sábado, 5 de dezembro de 2015

INSPIRAÇÕES PARA O UNIVERSO STREET FIGHTER


Jogos definem a nossa cultura. Nossa cultura é um reflexo dos jogos que jogamos. Determinados títulos e gêneros são os nossos favoritos, mas às vezes não sabemos o porquê. Street Fighter é um nome que carrega um legado. Ele detém o título de maior série de jogos de luta já inventada. Parte da razão para isso vai além do jogo, a um ponto onde ele sempre influenciou a cultura global, não apenas a cultura dos games.
A cultura está em torno de nós, ela nos rodeia, nos define e nos influencia a partir do dia em que nascemos. Músicos, artistas, escritores e diretores interpretam o mundo em seu próprio e único estilo. O desafio para eles é encontrar um estilo único o suficiente para manter a nossa atenção e fazer-nos compreender como o seu estilo também é nosso. Até mesmo os personagens de videogames são difíceis de projetar sem buscar um projeto mais antigo. A cultura tem chegado ao ponto onde achamos difícil (mas não impossível) encontrar "ideias originais." Aqueles que percebemos como verdadeiramente inspirados costumam criar grandes obras como o resultado de suas próprias influências externas. Afinal George Lucas não nos teria criado Star Wars se ele próprio não fosse um grande fã dos filmes de Akira Kurosawa.


De maneira semelhante, não teríamos tido o Street Fighter original sem a lenda de Masutatsu Oyama, Yoshiji Soeno e outros artistas marciais. Este jogo foi em grande parte influenciado por lutadores reais, bem como por seus estilos de luta originais. O resto do jogo foi "preenchido" com sugestões de design e influências da cultura pop, como mangás e quadrinhos. Não teríamos Street Fighter II sem a influência de Double Dragon, Mestre da Guilhotina Voadora, Hokuto no Ken, Tiger Mask ou muitas coisas mais. O que há de mais importante para o legado de Street Fighter é o que cada um dos contribuintes trouxeram. Os produtores e contribuintes para cada jogo acrescentaram a sua própria visão. Uma visão influenciada por muitas, muitas coisas.

Street Fighter II foi um título que praticamente definiu um gênero. O jogo que conhecemos hoje não surgiu magicamente das mentes dos seus desenvolvedores. Na verdade, foi o resultado de uma cadeia de eventos, começando com uma tentativa fracassada de uma sequencia para o título original de 1986.
A Capcom apresentaria um jogo intitulado Street Fighter 89, um jogo estilo beat up (briga de rua), distanciando-se de tal maneira do jogo de luta original, tornando impossível qualquer comparação. De volta a mesa de desenho, a Capcom investiu neste projeto que deu origem ao sucesso Final Fight e, em seguida, voltou a trabalhar com Street Fighter, desenvolvendo a sequencia que preservou o estilo de lutas 1 contra 1. O estúdio ampliou o número de dois personagens jogáveis para oito e deu a cada personagem seu próprio conjunto de movimentos especiais. O elenco e os seus movimentos foram grandemente inspirados pelos títulos de mangás e animês populares da década de 1980. Na verdade, a influência dos mangás sobre os designers que trabalham na indústria dos games foi muito profunda.


Ashita no Joe
O primeiro mangá baseado em luta que ganhou notoriedade foi Ashita no Joe de Ikki Kajiwara e Tetsuya Chiba. Foi um mangá de boxe criado em 1968 e posteriormente convertido para animação, um dos melhores que já conheci. Os arquétipos clássicos dos mangás estavam todos lá; os personagens de apoio engraçados e trágicos, o treinador exigente e até mesmo os interesses românticos. Os adversários não eram todos japoneses, o elenco incluía um lutador indonésio e também um latino-americano. A classe operária do Japão identificou-se com Joe e suas lutas dentro e fora do ringue. Designers de videogames que cresceram lendo mangás como este aprenderam que personagens com traços físicos específicos eram mais fáceis para se identificar. Eles também aprenderam a importância que um personagem bem trabalhado poderia significar para o público.


