sábado, 10 de maio de 2014

SÉRIES PARA VER COM OS FILHOS: LITTLEST PET SHOP


De volta, meus camaradas. Como estão?
Aqui vamos nós com a estreia de mais uma nova atração do Doutor Nerd: "Séries que eu quero assistir com os meus filhos". Nestas postagens faremos uma análise sobre as atrações da atualidade com um apelo ao público infantil e a segurança que proporcionam aos pais de que suas crias estão recebendo um produto legal pelas TVs de nossas casas.
Não. Eu não tenho filhos, não sou casado e, aliás, nem tenho namorada. Mas quem não tem o sonho de constituir família algum dia? Tá, um bocado não quer nem saber de filhos hoje em dia, porém ainda tem um montão de pessoas mais tradicionais, porém solitárias, que devem pensar feito eu.
Não vou enganar ninguém. Eu já me divirto com as atrações destinadas ao público infantil. Eu não saio da TV Cultura e às vezes dou uma espiada na Discovery Kids.
Qual é? Será que isso é crime? Já falei em outra postagem que não é só de socos, tiros e ficção científica que um nerdão vive. Ter outros interesses não vai te fazer menos nerd (ou menos macho). Muito pelo contrário! E caso você diga que só assiste tais coisas por causa de uma irmãzinha ou um priminho, é melhor parar de mentir.
Bem, vamos começar porque esta vai ser uma daquelas postagens gigantescas.
A série que escolhi para analisar é "Littlest Pet Shop", também conhecida como um primo menos popular de "My Little Pony: Friendship is magic". Ambas as animações são produzidas pela Hasbro, que deve ser a empresa mais bem sucedida do ramo atualmente. Os seus programas para TV, sem falar de seus outros produtos, são um grande sucesso.
Tal como MLP (vou chamar o desenho das pôneis assim a partir de agora), LPS (vou chamar assim o desenho dos animaizinhos desta postagem) foi criado a partir de um produto já existente. A Hasbro gerencia as propriedades intelectuais de Blythe, uma linha de bonecas lançada em 1972, e Littlest Pet Shop, produzido em 1992. Utilizando de ambas encarnações modernas destes produtos, surgiram as séries mais atuais de brinquedos e o desenho animado, o qual estamos analisando.
É importante também mencionar os desenhos clássicos produzidos a partir da década de 90 que... caramba... Isso prova que se poder fazer muita coisa boa reciclando lixo.
LPS segue uma fórmula semelhante a de seu primo MLP, com histórias simples, fechadas, muita música, personagens legais e envolventes e, é claro, uma lição de moral e valores positivos transmitidos ao fim de cada episódio (He-Man?). Outra coisa bem bacana são as referências à cultura nerd, e nesse assunto LPS também arrebenta. Já tivemos referências à Jornada nas Estrelas, ao Agente 86, ao filme Coração Valente do Mel Gibson e até mesmo, já no primeiro episódio, ao filme A Hora do Rush... isso mesmo, aquele do Jackie Chan e do Chris Tucker.
A comparação foi um tanto proposital porque descobri recentemente que há um tipo de rivalidade entre as séries, mas ela vem mais por parte dos bronies e adoradores da clássica animação, vejam só. Eu curto ambas as franquias, mas tenho uma queda pelos LPS mais por conta de seus personagens do que pela qualidade das suas histórias como acontece com MLP.
E é assim que vamos fazer esta análise, não deixando de destacar alguns de seus personagens mais importantes.

"Olá, Bly-Bly-Bly... Bly-Bly-Blythe."
LPS conta a história de Blythe Baxter, uma jovem aspirante à moda que, junto com o seu pai, mudou-se de sua antiga cidadezinha do interior para a cidade grande, em um apartamento acima da loja Littlest Pet Shop. Depois de um pequeno acidente, ela descobre que ganhou um misterioso talento para entender e falar com os animais (Não procure entender, esse detalhe não faz a menor diferença para o desenho).
Nossa heroína é uma menina que pode falar com animais. Será que já vimos algo assim antes?


Desde então, ela sempre vem a loja e ajuda seus novos amigos a seguirem os seus sonhos e passa também a compreender melhor a si mesma. Estranho, eu comecei a falar dos personagens humanos. Eles são para muitos o maior ponto fraco do desenho e foi por isso mesmo que eu escolhi começar por eles. Eu penso diferente.


