sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

SEIS PERSONAGENS COM OS QUAIS ME IDENTICO

Hoje é meu aniversário.
A data ainda tem algum significado para mim?
O dia do aniversário é o marco mais importante da vida de cada um, lembrado principalmente por parentes e por aquelas pessoas mais próximas a nós.
Um dia de comemoração. Ou ao menos o é para a maioria das pessoas.
Enquanto crianças, mesmo nas famílias mais simples, é costume fazer uma grande festa, cantar parabéns e comer o bolo símbolo do festejo.
Quando adolescentes, muitos optam por não comemorar mais. Mas há também muitos jovens que não abrem mão de reunir os amigos para festejar. Querem mesmo é distância dos mais velhos e estar curtindo com o seu grupo.
Na fase adulta, a maioria das pessoas optam por apenas um jantar com a família.
É a verdade absoluta. A única fase da vida em que ficamos felizes por ficarmos mais velhos é na infância.
 
Minha idade? Eu não acho que estou tão velho. Mas quando se é adulto, é impossível você chegar a uma certa fase da vida e fazer uma avaliação de tudo aquilo que você conquistou ou ainda não conquistou. Este era realmente o lugar em que você desejou estar agora?
Eu estou sendo 100% sincero quando digo para qualquer um que não comemoro aniversários. Na verdade odeio estar no centro das atenções.


Está velho demais para fazer alguma coisa? Isso não é verdade.
Seus limites dependem unicamente das suas próprias escolhas.
A idade não nunca será um empecilho. Se você quer algo, faça!

Existem aqueles que chegam ao extremo de pedir antecipadamente para que sua família e/ou amigos não façam nada de especial para esta data. Eu simplesmente desejo que o dia passe rapidamente e sem nenhuma comemoração.
É preciso respeitar a vontade das pessoas que pensam assim como eu, mesmo que você não concorde.
Mas muitos sentem uma alegria imensa em comemorar a data. E a medida que a idade vem chegando, entendem na maturidade da vida que podem acumular conhecimento em anos de vida.

Então no dia de hoje, rompendo com minha tradição, me presenteio com uma postagem em que compartilho algumas antigas ideias "engavetadas" no arquivo do blog durante o ano passado.

Vamos lá...
Você se identifica com algum personagem ficcional por algum motivo?
Algum personagem que talvez possa ter feito parte da sua infância. Aqueles personagens que olhamos e gostaríamos de ser.
É justamente sobre isso de que se trata esta postagem.


Quem nasceu muito depois de 1985 (estimativa) 
não sabe o que perdeu!
 
Não há nada de errado com a chamada "diversidade" nas obras de ficção da cultura pop. Porque ela de fato sempre existiu. Mas essa "diversidade" acontecia de modo natural em qualquer obra de ficção. E os heróis, com o exemplo das histórias em quadrinhos, nunca perderam a essência daquilo o que são. Não havia um rompimento na sua tradição.
"Personagens representativos" não eram criados a partir de movimentos de reinvindicação, não havia exigências dos leitores, e os personagens nasciam da própria vontade dos escritores.
 
Se eu parar pensar, devo fazer parte de diversos tipos de "minorias" diferentes dentro deste meu Brasil. Como eu escrevi várias vezes nas últimas postagens, somos um povo mestiço.
Não preciso que um personagem seja igual a mim para me identificar com ele. Quando criança eu queria ser o Jaspion! E todo mundo já sonhou em ser o Batman e foi capaz de se identificar com ele, mesmo não sendo um bilionário solitário e atormentado...


... embora nos identifiquemos mais facilmente com
o Lego Batman!

Mas vamos ao que interessa, ao foco desta postagem.
Selecionei seis personagens ficcionais com os quais eu mais me identifico: dois Personagens de Mangá e Animê, um Personagem de História em Quadrinhos, um Personagem de Filme, um Personagem de Desenho Animado e um Personagem de Obra Literária.
 
Obs: Animê = Desenho Animado e Mangá = Histórias em Quadrinhos. Apenas separei uma mídia oriental de uma ocidental.



PERSONAGEM DE MANGÁ E ANIMÊ
IKKI DE FÊNIX

 
"Zueiras" à parte, Ikki de Fênix de Saint Seiya (Os Cavaleiros do Zodíaco) é o personagem de mangá mais parecido comigo! Embora o Shiryu tenha sido meu preferido durante muito tempo, o Ikki sempre foi aquele personagem com quem mais me identifiquei. Ele é áspero, duro, frio, agressivo e muito solitário.

