sábado, 13 de maio de 2017

COMO BATTLE OF GODS PODERIA TER SIDO (BOM) PARA ENCERRAR A FRANQUIA DRAGON BALL





Battle of Gods não é o pior filme já feito, nem mesmo é pior filme sobre DBZ. Não é pior do que Resurrection F, mas é o pior filme competente de DBZ. O que quero dizer é que todas as exigências para um bom filme de DBZ estão aqui, mas estão fora de ordem e com ênfase em lugares errados.
Na época em que o conhecemos, Bills ainda era suficientemente interessante, e uma nova ideia de personagem para a franquia, mas como vilão ele acabou tornando-se bem bunda. Super Saiyajin Deus (apenas quando surge neste filme, e não o festival colorido que tornou-se depois) foi uma ideia igualmente nova e interessante, mas foi executada de uma forma tão estupida que já não parece nem bom nem terrível, apenas tornou-se chato. Ao contrário dos filmes anteriores de DBZ feitos para a TV, que de uma certa forma expandiram o universo do animê e do mangá original, e ao contrário dos OVAs que trouxeram histórias mais descompromissadas, este filme tentou fazer os dois, e acabou falhando miseravelmente em ambos. 
O que ele realmente consegue é um Dragon Ball sem qualquer sensação de perigo ou tensão. Não porque o vilão seja realmente ruim - ele não é (ainda não era) - mas por causa de uma simples má escrita que nunca permite que o espectador sinta qualquer sensação real de medo, ou deixe os personagens mostrarem um verdadeiro sentido de luta.

Foda-se esse filme. Ele fez Dragon Ball chato.
E o pior: foi o responsável pelo surgimento do provável pior animê da atualidade, Dragon Ball Shit Super.


Samurai Jack de volta e no
Adult Swin. É assim que
se retorna dignamente!! 

DBS não é e nunca será uma continuação de DBZ. E sim um spin-off muito mal planejado. E muito pior do que DBGT. Ele conseguiu essa façanha!
Nos dias de hoje, parece ser uma tendência os estúdios que produzem desenhos animados revitalizarem séries antigas, contando apenas com o peso do nome e o apelo que as antigas franquias ainda possuem junto ao público, almejando apenas encher os seus bolsos de dinheiro. Resultado: com a revitalização, os clássicos já não divertem mais, eles deprimem.
E infelizmente, no caso de DBS, o pior aconteceu: ele funcionou. O animê está fazendo sucesso. E é claro que graças a isso a Toei continuará produzindo porcaria. Já que o público não vê defeitos e continuará a consumir o produto, eles vão continuar produzindo Atrocidades Animadas, com a garantia de ter grandes retornos financeiros.


Todo mundo quer tirar dinheiro do Goku, do Luffy e até do Toriko.
(Esse foi um dos piores filmes de Dragon Ball, nem os fanservises valeram)
 
Antes que me desvie demais do foco da postagem, vamos nos atentar agora para os erros e os acertos do filme Battle of Gods. E é claro, irei demonstrar como ele poderia ter servido como uma boa ideia para finalizar definitivamente a franquia.
 
Por que Battle of Gods está errado?
 
Os filmes e especiais, baseados em animês em exibição na TV sempre tomaram  muitas liberdades criativas. A cronologia é totalmente desconsiderada no caso da produção dos OVA's. Você encontra facilmente "n" erros cronológicos, por exemplo, no 8º OVA de DBZ, Dragon Ball Z: Burn Up!! A Close Fight - A Violent Fight - A Super Fierce Fight, a mais famosa animação para vídeo da franquia. Mas não há problema nenhum aqui ocorrerem tais erros. Afinal trata-se de um filler.
Mas tais erros em Battle of gods, uma animação que se apresenta como continuação da série original, é imperdoável.
Se já é um erro terrível terem adiantado em muitos anos o nascimento da Pan, a neta de Goku, pior ainda foi terem dado um novo inimigo para Goku tão superior a Majin Boo muito antes que ele começasse a treinar Ubuu (a reencarnação humana deste seu maior adversário).
 