Blythe, que aliás é uma das mais criticadas pelos hatters, é bem legal, simpática, atenciosa. Talvez muitos não a curtam porque ela foge um pouco do padrão de garota forte da atualidade. Afinal, Blythe gosta de ser feminina. Ela ama desenhar, costurar, criar novos desiners para roupas e também se preocupa com a sua aparência, como visto em muitos episódios. Por outro lado, ela é muito independente e determinada. Muitas vezes precisa se virar sozinha, pois o seu pai, devido ao trabalho dele, fica longe dela na maioria das vezes. Blythe é uma "mulher" forte, mas não precisa deixar de ser feminina para provar isso. Também parece ser o único personagem são em todo o grupo que conhece, embora ainda tenha alguns momentos de comportamento questionável. Tudo em nome da comédia.


E por falar em comédia, o personagem humano mais legal de LPS sem dúvidas é o Roger Baxter (ou seria doutor Reed Richards?), o pai da Blythe. Ele é completamente viajante. E pensar que o cara trabalha pilotando... AVIÕES.
Sério, vocês já viram os desastres que ele causa no trânsito quando dirige o seu carro? O cara é um puta dum barbeiro! Eu pessoalmente não me sentiria seguro à bordo de um avião pilotado pelo senhor Baxter.


Em contrapartida, é um pai bem divertido e compreensivo, mas sabe ser também rigoroso quando preciso. Às vezes segue o clichê de superprotetor (coloquem-se no lugar dele e imaginem como seria ser pai de um filho único e ainda mulher) e é um tanto inconveniente com a filha e os amigos dela. Viram o episódio em que ele participa de um flash mob com a turma do colégio da Blythe? É tipo aquele seu professor do Ensino Médio que tentava ser descolado.
Há muita cumplicidade entre pai e filha. Eles são uma bela família, embora pequena. Ah, o senhor Baxter é dublado no Brasil por Wellington Lima, numa das raras vezes em que ele, já acostumado a interpretar vilões, empresta a sua voz para um cara legal.


Não posso deixar de mencionar a senhora Twombly! Ops... senhorita! Ou será senhora? Bom, o que importa é que essa simpática senhora é a dona da loja Littlest Pet Shop e foi ela quem arrumou um trabalho para a Blythe em sua loja, após a menina salvá-la de fechar, trazendo a sua ideia de moda para pets.
A senhorita T, como também é conhecida, é muito divertida e excêntrica e... uau... ela é bem atraente para a idade dela!

Um casal simpático, não acham?

"Alô. É a tia do Bátema?"

A energia que ela demonstra, em idade avançada, é inspiradora e faz dela um dos personagens mais agradáveis do desenho.


Estas duas coisinhas coloridas são as antagonistas do desenho. Melhor dizer antagonista porque de vilãs elas não tem nada.
Quando as vi pela primeira vez, pensei: "Por favor, que elas não sejam as vilãs do desenho!" Temia que o estilo delas transforma-se essa bagaça numa história de guerra de patricinhas. E Patty Kombat ninguém merece, por mais engraçado que isto poderia ser.
Foi uma grande surpresa para mim ver como Brittany e Whittany funcionam bem como antagonistas. Elas são superengraçadas e divertidas! Além de terem um parafuso a menos nas suas cabecinhas, não apresentam um pingo de inteligência. Vivem se dando mal... Se dando mal juntas... Aliás elas fazem tudo juntas. Esnobam, dão xilique, vão à detenção. Isso lembra alguém...

"Tipo... Ná, ná, ná."
Enfim, não dá para levar a sério a maldade de alguém com o nível de inteligência do Homer Simpson e do Bob Esponja. Elas são inimigas da Blythe porque... bem, elas são duas patricinhas que tem como suas inimigas naturais outras patricinhas e, infelizmente para a Blythe, ela também faz parte do sindicato. Embora diferente do restante desta categoria, Blythe sempre foi super gente boa e inteligente. 

Sem querer ofender, mas já ofendendo...
Mas, sério, eu não permitiria que essas irmãs Biskit se tornassem exemplo para a minha filha, diferentemente da Blythe, é claro.

E o pai das gêmeas, o senhor Fisher Biskit, o dono da Maior de Todas (que nome original), loja concorrente da Littlest Pet Shop, é um pouco esnobe, mas também é um cara legal. Ele quer que as filhas aprendam a agir de forma honesta e as estimula a sempre darem o melhor de si.


"Nada a ver issaí, doutor Nerd."
Ah, e a família delas tem o mordomo mais esquisitão e sombrio que já vi em um desenho animado. Não confio naquele cara.

Também podemos falar mais rapidamente dos outros amigos humanos da Blythe.