Ikki pode ser comparado a dois personagens do animê/mangá clássico Hokuto no Ken, no quesito história, e eles são Raoh e Souther. Por outro lado, o mais velho dos irmãos de bronze tem uma personalidade mais complexa e envolvente. Ikki é o símbolo do inconformismo, do livre pensador que não se submete a nada, e tem a coragem de defender as suas convicções e de se fazer responsável por suas ações.
 
Se há uma palavra que define a história de Ikki, esta é "sofrimento".
Uma pessoa relata que sofreu muito na vida. E eu pergunto: E quem não sofreu?
É verdade que todos sofrem. Mas também é verdade que algumas pessoas sofrem mais do que as outras.
Ikki de Fênix transbordava de ódio, e este ódio era a retaliação pelo sofrimento que ele passou na Ilha da Rainha da Morte, desejando a destruição do homem responsável por toda a sua dor, o seu próprio pai Mitsumasa Kido. Assim como a destruição de tudo aquilo o que este homem construiu em vida.
Ikki porém não foi o único a sofrer. Todos os seus irmãos também sofreram muito. E o próprio Ikki, após sua única grande derrota, aceita esta verdade. Ele assume ser o mais covarde dos irmãos, por ter transformado o seu sofrimento em ódio, tornando-se um vingador incapaz de derramar lágrimas.

Na vida real não funciona assim. Comparar os nossos sofrimentos não faz nos sentirmos melhores. Na verdade nos sentimos ainda piores por chegarmos a mesma conclusão de Ikki. As pessoas reais são muito mais complexas.
Não tenho ódio por ter sofrido, e sim por não ter sido forte o bastante. Não sou fraco, mas estou cansado. Da mesma forma acontece com Ikki. Ele demonstra também o seu cansaço. Ele compreende que o mundo não é controlado por forças metafísicas. A única coisa com que ele pode contar é com a sua própria força. E, se há algo que a vida me ensinou à duras penas, é que a melhor forma de se enfrentar as adversidades é sendo realista. É essencial ser realista!
 
Ikki é duro, orgulhoso e individualista. Seu modo implacável de punir o mal surpreende. Ele é um herói tão violento quanto o Justiceiro ou o Rorschach. Mas, apesar de seu caráter e seus métodos de aplicar a justiça, é nobre e maduro.
É um personagem muito expressivo, porque mesmo depois de tudo o que passou, ainda é capaz de sentir amor. Esmeralda foi o único consolo de Ikki durante o seu treinamento na Ilha da Rainha da Morte.

Adendo 1:

O nome "Esmeralda" saiu diretamente do livro O Corcunda de Notre Dame do escritor francês Victor Hugo, e era o nome da única pessoa capaz de conter a natureza violenta de Quasimodo, bem como aliviar o sofrimento dele.
Masami Kurumada escolheu este nome para a personagem de seu mangá justamente para referenciar o mesmo poder que a sua Esmeralda tinha sobre Ikki.
Esmeralda, um ser tão puro que o Fênix foi capaz de amar além da morte.
 
Ikki de Fênix poderia vencer todos os inimigos finais do seu animê/mangá de uma forma muito mais efetiva do que o Seiya. Mas para a nossa desgraça esta série não se chama "Saint Ikki".


 
PERSONAGEM DE MANGÁ E ANIMÊ
JOTARO KUJO
 
 
Jotaro Kujo não é o meu "Jojo" favorito de Jojo's Bizarre Aventure.
Eu sempre preferi a Jolyne Kujo e o Johnny Joestar, disparados dois dos meus heróis favoritos de todos os mangás (Ambos são personagens os quais você sente o desenvolvimento durante a história, e ainda vibra com isso). Porém, o personagem de Jojo's Bizarre Adventure com quem eu mais me idêntico é o Jotaro Kujo (O mais popular de todos os protagonistas, inclusive).
O icônico Jotaro Kujo, ironicamente, parece ser um personagem difícil de ser amado. Durante anos, sempre o via como o símbolo da franquia. Hoje vejo que muitas pessoas tem dificuldades de gostar dele. Mas os motivos pelos quais me identifico com ele são justamente aqueles os quais as pessoas pouco consideram e raramente conseguem enxergar.

