domingo, 27 de abril de 2014

MITOLOGIA NERD: HÉRCULES


Eu sou vidrado em mitologia! É tão divertido e fascinante estudar a cultura e a visão que os antigos povos tinham sobre a criação da Terra e do Universo, além é claro, descobrir as histórias dos seus deuses, criaturas e, principalmente, os heróis do imaginário daquela geração. É fato que os antigos povos as vezes tinham a necessidade de criar mitos para encontrarem explicações para fenômenos dos quais ainda não podiam ter respostas mais concretas.
Toda esta cultura ainda é muito presente no nosso cotidiano, seja na forma de documentários, desenhos animados ou filmes. E é claro que não poderia deixar um assunto tão interessante de fora deste blog. Assim inauguramos uma nova atração do Doutor Nerd, a "Mitologia Nerd".
Com mais dois filmes lançados este ano sobre o maior de todos os heróis dos mitos gregos, Hércules, me inspirei a fazer um especial sobre o personagem, falando sobre algumas de suas inúmeras personificações na cultura nerd.
Hércules é um personagem que dispensa apresentações. Todos já devem conhece-lo muito bem, o semideus, filho do maior dos deuses gregos, Zeus, com a mortal Alcmena, dotado de um força incomparável e conhecido por seus grandes feitos heroicos, como a sua vitoriosa luta contra a Hydra, o leão da Neméia e outros monstros. Ele é o mais fascinante de todos os personagens mitológicos da Grécia, na minha opinião. Aclamado como um herói, passou por muitas provas, batalhas sangrentas e sofreu a maior dor que um mortal poderia sentir. Enfeitiçado por sua madrasta Hera, a onipotente rainha dos deusas, que o odiava, assim como a todos os outros filhos que o seu marido tivera fora do casamento, Hércules matou sua própria mulher e filhos. Os famosos 12 trabalhos realizados por ele também podem ser considerados como uma forma de redenção, até que, após sua morte, finalmente teve o direito de se juntar às outras divindades do Monte Olimpo, ainda que fosse mortal.
Tão presente que ele é na cultura pop, vamos primeiro falar sobre algumas de suas passagens pelo cinema:


Legend of Hercules (2014)

Um dos meus maiores defeitos é a sinceridade excessiva. Eu sou sincero demais e, acreditem, isso pode ser, às vezes, tão prejudicial quanto a falsidade. Mas vou ser sincero assim mesmo.
Eu já não esperava que um filme com o personagem sendo vivido por Kellan Lutz (o "lobisomem" da saga "Crepúsculo") pudesse ser bom. E não foi bom mesmo. Acertei de novo!
Que foi isso, cara?
Era para ser um filme do Hércules ou do Gladiador? É só opinião minha, mas infelizmente achei o filme péssimo! O roteiro é ruim e os atores, vish, melhor nem comentar. E ainda por cima tem um pouco de "Romeu e Julieta" também.
Lamentavelmente, esse filme fracassou na proposta que foi apresentada quando aparecerem seus primeiros trailers. Se 2014 acabasse agora, já teríamos o pior filme de heróis do ano!


Hercules (2014)
 
O mais novo filme com o personagem deve estrear por volta de Julho deste ano.
Nesta aventura cinematográfica, Hércules, interpretado por The Rock, após ter realizado os seus 12 trabalhos, vai trabalhar como uma espécie de mercenário e enfrentará uma série de novos desafios e inimigos.
Não tenho muita ideia de como será isso, mas já adianto que não curto muito o The Rock como ator, embora leve muito mais fé neste trabalho do que no anterior. É só não destruírem a grande mitologia do herói como fizeram em "Legend of Hercules", com aquele Hércules canastrão, que apanha de todo mundo, com uma historinha de amor tipo "Crepúsculo" e por aí vai.
 

Le fatiche di Ercole (1958)

Neste belo épico italiano do fim da década de 1950, que ficou aqui conhecido como "As façanhas de Hércules", Hércules é interpretado por Steve Reeves, que ficou muito bom no papel. Acredito que este deve ter sido o Hércules com mais cara de Hércules que o cinema já teve.
O filme também é muito bom, apesar de se distanciar um pouco da cronologia dos mitos, juntando a lenda do filho mortal de Zeus com as lendas de Jasão e os Argonautas e a procura pelo velocino de ouro. Orfeu, um personagem que não era contemporâneo à Hércules, também está presente.


Hércules em Nova York (1969)

Pode parecer piada, mas Hércules já foi interpretado por Arnold Shwarzenegger no cinema, quando o ator ainda assinava seus papéis como Arnold Strong. Dizem que ele aceitou o papel após ser encorajado pelo britânico Reg Park, que já havia interpretado o mesmo personagem em pelo menos três filmes.
Nesta história, Hércules desce à Terra, cansado da vida no Olimpo, e se envolve com empresários de luta-livre, enquanto enfrenta a ira de Zeus, por ter desobedecido as suas ordens.
É uma relíquia esse filme, o que não quer dizer que seja bom. O interessante de dar uma conferida é mais pela época em que ele foi feito. Mas é trash, MUITO TRASH! E TOSCO, não podemos deixar de falar. O próprio Arnold se arrepende de ter feito essa merda.