Karate Baka Ichidai
As influências de mangás para Street Fighter podem ter se originado com Ashita no Joe. Os desenvolvedores que trabalhavam na Capcom eram sem dúvida familiarizados com a história e os personagens.
Outro mangá de luta que mais provavelmente inspirou a criação de Street Fighter foi Karate Baka Ichidai de 1971. Publicado pela Weekly Shonen Jump, escrito por Ikki Kajiwara, com a arte por Jiro Tsunoda e Joya Kagemaru, ele contou as aventuras de Masutatsu Oyama e Yoshiji Soeno, mestres de caratê da vida real e considerados os precursores dos torneios do estilo MMA. A história narra a vida dos caratecas, como eles treinaram-se em condições adversas dentro e fora da cidade, e como procuravam desafios ao redor do mundo. 


Masutatsu Oyama e Ryu
Por um tempo Oyama visitou os EUA com os promotores de wrestling. Quando ele não estava lutando, fazia exposições onde quebrava tijolos e garrafas com as próprias mãos. Variações das histórias foram destaque nas séries de mangá e animê. Suas lutas contra lutadores profissionais foram dramatizadas grandemente para o valor de entretenimento. A história de Oyama e até mesmo sua aparência física influenciaram a criação de Ryu de Street Fighter. Outros personagens como Black Cobra e Reiba, o mestre de Muay Thai de um olho só, também foram baseados em pessoas reais. A apresentação deste último nos mangás inspirou a criação de Sagat.


A apresentação de Yoshiji Soeno no mesmo mangá por outro lá foi a inspiração estilística para Ryu. Os dois usam o mesmo quimono branco e surrado.


Para mostrar a força do seu estilo Kyokushin, Oyama viajou extensivamente ao redor do mundo e participou de inúmeras competições. Ele lutava contra touros e os matava com suas próprias mãos. Decepar um chifre ou derrubar tais animais com um único soco foi parte da razão para ele ganhar o apelido de "God Hand". 


Takeru/Red Mask do sentai Maskman também ficou conhecido
como God Hand. Seria o nome uma homenagem a Mas Oyama?
Momento Badass dos Tokusatsus:
Red Mask derrota Drill Dogra com seu golpe "God Hand".
Oyama começou a confrontar animais depois de ter derrotado outros mestres de caratê e até mesmo mestres de muay thai na Ásia. Parece absurdo que uma pessoa poderia lutar contra um animal e vencer, mas Oyama tinha provas de vários dos seus encontros. Graças ao que Oyama e seus sucessores tinham realizado, os autores de mangás começaram a apresentar os lutadores de artes marciais como guerreiros sobre-humanos. Esses personagens não eram apenas mestres das artes marciais, mas também sábios além de seus anos vividos, e superiores a média das pessoas em quase todos os sentidos. Os heróis que lutam em mangás assim foram idealizadas a partir de arquétipos, não muito diferente dos super-heróis nos tradicionais quadrinhos ocidentais. 



Como os heróis dos gibis, os vilões também precisavam ser sobre-humanos e inteligentes. Em muitos casos, os vilões eram implacáveis, ​com fome de poder, os opostos completos dos heroicos combatentes. Neles faltava compaixão ou humildade e eram muitas vezes pessoas cruéis. Em vez de lutar contra animais para provar a superioridade de um estilo, alguns vilões massacravam humanos para saciar a sua própria sede de sangue. Uma pessoa média não tinha chances contra um tigre por exemplo, mas o lendário mestre das artes marciais poderia humilhar ainda mais uma besta feroz.


Hokuto no Ken
Como os mestres de artes marciais e seus oponentes se tornaram mais poderosos, em seguida, os estilos que eles praticavam e os seus poderes se tornaram mais esotéricos. Em 1983 foi lançado um mangá que mudaria para sempre a imagem das artes marciais. Hokuto no Ken foi uma série hiper-violenta escrito por Buronson e desenhada por Tetsuo Hara. O mangá foi ambientado em um mundo pós-apocalíptico e contava as façanhas de Kenshiro, um mestre do Hokuto Shinken. O personagem inspirado principalmente em Bruce Lee era obscenamente poderoso, até mesmo se comparado com outros mangás. Seu estilo era tão poderoso que ele poderia matar pessoas com um simples toque, causando sofrimento e mortes horríveis. Órgãos internos incham antes de explodir, globos oculares, dentes e entranhas são todos mostrados respingando dos rivais assassinados. As mortes foram sempre garantidas para muitos dos vilões que eram estupradores, assassinos e tiranos.
Hokuto no Ken foi escrito para aqueles que tinham superado Ashita no Joe e Karate Baka Ichidai, mas ainda queriam uma história com ideais heroicos. A maior diferença agora era o nível de sangue e violência que foram exponencialmente ampliados.