A coreana Youngmee Song que gosta de ser diferente e é sobrinha da Christie, a tiazona boazuda (coroas estão de fato na moda) que é dona de uma loja de doces vizinha a Littlest Pet Shop. Sue Patterson, atleta e feminista do grupo. E Jasper, o entusiasta do time.

Ufa, finalmente chegamos aqui.
Agora sim vamos falar da melhor parte da animação, os seus astros, os pets.
Decidi falar dos pets só agora porque com certeza já demoraria com eles e depois faltaria ânimo para falar dos personagens humanos. Então agora que já cumpri esta tarefa vamos ao melhor da festa, afinal a postagem de verdade começa agora.
Com vocês, os pets:


Vamos começar com a maior estrela do programa, uma diva, nas suas próprias palavras, a cadelinha Zoe Trent.
Curiosamente, a primeira imagem que tive deste desenho foi justamente da Zoe e foi um fanart que... não vamos entrar em detalhes. Mas eu já havia imaginado tratar-se de uma outra animação da Hasbro, já que esta personagem lembra um pouco a Twilight Sparkle de MLP.
Vai dizer que não pensou na unicórnio mágica e nerdona do desenho das pôneis coloridas?
Embora as semelhanças entre as duas fiquem apenas no visual, a personalidade da Zoe se aproxima um pouco de Rarity, outra unicórnio de MLP que, aliás, é a mais engraçada do time das pôneis principais na minha opinião.
Zoe gosta muito de cantar, atuar, enfim, é a mais falante e extrovertida do grupo. Sem falar que é a maior periguete do desenho, colecionando a mais longa lista de namorados de todas! Ela também gosta de se sentir bonita.
A propósito, uma coisa me deixa meio confuso. A Zoe é uma graça, é quem mais gosta de variar seu visual, é vista na maioria das vezes usando uma boina e uma vez até cantou (para as pessoas normais ela apenas latiu) com uma banda de rock diante de uma grande plateia. Então vem a pergunta: O que são os personagens de LPS? Pets regulares ou furries?
Talvez sejam furries que agem de vez em quando como pets regulares. E talvez a Blythe seja a única pessoa que se ligou nisso... ou não.
Teorias da conspiração à parte, Zoe Trent é uma das minhas personagens preferidas do mundo da animação atual.


Esta gambazinha chamada Pepper Clark é a minha personagem favorita do desenho LPS. É a mais bonita e encantadora de todos os pets para mim!

"Pepper?"
Além de trabalhar para o Tony Stark (he, he), Pepper é uma comediante. Engraçado que, quando se apresentou como tal no primeiro episódio, parecia até que ela não levava muito jeito para isso. Não que ela realmente leve, mas a Pepper parecia um pouco tímida à princípio. E acho que foi isso que me fez reparar nela logo de início. Tenho uma queda por personagens assim.
Bom, de tímida Pepper não tem nada. Ela é uma das mais atiradas de LPS. A única coisa que a constrange às vezes é o fato de soltar certos odores de vez em quando, mas isso é inevitável quando se é um gambá.
Ah, apesar do que eu disse antes, Pepper é engraçada sim. Porque é como diz aquele antigo comercial de refrigerante: "Em defesa das beldades desafinadas". Ou algo assim.


O mais sem noção do grupo, Vincent Alfonso Terrio, mais conhecido como Vinnie. Ele é um calango lagarto, fã do Elvis Presley (o topete não me deixa mentir) e pelo nome deve ser de origem latina, como já se podia imaginar.
O que eu mais gosto no Vinnie é a sua grande perseverança. É um fanático por dança, mas, como todo mundo que já assistiu ao desenho deve ter percebido, ele não sabe dançar. Isso explica o porquê dele estat sempre caindo de cara no chão toda vez que tenta alguns de seus passos. Mas ele realmente ama dançar e não desiste, isso sim é perseverança... ou talvez apenas falta de noção.
Antes de passar para o próximo, pode ser só impressão minha, mas vocês repararam que a voz do Vinnie lembra alguém?


Aqui há uma grande semelhança entre o Vinnie e o príncipe dos saiyajins, ambos parecem ter dois pés esquerdos. E já que falamos de vozes, alguém precisa pedir para os personagens machos do desenho melhorarem a afinação. A nossa dublagem tem sido trágica nas músicas quando os homens cantam.


A Pinkie Pie do grupo e também tão adorável quanto, a macaca Minka Mark.
Uma das mais legais do desenho e, provavelmente, a mais maluca. Adora desenhar, tem uma tara por coisas que brilham (Lembram do desenho "Meu amigo da escola é um macaco"?) e é indiscutivelmente hiperativa. Não para de falar por um segundo e provavelmente tem déficit de atenção, isso explicaria muita coisa.


