sexta-feira, 3 de julho de 2015

ESTUPRO: O ETERNO TABU DAS OBRAS DE FICÇÃO


Demorei muito para escrever algo sobre o assunto. Foi quando lembrei da grande polêmica que foi causada pela publicação da capa da revista Batgirl na arte do brasileiro Rafael Albuquerque. A capa em questão foi cancelada e houve muitos protestos e acusações de que a DC Comics estaria glorificando a violência sexual contra a mulher.
Analisando a ilustração (que você pode ver no início desta postagem), podemos facilmente perceber que ela faz uma referência direta ao clássico A Piada Mortal, de Alan Moore.
Em A Piada Mortal, vemos o vilão Coringa invadir a casa da família Gordon, atirar em Barbara/Batgirl (condenando-a a uma cadeira de rodas), para então despi-la e tirar fotografias, e em seguida, utilizando de uma cruel tortura psicológica (que  incluiu o uso destas fotografias) tenta conduzir o Comissário Gordon, o pai da garota, à loucura dentro de um circo de aberrações.
Dependendo de como você escolhe interpretar a história e as fotografias, você poderia argumentar que Barbara também fora agredida sexualmente. Você pode acreditar quando Alan Moore afirmou que ele não estava tentando sugerir uma agressão sexual, mas a forma visual daquela violência abre espaço para muitas interpretações obscuras. Aquele ato poderia ser qualificado como abuso sexual.

"A Piada Mortal", de Alan Moore
Com isso em mente, a ilustração da capa da revista da Batgirl pode facilmente assumir um subtexto sexual indesejado. O Coringa está segurando Barbara contra sua vontade. Ele está acariciando seus lábios. Ela não pode lutar ou resistir. Ela está apenas presa, indefesa, e tão aterrorizada que pode apenas chorar. A posição da pistola do Coringa entre os seios da moça pode até mesmo ser interpretada como uma imagem fálica. Eu não vou nem dizer se eu concordo plenamente com esta leitura da capa porque isso não é importante. O ponto é que esses elementos estão lá e muitos leitores interpretaram a capa como sexual. A capa gera esse subtexto sexual de uma forma que provavelmente não se caracterizaria para quaisquer outros dois personagens do Universo DC.

"After Rafael Albuquerque"
Caso em questão, esta imagem acima feita por um fã, como forma de protesto contra a ilustração de Rafael Albuquerque, e esteve disponível na rede pouco tempo depois.
Foi concebida como uma forma de mostrar um herói masculino na mesma posição de impotência de Batgirl na polêmica capa. Mas eu acho que isso prova que a história entre a Batgirl e o Coringa é o que faz o desenho de Albuquerque inquietante. Não há nada de sexual sobre o relacionamento de Superman e Apocalipse. Os dois têm uma história de se espancarem até a morte, e é só isso. Assim, o efeito de ver o Apocalipse passar um batom na boca de um choroso Superman é mais bizarro ou cômico do que qualquer outra coisa. Pois é, o autor do desenho de protesto quis chocar para nos conscientizar sobre a "cultura do estupro", mas o máximo que conseguiu foi nos fazer dar umas boas gargalhadas.

A Piada Mortal é influente e também veio para redefinir a história da Batgirl. Trata-se de uma tragédia persistente a qual ela não consegue escapar, mesmo depois de sua recuperação e retorno ao dever. Nos anos seguintes, investiu-se pesadamente com Barbara e, acima de tudo, a revista tem sido uma metáfora sobre superação do trauma, e houve um esforço claro e concentrado para finalmente mover a Batgirl para longe da sombra de A Piada Mortal. Esta representação da heroína foi muito positiva e motivacional, e estimulou muitas jovens, que infelizmente passaram pelo mesmo drama, a se superarem. A nova identidade de Barbara Gordon, Oráculo, era uma verdadeira metáfora sobre superação, e infelizmente não a vemos mais em os Novos 52 e nesta "Era do mimimi".