Lições de Dragon Ball Z:
Nosso futuro repousa nas mãos da juventude.
Não tema passar a tocha para o seu pupilo.

Fico imaginando que belo retorno teríamos de Son Goku, acompanhado de seu inseparável discípulo Ubuu (quase tão poderoso quanto o seu mestre), ambos no planeta do Kaioh do Norte, diante de um novo e poderoso inimigo. E, com a personalidade que acredito que Ubuu teria, ele certamente não perdoaria aquele inimigo pela derrota sofrida por seu mestre, e o enfrentaria, sendo também vencido.
E como seria bom ver Pan se juntar aos outros guerreiros-Z...
 
Outro grande erro foi relacionar o passado de Bills a Vegeta.
Para quem entende como o universo Dragon Ball funciona, está totalmente errado fazer personagens como Vegeta e Freeza já terem conhecimento da existência de seres de tamanho poder.
 

Especial para TV Bardock (filme canônico): Zarbon está
preocupado pelos saiyajins estarem crescendo e se tornando muito
poderosos. O príncipe Vegeta, por exemplo, é mais forte do que
qualquer um que eles conhecem. Se eles se unirem, poderão ser
bastante problemáticos para o reinado de Freeza.
Dodoria acha que ele está sendo ridículo, mas
Freeza não acha as teorias de Zarbon paranoicas, mas realistas.
 
Aliás, Bills inimigo?
Inventaram a história de que foi Bills quem pediu para Freeza exterminar os saiyajins. Ou seja, esqueça a história do temor que Freeza tinha pelo poder do lendário Super Saiyajin. Ele estava só fazendo um favor.
E já que é assim, dói ver esse oba-oba que há entre Bills e os dois últimos sobreviventes do planeta Vegeta. Como Goku e Vegeta podem se tornar amigos daquele que foi diretamente responsável pelo genocídio de seu povo, e por hoje eles serem órfãos?
Eles poderiam fazer as pazes no fim do filme, mas se tornarem amigos, jamais!
 
A impressão que tenho de alguns apaixonados pela nova série é que o mais importante é, independente da qualidade, termos um novo Dragon Ball, e o Vegeta ter ficado em evidência. Hum. Só agora começo a entender porque o Toriyama não curtia muito ele.

Eu te pergunto: Vegeta precisava do tratamento que recebeu em DBS para ser melhor? Se sua resposta é sim, então me responda por que ele se tornou um personagem tão irritante e vazio?
Vegeta não precisava de nada do que ganhou após Battle of Gods! Nós sempre o amamos! Os anti-heróis são aquelas figuras míticas que admiramos por praticarem todos aqueles atos os quais nunca teríamos coragem de praticar! O Vegeta sempre foi o personagem mais fodão da série do jeito único pelo qual ele era retratado em DBZ!
 

Explosão do planeta Namek.
Se DBZ tivesse se encerrado aqui, poderia ter se tornado
um clássico ainda mais épico do que aquele que se tornou!
 
A história de Dragon Ball sempre seguiu uma cronologia e um roteiro que foi estabelecido desde o início de Z: um vilão aparece, os guerreiros-Z tentam o seu melhor para vencer, mas o vilão é muito forte, eles continuam lutando, alguém recebe um novo poder que é inexplicavelmente mais forte que o do vilão, e nosso herói ganha.

Mesmo um fã precisa admitir que DBZ foi mal planejado, graças a pressão para que a série se prolongasse mais do que deveria.
Até a saga de Freeza, a série ainda tinha a mesma proposta para a qual foi planejada desde o começo: A busca pelas Esferas do Dragão. Mas depois de Freeza, as Dragon Balls deixaram de ser o foco da história, e a série passou a priorizar combates entre seres tirânicos capazes de destruir o universo. A partir daqui, a impressão que temos é que a série deveria passar a chamar-se "Goku".

Este seguimento trouxe perguntas aos produtores do novo filme.  Quem poderia ser uma ameaça grande o suficiente para Goku? Alguém que poderia superar a ameaça que Majin Boo representava para o universo?


Mangá Neko Majin Z: Goku, Ubuu, Chichi, Pan, Rei 
Cutelo e Goten (adolescente).
O elenco que deveria estar presente em Battle of Gods.
Afinal não teremos um adversário superior a Majin Boo?