Representa grande parte da alma dos pets e também é a protagonista de algumas das cenas mais viajadas e engraçadas do desenho. É, parece que não é só no seu visual que guarda semelhanças com a Pinkie Pie. 

"I amu du docta."
Sunil Nevla é o integrante (do sexo masculino) mais adorável dos pets. E sim, a voz dele é a mesma do Shiryu, dublado então pelo grande Élcio Sodré.
É um tipo de mágico. Gosta de fazer truques, mas, assim como o seu amigo Vinnie, comete algumas mancadas. Também é o mais medroso do grupo e admite isso sem constrangimento, mas, sendo ele uma fuinha, se tem uma coisa que faz o seu sangue ferver e partir para a briga, são as suas inimigas naturais, as cobras.


Na dublagem original, tem sotaque indiano.
Segundo um amigo biólogo, Sunil é uma fuinha de listras e isso faz dele uma espécie africana e não indiana.
Tá, essa informação não agrega nada à postagem. Vamos prosseguir.

Russel Capitão Kirk da Interprise
Se eu tivesse um pet, ele certamente seria como Russel Ferguson.
Por quê? Ora, nunca ouviram dizer que os animais se parecem como os seus donos?
Russel é o nerdão do grupo. Ele é o mais organizado, perfeccionista e sério dos pets. Eu gosto desse carinha, ele parece comigo em vários aspectos, sobretudo na nerdiçe, na timidez e na seriedade. Numa comparação entre MLP e LPS, ele ocuparia a função da Twilight Sparkle.
É um pouco inseguro e parece ser o preferido da Blythe.
Importante, não se esqueçam, Russel é um ouriço e não gosta de ser confundido com um porco-espinho. E engraçado que quando o vi pela primeira vez pensei na Flaky, a porco-espinho da animação de humor negro da Mondomedia, Happy Tree Friends. Então Russel é quase uma versão masculina da Flaky, ambos são tímidos e tem problemas com espinhos.
Repararam que todos os pets tem nome e sobrenome? Será que isso reforça a "teoria furry"? Espero que não.


Mais uma asiática no elenco de LPS!
Penny Ling é uma panda e logicamente veio da China.
Só eu acho estranho essa loja e as pessoas que a frequentam? Quem teria um gambá ou um panda de estimação? É, essa panda não deve crescer muito...
Penny Ling, assim como Blythe, também possui alguns hatters. Como pode? Muitos acham que Penny Ling (e os personagens humanos) não faria falta ao desenho. E eu discordo totalmente!
A ursinha é a mais meiga e amável do grupo de pets. Sem Penny Ling, LPS perderia a maior parte da sua inocência e sensibilidade.
Não é encantadora? Quem resistiria a ela?
Está lançado o desafio!

Menções Honrosas para Buttercream (a coelha) e Sugar Sprinkles (a gata cheia de granulados na cabeça). Só cito as duas porque foram de fato as mais legais de uma imensa gama de personagens carismáticos que surgiram no desenho.


As duas, que vivem com Christie, aparecem muito pouco, mas definitivamente roubam a cena sempre quando fazem presença. Sugar Sprinkles, aliás, é uma das mais adoráveis e divertidas personagens e é a preferida de muitos fãs do desenho. Não tem como não curtir a personalidade dessa gata, ela é demais.

Bom, apresentei os pets principais do desenho, então agora vamos deixar a diva Zoe Trent fazer do jeito dela:

           


  
Poderia falar mais sobre outros personagens, humanos ou pets, ainda há muita coisa legal para comentar sobre LPS, mas a postagem já se estendeu demais. Então vamos finalizar com a nota final do Doutor Nerd:
"Bora assistir."
10/10
Não poderia dar uma nota menor. LPS é diversão na certa para os pequenos e (por que não?) para os adultos também. Apesar do tema ser mais direcionado ao feminino, as histórias cheias de loucuras e confusões com certeza agradarão todo mundo, tal como acontece com MLP.
Há alguns anos atrás, eu escutava muito que os desenhos animados estavam ficando cada vez piores. LPS é uma das provas do quanto este julgamento era equivocado. Esta animação nos proporciona risadas, boas lições e até nostalgia para os adultos.
Eu aprovo.
No Brasil já foi exibida a primeira temporada dublada e completa. A segunda temporada já deve estar em fase de dublagem e, com a boa aceitação que a série vem tendo, pode apostar que mais diversão vem por aí.
Até a próxima e obrigado por sua audiência e sua paciência. 

Um comentário: