem para os políticos, embora estes sim tenham medo de serem "zoados". Aquelas charges não fazem mal a ninguém, mais parecem coisas que os adolescentes adoram fazer, enquanto os adultos simplesmente ignoram.
Mas os chargistas da Charlie Hebdo apresentavam uma única virtude reconhecida: coragem. Sim, coragem que deveria ser imitada (a coragem deve ser imitada, não a falta de respeito!). Mesmo depois de serem incendiados em 2011, eles não cederam à pressão islamita, nem mesmo sob a pretensão da sensibilidade para com a religião.
Não tenho pretensão de formar opinião, mas eu acredito que os chargistas estavam errados, assim como estavam errados também os islâmicos! Mesmo que os chargistas defendam a liberdade de expressão, ofenderam muitas pessoas enquanto inspiraram outras. E olha só, se você fizer uma paródia pornográfica com o cristianismo, dificilmente deverá aguardar que um padre venha te assassinar, assim como se fizer o mesmo com o budismo, não precisará se preocupar com a retaliação de algum monge. Mas se a fé atacada for a islâmica, você pode aguardar pelo seu assassinato, mesmo nestes tempos modernos. E tudo o que fizer contra o islã neste século ainda vai servir de exemplo para o próximo século!
Viva a liberdade, mas repeito é bom, e todo mundo gosta!
Com relação aos nossos amigos e vizinhos politicamente corretos, existem muitas coisas que não consigo compreender. Por que estão sempre do lado do terrorista, do lado do criminoso? Nunca vai haver uma generalização do crime quando este é cometido pela afiliação terrorista da qual falamos.

Pichação na Mesquita Brasil em São Paulo
Lembro que no Brasil aconteceram protestos com mensagens e ações em apoio aos chargistas assassinados. E houve um caso, noticiado inclusive pela Folha de São Paulo, de uma pichação no muro de uma mesquita com os dizeres "Je suis Charlie". Tal ato revoltou muitas pessoas que acusaram os responsáveis de cometerem "islamofobia à brasileira" por supostamente estarem generalizando todos os muçulmanos como terroristas (De fato foi uma agressão, mas nada que se compare a uma marcha das vadias). E pensar que estas mesmas pessoas não fazem qualquer protesto contra, por exemplo, o Irã, um regime teocrático vergonhoso, onde pessoas podem ser mortas, enforcadas e penduradas em guindastes pelo simples fato de serem gays. As mesmas pessoas que também se dizem fervorosas defensoras da causa LGBT quando da visita do ex-presidente iraniano Mahamoud Ahmadinejad ao Brasil, alguns anos atrás, não realizaram qualquer tipo de manifestação. Onde estavam os "corajosos" militantes? É um estranho paradoxo.

Como lidar com o terrorista adepto do islã sem ser taxado como "racista"? Será que ser seguidor de Maomé confere um DNA diferente?
O massacres cometidos pelos terroristas diariamente no Oriente Médio contra pessoas de outras crenças religiosas, particularmente cristãos, também não causam nenhum impacto. Até parece que estes oprimidos não tem nem o direito de existirem.

Jihad, em Esquadrão Suicida.
"A arte imita a vida".
A única vez que vi mobilização de alguns politicamente corretos por tais assassinatos foi o caso do Boko Haram, o grupo terrorista que massacrou cristãos e incendiou igrejas em retaliação às charges da revista Charlie Hebdo. Mas o que aquelas pessoas tinham a ver com as charges? Por um acaso os autores das charges também eram cristãos? E aqueles que se importaram com o ocorrido o fizerem porque este aconteceu na África, e não seria politicamente correto o suficiente da parte deles ficarem calados. Se fosse o mesmo de sempre no Oriente Médio, permaneceriam em silêncio. Mas em todos os casos são vidas humanas, igualmente importantes. Quanto vale a vida de um cristão na Síria?
Durante anos fomos doutrinados contra esse tipo de “racismo”. Por quê? A única resposta verdadeira é que era mais fácil para os políticos usar um termo aceito universalmente como negativo do que percorrer o caminho mais complicado de lidar com um problema muito mais complexo.

X-Men Schism - X-Girls dão uma lição em Amahdinejad com o poder feminino e...
Kitty Pryde: "Mencionei que sou judia?"
Pessoas matam por causa de religião? Sim, matam! Mas também matam por causa de política, de dinheiro, e até por futebol. Vejam só como podemos ser patéticos!
O problema não é a fé! São as pessoas!
E mesmo que se vivêssemos em um mundo onde ninguém acredita em nada, certamente ainda encontraríamos outros motivos para nos matarmos!