Hércules (1983)

Lou Ferrigno, o eterno Hulk dos seriados dos anos de 1970 e 1980, interpretou este que fora o primeiro Hércules que conheci. O seu papel como o personagem foi marcante para mim porque foi por este filme que entrei em contato com a mitologia grega e passei a me interessar por ela.
Apesar de não ser um sucesso de crítica e bilheteria, este filme italiano acabou tornando-se uma espécie de cult para o público. E ainda gerou uma continuação, "As aventuras de Hércules", em 1985.
Ah, sim. A gostosona ao lado do herói na foto acima é a Circe, interpretada por Mirella D'Angelo.


É claro que a lista das passagens do herói pelo cinema é bem mais extensa, mas com certeza citei aquelas que foram as mais marcantes.

O personagem aparece também em muitas histórias em quadrinhos de grandes editoras conhecidas e em desenhos animados.


DC Comics

Na editora do Superman, ele é um VILÃO, inimigo mortal da Mulher Maravilha.
No passado, invadira o reino das Amazonas, vencendo todas as guerreiras e ainda estuprou Hipólita, a rainha da ilha Paraíso e mãe da Mulher Maravilha. Sim, ele é um inimigo dos mais detestáveis!
Uma estranha representação para aquela visão do guerreiro grego protetor da humanidade que sempre tivemos, mas, nem por isso, desinteressante. 


Marvel Comics

Na editora do Homem Aranha, temos um Hércules bem mais próximo daquilo que imaginamos.
Fortão, heroico, beberão e louco por mulheres. Ele também tem uma interessante rivalidade com o Thor. Afinal, os dois tem muito em comum. Tirando o fato de Hércules ser apenas meio deus e Thor ser um deus completo, ambos são filhos do maior dos deuses de suas respectivas mitologias e são heróis protetores da humanidade.


God of War

No universo dos videogames, Hércules faz presença no maravilhoso mundo de "God of war".
Sua história é bem fiel à original neste incrível game da Sony. Mas não gostei da representação que deram ao personagem, que foge completamente de tudo aquilo que deveria ser.
Aqui, Hércules é um dos grandes desafios de Kratos, o também semideus e filho do poderoso Zeus e, portanto, seu meio-irmão.
Ele é retratado como um revoltado e invejoso guerreiro, esquecido devido aos grandiosos feitos do fodão Kratos. Mas a luta dos dois é uma das melhores sequencias de ação que eu já vi, diga-se de passagem.

            

SAAANNNNNGUEEEEEEEE!
Tenho que me lembrar de visitar o meu irmão mais vezes pra gente detonar esse grandalhão de porrada lá no PS3.


Saint Seiya (Os Cavaleiros do Zodíaco)

Não, ele não é o Hércules!
Mas eu quis coloca-lo aqui mais como uma curiosidade, pois a armadura que este guerreiro usa representa a constelação de Hércules, uma das 88 apresentadas no animê/mangá "Saint Seiya", a franquia de maior sucesso criada por Masami Kurumada. Este personagem sim é o representante do herói mitológico. E não Dócrates, o cavaleiro sem constelação, irmão de Cassius, metido a fodão, mas que morre de medo da polícia (!). Muito pensavam que Dócrates era o cavaleiro de Hércules apenas por ele invocar a força do filho de Zeus.
Algethi de Hércules é um cavaleiro de prata, natural da África do Sul, que enfrenta Seiya junto de seus aliados, também cavaleiros de prata, Dio de Mosca e Sirius de Cão Maior. É dito que é o mais poderoso dos cavaleiros de prata, embora não possamos nem ao menos ver um pouco desse seu tal poder, já que ele e seus dois companheiros são mortos rapidamente por Seiya, após este vestir a armadura dourada de Sagitário.


Hercules: The Legendary Journeys

Quantas saudades!
Este seriado produzido na Nova Zelândia entre 1995 e 1999 com certeza marcou toda a nossa geração!
Kevin Sorbo foi tão marcante no papel de Hércules, que, nos dias de hoje, quando pensamos no personagem, logo lembramos do ator. Depois dele, ficou impossível aceitar algum outro no papel.
A série era muito interessante e divertida e tinha um charme meio trash que não podia faltar neste tipo de atração. Além disso, também gerou um outro seriado, "Xena, a princesa guerreira", que era inegavelmente superior, embora eu até hoje considere um erro ter continuado a história da personagem após o inesquecível episódio da crucificação, que deveria ter sido mesmo o fim da saga.
Aliás, fiz questão de colocar esta imagem do Kevin Sorbo porque ele está ao lado da inigualável Lucy Lawless, a eterna Xena. Eu sou louco por essa mulher!


