terça-feira, 4 de março de 2014

DICA DE FILME: ROBOCOP 2014

 
Robocop de 1987 é um dos meus filmes favoritos. Para mim é um dos melhores já feitos em todos os tempos.
A sua ideia é muito legal. O homem-máquina lutando contra as suas próprias diretrizes! 
Mas é impossível não entrar no cinema de um remake já pensando no clássico,  no original. Você então vai se encontrar em um grande dilema, entrar de vez na dança conduzida por Padilha ou ser um velho comparando tudo ao filme de 1987. Bem, independente do que você escolha, você vai com certeza entrar na dança do Padilha.
O novo "Robocop" faz uma verdadeira critica à corporação, ao Estado que abraça a corporação e adentra na parte mais sombria de transformar um homem numa máquina. Assim, corromper um homem a algo controlável, traz o que é o maior mérito do filme, que é canalizar a brutalidade do filme original de forma mais espirituosa. E para um filme ser brutal não precisa de sangue e Padilha mostrou isso, com uma cena dentro dessa transformação de uma forma bem chocante. O filme pode não ser tão sangrento quanto a sua versão original, mas ele tem um certo tom de gore que realmente impressiona. É a partir daí que você entra no jogo e esquece que esse é um filme de Estúdio. Como a sensação que eu tive quando vi no cinema "O Cavaleiro das Trevas".
O roteiro é bem energético, as cenas de ação são bem maneiras, mas nada de outro mundo, já o argumento e as criticas presentes ali são bem colocados e abrem várias opiniões. É interessante que você consegue ter duas visões da história, o filme é de direita, mas em alguns momentos parece ser de esquerda. E pode ser interessante você analisar as coisas de ambos os lados do jogo político. E o modo como as críticas são colocadas talvez lembre um pouco o "Tropa de Elite". O jogo de câmeras que o Padilha usa também lembra muito o "Tropa", principalmente o segundo filme, sempre muito orgânico. E atenção, o uniforme negro do Robocop não é nenhuma referência aos uniformes dos caveiras do nosso "Tropa de Elite".
Sobre as atuações, não tem o que reclamar! Joel Kinnaman surpreende no papel de Murph, mesmo estando numa desconfortável armadura e com certeza foi uma excelente escolha. Gary Oldman funciona excelente no papel de "criador" do Robocop, assim como Michael Keaton consegue ser um vilão nada caricato e bem original. O resto do elenco de apoio está lá, funcionando com uma base de críticas e comparações, atuando perfeitamente com o que lhes foram dado.
O problema do filme? A trilha Sonora realmente não consegue empolgar. Mesmo ainda sendo a saudosa e clássica canção. Acaba servindo muitas vezes como algo irônico, tirando um pouco daquilo que fora idealizado para o filme.
O filme é perfeito? Não! Longe disso, mas quando um diretor passa por cima do estúdio e nos oferece algo digno e que honra o trabalho do original, merece muitos créditos. O que basta é curtir o excelente trabalho de um diretor contra a má vontade do estúdio. Sorte que o primeiro se destacou mais que o segundo.

E eu com certeza curti o resultado final.
 
Todos os créditos para o site Action e Comics.
 

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