Lembro que o crime do estupro era algo muito comum nos filmes dos anos de 1980. Se você é fã de Charles Bronson, pode muito bem saber do que estou falando. Claro que o estupro também poderia aparecer em alguns filmes como um recurso apelativo e estúpido, apenas servindo para mover a trama, dando uma motivação para o herói caçar alucinadamente o vilão.
Há muitos casos que ocorreram também nos quadrinhos. Alguns destes são tão subjetivos que muitos dos leitores podem jurar que não aconteceram.


Miss Marvel

O maior/pior caso de estupro foi sem dúvidas o da Miss Marvel.
Na minha opinião, uma verdadeira atrocidade. Uma das piores coisas já feitas pela Marvel Comics.
No fim dos anos de 1970, Carol Danvers, a Miss Marvel, tornara-se uma das principais personagens femininas da sua editora. E a dita história foi o que arruinou tudo isto.

Miss Marvel fica misteriosamente grávida e dá a luz a um bebê chamado Marcus que cresce instantaneamente. Depois é revelado que ele controlou a mente, "seduziu" a sua própria mãe, e a engravidou.
Basicamente Marcus era um viajante do tempo e voltou ao passado para engravidar a própria mãe. E após tudo isso eles foram ao espaço.
Para finalizar, quando Carol partiu com Marcus, os Vingadores mandaram lembranças e desejos de boa sorte ao novo casal. E Marcus até mesmo revela ao Homem de Ferro e ao Gavião Arqueiro que teve "ajuda" de um aparelho que controlava mentes para conseguir "uma mulher daquelas", e no fim todos riem e nenhum dos Vingadores acha a situação estranha! Como é possível que uma história tão obscura, com um roteiro desses, tenha sido aprovada e publicada?

Chris Claremont salvou Os Vingadores.

A história toda foi "concertada" quando Chris Claremont ajeitou a trama em Fabulosos X-Men, com direito a um belíssimo discurso de Carol para os Vingadores, confrontando-os por terem falhado com ela, e esperando que este erro ajudasse outras pessoas.
Eventualmente a Marvel, na tentativa de esconder isso, criou o ataque da Vampira a Miss Marvel para deixa-la em coma e longe da ira das feministas.
Imagino que estes dados podem ser um tanto chocantes para aqueles que foram conhecer a personagem Vampira por causa daquele desenho animado dos X-Men da década de 1990. E pensar que todo aquele lance da personagem ganhar os poderes da Miss Marvel (vôo, super-força, sentidos Kree) surgiu como um recurso para tirar Carol Danvers de cena.

Vampira, Fabulosos X-Men #236.
E isto nos leva agora a falar de um outro polêmico caso que foi o estupro da Vampira em Genosha.
Vampira, uma personagem cujos poderes a proíbem de tocar as pessoas, inesperadamente perde esses poderes e subitamente é estuprada na prisão. E mesmo que a Marvel sempre fale de forma subjetiva e alguns leitores contestem, no texto de Chris Claremont há claras evidências de que a tragédia tenha acontecido.

Estupro não é um assunto fácil. É algo que pode destruir a vida de uma pessoa, acontece muitas vezes na realidade, e assim não é surpreendente que apareça também na ficção.
Fushigi Yuugi, de Yuu Watase, foi um shojo mangá popular dos anos de 1990 e ele retratava várias tentativas de estupro a uma taxa de proporções infames.
A heroína desta história é Miaka, uma colegial de 15 anos, que é sugada para dentro de um mundo mágico contido dentro de um antigo livro chinês. E ela começa a viver a lenda escrita naquela história, transformando-se em "Susaku No Miko", a sacerdotisa do deus Suzaku, e encarregando-se de reunir os sete guerreiros celestiais, cujos destinos são proteger e ajudar a sacerdotisa de seu país. Com os guerreiros reunidos, ela pode invocar, através de uma cerimônia, o seu deus que poderá realizar os seus mais grandiosos desejos.