Hokuto no Ken foi influente de tal forma que os artistas e designers da Capcom e outros estúdios foram claramente furtivos com os desenhos dos personagens e poderes que apareceram na série. Durante o desenvolvimento de Street Fighter II, por exemplo, um dos esboços de conceito para Ryu tinha um design muito semelhante ao de Kenshiro. As referências a Masutatsu Oyama eram inexistentes nos primeiros esboços.

No entanto a influência do mangá no universo Street Fighter não parou com Hokuto no Ken. O mangá de luta teve uma tradição longa e estratificada, com base originalmente em lutadores reais, ou combatentes plausíveis. Nos primeiros mangás, os personagens e suas batalhas eram mais realistas. Desenhistas de mangás muitas vezes dependiam de fotografias ou vídeos para se certificarem de que reproduziram cada postura dos personagens de uma forma convincente e o mais próximo possível da realidade.

Zangief e Victor Zangiev
Como as histórias foram tornando-se mais fantásticas com o passar do tempo, as representações dos combates tinham que se tornar mais exageradas. Em nenhum lugar isso é mais aparente do que no pro-wrestling. Os lutadores tinham que ser capazes de convencer os telespectadores de que suas técnicas eram reais. Eles tinham que "vender" a luta para o público, não importando o quão coreografados seriam os seus movimentos. Para ajudar a vender a história, dentro do ringue lutadores interpretavam os mocinhos que tinham que ser mais heroicos e os tipos malvados com um estilo mais cartunesco de ser mal, recorrendo a táticas sujas na arena. 


Tiger Mask
Um dos primeiros e mais populares heróis do mangá de luta foi um pro-wrester chamado Tiger Mask. A série escrita por Ikki Kajiwara e ilustrada por Naoki Tsuji surgiu em 1968, no mesmo ano que Ashita no Joe. O personagem era tão popular que não só inspirou a criação de uma série de animê, mas até mesmo de um lutador real chamado Tiger Mask. 
O herói deste mangá era constantemente desafiado a fazer sempre a coisa certa, sendo ele inicialmente criado como um vilão e convertendo-se posteriormente em um herói. A tentação de lutar sujo era constante, lutadores rivais iriam atacá-lo com cadeiras dobráveis ​​e outros objetos. Ele seria lembrado para prosseguir seus combates sempre com táticas limpas e assim provar que a sua honra e reputação moral são superiores para os seus adversários.
Tiger Mask foi sucedido por Kinnikuman em 1986. O mangá de Takashi Yoshinori e Nakai Shimada foi muito popular e apreciado também como uma série de animê. Como outros mangás de luta, tornou-se mais fantástico ao longo dos anos e também fez histórias sobre luta-livre. Kinnikuman foi um lutador mascarado que enfrentou todos os tipos de oponentes, humanos e alienígenas. Os personagens utilizavam movimentos e técnicas selvagens, e assim como Tiger Mask, Kinnikuman foi uma celebração da cultura pro-wrestling. O mangá de luta, em um momento anterior, tentou desacreditar lutadores profissionais como charlatões atléticos, e agora o mangá de wrestling procurava descrevê-los como verdadeiros combatentes, tão poderosos quanto os monges Shaolin clássicos ou os modernos mestres de karatê. A influência do pro-wrestling no gênero mangá de luta nunca deve ser esquecida. Street Fighter II e Final Fight não estavam inspirados unicamente por Hokuto no Ken. Pro-wrestling era uma parte muito importante da cultura pop durante as décadas de 70 e 80, não só nos EUA, mas também no Japão. 
Masutatsu Oyama enfrentou muitos destes lutadores profissionais. Estas histórias foram retratados no mangá Karate Baka Ichidai, dando alguma credibilidade ao wrestling como uma arte de combate.

À esquerda, Hulk Hoogan e André the Giant;
À direita Alex e Hugo de Street Fighter III
A família Andore em Final Fight foi claramente baseada Andre the Giant e outros rivais gigantes famosos. Durante o desenvolvimento de Street Fighter II, a equipe tinha ainda explorado a ideia de adicionar um lutador mascarado ao elenco de personagens. O "Homem mascarado" parecia estranhamente com Tiger Mask nos estágios iniciais.

O mangá de wrestling que atingiu um equilíbrio entre realismo e fantasia foi Agnes Kamen de Minoru Hiramatsu. O título de 2006 era centrado no negócio do pro-wrestling no Japão, mas também foi uma celebração aos heróis e vilões do ringue.