Jotaro é estoico e raramente demonstra emoções. É filho de Holy Kujo e Sadao Kujo, este um pai ausente  que sequer sabemos como é o seu rosto.
Analisando a vida de delinquência que levava antes da visita de seu avô Joseph Joestar no início da terceira parte do mangá, fica fácil entender o que acontece com Jotaro.
O que pode causar a ausência de um pai? Jotaro parece uma pessoa difícil de se conviver. Ele é um delinquente, está sempre irritado e ainda tem uma clara dificuldade de demonstrar seus sentimentos.
A sua figura estoica nada mais é do que uma fachada para a sua dificuldade de se relacionar. Interpreto Jotaro como um adolescente complexado que antes era uma criança alegre, mas a ausência de seu pai durante a puberdade o tornou amargo e raivoso, afastando a todos dele.
Mas sabemos muito bem que ele tem um coração de ouro, capaz de entregar a sua vida por um amigo, e ele também ama profundamente a sua mãe.
 
Conheço o Jotaro desde a minha adolescência, graças aos jogos de luta da Capcom baseados no mangá. O estilo de Jotaro me marcou e me influenciou em muitos aspectos. Por causa dele sou fanático por sobretudos e até hoje me visto assim!

Adendo 2:

Não há certeza de que tudo isto que abordei sobre o passado de Jotaro Kujo tenho sido pensado pelo mangaká Hirohiko Araki. Talvez a mente por trás de Jojo's Bizarre Adventure tivesse apenas a intensão de criar um personagem tão estoico e machão quanto os inúmeros personagens vividos por Clint Eastwood no cinema. Mas enfim, Jotaro é um herói perfeito para este estilo de Shonen Mangá.
  
Acompanhando a história de Jojo's Bizarre Adventure, vemos como Jotaro amadurece, tornando-se muito mais controlado e maduro. Outro ponto com o qual me identifico muito é que ele parece ser mais racional do que emocional. E, claro, isto em certos momentos pode revelar-se uma máscara.
Não tenho filhos, mas assim como Jotaro, sinto já ter um forte instinto paternal. Mesmo consciente de que não tinha a mínima chance de vencer a habilidade Made in Heaven de Enrico Pucci, o principal antagonista da sexta parte do mangá, Jotaro se joga na frente do ataque do inimigo apenas porque queria proteger a sua filha Jolyne Kujo. E foi assim que nos despedirmos deste herói, morrendo pela pessoa a quem ele mais amou na vida.
Jotaro foi um homem que amou a sua filha, mesmo sem uma figura paterna que pudesse lhe servir de referência.
 
  

PERSONAGEM DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
HELLBOY

 
Pensaram que seria o doutor Stephen Strange, não é? Afinal, a imagem dele até abre esta postagem.
De fato "Doutor Estranho" foi o apelido que recebi nos meus primeiros dias atendendo na rede pública de saúde do meu Estado. Não que as pessoas que me deram esse apelido fossem conhecedoras de histórias em quadrinhos. Se fossem assim, seria um elogio.
Na verdade o apelido era mais pelo sentido pejorativo da expressão... Acho que já deu para vocês entenderem que não estavam querendo me elogiar.
 
Mas eu sou parecido com o Hellboy, um dos meus personagens favoritos de todas as HQ's.
Sempre gostei dos personagens menos badalados pela grande mídia, como o Demolidor, um puta personagem que não tem nenhuma fase ruim nos quadrinhos. E eu sempre fui um grande fã do "advogado cego atômico" Matt Murdock, diferente de muitos "fãs desde sempre" que na verdade só foram conhece-lo por causa daquela série da Netflix.
Também sempre preferi o Thor ao Hulk ou ao Homem de Ferro. Enfim...
 
Hellboy se destaca do resto dos super-heróis dos quadrinhos graças à sua personalidade: ele não é o que parece! Sua monstruosa aparência física esconde um grande coração e muita empatia em relação aos seres humanos. Sua força de vontade na luta contra o mal está na obstinação lendária e no desprezo pelo seu destino.
Atrás dessa fachada dura, com um senso particular de humor e a capacidade de rir de si mesmo, há um verdadeiro caçador de aventuras e um camarada em quem você pode confiar. As pessoas que me conhecem melhor podem me ver da mesma forma através desta cara carrancuda.
 
Já devem ter visto os filmes com o Ron Perlman, excelente no papel do herói. Eles são ótimos!

"Eu sei! Eu sou feio!" - Esta cena me faz lembrar a minha adolescência.

Adendo 3:

Criado por Mike Mignola, Hellboy é forte e durável, mas ele enfrentou alguns inimigos bastante poderosos, o que por sua vez resultou em algumas lutas muito sangrentas.
Mignola diz que baseou parte da personalidade do demônio super-herói em seu próprio pai, um trabalhador braçal propenso a feridas e com um senso de humor único. 

Hellboy é o típico personagem o qual posso dizer sem problemas que "tem a minha cara"!