Hércules da Disney (1997)

Durante um certo tempo, eu tinha ignorado esta animação.
Por quê?
Eu tinha achado muito estranho o que fizeram com o personagem e sua mitologia, que foi totalmente modificada. E poderia até dizer que a sua história fora "estragada". Mas não foi bem assim.
Ele nasceu deus, mas foi transformado em semideus, ainda bebê, e caiu na Terra, sendo adotado por um casal de mortais. Quase como um Superman olimpiano. Mas, como eu sempre digo, precisamos dar mais chances à Disney. Pelo menos na época, ela nunca decepcionava. Assim, resolvi rever o filme outras vezes.
Resultado: "Hércules" é hoje um dos meu filmes favoritos da Disney!
Prestando mais atenção, apesar da mudanças radicais, que fazem o filme ser apenas levemente baseado na mitologia, os produtores exploraram características mais profundas contadas nos mitos.
Como na mitologia, nesta animação, Hércules, quando jovem, sentia-se solitário e diferente dos outros, meio que deslocado do resto do mundo. E, por outro lado, Hades tem algumas características, presentes nos mitos, aqui bem exploradas, como o fato de ser um deus frio, que não se sensibiliza com os problemas dos mortais, reinando o Mundo Inferior como um tirano, jamais libertando as almas do seu jugo.
Este é um filme fantástico, muito belo e emocionante, além de conter muitas nuances que são sutis menções ao Cristianismo. Podemos ver Hércules resgatando a sua amada da morte e ainda lançando o seu tio Hades, o grande vilão da história, para dentro do seu "poço de almas", condenando-o a prisão de seu próprio Mundo Inferior que ele mesmo criara.
Muito interessante!
Enfim, acredito que este é o filme mais subestimado da empresa do Mickey Mouse, sendo que na verdade é uma das animações mais incríveis já feitas para o cinema. Eu recomendo!

                            

E a trilha sonora?
Porra, sem comentários. É perfeita!
Assim terminamos mais um especial, mas tenham certeza de que teremos mais "Mitologia Nerd" aqui no blog do Doutor Nerd.
Obrigado por sua audiência!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

DICA DE FILME: CAPITÃO AMÉRICA, O SOLDADO INVERNAL


Eu finalmente fui ver o tão aguardado e mais novo filme do "Sentinela da Liberdade", o grande Capitão América, e realmente me surpreendi. É tão bom quanto me indicaram as pessoas que o viram primeiro e ainda introduz um dos meus personagens favoritos da Marvel Comics universo cinematográfico, o Soldado Invernal.
Dito isto, "Capitão América: O Soldado Invernal" é um filme maneiro, um filme raro neste gênero que serve como ponto de entrada e continuação. Os atores nos deram novidades e uma emoção inesperada em seus personagens. E a história tem uma pitada dos filmes dos anos 70 e toda aquela paranoia da época da "Caça às bruxas" que estrelaram Robert Redford e Warren Beatty.
Falando de Redford, ele aparece em "Capitão América: O Soldado Invernal", como um tipo de figura de poder sombrio, como as que ele teria executado em seus filmes a partir de Sydney Pollack. Alexander Pierce é um dos chefões da SHIELD, responsável por um projeto de defesa incrivelmente ambicioso. Uma vez lançado, ele tem a capacidade de localizar milhões de reais e potenciais ameaças com o apertar de um botão. Claro, isso tem de cair nas mãos erradas.
Quando a SHIELD torna-se comprometida e parece que Nick Fury (Samuel L. Jackson) está por trás disto, Pierce envia uma quantidade incrível de poder de fogo para mata-lo. A arma mais impressionante em seu arsenal é o Soldado Invernal do título, um assassino russo com um braço de metal e um poder comparável apenas à outra de suas metas, o Capitão América (Chris Evans).
"Capitão América: O Soldado Invernal" reintroduz o nosso herói, Steve Rogers, no alto de seus 95 anos de idade, já correndo ao redor de Washington DC. Ele passa as voltas tão rapidamente (afinal de contas, ele é um super-herói), que continua passando Sam Wilson (Anthony Mackie), antes deste poder completar as suas voltas. "A esquerda!", dizia Rogers enquanto passa por ele, para o grande aborrecimento de Wilson. Quando vemos Mackie e Evans conversando após o exercício, mesmo que a cena seja curta, sugere-se imediatamente o início de uma bela amizade. E isso faz sentido se você sabe quem Sam Wilson realmente é. A química permite um investimento mais pessoal em suas sequências de ação, algumas das quais eu tenho até vergonha de admitir ter me preocupado com os mocinhos.
O que mais me impressionou sobre Mackie, Evans e Scarlett Johansson (que retorna como Natsha Romanoff, a Viúva Negra) interagem é a forma como eles olham um para o outro. Preste atenção a sua linguagem corporal, como eles gentilmente provocam-se mutualmente em suas cenas tranquilas e observe como os diretores Anthony e Joe Russo conseguiram moldá-los. Há um genuíno trabalho emocional, especialmente a partir de Johansson, que está excelente aqui.
Jackson (Nick Fury) também esteve perfeito nesta nova produção, incluindo o destaque para a melhor sequência de ação do filme, uma demonstração de como o veículo motorizado indestrutível (ou melhor, destrutível) de Fury é.
Durante os seus 136 minutos, "Capitão América: O Soldado Invernal" é um prato cheio com as suas sequências intensas de violência, tiroteios e ação. Cada vilão tem uma arma que dispara um zilhão de rodadas de munição, mas ninguém é tão preciso quanto a Viúva Negra com uma pistola. Os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely mantiveram a trama simplificada e a interação verbal rápida. E, claro, para variar tivemos a participação impagável de Stan Lee, que nunca pode ficar de fora destas grandiosas produções.
 
Depois de ver este filme, de todos os Vingadores transportados para o cinema, agora o Capitão América é provavelmente o meu favorito. Ele parece mais próximo, pelo menos nos filmes, a um personagem cujo alter ego humano não parece enlatado e imutável. Há vulnerabilidade em Steve Rogers, ele tem potencial de crescimento tanto como homem quanto como herói.
 
E, para terminar, bem vindos ao universo cinematográfico da Marvel, Falcão e Soldado Invernal.
 

sábado, 19 de abril de 2014

DICA DE FILME: VIDAS AO VENTO


O grande mestre Hayao Miazaki encerra a sua carreira com "Vidas ao vento", que conta a história do homem que deu ao Japão a sua arma mais letal.
Jiro tem um sonho. Ele sonha com aviões. E, por ele ser míope, nunca poderá pilotá-los, igual ao Doutor Nerd (Eu nunca tinha pensado em pilotar um avião, mas, ao descobrir essa limitação, estranhamente senti vontade de fazer isso). Mas, por outro lado, ele poderia construí-los e essa é a vontade que dirige a sua vida.
Contexto histórico: Entre os anos de 1920 e 1930, o Japão imperial está em plena escalada militarista. E é na universidade e depois na fábrica Mitsubishi (daora) que o talentoso Jiro foi reconhecido. Ele sabe o que querem dele, bombardeiros ágeis, velozes e letais. Mas na sua imaginação o que vê é a expressão da beleza e do gênio humano. Aqui reside o drama de "Vidas ao Vento", o homem está fadado a criar o que a sua mente concebe, sejam quais forem as consequências. E no caso de Jiro Horikoshi (1903-1982), elas foram colossais. O que ele criou foi Zero, o caça com o qual o Japão bombardeou Pearl Harbor em 1941, forçando a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.
Nos primeiros anos da guerra, Zero foi o caça mais eficaz e com a maior autonomia de voo de todos, de qualquer nacionalidade (!). Foi, em suma, o que permitiu ao Japão a sua agressividade. E tudo isso nas costas de um rapaz que talvez entendesse, talvez não, a tempestade que estava semeando.
Não é por acaso que este filme é tanto sobre sonhos quanto sobre arrependimentos. É com ele que Hayao Miazaki decidiu terminar a sua carreira, na qual produziu apenas outros dez títulos como este. Miazaki desenha só no laboriosíssimo 2D, o qual eu não troco por nada! Suas cores e imagens da natureza são de uma beleza miraculosa que, a cada quadro, propõe uma questão fundamental: A arte é maior quanto maior a subjetividade, não a fidelidade. É a matéria-prima. Quando Jiro atravessa o terremoto de 1923, a sequencia é linda! Ele entrelaça aos destinos de uma ainda pobre e tecnologicamente atrasada nação que quer ser uma potência. Sonha com o etéreo, mas cria uma arma de guerra. Ama Nahoko, uma jovem tuberculosa, mas a negligencia para perseguir a sua vocação.
"Vidas ao Vento" foi atacado tanto por expor a arrogância do Japão imperial quanto por não julgá-lo e por encontrar nele um personagem tão lírico quanto Jiro.
Esta, porém, foi sempre a grande arte de Miazaki, entender que tudo o que há de belo e também de terrível no mundo antes existiu na imaginação de alguém. E a sua é sublime! 

domingo, 6 de abril de 2014

MOMENTOS MAIS ÉPICOS DA MARVEL COMICS


Estamos novamente com as nossas postagens em dia. Como vão passando o ano? Pelo menos para mim tudo tem sido bem corrido, mas esses primeiros meses do ano são ironicamente meio arrastados, depois do mês de Maio que tudo passa bem mais depressa.
Mas ainda assim vou continuar em dia com as postagens, as novidades do Japão e do cinema. E por falar em cinema, o universo Marvel Comics é um sucesso indiscutível nesta grande mídia, uma pena que não podemos falar o mesmo da DC, embora eu ainda tenha algumas esperanças.
A vida cinematográfica da Marvel ainda promete. Vem aí "Capitão América - O Soldado Invernal", "Guardiões da Galáxia", "Os Vingadores 2 - A era de Ultron", o novo filme dos "X-men" e por aí vai.
Baseado nisto tudo, resolvi selecionar para hoje alguns dos momentos mais marcantes da história desta incrível editora nos quadrinhos. Mas não se preocupem, Decenautas e Otakus, pois também farei especiais para estas outras formas de entretenimento e arte.
Então vamos nessa.


Doutor Estranho encontra Eternidade

Este foi com certeza o momento mais épico da carreira do Dr. Estranho, que aconteceu em "Strange Tales" Vol 1. Enquanto buscava encontrar o significado da Eternidade, o Dr Estranho mantinha o seu mestre, o Ancião, em uma caverna longe dos olhos de seus inimigos Mordo e Dormammu.
Sem poder perder mais tempo, o Dr. Estranho entra na mente do Ancião e, após loucas alucinações, descobre que Eternidade se escondia em seu medalhão.
Finalmente o Dr. Estranho encontra a criatura chamada Eternidade. Uma forma etérea, repleta de conhecimento, conjura o silêncio do herói e revela que não lhe dará nenhum poder, pois tudo o que ele precisa para derrotar Mordo e Dormammu já era de sua posse: a "sabedoria"!


O garoto que colecionava as histórias do Homem Aranha

O Homem Aranha é o cara mais foda da Marvel. Todos os fãs que se sentiram tristes ou revoltados com os rumos que deram para as histórias do seu super-herói favorito deveriam ler esta pequena história publicada originalmente em 1984, escrita por Roger Stern, desenhada por Ron Frenz, finalizada por Terry Austin e colorida por Christie Scheele, e que ainda foi até homenageada em um episódio daquele conhecido desenho dos anos de 1990.
Aqui, Peter Parker faz uma visita ao hospital e conhece um garoto chamado Tim, seu fã número 1. E, de fato, o moleque colecionava todas as manchetes de jornal em que o Homem Aranha aparecia, tamanha era a sua devoção pelo herói. Após realizar o sonho da criança de conhecer seu super-herói favorito, Parker deixa o hospital, que era um centro para o tratamento de crianças com câncer, entristecido. E ainda há a famosa dedicatória ao fim: "Esta história é dedicada a todas as crianças que sonham... especialmente àquelas que nunca verão o seu sonho realizado".
Como bem já disseram, todos os adultos de bom caráter hoje tiveram grandes heróis na sua infância.


Thanos é rejeitado pela Morte

Thanos teve que aprender uma lição: nem mesmo todo o poder do universo é capaz de convencer uma mulher a gostar de você, se ela não está realmente interessada.
O Titã Louco conquistou o maior poder de todo o universo e colocou-se numa fodônica batalha, o "Desafio Infinito", contra os mais poderosos heróis da Marvel e ainda arrebentou com todo o panteão de seres cósmicos onipotentes, terminando por exterminar metade da população de todo o universo, só para impressionar a mina de quem ele era afim, a Morte!
Surpreendente e épico! Thanos e o seu drama hormonal conquista seu lugar de direito em toda a história dos quadrinhos.


Hulk parte Wolverine ao meio

Já disse que nunca fui fã do universo Ultimate da Marvel, mas essa cena aqui é foda demais mesmo!
É claro que, por mais que os super-heróis vão se tornando mais e mais sofisticados, não podemos nunca nos esquecer da boa e velha violência gratuita e o quão ela pode ser tão legal!
O Hulk partiu o Wolverine ao meio numa luta histórica! Mas o Wolverine não tem ossos inquebráveis? Neste caso, podemos dizer que o Hulk o rasgou, deslocando as suas articulações, do mesmo modo que o Ciclope foi capaz de arrancar-lhe uma das mãos na "Era do Apocalipse".
A dor que o Hulk causou ao Wolverine foi tamanha que os Logans de outras realidades também sentiram!
Viajante, não é?


Demolidor brinca de roleta-russa com o Mercenário

O Demolidor é um dos meus super-heróis favoritos, mas o cara é esquizofrênico e isso é fato! Nunca se sabe o momento em que a sua loucura vai realmente se revelar!
Depois de ter a sua namorada, Elektra, arrebentada pelo seu arqui-inimigo, o Mercenário, o Homem sem medo decide fazer uma visitinha ao bandidão no hospital e resolve tortura-lo, brincando de roleta-russa com o agora indefeso assassino!
Essa cena é bem tensa e impressionante. Frank Miller já passou da hora de um merecida aposentadoria. Ele poderia fazer isso tranquilamente e nos deixar apenas com as boas lembranças de suas histórias mais inspiradas com o Demolidor, só para citar.