Miaka "Susaku No Miko" e Yui "Seiryu No Miko",
mangá Fushigi Yuugi.
As coisas ficam complicadas quando Yui, uma amiga de infância de Miaka, também é sugada pelo livro mágico e converte-se na sacerdotisa de Seiryu, o deus de um país vizinho inimigo. Este país é extremamente imperialista e, com seus próprios guerreiros celestiais, tem planos para impedir Miaka e seus companheiros.
Aqui é onde nós alcançamos o ponto problemático. Há uma série de maneiras de sabotar as tentativas do outro lado invocar seu deus e realizar os seus desejos. Uma destas maneiras seria livrar-se da sacerdotisa. Isso poderia significar apenas matá-la, e a série certamente emprega isto de várias formas, mas os vilões do mangá podem utilizar uma outra tática mais obscura. A sacerdotisa deve ser pura, ou seja, virgem, para realizar a cerimônia que convoca o seu respectivo deus. Portanto, muitos dos inimigos de Miaka vão tentar estuprá-la.

Muitos podem argumentar que em tempos de guerra o estupro é tristemente comum e se você adicionar o fator de que o estupro pode ser usado para impedir o seu inimigo de alcançar seus objetivos, faz sentido que ele seja utilizado em Fushigi Yuugi. Mas isso acaba sendo incrivelmente apelativo durante a série. E em quase todas essas tentativas, Miaka é a vítima. É tão ruim que um fã de Fushigi Yuugi pode tranquilamente questionar: "Quem nunca tentou estuprar Miaka?"
Na minha opinião, o número de tentativas de estupro na série sugere um problema. Começa a parecer ridículo, e como resultado qualquer discussão séria sobre agressão sexual dentro da história torna-se quase impossível. A forma como o enredo é trabalhado, a exploração real do problema da violência sexual e seus efeitos são nulas e o estupro funciona mais para criar um drama barato, assim como os filmes de terror que recorrem frequentemente a tragédia do assassinato em um enigmático banho de sangue.

Mas há momentos em que a série tenta tocar nesses efeitos. Quando Yui e Miaka acreditam ter sido estupradas, ambas parecem desenvolver transtorno de estresse pós-traumático, uma experiência que às vezes também afeta seu relacionamento com os outros. Mas as personagens parecem estar chateadas com isso apenas no momento, e logo se recuperam do trauma como se nada tivesse acontecido, isto é, até a próxima tentativa de estupro. Na verdade, os únicos momentos em que elas parecem sofrer um efeito é quando acreditam que o estupro tenha sido concluído. Caso contrário, a tentativa de estupro é posta de lado, desde que a relação sexual não tenha sido concluída.
Embora Fushigi Yuugi seja uma leitura leve, se as heroínas não são agredidas sexualmente, eu acredito que os escritores deveriam comprometer-se em aprofundar os efeitos do estupro através de um personagem que tenha sido vítima em vez de recuar no último momento. O grande problema com este enredo é que mais de uma vez parece ser sugerido que, enquanto a pessoa não tenha realmente sofrido a agressão, está tudo bem.
Ainda que tenha sido pouco explorado neste mangá, somos apresentados ao caso de Nakago.

O passado de Nakago.
O vilão da história Nakago, um dos sete guerreiros celestes de Seiryu, era extremamente cruel e frio, mas dotado de um forte carisma. Um personagem interessante, mas ele também chegou a tentar agredir Miaka sexualmente (Com poderes de fazer inveja a Jean Grey, ele poderia facilmente matar a heroína, mas preferiu tentar tirar a sua virgindade). Nakago só não concluiu o ato porque Miaka foi salva graças aos seus poderes de Miko e porque o vilão recuou ao se ver na sua própria inimiga.

Sim, no final da história descobrimos que Nakago fora estuprado, e o seu caso é ainda mais dramático, envolvendo pedofilia, pois quando isso ocorrera ele ainda era uma criança!
Após ver sua mãe ser estuprada e morta pelos soldados do seu país que exterminaram todo o seu clã, ele foi "adotado" pelo próprio imperador, que o transformou em um "brinquedo sexual". Nakago cresceu no palácio real e, sob a proteção do rei, tornou-se um soldado e líder do exército daquele país, mas secretamente arquitetou a sua vingança contra o homem que o molestara durante toda a sua infância e matara a sua família.

Nakago: "Você massacrou a minha tribo. Agora você vai sentir a
 agonia que infligiu."
Os efeitos daquele trauma eram bem visíveis em Nakago, a experiência mexeu com a sua personalidade. Além da crueldade e falta de escrúpulos, era incrivelmente sarcástico com todos, aliados ou inimigos ("Você me excita, quase tanto quanto uma mulher"), e era incapaz de amar, isto é, até que sua aliada Soi se sacrificou por ele na guerra.
Soi era uma guerreira celeste de Seiryu com poderes sobre o clima, foi uma ex-prostituta que tornou-se guerreira, tendo sido vendida para um bordel pelos próprios pais quando criança. Foi Nakago quem a tirou daquela vida de sofrimentos e por isso Soi apaixonou-se por seu salvador. Será que todos os vilões de Fushigi Yuugi foram prostitutas?

Já repararam como homens sendo estuprados quase sempre é encarado como uma piada? Tipo em filmes de comédia escrachada? Será que tal experiência não seria igualmente traumática para um homem? Onde fica a "igualdade de sexos" numa hora dessas? Se uma mulher acusa alguém de estuprá-la, ela certamente será ouvida e levada a sério, mas caso um homem se queixe de estupro, ele ouvirá simplesmente que "não foi homem o suficiente".

O Homem-Purpura e Jessica Jones
Voltando a ficção, existem alguns casos em que este tipo de violência foi utilizada para montar uma história, sem que este tema fosse o foco dela. Como foi o caso da Jessica Jones de Brian Bendis, também na Marvel.
Jessica é apresentada nesta história como uma ex-super-heroína que, embora fracassada, era também incrivelmente carismática. Durante toda a série é colocado um ar de mistério sobre o motivo pelo qual ela deixara de ser super-heroína, algo de terrível havia acontecido.
Então descobrimos que ela fora violentada pelo Homem-Purpura. Este, apesar de não ser um nome de peso dentro da ampla galeria de vilões da Marvel, é muito lembrado por ser um estuprador.
Mas o mais surpreendente nesta história foi que o Homem-Purpura jamais encostou em Jessica. Com seus poderes de controlar a vontade das pessoas, ele apenas fez com que a heroína o desejasse mais do que tudo na vida, e assim a torturava, obrigando-a a vê-lo transando com outras mulheres. Depois disso, ainda teve um rolo com o Homem-Purpura a controlando para matar o Demolidor, quando acabou fracassando. Jessica não teve seu corpo violado, mas sim a sua mente.

O outro caso relevante foi o estupro de Guts, na série de mangás de Berserk. Quando ainda era uma criança de apenas nove anos, vivendo com um grupo de mercenários, Guts foi violentado de várias formas, inclusive sexualmente. Ele foi vendido pelo pai adotivo que o odiava para uma noite de sexo com um notório pederasta de um outro exército.


Guts

O protagonista de Berserk era pequeno e fraco, e apesar daquela cena aparecer em apenas um quadrinho, foi o acontecimento que moldou o personagem. Guts odeia ser tocado, não confia nas pessoas, mesmo naquelas a quem salva, e não quer ter nenhum tipo de relação. Mas quem poderia pensar de outra forma, combatendo diariamente monstros e demônios que querem te matar e te foder em todos os sentidos?
Triste foi quando Guts finalmente fez um grupo de amigos em quem poderia confiar, mas o líder deles o traiu, permitindo que todos fossem mortos por um grupo de demônios e ainda violentou a mulher que ele amava na sua frente, o que fez as terríveis memórias de seu passado retornarem! A nova experiência traumática faz Guts tornar-se mais recluso e desconfiado.
Guts pode ser um dos caras mais machos de todos os animês e mangás e ainda um incrível espadachim e matador, mas continua traumatizado pela experiência. A profundidade da personalidade de Guts é uma das mais incríveis.

E finalmente chegamos ao caso de MW, mangá do final dos anos de 1970 de autoria de Osamu Tezuka, um drama psicológico de assassinato e guerra química. Os personagens principais, Garai e Michio Yuki, estão envolvidos em um relacionamento sexual de longo prazo que termina em drama e desgosto quando Yuki, infectado pelo gás venenoso MW, transforma-se em um assassino psicopata.


Na mesma noite em que aconteceu a liberação acidental do MW, Yuki, ainda criança, foi estuprado por Garai, quando se escondiam em uma caverna da Ilha Okino Mafune.

Yuki  e Sumiko, mangá MW.
O relacionamento dos dois é certamente tumultuado. Com um grave complexo de culpa, Garai torna-se um religioso como compensação por seus erros passados e deseja mais do que tudo salvar Yuki daquela vida de crimes horríveis. Garai é para Yuki, além de seu confidente, o seu amante. Existem casos registrados pela psicologia em que vítimas de abuso sexual se apaixonam por seus próprios agressores. Há por exemplo neste próprio mangá o episódio em que a jovem Sumiko apaixona-se por Garai, e Yuki, enlouquecido pelo ciúme, a viola. Mas a pobre moça, muito fraca e abalada mentalmente, com o tempo relevou desejo de casar-se com Yuki.

MW é um trabalho que examina a condição humana e a psicologia por trás daqueles que matam e as pessoas que as protegem. Também é uma violenta crítica ao servilismo do Japão aos EUA e a indústria bélica.




A dicotomia de bem e mal, são e insano, entre Garai e Yuki é evidente em MW. Incluído também está o conceito do inferno como este lugar de represálias. Yuki por exemplo é constantemente comparado ao demônio. Ele tornou-se um inimigo do governo, um bissexual sádico capaz de qualquer coisa para realizar seus objetivos, mesmo que isto inclua estuprar homens e mulheres. As noções sobre o inferno e vida após a morte no xintoísmo são semelhantes aquelas às quais os ocidentais estão acostumados, mas o inferno parece muito mais real e menos cerebral.
Garai fala constantemente de retribuição por seus pecados e pelos pecados de Yuki a partir de uma perspectiva japonesa, algo que você não vê frequentemente tão bem feito. O Dr. Tezuka fez claramente sua pesquisa sobre religiões.

O tormento de Garai.

No final, no entanto, as linhas entre estas duas forças em conflito, sejam elas quais forem, estão constantemente embaçadas. Embora os dois personagens sejam claramente dois lados da uma mesma moeda, a diferença entre eles torna-se mais turva na última metade da história quando Garai em vários momentos faz coisas questionavelmente morais a mando de Yuki. No raciocínio do próprio Garai, ele está apenas tentando salvar Yuki.

In Hell: "Não deixe que transformem você em algo que não é."
Estupro ainda é um tabu nas obras de ficção. Um crime hediondo, porém encarado por muitos como um ato extremamente horrível apenas quando entre um homem e uma mulher, e estranhamente sendo permitido e considerado tema para piadas quando entre pessoas do mesmo sexo. Com relação ao assunto há um pesadíssimo e violento filme In Hell, com Jean-Claude Van Damme, que retrata a assustadora realidade do estupro nos presídios. O homicídio muitas vezes também é usado nas histórias ficcionais de uma forma forçada e estúpida, e o estrupo quando usado do mesmo modo é ainda pior.

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