 
PERSONAGEM DE FILME
ROCKY BALBOA


Quantas pessoas gostariam de ter uma chance na vida de mostrar o seu verdadeiro potencial e jamais conseguiram, somente porque a nossa sociedade e o nosso modo de viver raramente oferecem esta oportunidade?
A história de Rocky Balboa é verdadeiramente tocante! Um lutador de boxe amador recebendo a oportunidade da sua vida ao enfrentar o campeão mundial nos faz refletir sobre o tema e observar como uma pessoa comum pode se tornar um verdadeiro campeão na vida, independente de ter ou não fama perante a sociedade.

Admito ser muito prepotente da minha parte querer monopolizar a imagem de Rocky Balboa, uma vez que qualquer uma pessoa, independente da fase da vida em que esteja, pode se identificar com ele.
 
Motivação é a palavra. Assista qualquer filme sobre Rocky Balboa, e você certamente se sentirá motivado. Mas é claro que nada se compara ao primeiro filme. Aliás poucos filmes podem se comparar a Rocky, um lutador.
Consigo ver muito em tudo aquilo o que define Rocky em mim mesmo. O "garanhão italiano", como ele é chamado, é um homem batalhador, um homem em busca de felicidade.
Diferente de mim, ele é alguém com pouco recurso intelectual, como ele mesmo fala a sua amada Adrian. E ainda assim, mesmo sendo graduado e pós-graduado, também não encontro nesta nossa sociedade um caminho seguro para me tornar alguém grande.
Rocky é um ser puro, simples e direto, e é exatamente por isso que é tão difícil para ele viver em uma sociedade hipócrita e cheia de regras de comportamento como a nossa. A vida não é nada fácil para aqueles que desejam vive-la honestamente.
Há uma cena em particular que me tocou quando criança e que hoje me dói quando revejo o filme: Rocky aconselha uma jovem a não ficar até tarde vadiando na rua, e a garota rebate que ele "não é ninguém para lhe dizer o que ela deve fazer".
Sylvester Stallone é realmente muito talentoso, e ele prova isto com a composição deste icônico personagem. Ele foi o meu ator favorito do cinema brucutu dos anos 80. Para mim basta o simples fato dele ter sido o Rocky e o Rambo!
 
Adendo 4:
 
Seria difícil Rocky vencer o campeão mundial, mas a forma como é derrotado se torna uma vitória pessoal para ele e, consequentemente, para nós espectadores também. O seu grito por Adrian no final da luta mostra o quanto ela foi importante para que ele buscasse forças e alcançasse seu objetivo, numa das mais belas cenas do filme.
Extremamente carismático, simples e inocente, mas cheio de força e garra, assim é Rocky Balboa. Sua história ultrapassa a barreira do esporte e simboliza a luta de toda uma vida.
 
 
 
PERSONAGEM DE DESENHO ANIMADO
GRU

 
Caras, eu me acho muito parecido com o Gru!
Não, não sou um ex-vilão frustado. Embora você já deva estar pensando isso de um cara que se identifica com o Ikki. E também não tenho uma mãe escrota,  que faz bullying com o próprio filho. Muito pelo contrário, a minha mãe é uma senhorinha muito paciente com o seu filho porra-louca.

Mas Gru tem um gênio parecido com o meu!
 
Muito do que conhecemos sobre o Gru, devemos ao seu dublador original Steve Carell, "o virgem de 40 anos" (Perfeito para o Gru, não acham?), que criou o sotaque único do personagem - uma mistura de Ricardo Montalban e Bela Lugosi - , e ainda em pleno processo de dublagem deu nome a cada um dos seus Minions (Não conheço nenhum adulto que ao menos não sorria por causa deles).
Mas mesmo sendo polêmico afirmar, tenho um gosto particular pela dublagem brasileira com Leandro Hassum...
 
Gru e a franquia Meu Malvado Favorito significam muito para mim.
Ele é um grande personagem. Engraçado mesmo quando não tem a intenção de ser. Ele era um cara escroto, grosso, ranzinza, mas que no fundo é muito carente, sensível, e sofre com a falta de afeto.
Apesar de não ser fisicamente atraente, existem muitas meninas fãs da franquia que o amam simplesmente por ele ser muito engraçado e simpático, além dele se tornar um pai atencioso e muito protetor. E, sim, ele consegue aquilo que parecia impossível: desencalhar!
Gru é também um poço de testosterona e não sabe a força que tem. Como esquecer de que ele foi capaz de "matar" um grande tubarão branco com um único soco para salvar as suas filhas adotivas? Essa força sempre é revelada quando o que esta em jogo é a segurança da família que ele escolheu amar.
 
Eu amo todos os filmes. E embora tenha um carinho muito maior pelo primeiro filme, é emocionante também acompanhar o desenvolvimento que Gru tem nos longas seguintes. De um homem solitário e amargurado a uma pessoa adorável com um grande potencial para ser pai.

Adendo 5:

A Mensagem de Meu Malvado Favorito é sobre a importância de se criar laços e cultiva-los - afinal, chegará um momento na sua vida em que tudo aquilo que você terá serão apenas lembranças - , e que a sua família não precisa ser necessariamente aquela em que você nasceu. Ele centra a maior parte de sua trama em torno do assunto das famílias adotadas, certificando-se de colocar uma grande quantidade de foco na jornada de um homem e nas dificuldades que suas filhas enfrentaram.
A maioria das animações da Disney narram a luta de seus personagens para se reencontrarem com sua família. Sabíamos que em algum lugar eles tinham um pai e uma mãe que os amavam. E no final, a maioria dessas jornadas terminou com a reunificação de todos. Hércules, Rei Leão, Enrolados... e a lista continua.
Não quer dizer que essa seja uma mensagem ruim. Mas Meu Malvado Favorito... Não só as meninas desse filme se adaptaram à sua nova família, mas também a defenderam. Gru, este era o pai delas.


 
PERSONAGEM DE OBRA LITERÁRIA
EUGÊNIO FONTES


Olhai os lírios do campo é um dos mais famosos romances de Érico Veríssimo, publicado em 1938, ou seja, durante a Segunda Fase do Modernismo.
Li esta obra no início de minha adolescência, e me identifiquei completamente com a história do seu personagem principal, seus contatos sociais e seus dilemas interiores. A narrativa centra-se em seus conflitos e vicissitudes.
 
Eugênio Fontes, o protagonista da história deste livro, foi o personagem fictício com o qual mais me identifiquei desde sempre. Era um homem profundamente pessimista, infeliz e complexado. Um médico, filho de um alfaiate, teve uma infância e uma adolescência cheias de dificuldades. Sofria de um grande complexo de inferioridade por sua falta de beleza e dinheiro.
Eu sentia uma grande identificação e ligação com este personagem e sua luta para escapar da pobreza, o seu medo da miséria e principalmente da solidão.
À medida que ia crescendo, Eugênio nutria um misto de vergonha e repúdio a si mesmo, e sua motivação era "ser alguém", adquirir posição social e não ter que passar pelas humilhações que julgava ter passado na infância. Passa a viver uma vida de aparências e eternas contradições. Sua felicidade estava no entanto com seu verdadeiro amor e sua filha.
 
                                               
Esta é a minha música favorita.
E eu precisava postar isto agora.
 
A mensagem da história de Eugênio não poderia ser mais óbvia: O dinheiro não traz felicidade.
Sua ambição foi traçada a partir de uma vida difícil, que alimentava-o de amargor e determinação na busca de sua afirmação material.

Adendo 6:
 

Érico Veríssimo
(1905-1975)
 
O grande sucesso dessa dramática história de amor pode ser creditado à habilidade do autor de construir personalidades psicológicas complexas: ninguém é só bom nem só ruim na obra.
Érico Veríssimo foi um dos maiores escritores brasileiros, reconhecido internacionalmente. E existem muitas histórias interessantes ao seu respeito.
Conta-se que, certa vez, ele viajou até os Estados Unidos e, ao chegar em Nova Iorque, sentiu-se completamente "esterilizado" de sua criatividade para escrever. Logo após isto, ele pegou um segundo voo e chegou ao México, ficando completamente vislumbrado com aquele país e o povo mestiço, batalhador, guerreiro. Em outras palavras, Érico Veríssimo viu naquele povo o mesmo que via no Brasil. E foi esta a experiência que o inspirou a escrever um incrível conto chamado "México" de 1957.
 
 
Como escrevi no início, não comemoro aniversários. Não tive a intenção de que esta postagem fosse tão grandiosa quanto gostaria que fosse, e que chegasse a atrair tantos leitores. Mas, em uma data como esta, se hoje também for o seu dia, reflita e avalie se a cada ano evoluiu como ser humano.
Procure examinar as causas que impedem a sua felicidade neste dia. Se abra com sua família e amigos. Isto ajuda a viver melhor.

BÔNUS:
 
 
Existe um motivo para os Senhores do Tempo terem se transformado nos garotos-propaganda do blog:
 
                                             

Bom início de ano!
Inspirem-se!

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