Bom, mas este é um humilde blog sobre assuntos diversos da cultura geek, que de vez em quando gosta de expressar a sua opinião sobre diversos assuntos da atualidade correlacionando-os a obras da ficção como quadrinhos, mangás, livros ou filmes, principalmente se estiverem ligados a geopolítica.
E por mais estranho que possa parecer, essa discussão sobre fanatismo sempre acaba no velho e cansativo papo de direita contra esquerda.
E acho que a essa altura do campeonato todos já devem estar por dentro da antiga briga entre Alan Moore e Frank Miller.

Alan Moore Vs Frank Miller
Fight!
Alan Moore e Frank Milller são dois dos mais influentes criadores de quadrinhos das últimas décadas.
Moore é inglês e seus quadrinhos mais famosos são V de Vingança e Watchmen. Miller é americano e responsável por maravilhas como Sin City e Os 300 de Esparta.
A treta deu início quando Frank Miller causou revolta por criticar o movimento "Ocupe", o protesto anti-capitalista que segundo ele "não é nada menos do que uma tentativa desajeitada e mal expressa da anarquia" feita por "um bando de crianças mimadas empunhando os seus iPhone e iPad e que deveriam parar de ficar no caminho de pessoas trabalhadoras e irem procurar empregos para eles mesmos" porque "a América está em guerra contra um inimigo implacável".
Alan Moore se autodenomina um anarquista e em sua graphic novel V de Vingança, o personagem V, usando uma máscara de Guy Fawkes, trabalha para derrubar o governo. E segundo Moore, os protestos Ocupe são "apenas pessoas comuns reivindicando direitos que sempre deveriam ter sido delas". E ainda lançou um ataque ao seu colega, condenando o seu trabalho como misógino, homofóbico e "completamente equivocado".

Robin, modere o seu linguajar, por favor...

As vezes eu me sinto como o
Lanterna Verde.
Como um anarquista, Moore acredita que o poder deve ser dado às pessoas cujas vidas isso está realmente afetando. Ele sugere que não é nada bom ter um grupo de pessoas "controlando os nossos destinos". Esse grupo que "nos controla" têm o poder porque eles controlam a moeda, além disso, eles não têm autoridade moral e mostram o oposto desta autoridade.

Tanto Frank Miller quanto Alan Moore tem pontos interessantes em suas críticas.
Mas Moore expõe o já manjado papo da Esquerda. Pregam "igualdade", mas sempre jogam uns contra os outros (pobres contra ricos, brancos contra negros, gays contra héteros, etc). Sem falar que ele é um hipócrita. Reconheço a genialidade de Moore, mas mesmo sendo um gênio, ainda é um hipócrita. Odeia o capitalismo e Hollywood, tanto que nem queria seu nome sendo creditado a "porcaria" que seria a versão cinematográfica de V de Vingança, mas esse movimento Ocupe foi inspirado justamente pelo filme. Duvido que tais manifestantes tenham conhecido o seu trabalho lendo quadrinhos.
Ele também declarou abertamente odiar quadrinhos e super-heróis, mas de onde será que vem o dinheiro que ele recebe? Seu colega é acusado de misoginia, mas qual é a da obsessão que Moore tem em sempre colocar algum estupro de uma mulher em seus quadrinhos?

Frank Miller por outro lado foi babaca com relação a alguns pontos de suas declarações, ainda que ao menos reconhecera que passou uma imagem muito superficial do terrorismo islâmico na sua tão criticada história Holly Terror, na qual todos os muçulmanos são retratados como terroristas perigosos e são incansavelmente perseguido pelo super-herói The Fixer.
Com razão as declarações de Miller foram criticadas? Sim, mas como já falado, a questão é muito mais complexa. Ser um esquerdista funciona muitas vezes como um escudo, Moore pode falar e escrever o que bem entender, mas nunca receberá as mesmas críticas que o seu colega Miller. Deve ser por isso que a maioria esmagadora dos humoristas são de esquerda. E, claro, vale qualquer ofensa contra os católicos, mas nem pensar em criticar um jihadista.
Mas a questão não é ser de esquerda ou direita. Quando você é um babaca, você é um babaca.

Bem, eu sou fã de ambos, acho os dois geniais. E é engraçado esse flagrante conflito entre Moore e Miller, porque eles são alguns dos maiores nomes da grande revolução em quadrinhos da década de 1980, com aquelas tão marcantes obras com um conteúdo mais adulto e sombrio que as histórias de super-heróis passaram a ter.
Não deixo de gostar do Moore por ele ser um anarquista ou "petralha", nem deixo de gostar do Miller por ele ser um ultra-conservador ou "coxinha". Concordo e discordo em muitas das ideias por eles defendidas.

Esquerda e Direita: No fundo um não vive sem o outro.
Essa pseudo-guerra não leva a lugar nenhum. E, sério mesmo, caso você queira militar por algum partido ou causa, a primeira coisa de que precisará será uma venda para os seus olhos. O canal Nerdologia do Youtube trás um vídeo muito interessante que aborda este assunto.
E agora, para falar rapidamente sobre a ligação entre direitos humanos e o politicamente correto, vou usar mais um exemplo dentro da ficção:

Pode me acusar do que for, mas alguns dos trabalhos de Miller são perfeitos para expor uma crítica sobre diretos humanos e politicamente correto.
Entre os anos de 2012 e 2013 veio a adaptação em desenho animado da célebre história em quadrinhos de 1986 "The Dark Knight Returns" de autoria de Frank Miller. E uma das figuras mais controversas apresentada na obra é o Dr. Bartolomew Wolper, um psiquiatra liberal que garante que todos os criminosos loucos de Gotham são apenas vítimas do Batman. Uma questão recorrente é se a ação do Batman como combatente do crime vale para a redução da criminalidade ou na verdade estimula os criminosos a saírem da toca.
Será que há alguma razão nesta teoria? No contexto desta história, o Dr. Wolper é então um médico midiático que só dá bola fora.

Animação Batman The Dark Knight Returns:
Dr. Wolper e o "reformado" Coringa.
O crime e a violência são problemas sócio-econômico-educacionais. Um dos maiores problemas sociais que enfrentamos é a fala de educação. Educação familiar, escolar e social. A educação que há anos segue em declínio. Os crimes mais comuns, que com pesar percebemos serem em grande parte praticados por jovens, são estupros e torturas, e estes não tem relação com níveis sociais. Pessoas matam ou estupram por pura maldade e não por falta de condições melhores de vida.
Nosso código penal é ainda obsoleto e precisa urgentemente de uma revisão. Se os criminosos cometem crimes hediondos, não devem ser protegidos de forma alguma, e sabemos de muitos casos destes recebendo ainda indultos do governo.
Por que a nossa sociedade anda tão confusa? Por que esses tais "direitos humanos" sempre ficam do lado de quem comete o crime? Por que não ficam nunca do lado da vítima ou por exemplo da família do policial que morreu durante o serviço?
O povo quer justiça, quer segurança, e não deve nunca ficar desamparado frente a violência. Ele anseia por um governo que seja a sua voz e não que governe de acordo com os seus próprios interesses. Afinal, não é o povo o que há de mais valioso para o governo?

segunda-feira, 11 de maio de 2015

FANATISMO E RELIGIÃO: FICÇÃO X REALIDADE

Autores das mais diversas mídias (livros, filmes, quadrinhos, etc) são conhecidos por buscarem nos mais improváveis lugares as inspirações para comporem as suas obras. Muitas destas criações mantém um profundo significado e também expressam a emoção interior. Os icônicos vilões destas obras foram criados por estas verdadeiras escolas de pensamento.
O clássico super-herói americano também tem uma grande influência do mito do messias judaico. Sabiam que a maioria dos criadores da Era de Ouro dos quadrinhos americanos eram judeus imigrantes ou filhos de judeus? Os heróis surgiram no final da década de 1930, e há pesquisadores que relacionam o surgimento do super-herói americano com a subida dos nazistas ao poder na Alemanha, quando o antissemitismo se tornou uma ameaça palpável e os judeus ansiavam por um salvador. Também foram os efeitos da crise de 1929 que influenciaram estas criações.
O objetivo desta postagem é traçar um paralelo entre alguns dos vilões da nossa realidade e a ficção.

Jack Kirby
Foi quando começou o seu trabalho com a DC Comics que Jack Kirby criou o super-vilão conhecido como Darkseid, o principal inimigo dos Novos Deuses. O governante tirano impiedoso de Apokolips possui poderes que rivalizam com os do Superman, tornando Darkseid a personificação do próprio ódio.
Sendo judeu e com fortes sentimentos sobre as atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, Kirby colocou em Darkseid muito de Adolf Hitler e do regime tirânico da Alemanha Nazista.
Muito parecido com Hitler, Darkseid subjugou seu povo e realizou uma "lavagem cerebral" neles.