O julgamento de Magneto

O terrorista mutante mais famoso do mundo, Magneto, recebe uma sentença favorável de um tribunal da ONU (hum), quando ele é acusado de numerosos crimes. Certamente o que o ajudou foi o fato de ter o Professor X como o seu advogado de defesa. E mesmo que nem todos os presentes no júri tenham sido convencidos, em razão das reais circunstancias, eles devem ter ficado realmente gratos por estarem do lado de Magneto quanto este os salvou de um repentino ataque dos Fenris.
Aqui temos Chris Claremont em uma das suas fases mais inspiradas com os X-men.


Homem Aranha revela sua identidade durante a "Guerra Civil"

Peter Parker é o mesmo o mais foda da Marvel! Eu precisava repetir isso! Não importa todas as cagadas que certos roteiristas fizeram com ele, o Homem Aranha sempre será o melhor!
Como todos sabemos, a qualidade que melhor define o Homem Aranha é o seu senso de responsabilidade. Com o Homem de Ferro como principal garoto propaganda do governo, a Lei de Registro de Super Humanos é aprovada. Para Stark, a lei representa uma evolução natural no papel dos super-heróis. Utilizando sua influência ele rapidamente angaria vários aliados poderosos, enquanto outra parcela se recusa a aceitar os termos da lei e se une ao Capitão América. Para os apoiadores da lei, somente através da regularização dos heróis se poderia reconquistar o apoio da população civil, enquanto os opositores afirmavam que os termos do registro eram uma violação aos seus direitos civis. Pouco depois do registro ser aprovado, uma grande revelação é feita: o Homem Aranha tira a máscara em uma entrevista coletiva e afirma sua identidade publicamente!
Mesmo que isto venha a ser desconsiderado, não há como negar o quão impactante foi este desmascaramento!


Wolverine se lembra de tudo

Isto foi um debate que parecia não ter fim. Afinal, se tirar o mistério sobre o passado de Wolverine, o personagem perde o apelo?
Minha resposta sempre foi sim, ainda mais depois de tudo o que inventaram sobre o personagem! Mas este momento foi bem interessante por causa da grande ironia que ele envolveu. Sim, foi a maior ironia do universo o fato de um homem que não conseguia se lembrar nem do seu próprio passado ser o único a se lembrar de como era a vida antes da Feiticeira Escarlate criar uma nova realidade com os seus poderes apelativos.
Mas mesmo eu preciso concordar que o Wolverine ainda é um grande personagem que pode render boas histórias.


Ciclope e Tempestade disputam a liderança dos X-men

Bem antes do Cisma, Ciclope já se envolveu numa briga pela liderança da equipe dos mutantes da Marvel Comics.
Na época, Ciclope era casado com Madelyne Pryor e ainda tornou-se pai com o nascimento de Nathan (o futuro Cable). E ficava cada mais claro o quão difícil estava sendo para ele dividir seus deveres como líder. Então Tempestade propôs um duelo amistoso na Sala de Perigo para decidir quem deveria liderar os X-men.
E mesmo que Tempestade estivesse sem os seus poderes na época, ela ainda foi capaz de derrotar Ciclope, após usar de uma manobra astuta, roubando o seu visor de quartzo-rubi num momento crucial da batalha, o que revelou o quão distraído com a família estava Scott Summers para continuar na liderança dos X-men.


Capitão América ensina o que o "A" da sua máscara significa

Mais uma vinda diretamente do universo Ultimate. E aqui vemos o Capitão América em sua forma mais violenta e fanática!
Este herói por vestir a bandeira dos Estados Unidos já me causou muito descontentamento, coisa que superei quando amadureci. O fato de trajar a bandeira norte-americana pode causar diferentes reações. Alguns podem achar que é um uniforme legal, outros podem rir e, ainda, se o verem por conotações políticas, podem identificar uma expressão agressiva de ufanismo.
Esta versão do Capitão representa bem o que disse por último. Quando ele enfrenta os capangas de seu arqui-inimigo, o nazista Caveira Vermelha, e é perguntado se não seria o momento de se render, Steve Rogers revida apontando o "A" na testa da sua máscara e pergunta se por um acaso aquela era a inicial de França.
Bem brutal e polêmico. Os franceses não devem gostar muito deste Capitão América.


Hulk ergue uma montanha durante "Guerras Secretas"

Quão forte o Hulk é? Qual seria o limite da sua força? Ele é realmente forte!
Os fãs que adoram fazer aquelas estatísticas sobre a força do seu personagem favorito certamente devem reverenciar este momento e também lembra-lo quando alguém perguntar se o Hulk é realmente o mais forte que existe.
O Homem Molecular joga uma montanha inteira sobre os heróis e o gigante esmeralda a detém por conta própria. Todos os cento e cinquenta bilhões de toneladas sozinho!
Você tem um exército? Nós temos o Hulk?


Magneto arranca o Adamantium do corpo do Wolverine

Para mim, foi a partir deste momento que a carreira do Wolverine começou a perder o seu rumo, mas ainda assim foi uma cena inesquecível devido a sua impressionante brutalidade!
Durante o arco "Atrações Fatais", Magneto fez algo que nós sempre soubemos que era capaz, porém nunca havia ousado. Com seus devastadores poderes magnéticos, ele arrancou todo o adamantium do esqueleto do Wolverine, fazendo-o emergir através de seus poros!
Este momento também foi o início para a saga do "Massacre".


Duende Verde expõe a identidade do Homem Aranha

Os problemas do Aranha, comparados aos dos outros super-heróis, sempre muito foram muito mais pessoais. Talvez Peter Parker seja o cara mais azarado da história dos quadrinhos.
Batman e Coringa podem ser odiosos inimigos, mas não é como se "o Coringa, o Palhaço, o Jóquer, o Palhaço" fosse o pai do melhor amigo de Bruce Wayne, além de nunca ter descoberto a identidade secreta do Cavaleiro das Trevas.
Que chocante é a cena do derrotado e humilhado Homem Aranha tendo sua identidade exposta para todos pelo Duende Verde. Esse Norman Osborn sabe jogar sujo! 


O traje simbionte está vivo

Então o novo traje do Homem Aranha era um organismo alienígena vivo! Só nos anos de 1980 que víamos uma viagem tão louca.
A cena da luta interna entre as "personalidades" do Parker é muito foda e muito antes do Narutinho ou do Morango pensarem em existir. Esse acontecimento do traje simbionte ainda rendeu muito pano para outras histórias com o nascimento do Venon, do Carnificina e muitas outras viagens.


Jean Grey morre durante saga da Fênix Negra

Jean Grey sempre foi muito odiada por grande parte dos leitores de quadrinhos. Ninguém suportava o casalzinho perfeitinho que ela fazia com o Ciclope. Então a guria recebe o maior poder do universo, tornando-se a Fênix, e passa por uma interessante transformação.
Uma das primeiras mortes de Jean Grey aconteceu quando ela simplesmente já não conseguia lidar com a culpa das suas atrocidades cometidas enquanto ela hospeda a Força Fênix. A Guarda Imperial Shi'ar estava atrás dela para fazer a Fênix Negra responder por seus atos indescritíveis de apagar todo um sistema solar, estrelas e tudo o mais, e em vez de fazer a sua família, os X-Men, e seu amor, Ciclope, sofrer mais por seus crimes, ela optou por sacrificar-se. Poucas "Space Operas" terminaram com um momento tão emocionante como este.


Os Vingadores encontram o Capitão América

Muito parecido como quando Barry Allen encontra Jay Garrick no momento em que as linhas paralelas que formavam o universo da DC comics juntaram-se pela primeira vez, depois de permanecerem separadas ao longo de décadas. Com a Marvel comics houve questões também muito interessantes e toda a história desse universo ficcional foi reinterpretada, abordando questões passadas.
O Capitão América realmente estava desaparecido desde a Segunda Guerra Mundial e o visto nos quadrinhos pelas as duas décadas anteriores não deveria ser realmente ele (uma questão que iria ser explorada mais tarde). Este épico momento define o Capitão e os Vingadores mais do que as suas respectivas origens mesmo fizeram.

O próximo filme com os personagens será mais sério e sombrio. Seria muito interessante explorar mais do Capitão América. Pena que já não seria necessário reproduzir esta cena.
Em breve estarei de volta com novos especiais sobre HQs. Até logo e obrigado por ler.

terça-feira, 1 de abril de 2014

PERFIL: ANARQUIA

 
Antes de começarmos com a análise do personagem que hoje escolhi para esta postagem, vamos esclarecer alguns detalhes. Eu gosto bastante deste personagem da DC Comics e o considero um dos melhores da editora do Batman e do Superman, mas NÃO APROVO a sua bandeira e a ideologia pela qual ele milita. Pronto falei! E este personagem tem tudo a ver com o momento delicado no qual nosso país vive atualmente.  
Com certeza poucos devem lembrar de Lonnie Machin, vulgo Anarquia, mas quem se lembra dele certamente tem boas recordações desse personagem tão interessante. E os fãs, que além de mim com certeza devem existir outros tantos, pelo menos aqui no Brasil, devem achar que ele realmente morreu em "Batman: Vigilantes de Gotham", quando caiu no oceano, mas a história não foi bem assim. O camarada apenas fingiu ter morrido para assim ficar treinando e melhorar as suas habilidades como lutador e refinar as suas artes marciais.
Pouco conhecido por estas bandas, no Brasil o Anarquia foi um personagem completamente negligenciado, mas nos Estados Unidos ele foi um tremendo sucesso. E qualquer um que o conheceu pode notar que ele foi claramente inspirado no personagem V de Vingança, que você certamente deve conhecer, afinal se não leu os quadrinhos, com certeza viu aquele filme. E ambas as mídias onde este personagem apareceu acabaram se tornando uma espécie de manuais pró-anarquismo e comunismo. 
Voltando ao Anarquia, após aparentemente morrer ao cair no mar, ele reaparece numa minissérie de sucesso, "Anarky",  em quatro edições, escritas por Alan Grant e desenhadas por Norm Breyfogle. Aqui, o Anarquia vai um busca de respostas para tentar curar a maldade que se encontra no interior de cada um de nós. Ele encontra Etrigan, Darkseid e Batman e pega a característica de cada um deles para assim construir um máquina que elimine o mal da alma humana e assim construir um mundo perfeito! No início desta história, Anarquia conversa com o Etrigan e, por um tipo de indução psicológica, faz com que ele volte a ser o humano Jason Blood e, desse forma, consegue capturar a essência da loucura do demônio Etrigan. Em seguida, vai à Apokolips para conhecer o próprio mal encarnado, Darkseid! E o Novo Deus fica impressionado com a inteligência do Anarquia, por este ter sido capaz de construir um tudo de explosão para assim chegar ao seu mundo. Do senhor de Apokolips, Anarquia captura a essência da maldade. E, em seu confronto final com o Batman, que ele venceu (sim, eu fiquei muito impressionado com esse absurdo de resultado, mas... foi pura sorte), do Cavaleiro das Trevas, Anarquia captura a essência da bondade e, dessa forma, consegue criar uma Gotham City perfeita! Porém, ele enxerga o seu erro em querer obrigar as pessoas a serem perfeitas e, ao final, conserta tudo o que fizera, fazendo Gotham voltar ao normal.
Essa minissérie fez tanto sucesso que logo o personagem ganhou uma revista mensal, mas foi um fracasso, durando míseras oito edições. Entretanto, foi nesta fase que o Anarquia encontrou-se com a Liga da Justiça e buscou neles a ajuda para combater um monstro de outra realidade, mas sem obter sucesso. Então ele segue o seu caminho até encontrar o anel energético que pertenceu a Jade, a filha do primeiro Lanterna Alan Scott. Assim, Anarquia transforma-se em um Lanterna Verde e encontra Kyle Rayner. Juntos, os dois enfrentam e derrotam o monstro e, após a vitória, Anarquia devolve o anel energético para o verdadeiro Lanterna, Kyle. Mas o grande momento da revista é quando o Anarquia descobre que na verdade era filho adotivo e o seu verdadeiro pai é ninguém mais ninguém menos do que o Coringa!!!! Assim, o garoto vai até o Asilo Arkham para encontra-lo e lá impede uma fuga em massa de internos. Mas esse foi o último número da série e o próprio Alan Grant, seu criador, disse que sofreu uma grande pressão por parte da editora, o que é de fato compreensível, já que o personagem era extremamente politizado e revolucionário na visão da editora e este foi um dos motivos do cancelamento da revista.
Não estou muito certo se a paternidade do Coringa foi confirmada, mas é realmente impressionante. De fato, o Coringa interpretado por Heath Ledger nos filmes do Batman de Christopher Nolan era um verdadeiro representante do caos e do anarquismo. E para quem leu a "Piada Mortal", que contava pela primeira vez a origem do Coringa, sabe que ele fora casado e, antes de se envolver na tragédia que desfigurou o seu rosto e a sua mente, enfrentou a perda da mulher que realmente estava esperando um filho dele. E se essa criança tivesse sobrevivido e se transformado no perturbado Anarquia? Eu pessoalmente achei interessante.
 
 
Mas, de fato, Anarquia ficou encostado na DC e nunca mais apareceu. Embora eu tenha ouvido dizer que a atual DC tenha planos para o personagem, não consigo me empolgar com esses "Novos 52", como vocês que acompanham o meu blog bem já sabem.
Curioso é que o personagem foi criado com a intenção de tornar-se um novo Robin, fato que nunca chegou a acontecer. Sorte do Batman, uma dor de cabeça a menos, afinal seria um saco ter que conviver com um outro Robin problemático como fora Jason Todd.
Anarquia ressurgiu recentemente na nova animação da Warner/DC chamada "Beware the Batman", com um estilo bem interessante e ainda aparece como um dos vilões para você combater no game "Batman Arkham Origins".
Segue logo abaixo o vídeo do game que mencionei, onde vemos o Batman enfrentando os "black blocks" norte-americanos (he, he).
 
            

Porrada nesses filadaputa, morcegão!
O vilão ficou com um estilo legal nesse jogo, parece até o Amon, o principal inimigo de Korra em "Avatar, a lenda de Korra". E, como vocês podem perceber, o Batman não curte anarquia, é o que eu sempre digo.