Yawara!
Na época de Kinnikuman outro mangá que conquistou o público japonês foi Yawara! de Naoki Urasawa. Foi um dos primeiros mangás de luta com uma protagonista feminina e um foco no judô, em vez do caratê. Yawara era pequena, mas talentosa, ela era conhecida por derrotar judocas experientes que eram muitas vezes muito maiores do que ela. Sua força e habilidade natural eram admiráveis. A série teve forte desenvolvimento de personagens, algo que não era realmente visto desde Ashita no Joe. Como qualquer outro mangá popular também recebeu uma série de animê que acompanhou à risca o mangá.


Baki the Grappler
Todos os mangás mencionados até agora, exceto Agnes Kamen, foram lançados antes do primeiro Street Fighter (1987) e tiveram uma grande influência em torno do desenvolvimento de Street Fighter II. Em 1991, ano em que Street Fighter II foi lançado, houve um novo mangá de lutas que também revolucionou o estilo. Baki the Grappler de Keisuke Itagaki foi uma série com uma narrativa de Karate Baka Ichidai em um contexto mais contemporâneo. Os lutadores de destaque foram inspirados por lutadores clássicos e modernos, incluindo Masutatsu Oyama, a lenda pro-wrestling Antonio Inoki, o lendário mestre do judô brasileiro Rickson Gracie, e o lutador olímpico Alexander Karelin. O design dos personagens e batalhas foram originalmente desenhados em um formato limpo e simples, e um pouco realista. No entanto, como a série progrediu e uma sequencia foi lançada, tornou-se muito mais gráfico e violento.


Baki the Grappler é um mangá cult. As lutas, o seu maior atrativo, são fantásticas e os personagens muito interessantes e divertidos. Além de uma história sobre artes marciais, é ainda uma história sobre Complexo de Édipo. O herói Hanma Baki treina incansavelmente e enfrenta os mais perigosos desafios simplesmente para ter o amor de sua mãe, que o despreza por ele ser fraco se comparado a seu pai Hanma Yujiro. Considerado o ser mais forte de todo o planeta, Hanma Yujiro é provavelmente um dos melhores personagens de animê que já conheci.
Não sei até onde Street Fighter se inspirou em Baki ou até onde Baki pode ter se inspirado em Street Fighter, mas Baki tem muitas semelhanças com Ryu, em sua obsessão pela luta e seu desejo de superar o seu maior inimigo, vingando a morte de entes queridos. Baki busca vingança por sua mãe e Ryu por seu mestre.
Há ainda o boato de que Ryu seria filho de Gouki/Akuma, sendo que a história dos dois já está fortemente inspirada pela saga Star Wars (relação Luke vs Darth Vader), e assim podemos fazer um perfeito paralelo com as rixas de Baki com Yujiro e Ryu com Gouki/Akuma.


Bonus: Gen, o Street Fighter mais poderoso!


Com relação as inspirações em lutadores reais para a composição do universo Street Fighter, normalmente recorremos ao lugar comum. Quero dizer, Bruce Lee (Fei Long), Mike Tyson (Balrog), etc. Poucos devem conhecer a inspiração mais incrível da vida real para o desenvolvimento de um dos melhores personagens de toda a série.

Gen foi realmente o primeiro e único personagem Street Fighter a ter dois conjuntos de posturas de combate que ele poderia alternar no meio da luta no jogo. Cada postura também vem com seus próprios movimentos especiais. O personagem realmente tinha alguns ataques baseados nos estilos do Tigre e da Garça, mas suas posições primárias foram inspiradas nos estilos da Víbora e do Louva-Deus. As primeiras formas de Kung-Fu foram inspiradas pelos animais predadores na natureza.

Huo Yuanjia e Gen
O personagem Gen foi inspirado principalmente por Huo Yuanjia. Embora não compartilhem de muitos traços físicos, é a lenda de mestre do Kung-Fu que carrega as semelhanças. 
Huo nasceu em 1868, era uma criança doente que foi mantida longe das artes marciais por seu pai super-protetor. Ele provou que era um lutador incrivelmente talentoso quando derrotou a pessoa que havia vencido seu irmão. Daquele momento em diante foi autorizado a estudar as artes marciais. Huo venceu os mestres de vários estilos ainda muito jovem. Ele matou um homem em uma briga e assim precisou colocar-se em exílio, mas deixou a sua "aposentadoria" para enfrentar os imperialistas, japoneses e britânicos, que começaram a colonização da China. 
Derrotou os melhores lutadores do exterior para demonstrar que os chineses e seus estilos de luta eram superiores. Huo se tornou um herói nacional quando desafiou e derrotou pugilistas, lutadores ocidentais e praticantes de judô, mesmo japoneses.