Darkseid e Richard Nixon
No entanto, a personalidade base que Jack Kirby colocou em Darkseid foi a do presidente norte-americano Richard Nixon, ainda que, mesmo para os padrões das coisas horríveis que Nixon fez, pareça duro compará-lo a Hitler.
Além disso, o servo de Darkseid, o Glorioso Godfrey, conhecido pelo grande poder de seus discursos de persuasão, deve ter sido baseado no reverendo Billy Graham, que assim como Nixon, fora conhecido por expressar ódio contra os judeus-americanos.

Glorioso Godfrey e Billy Graham
Quando lemos um quadrinho, assistimos um filme ou um desenho animado, muitas vezes é possível correlacionar certos personagens com figuras da nossa realidade atual. As situações, mesmo das obras mais clássicas, continuam muito presentes em nosso cotidiano. E se há uma verdade absoluta na história é aquela que diz: "Aqueles que não aprendem com a sua própria história estão condenados a repeti-la".

"Mais uma vez, o genocídio em nome de Deus. Uma história tão antiga quanto o homem."

Estas palavras, extraídas da célebre história dos X-Men, "Deus ama, o homem mata", são de Magneto e eu acho que elas ilustram muito bem o espírito deste romance gráfico, publicado em 1982 e escrito por Chris Claremont.

Magneto jurando que os assassinos intolerantes de crianças pagarão por seus crimes.
"Deus ama, o homem mata" foi considerada a história mais marcante feita para os X-Men. Nesta história, Claremont concentrou-se na questão do fanatismo religioso. A religião era muito presente nas histórias em quadrinhos. Como já dito, grande parte dos escritores eram judeus, mas isso não significa que somente o judaísmo fora representado. Em The Uncanny X-Men, por exemplo, a religião era muito importante para um dos personagens, Kurt Wagner/Noturno, e era curioso ver um mutante católico devoto com a parecia de um demônio, uma maneira interessante de mostrar que não devemos julgar pelas aparências. Semelhante era o caso de Hank McCoy/Fera, mutante de aparência bestial e primitiva, mas na verdade um gênio científico.
A história de "Deus ama, o homem mata" era simples: um pastor evangélico chamado William Stryker que considerava-se um instrumento da vontade de Deus, a quem foi incumbida a missão de exterminar todas as "criaturas do diabo" chamadas mutantes. E ele decidiu exterminá-los, usando os poderes mutantes de Charles Xavier. Então os X-Men, com a ajuda de Magneto, tentam deter Stryker e o massacre de mutantes. Esta história foi usada em 2003 por Bryan Singer para o filme X-Men 2.

Reverendo William Stryker
O clima desta história é pesado e sombrio e contém algumas imagens chocantes, já nas suas primeiras páginas. As duas crianças mortas com tiros à queima-roupa pelo simples fato de serem mutantes anuncia o tom da história. William Stryker não hesitou em usar a violência, ele matou para realizar o que ele considerou como uma cruzada e defendeu a erradicação de mutantes durante seus sermões. Ele não hesitou em permitir que Magneto quase fosse linchado por uma multidão enfurecida. E Stryker justifica todas as suas ações e suas palavras com a Bíblia, e até mesmo invoca a Deus como sua testemunha.

O pior da religião foi representado pelo caso de William Stryker. O ex-sargento e agora reverendo investe suas forças e palavras para criar um "exército" de pessoas devotas que junto dele pregam o extermínio da raça mutante. Os X-Men são alvos de preconceito e racismo no conto de Claremont, e isto é elevado a um nível muito maior, de uma forma jamais feita antes. Sem falar que é humano pacas!
Outro ponto interessante é a origem de Stryker: Quando ainda um militar do exército dos Estados Unidos, em um viajem com a sua esposa grávida, sofreu um acidente de carro. E ele é então obrigado a realizar às pressas o parto de sua esposa, ficando abalado com a aparência da criança, possivelmente um mutante, que ele já considerava algo maligno, e por isso a matou ali mesmo, assim como a mãe. Como diz a música de abertura do filme o Corcunda de Notre Dame da Disney: "Responda a charada: quem é o homem e o monstro quem é... ? Ele vê o mal em todos... só não vê o mal em si mesmo... "


De acordo com o raciocínio de Stryker, como "mutantes" não são sequer mencionados na Bíblia, estes não seriam criaturas de Deus, mas sim do Diabo. Um já manjado e estreito discurso que toma de assalto a sociedade, e tal "dogma" torna difícil levar a sério o tipo de religioso que quer ser respeitado. Ele se diz perseguido, mas persegue! 
O ponto máximo acontece com o debate em rede nacional entre Ciclope e Stryker. Aqui o líder dos X-Men argumenta sobre a posição do reverendo: "Rótulos arbitrários são mais importantes do que a maneira como levamos a nossa vida? O que é mais importante do que aquilo que realmente somos? Sob outro ponto de vista, nós poderíamos ser a verdadeira raça humana e todos os demais como você os mutantes".
É então que o reverendo humilha Noturno, apontando para ele e disparando: "Humano? Você ousa chamar aquela... coisa... de humano?"


Logicamente a jovem X-Man Kitty Pryde não permitiria que falassem assim do seu querido amigo, desafiando Stryker, fazendo este chegar ao extremo de pegar um revólver e ameaçar atirar na criança em frente às câmeras de televisão.
Para Stryker o "diferente" deve sofrer, aquele que não se encaixa precisa ser "apedrejado até morrer". E ele foi particularmente cruel com os dois X-Men afiliados religiosamente assim como ele. Noturno, como já dito, é católico, e Kitty Pryde, a Lince Negra, é judia.
Quando foi finalmente detido e preso, William Stryker alegou que estava sofrendo "perseguição religiosa". Cara, como isso é parecido com a vida real!

Algo não muito diferente do que vemos hoje, com as perseguições de grupos religiosos fundamentalistas. Preciso dar exemplos ou citar nomes?
O que mais vemos hoje são líderes religiosos que além de extorquir o povo, ainda incitam o preconceito, defendendo ideias completamente anti-éticas e enfatizando que elas são “a palavra de Deus”. Pilantras de marca maior, vivendo a custa da exploração dos ignorantes que caem no seu discurso.


O fato de Stryker ter sido derrotado graças a ajuda do bom senso de alguns policiais, outros líderes religiosos e políticos demonstra que estas instituições são boas quando bem geridas.

The New Teen Titans # 21: Soldados servos leais ao Irmão Sangue.
Ainda sobre o tema, um quadrinho que eu sempre gostei muito é a fase de George Pérez e Marv Wolfman com o Novos Titãs, também na década de 1980.
Aqui somos apresentados ao super-vilão conhecido como Irmão Sangue, líder do culto da Igreja do Sangue, que alegava ter adquirido a imortalidade e poderes divinos. A sua igreja tinha uma grande influência e possuía filiais em muitos países.

The New Teen Titans # 30: O culto do Irmão Sangue
Este caso da ficção apresentada pela história em quadrinhos também é bem semelhante ao que vemos atualmente. A Igreja do Irmão Sangue é aclamada por muitos por resgatar pessoas, principalmente as mais jovens, do submundo do crime e das drogas, dando consolo e uma nova razão para viver, mas a verdade é que todos eles estão apenas sendo condicionados, como algo parecido com uma lavagem cerebral, os membros da seita estão dispostos a fazer tudo pelo seu líder e atacam e eliminam a todos aqueles que pensam de forma diferente.
A Igreja do Sangue também tem muita influência na sociedade, com alguns de seus membros ocupando cargos muito importantes na política, inclusive no congresso norte-americano.
O Irmão Sangue usa dessa influência para conseguir subsídios, bem como as armas de guerra que necessita para lutar pela "liberdade" de seu país Zândia e contra seu presidente corrupto, mas este também está sendo controlado pela seita.
Também o Irmão Sangue realiza uma grande campanha contra os seus maiores opositores, o grupo de super-heróis adolescentes dos Novos Titãs. Essa perseguição e propaganda anti-Titã é feita principalmente pela repórter Bethany Snow, secretamente membro da seita do Sangue, e a sua emissora de TV.

The New Teen Titans # 28: Bethany Snow não é o que você chamaria de uma repórter
objetiva, considerando que ela é parte da Igreja do Sangue.
E ainda manipulando alguns dos membros dos próprios Titãs, como a telepata Ravena e o alienígena Azrael, o Irmão Sangue pretendia simular um milagre em rede nacional, para provar a veracidade de seus poderes e divindade.
Como Ravena, o Irmão Sangue é um empata. Enquanto a jovem Titã absorve a dor das pessoas, o Irmão Sangue torna-se mais poderoso absorvendo a fé das pessoas.

The New Teen Titans # 30: O computador é tão avançado que transforma emoções em poder.
De alguma forma.
Simulando milagres, extorquindo as pessoas sofridas as quais consolou, manipulando a política com sua influência, pregando a intolerância para com o diferente, distorcendo os fatos com o apoio de uma emissora de Televisão. O fanatismo do Irmão Sangue apresenta certas similaridades com muitas personalidades atuais.
Com certeza todos já conhecem a história de Jim Jones, líder e fundador de uma seita/igreja que foi o responsável pelo suicídio/assassinato de mais de 900 pessoas em novembro de 1978. Ele coordenou esse suicídio em massa, conhecido como o Massacre de Jonestown, na Guiana. Com o suicídio havia a promessa de uma vida melhor, em um lugar melhor, com pessoas melhores.
Com a fundação da igreja “Templo dos Povos“, Jones pretendia acabar com a segregação racial e foi até bem sucedido, inclusive incentivando a adoção de crianças de raças diferentes pelos membros da sua igreja.
Mas surgiram denuncias de sequestros de filhos das pessoas que abandonaram a seita, torturas físicas e psicológicas, privação de sono, de alimentos, e muitas outras coisas. E quando a notícia do assassinato de uma ex-integrante do Templo dos Povos, de alguns repórteres e do político norte-americano Leo Ryan, que foram investigar a igreja, veio à tona, o suicídio coletivo, que já havia sido ensaiado algumas vezes, foi colocado em prática. As pessoas foram orientadas a primeiramente darem veneno às crianças e depois o tomarem. Jim Jones foi encontrado morto com um tiro na cabeça. Foram 918 mortos, dentre eles, 270 crianças, o maior suicídio em massa da história.

Quão diferente será que é um Jim Jones de muitos destes que vemos por aí, pedindo dinheiro em troca de perdão e aproveitando-se da ingenuidade das pessoas para construir seu próprio patrimônio? (Edir Macedo? Bethany Snow pode ser comparada por exemplo a uma Rede Record que aliás tem aliados como o "partido dos trabalhadores" e um amiguinho chamado Sílvio Santos).

É um assunto já cansativo, mas parece não adiantar chamar a atenção das nossas autoridades contra o abuso cometido pelas igrejas, das mais diversas bandeiras, que continuam promovendo verdadeiras atrocidades em programas de rádio e televisão.
Pessoas chegam ao cúmulo de se colocar capazes de operar milagres, elas e suas seitas, tendo como pano de fundo sempre encher cada vez mais as suas sacolinhas.
Tudo é prometido aos desavisados, desde empregos ou o carro do ano, até curas para o pior dos cânceres.
Neste país, com as deficiências no nosso sistema de saúde (acredite em mim, é minha área de trabalho), é compreensível o desespero de alguns. Incompreensível é o silêncio e o pouco caso que é dispensado a um assunto tão grave.
Leis existem e estão aí para serem cumpridas. Ninguém tem o direito de enganar tanta gente o tempo todo.
Falta apenas a vontade ou o interesse de aplicar e punir de igual maneira tais emissoras, no mínimo coniventes com esse estado de coisas.

The New Teen Titans # 31: Irmão Sangue, derrotado por Ravena,
é regatado pelo misericordioso Azrael.
No caso da ficção da história em quadrinhos dos Novos Titãs, a mensagem foi a mais clara possível: Só foi possível para os Novos Titãs derrotarem o vilão Irmão Sangue quando seu segredo foi revelado e todos aqueles que acreditavam nele deixaram de acreditar, enfraquecendo consideravelmente os seus poderes.

sábado, 2 de maio de 2015

AS MAIORES ENTIDADES DO MUNDO DOS ANIMÊS


Já se perguntou quais são os seres mais poderosos de todos os animês?
Mas neste caso, quando eu falo poderosos, não estou me referindo a um personagem que explode sistemas solares, mas ainda pode ser considerado um mortal, passível aos rigores do tempo, e não me refiro também a lutadores tipicamente "normais" dos animês.
Também quando me refiro a alguns poderosos, estou me referindo a verdadeiras entidades cósmicas, com poderes sobre todo o universo, podendo destruí-lo, recria-lo, e até sobreviver a explosão de sistemas solares, galáxias e mesmo a potencia de um Big Bang!
Aqui vai uma pequena lista, que não tem nada a ver com quem ganha um luta contra quem. O que vale é a extensão dos poderes dos personagens listados, que são praticamente ilimitados. Aqueles que aqui estão presentes foram escolhidos baseados apenas em feitos conhecidos.



10º Lugar
 Haruhi Suzumiya (The Melancholy of Haruhi Suzumiya)

Não se deixe enganar por essa carinha linda. Haruhi Suzumiya é basicamente uma entidade com um controle universal do tempo e do espaço.
Apesar de ser inteligente, bonita e cheia de energia, Haruhi tem um estilo bem excêntrico, não pode ficar entediada, inventando diversas atividades com seus colegas do ensino médio, fazendo-os participar quer gostem ou não.
O que Haruhi não sabe é que ela tem um poder excepcional para mudar o ambiente ao seu redor como quiser, e subconscientemente pode alterar a realidade de forma quase ilimitada.
Com poderes divinos para controlar e modificar o tempo e a realidade em escalas universais, Haruhi só não é ainda mais poderosa porque não possui absolutamente nenhum controle sobre seus poderes.



9º Lugar
Atomosk (FLCL)

FLCL é um verdadeiro animê de doido (no bom sentido), dos estúdios Gainax, o mesmo que produziu Neo Genesis Evangelion. O grande problema de FLCL é que alguns espectadores não conseguiram entrar muito no clima do animê e procuraram entender mensagens que ele supostamente transmite, assim como foi com o seu antecessor. Mas FLCL não é um animê para ser levado a sério.
Atomsk é o mais poderoso pirata espacial na galáxia, também conhecido como o Rei dos Piratas. Um personagem enigmático. Ele assume a forma de uma criatura enorme, lembrando uma fênix.
O Rei dos Piratas pode roubar Sistemas Solares inteiros e pode manifestar galáxias inteiras através de seu corpo, tendo poderes praticamente ilimitados.



8º Lugar
Sailor Galaxia (Sailor Moon)

Sailor Galaxia é a principal antagonista e também a mais poderosa da história de Sailor Moon que aparece como adversário mais forte de Sailor Moon.
Antes dos acontecimentos do animê, Sailor Galaxia, originada de um pequeno planeta considerado "lixo", vagou sozinha pelo universo, até o dia em que seus poderes foram despertados. Mas ela não tinha um propósito para si mesma, e sentiu que o mero papel de uma Senshi Sailor não poderia satisfazê-la. Ela desejava algo e ela pensou que era o poder. Deixou o planeta em busca de outro lugar que ela poderia chamar de lar. Durante suas viagens, ela encontrou uma entidade chamada Chaos e decidiu conquistar o seu poder, destruindo-o, e assim governaria a galáxia.
Galaxia mostrou possuir um poder insano, em escalas galácticas e possivelmente universais.



7º Lugar
Enrico Pucci (Jojo's Bizarre Adventure)

Apesar de ser apenas um humano, pode-se dizer padre Enrico Pucci ascendeu ao status de entidade!
Com o seu último poder secreto, o Stand Made in Heaven, Pucci, tem o controle de um poder ilimitado de escalas universais, podendo alterar a realidade. Através deste poder, Enrico Pucci pode acelerar o tempo em TODO o universo, levando-o ao fim e em seguida, ele pode recriá-lo da maneira que assim desejar.
Podemos considerar que ele tem o poder para destruir todo o universo.



6º Lugar
A Verdade (Fullmetal Alchemist: Brotherhood)

A entidade máxima do universo de Fullmetal Achemist. Possivelmente onipresente e onipotente.
Ele existe dentro de todas as formas de vida e de tudo, desde formigas até a Via Láctea.
Seu poder é possivelmente multiversal, e sua existência se estende por pelo menos três universos.



5º Lugar
Hades (Saint Seiya)

Nesta posição englobamos todos os deuses Olimpianos no universo de Saint Seiya, como Zeus, Poseidon e, é claro, Apolo, que já demonstrou ter um poder muito superior a tudo o que apareceu no animê. Mas aqui o destaque maior vai para Hades, o deus do Mundo dos Mortos.
Poseidon, que foi afirmado ser tão poderoso quando Hades, foi confirmado ter um cosmo imenso e capaz de cobrir todo o universo. Enquanto o deus Hades que além do seu poder de reanimar os mortos, foi capaz de mover todos os planetas do Sistema Solar, apenas com a força do pensamento, sem nem ao menos estar encarnado em seu corpo físico, e ainda foi capaz de criar o seu próprio universo.



4º Lugar
Deuses da destruição

O mais importante a respeito dos Deuses da Destruição no universo de Dragon Ball Z: Eles são as entidades responsáveis pela entropia universal e devem existir em pelo menos 12 universos.
Bills, por exemplo, Deus da Destruição do universo 7, poderia facilmente explodir a galáxia, caso ficasse entediado, e mostrou-se muito mais poderoso do que personagens como Majin Boo e Vegetto, ambos seres com poderes próximos ao de entidades cósmicas, capazes de estremecerem todo o universo e abalar a própria realidade.
Whiss, o mestre de Bills, é o ser supremo do universo 7. Ele é o único com o poder para conter a fúria de Bills, quando este passa dos limites, além de ser capaz de reverter os danos causados por seu discípulo, já que Whiss pode viajar no tempo por si mesmo, modificando acontecimentos e assim restaurando os planetas e estrelas injustamente aniquilados pelo deus enlouquecido.



3º Lugar
Dragon God (Project A-ko!)

Entidade máxima de Project A-ko!, clássico de 1986, Dragon God possui poderes de manipulação da realidade do universo, pode criar buracos negros e ainda tem velocidade, força e durabilidade incalculáveis. Seu poder de destruição é do nível de multiversos.
Viagens hiperespaciais que já são mais velozes do que a velocidade da luz (É, eu sei, a física vai pro espaço), são incrivelmente lentas para o Dragon God. Ele pode se mover da borda para o centro do universo em questão de segundos.
Ele pode sobreviver à gravidade e ao calor de um sol, tomar ataques de uma armada planetária, e resistir a explosão de um sistema solar.
Ele foi também a última coisa que restou após a destruição de todos os universos.



2º Lugar
Lord of Nightmares (Slayers)

É uma entidade onipotente e multiversal. Ele foi o criador de toda a realidade do universo de Slayers.
Pode-se dizer que ele é essencialmente Deus!



1º Lugar
Anti-Spiral (Gurren Lagann)

Não está claro se o Anti-Spiral é um ser único ou uma raça de seres com uma consciência compartilhada. O Anti-Spiral tem existido por eras, e depois do grande cataclismo causado pelo uso excessivo da Energia espiral pelos humanos, decidiu controlar toda a humanidade para garantir que um evento como esse não se repetiria.
O Anti-Spiral temia o potencial da energia espiral e por isso selou-se fora do resto do universo.
Embora ele próprio não use Energia espiral, ainda é imensamente poderoso sendo quase um deus. Seu poder pode facilmente destruir inúmeras galáxias, deformar a realidade e até mesmo criar universos. Ele é visto destruindo um universo com facilidade na versão filme do animê Gurren Lagann.



As entidades supremas do universo dos animês
 Kami Tenchi e Counter-Actor (Tenchi Muyo!)

Counter-Actor é uma deidade incomensuravelmente poderosa. E, o mais incrível e inesperado, trata-se de Misaki, a segunda imperatriz do planeta Jurai, convocada do futuro pelo vilão Z para evitar que as Três Deusas, o Choushin, interferisse em seus planos para matar Tenchi Masaki.
Misaki torna-se Counter-Actor milhares de anos no futuro, quando as mortes de Azusa e Funaho, o imperador e a primeira imperatriz de Jurai, conduzem-na a loucura.
Como Counter-Actor, Misaki é capaz de neutralizar a influência do Choushin em dimensões inferiores e ameaçando a sua existência, bem como de todo o universo. A sua fúria chega ao ponto onde ela tem o desejo de acabar com tudo o que existe no multiverso. Apenas a influência de Kami Tenchi é capaz de acalmá-la.


Kami Tenchi
Tenchi Masaki é o avatar da entidade conhecida como Kami Tenchi. Seus poderes e habilidades são onipotentes, oniscientes e onipresentes.
A ele foi indicado o título definitivo de ser mais supremo conhecido de sua realidade, transcendendo, e sendo tão onipotente em relação ao Choushin, quanto elas são para os seres comuns.
Ele não apresentou uma série de proezas explícitas, exceto que quase destruiu automaticamente toda a realidade hiper-dimensional quando se manifestou, e sem esforço foi capaz de neutralizar o Counter-Actor, o que o faz ser comparável a A Presença do Universo DC Comics e ao One Above All do Universo Marvel Comics.

O que acham? Faltou alguém na lista?