Jet Li, Fearless
A releitura fantástica de sua história de vida foi feita por Jet Li no filme Fearless. A pergunta que agora caberia: Por que Gen é retratado como um homem velho ao passo que Huo era jovem quando se tornou um herói nacional? 



Huo morreu aos  42 anos. Ele sofria de problemas de saúde, incluindo asma e icterícia. Perto do fim da sua vida, ele ainda contraiu tuberculose. Sua saúde se deteriorou rapidamente e ele morreu já na primeira década do novo séculoOs chineses suspeitavam de que os médicos japoneses que estavam tratando-o secretamente o envenenaram.



Gen é um personagem simbólico. Ele representou os lendários mestres de Kung-Fu da China antiga. Ele é o que teria acontecido se Huo tivesse vivido o suficiente para lutar contra os maiores artistas marciais do século XX. Seria um homem idoso, mas ainda um homem perigoso aos olhos de muitos. No universo Street Fighter isso significava o quanto de ameaça Gen teria representado para Ryu e Gouki/Akuma. 



Gen foi o único Street Fighter capaz de derrotar Gouki/Akuma.
E ele realizou este feito espetacular aprendendo a utilizar o Power of Nothingness, o poder secreto oposto ao Satsui no Hadou, ambos da arte de luta de Ryu e Gouki/Akuma.
O Power of Nothingness é um estado de consciência que transcende a perspectiva comum, nascido através de refinamento espiritual e mental. Tendo traços comuns com estados de ser dentro do budismo e das artes marciais, é o poder de agir sem estar ligado a emoções e pensamentos, livre do medo, da raiva e do ego, para recorrer o conteúdo do seu coração de forma intuitiva, sem obstáculos e hesitação, e estar ciente do mundo e saber o seu lugar e significado dentro de sua vastidão, a fluir com toda a criação, sem a necessidade de preocupação, desejo e dúvida.

É o oposto completo do Satsui no Hado. Como tal, só pode ser usado por uma pessoa de mente pura, compaixão, misericórdia e paz. Essa pessoa deve ter abraçado o aspecto pacífico e espiritual da arte em toda a sua extensão. Assim como o Satsui no Hado, faz uma pessoa incrivelmente poderosa, concedendo invencibilidade (espiritual e física) a muitos ataques.


Gen era um personagem tão poderoso que ele queria morrer lutando em vez de sucumbir à sua doença. Eventualmente, ele morreu, se foi pela mão de Gouki ou não, isto nunca foi oficialmente declarado pela Capcom. 



Seus segredos não morreram com ele. Gen supervisionou o treinamento de Yun e Yang. Os gêmeos chineses aprenderam apenas o suficiente de seu estilo de luta para torná-los perigosos adversários em Street Fighter III. 
Sua maior estudante no entanto se tornou uma queridinha internacional. 



Gen tinha uma amizade antiga com o pai de Chun-Li. Quando seu pai foi morto no cumprimento do dever, Gen entra em cena e continua o treinamento de Chun-Li. Eventualmente, ela se tornou uma das melhores mestres das artes marciais no mundo inteiro. Ela também se tornou uma agente da policia internacional e buscou vingar a morte de seu pai. 
Gen deveria transformar-se em mangá ou animê tamanho o seu status como um dos melhores lutadores do universo. Nós deveríamos ser gratos pela Capcom ter sido capaz de incorporar um herói mitológico chinês em sua história sobre artes marciais.

A seguir, Vega/M. Bison...

4 comentários:

  1. Mais uma excelente artigo.
    Só faltou falar do Riki Oh, CAPCOM bebeu da fonte para criar o Vega (Mr. Bison na versão americana), e outros personagens.

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    1. Mais uma vez obrigado por sua audiência!
      Na próxima postagem falarei bastante sobre Riki-Oh porque será totalmente dedicada ao Vega/M. Bison!

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    2. Ótimo.
      Fico no aguardo!
      Valeu.

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  2. excelente artigo o único erro é q o Rickson Gracie e um mestre de jiu-jitsu ,fora isso muito bom principalmente na parte de Baki the Grappler

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