Com a introdução de Battle of Gods, veio a nova potência conhecida como Bills, o Destruidor, uma divindade que faz (deveria fazer) Majin Boo parecer manso em comparação.
Com o toque de um único dedo, Bills poderia obliterar um planeta na velocidade de um pensamento. Battle of Gods provou ser um sucesso. Mas trouxe uma questão: Dragon Ball deve continuar?

A Toei viu a sua chance de lucrar com a sempre duradoura popularidade da série e decidiu lançar aquela famigerada sequência. E agora temos DBS que tem sido um verdadeiro tormento.

Demonstrarei agora como Battle of Gods poderia ter sido muito bom como um filme único para finalizar a franquia, com todos os concertos na cronologia que já citei acima incluídos no longa, logicamente.
 

Neko Majin Z tem mais cara de
continuação de DBZ do que DBS!
 
Super Saiyan Deus

Estamos todos familiarizados com as formas anteriores do Super Saiyajin, mas quando Battle of Gods foi anunciado, surgiram teorias sobre se haveria ou não uma nova forma (Coisa totalmente desnecessária). E se houvesse, como seria? Seria algo completamente diferente?

Bem, na essência, o que tivemos foi uma recolour no cabelo de Goku. A recepção foi 8/80. Alguns amaram, outros odiaram. No meu caso, achei interessante porque não gosto nada do visual do Super Saiyajin 4 (DBGT), simplesmente porque não faz sentido. O poder dos saiyajins (macacos alienígenas) é inspirado na Evolução, então é incongruente Goku voltar a ser um macaco, se ele está aumentando o seu poder.
O grande problema veio com a sequência do filme. Agora surgiram novas cores (o que rendeu muitas piadas, tema para aquelas viadagens dos geniais Cartoon Holligans), e qualquer um pode virar deus só com treinamento. Fala sério, o Vegeta que passou a série original se acabando de treinar, mas nunca superou Goku e tão pouco o Gohan, agora é deus (para o delírio de seus insuportáveis fãs).
 

Super Saiyajin Deus
 
Independentemente de seus sentimentos pelo Super Saiyan Deus (o original), ele tornou Battle of Gods único. Era um poder além de qualquer uma das formas anteriores e permitiu que Goku lutasse de igual para igual com Bills, algo que ele não poderia fazer mesmo em Super Saiyajin 3. O Super Saiyajin Deus introduziu aos fãs um novo nível de poder, com uma curiosa história de seu nascimento ligada ao passado dos saiyajins no planeta Vegeta, e esse aspecto fez a transformação única.

O Super Saiyajin Azul não tem só um nome ridículo, ele é péssimo no visual, e odeio o fato de Vegeta ter se transformado nele. Agora qualquer um pode ser deus, é só fazer uma academia, puxar um ferro e pronto (Se na vida real fosse assim, eu já deveria ter me transformado no Anthony Hopkins). O Super Saiyajin Deus era interessante porque era um poder único para ser usado por apenas um personagem (no caso Goku) e apenas para aquela ocasião. Mas agora ser um deus não parece grande coisa. Daqui a pouco veremos Goku virando deus para jogar baseball. Por que estou com a impressão de que isso já aconteceu?

Se o Battle of Gods tivesse sido um filme único, Super Saiyajin Deus teria sido muito melhor. Ele teria fornecido o auge dos poderes Saiyajin, algo único, apenas para Goku, o personagem que assistimos crescer de uma criança para o homem que ele é hoje.
 
 
Super está arruinando os personagens:
 
Nunca escondi a ojeriza que tenho para com a série animada DBS (Por isso você deve notar que falo dela, mas não há nenhuma screen da série na postagem). DBGT era péssimo, mas durou "apenas" 64 episódios, e embora tenha transformado tudo o que era Dragon Ball em um circo de horrores, descaracterizado personagens, e arruinado a mitologia da série, assumiu a sua tosqueira, e desde o início autodenomina-se um filler descompromissado. DBS por outro lado, precisou de muito menos do que 64 episódios para acabar com a franquia (e ainda querem que isso seja canônico). É muito bom que a Rede Brasil esteja transmitindo DBZ para que a molecada que hoje assiste Super pela internet veja como essa nova geração destruiu a série.

Na última vez que critiquei a série DBS, fui claro ao dizer que não a acompanhava. Animação transvestida de continuação do clássico DBZ, na verdade está mais para um spin-off do maior mau gosto possível, facilmente confundido com uma fanfic ruim. Isto sim é DBS para mim.

Dragon Ball Super. "Super" o quê?

Mas fiz o sacrifício de ver alguns episódios mais atuais para fundamentar melhor as minhas críticas. Mais especificamente acompanhei a parte que tantas pessoas comentavam com tanta empolgação na internet na época de seu lançamento, a tal saga de Zamasu. A saga que prometia ser a mais cerebral, a mais cheia de ação, e finalmente apresentaria um vilão diferente, mais filosófico e com ideais e objetivos mais complexos que justificam a sua forma de agir. Foi uma tortura! Quem acredita no amadurecimento da série, não percebe que tudo não passou de uma desculpa esfarrapada para os personagens lutarem. Só isso. Não há diferença deste vilão para qualquer um outro troglodita que já tenha aparecido na série. Ele só tem um discurso "bonito" (embora vazio).  Zamasu é um dos piores vilões que já vi em um animê.

Enfim, DBS é MUITO RUIM. A história não presta, a animação é péssima, o traço é mal feito, os personagens são terrivelmente descaracterizados, e os níveis de poder não fazem o menor sentido - Estão agora justificando o uso de "estratégia" em lutas para trazer personagens mais fracos de volta, mas isso vai contra tudo o que foi DB e DBZ. É como, por exemplo, você estar armado com um revólver, enfrentando em um campo aberto um inimigo armado com um tanque blindado. Mas você vai vencer esse inimigo porque é mais esperto e tem estratégias (WTF?!)... Do que adianta ter estratégia para vencer se você sequer poderá mover esse inimigo?


Zamasu e seu "parceiro" Goku Black.
Se você assistiu esse filme (Futurama:
Bender’s Big Score), entendeu a piada.

Para destruir a humanidade, Zamasu matou um Kaioh Shin,
roubou um anel do tempo, trocou o seu corpo com o de Goku
com as Super Esferas do Dragão e alterou as linhas temporais.

Majin Boo só precisou levantar a mão...

Quando Battle of Gods foi anunciado, houve um hype inegável no fandom Dragon Ball. Apesar da série ter terminado bem mais de uma década atrás, Dragon Ball ainda permaneceu uma parte fundamental do cenário dos animês.
Uma das maiores queixas que eu vejo regularmente sobre Super e qualquer coisa depois de Battle of Gods é que muitos dos personagens que crescemos acompanhando estão sendo arruinados pela nova série (não é opinião apenas minha). Isso está muito mais claro no caso do protagonista principal da série, o próprio Goku.

Se você fosse voltar aos primeiros dias de Goku (estamos falando de qualquer coisa desde o 22º Torneio Mundial de Artes Marciais até a saga Freeza), ele poderia ser considerado inteligente. De seu pensamento rápido durante sua luta contra Piccolo Jr. para seus movimentos engenhosos contra Freeza, Goku pode ter sido ingênuo às vezes, mas ele era maduro quando importava. E isso era o mais cativante dele.
 
 
No entanto, o tratamento que ele tem recebido em Super até agora tem sido perturbador, para dizer o mínimo. Ver um personagem, uma vez brilhante, sendo reduzido a um completo imbecil cujo único objetivo é lutar, independentemente de quem é ferido, não é apenas desanimador, é um pouco insultante. (Recentemente ele vendeu todo o nosso universo só porque tava a fim de mais umas lutas)

Agora alguns de vocês podem dizer que é assim que Toriyama pretendia que Goku fosse, que era assim que ele era retratado no mangá. Mas a menos que eu estive lendo uma versão completamente diferente de Dragon Ball do que o resto de vocês, eu não me lembro do Goku sendo TÃO estúpido.
 
Recentemente Akira Toriyama disse que não gostou do tratamento que a versão animada de DBZ deu a Goku, tornando-o um tipo de herói justo, coisa que ele nunca foi. E, claro, os defensores fervorosos de Super bateram palmas para essa merda que o mangaká (cada vez mais contraditório) falou para defender esse lixo que é a versão DBS de Goku.

Certo, então Goku é um babaca que só pensa em se divertir e que se foda o mundo se o que está em jogo são os seus objetivos egoístas!
Mais uma vez, quem concorda com isso, leu um mangá e assistiu um animê (que é essencialmente a mesma coisa que o mangá) diferente do que eu li e assisti.

Para justificar essa nova versão de Goku, eu devo então esquecer da surra que ele deu no Nappa, para vingar seus amigos assassinados.


Esse golpe...
foi pelo pequeno Chiaotzu!
 
Devo esquecer de Goku deixando para trás o ódio que sentia por Vegeta. Tomando as dores do seu rival, e o amparando em seus últimos momentos de vida, implorando que um pouco do orgulho do príncipe saiyajin passasse para ele, para que assim pudesse honrar o seu povo e se vingar de Freeza, por este ter humilhado e escravizado a todos eles.



Devo esquecer o desespero dele para vencer o Freeza. O desespero que Goku sentiu perante a ameaça que Freeza representava para a sua família e amigos.
E foi essa vontade de salvar o universo que o moveu durante toda esta bela Space Opera que foi a saga de Freeza. Esta era a maior força de Goku.


"Goku Raiz"
até a trilha sonora era épica...

Muitos dos defensores das palavras contraditórias de Toriyama defendendo o estrago que a Toei faz ao seu mais icônico personagem, afirmam que o ato de Goku sempre poupar a vida do seu inimigo, por pior que ele seja, era irresponsabilidade. Mas a verdade clara, no animê/mangá, é que Goku sempre foi misericordioso porque acreditava que toda a vida era valiosa, e deveria ser preservada. A pureza no seu coração acabou levando alguns de seus rivais, outrora inimigos, para o caminho da bondade (caso de Piccolo, Vegeta e Tenshinhan).

Devo então esquecer também que Goku traiu estes seus princípios de nunca matar um adversário, e ordenou que Gohan matasse Cell para que a Terra fosse salva.


E aliás foi o próprio Goku quem se sacrificou para impedir que Cell destruísse a Terra.

 
Devo esquecer do que ele disse a Vegeta antes da última luta contra Majin Boo...
Goku confessou que sentia que seu momento de partir para o outro mundo havia chegado. Ele não poderia mais proteger a Terra, porque afinal sequer estava vivo. Ele deixaria que a nova geração lutasse em seu lugar. Mas agora não era apenas a Terra que estava em perigo, mas sim TODO o universo.



 Curiosidade: Acredito que Toriyama correu tanto com o mangá nas sagas
Cell e Boo que este tornou-se apenas um guia para a série animada.
Por isso, considero o animê muito mais que o mangá nestas partes.
 
Majin Boo Universe Buster? Eu acredito!
O animê colocou na prática a interpretação de
uma leitura do próprio mangá original.
Faz todo o sentido Boo ter esta habilidade "adormecida".
(Vegetto confirmou no animê)
 
Os roteiristas de DBS não entendem o que é Dragon Ball. Acho que a essa altura do campeonato não preciso explicar o que é Flanderização. É isso o que DBS faz com os personagens. Os personagens que tinham tantas facetas, agora são reduzidos a um único traço de sua personalidade.
Chichi em DBZ sempre foi uma mãe severa, mas em Super ela chega ao ponto de sequestrar a sua própria neta simplesmente porque está insistente de que Pan nunca venha a se tornar uma artista marcial. Agora compare tal atitude com a Chichi que conhecemos em DBZ. Lembrem-se, foi ela quem treinou o seu segundo filho Goten.
O Goku de Dragon Ball Z Abridged (Este sim respeita DBZ, e olha que é uma paródia zoada) é um gênio perto deste Goku de Super. Em DBS ele exibe uma fixação infantil na luta, desafia qualquer um, e nunca parece considerar se é apropriado ou quais as consequências que as suas ações possam gerar. Uma boa parte do fandom já o culpa pelos acontecimentos da saga de Zamasu. E sério, eu sentia vontade de dar um tiro na cara desse Goku de DBS toda vez que ele aparecia na tela (E do jeito que ele está nerfado hoje, acho que até eu o mataria).

Odeio romance em animês de porrada, mas confesso que
adorava o relacionamento do Goku com a Chichi.
Eles viviam brigando e Chichi parecia não ligar para Goku.
(E eles eram honestamente engraçados)
Chichi só se importava com a segurança de seu filho.
Por isso Yajirobe uma vez disse: "Ei, cuida do seu marido!!"
Com o tempo Chichi fica mais compreensiva.
E Goku também parecia querer se esforçar para compreendê-la.
Na saga Cell compreendemos como os dois de fato se gostavam muito.
E isso foi mais profundo do que muito mangá shoujo por aí.
 
Outro personagem que sinto que foi arruinado depois de Battle of Gods é Bills. Sem dúvida esta afirmação vai causar algum debate, mas pense nisso: Bills foi apresentado a nós como um ser todo-poderoso. Ele foi intimidador e parecia imbatível. É uma das principais razões pelas quais os fãs gostaram tanto dele. No entanto, Super tem feito parecer como se ele fosse realmente um deus destruidor preguiçoso, que só pensa em comer, e ainda é covarde. É só aparecer alguém superior em poder (agora já há muitos), ou com uma posição mais elevada na hierarquia cósmica que Bills simplesmente se caga de medo. É patética a sua postura diante de Zeno (A entidade cósmica mais ridícula que já vi numa obra de ficção).

Não mudo minha opinião. Bills e Wiss tornaram-se os personagens mais irritantes e infantilóides que já vi em um animê. 
 
Em Battle of Gods, Goku finalmente encontrou um adversário que ele não poderia vencer. Agora antes que você corra para os comentários para dizer "MAS E O CELL?!", ouça-me.

Durante Cell Games, Goku não estava preocupado em tudo. E no dia do torneio, ele voluntariamente perdeu a partida, sabendo muito bem o que estava esperando por Cell depois daquilo.


O comportamento calmo de Goku foi revelado mais tarde em sua arma secreta: Gohan. Ele tinha visto vislumbres do potencial de seu filho e sabia que ele e somente ele poderia derrotar o terrível Cell. Goku colocou toda a sua fé em Gohan e, embora parecesse uma decisão precipitada e francamente egoísta em primeiro lugar, inevitavelmente valeu a pena, com Gohan provando a sua superioridade e força.
 

Momento exclusivo do animê na saga Cell, e um dos mais 
emocionantes por sinal. Talvez depois de Freeza, Toriyama
 só se importou em fornecer material para o animê,
o qual seria o final definitivo de sua escrita.
 
Em Battle of Gods, Goku não teve nenhuma segunda opção. Gohan e os outros tinham sido duramente derrotados (facilmente, lembre-se você) por Bills e a única esperança que restava era o Ritual do Deus. Ver Goku se transformar foi inspirador para dizer o mínimo. Nós tínhamos visto esse personagem treinar toda a sua vida para alcançar novos níveis, e ele finalmente atingiu o pináculo do poder Saiyajin.

Mas desta vez foi diferente.

Nós estávamos acostumados com o mesmo tipo de complô, na medida em que o lutador principal (geralmente Goku) ficava dominado pelo vilão e, para ganhar, precisava conseguir uma nova forma ou poder. Mas Battle of Gods nos forneceu algo novo. Desta vez, apesar de alcançar essa transformação incrível, Goku não conseguiu vencer Bills. Por mais que tentasse, o Deus da Destruição se provou demais para um Super Saiyajin - e foi por isso que Goku desistiu.
 
 
Na minha opinião, este é um de seus momentos mais humilhantes. Nunca antes, com tanta coisa em jogo e nenhuma outra opção, Goku havia desistido. Como um saiyajin, seu desejo de ser o melhor poderia possivelmente dirigir Goku a continuar lutando, mesmo se fosse inteiramente impossível alcançar a vitória. Mas Bills era algo diferente, ele era um personagem que Goku abertamente e orgulhosamente admitiu que não podia bater. Ouvir isso de um personagem que normalmente nunca admitiria a derrota se soubesse que havia tanta coisa em jogo foi tão cativante quanto chocante.

Battle of Gods terminou o desejo de Goku de se tornar o mais
poderoso, levando-o à compreensão de que há coisas mais importantes na vida do que ser o mais forte - sua família e amigos.

Honestamente, esse foi um momento de desenvolvimento do personagem aos meus olhos,
e eu acho que teria sido o final perfeito para a história de Goku.
 
 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

MINHA OPINIÃO SOBRE "OS 12 CAVALEIROS DE OURO MAIS FORTES, SEGUNDO O TAIZEN"

 
Durante anos, muitas teorias foram levantadas sobre o verdadeiro poder dos Cavaleiros de Ouro e sobre qual deles seria o mais forte. O mangaká Masami Kurumada, autor de Saint Seiya, nunca nos deu uma resposta para esta pergunta, afirmando sempre que todos eles são igualmente fortes. Mas durante a série, muitas vezes essa afirmação foi colocada em dúvida.
Todas as contradições presentes em Saint Seiya levam a muitas discussões calorosas na internet sobre este tema, principalmente entre os seus fãs mais exaltados. Existem aqueles fãs que defendem o cavaleiro de sua preferência como sendo o mais forte, e ainda há o caso mais polêmico "Saga de Gêmeos versus Shaka de Virgem", devido ao quão devastadoras podem ser as técnicas destes dois personagens.

Em agosto de 2001 foi publicado o Taizen (link), uma enciclopédia sobre Saint Seiya, onde se detalha a história do mangá original, seus personagens, suas técnicas e o poder de cada personagem. Sendo o que mais chamou a atenção dos fãs da série a parte que fala sobre os Cavaleiros de Ouro, onde finalmente temos um tipo de escala de poder de 1 a 5 nas seguintes categorias: Técnicas de Punho, Técnicas de Chute, Atributos de Armadura ou Assessórios, Espírito ou Força Cósmica, e Projeção de Golpes a Distância.


Masami Kurumada e a sua obra.

Kurumada afirmou que esta escala só poderia ser usada para definir o espírito e a habilidade de combate de cada dourado, não podendo ser usada para definir qual derrotaria o outro. E ele tem razão porque, por exemplo, um guerreiro com 5/5 na categoria Técnica de Punho, caso tenha apenas 1/5 na categoria Projeção de Golpes a Distância, teria desvantagem ao enfrentar outro guerreiro com 2/5 em Técnicas de Punho, caso este tenha por exemplo 4/5 em Projeção de Golpes a Distância. O primeiro sequer poderia tocar o segundo. Além disso, um guerreiro totalmente físico em combate, teria grandes problemas contra um oponente com um estilo de combate essencialmente mental.  E há vários casos na série onde um cavaleiro supera completamente o outro, o que contradiz aquilo que é dito por Kurumada sobre todos estarem balanceados em poder.

Resolvi então expor a lista definida pelo Taizen sobre os Cavaleiros de Ouro na ordem do "Menos" para o "Mais" poderoso, ou seja, não é uma ideia minha (mesmo porque não concordo com ela), mas sim o que o Taizen está dizendo quando analisamos os seus gráficos.
Também decidi usar apenas dados oficiais. Isto significa que uso só aquilo que é confirmado por Kurumada. Então nada relacionado a fillers ou spin-offs será válido. Mas posso citar alguns destes só para fins de curiosidades.

Então agora segue o top dos 12 Cavaleiros de Ouro mais poderosos segundo o Taizen. Escrevo o que é dito no Taizen, e a seguir dou minha opinião sobre a polêmica (E é muito polêmico mesmo!), e ainda tento refutar e chegar a uma conclusão final.

 

 
 
12º Lugar
Aioria de Leão

Como podem ver, Aioria é um personagem cuja potência de seus golpes depende mais da força de seus punhos do que da intensidade de sua energia cósmica. Porém seus ataques não tem um grande alcance. E é preciso enfatizar também que seus chutes carecem de mais da metade do poder total da escala do Taizen, já que seus golpes estão mais concentrados em seus braços.
Tudo isso faz de Aioria o cavaleiro dourado menos completo de todos (?!), razão pela qual ele aparece no 12º posto deste TOP. Mas isto poderia ser explicado por sua pouca idade, e por ter menos experiência do que os seus companheiros.


 
Sobre Aioria de Leão:

Sim! Eu avisei que o Taizen era polêmico!
Um cavaleiro com a potência absurda de Aioria é o mais incompleto cavaleiro de ouro. A justificativa seria a sua idade, Aioria é o mais jovem dos dourados. Embora a maioria deles tenham a mesma idade nas fichas do Taizen (Obras não-canônicas como o Episódio G destacam a suposta pouca idade de Aioria).
Não há como concordar com esta posição. O cavaleiro de Leão tem um dos ataques mais apelões dos dourados, capaz de disparar 100.000.000 de socos por segundo!
Além disso, é preciso destacar a sua personalidade. Aioria é o mais impetuoso e impulsivo dos Cavaleiros de Ouro, o que o faz bastante parecido com Seiya de Pégaso, o principal protagonista de Saint Seiya. E estes são os traços de personalidade de todos aqueles personagens que são capazes de superar desafios aparentemente impossíveis, com feitos inacreditáveis.
Portanto, Aioria poderia ter potencial para tornar-se o mais poderoso Cavaleiro de Ouro.

É um pouco difícil definir o papel de Aioria. O elemento mais destacado é a ilusão demoníaca do Grande Mestre, que ele sofre ao enfrentar Shaka de Virgem. Mas ele já foi vítima de uma outra classe de ilusão, simbólica, desde quando acreditou na mentira do Grande Mestre a respeito da traição de seu irmão Aiolos de Sagitário.
E é mais uma vez vítima de uma ilusão quando Saga, Shura e Camus matam Shaka, e ele e os outros dourados creem na traição dos ressuscitados.


 
 

11º Lugar
Aldebaran de Touro

Neste posto encontramos o cavaleiro dourado mais forte fisicamente falando. E é claro que estou falando de Aldebaran de Touro, o representante brasileiro do exército de Athena.
Aldebaran é um cavaleiro muito veloz, apesar de seu grande tamanho, alcançando a velocidade da luz igual a seus companheiros. Apresenta um estilo de luta físico, como Aioria, mas o poder e o alcance de seus golpes estão em uma escala maior. E, como o cavaleiro de Leão, seus ataques concentram-se muito mais em seus punhos do que em seus pés.


 
Sobre Aldebaran de Touro:
 
Aldebaran é um dos Cavaleiros de Ouro menos valorizados pelos fãs, e o mesmo parece ser observado no Taizen, o qual lhe atribui o 11º posto.
Um dos primeiros clichês dos mangás shonen: o primeiro adversário de uma elite de guerreiros é sempre um gigante, e ele sempre será o primeiro a cair, todas as vezes.
Acho injusta esta desvalorização do cavaleiro de Touro. Aldebaran é sim poderoso. Aliás, na batalha das 12 Casas, ele sequer lutou para valer. Mu de Áries mesmo fala que, se Aldebaran realmente quisesse, teria acabado facilmente com os quatro Cavaleiros de Bronze.
Seiya teve muita sorte do seu primeiro adversário ser o cara mais sangue-bom de todo o Santuário.

A função de Aldebaran na história do mangá é anunciar os perigos e ajudar a preveni-los. Na batalha do Santuário, ele demonstra aos Cavaleiros de Bronze o poder dos dourados (o perigo) e a maneira de alcançar o 7º sentido para supera-los (a prevenção).
É o único dourado a enfrentar um Marina na saga de Poseidon, o general Sorento de Sirene, para o qual acabou sendo derrotado, o que não é vergonha nenhuma (Sorento de Sirene poderia derrotar qualquer outro dourado, porque ele é o personagem mais apelão de todo o mangá).
Aldebaran de Touro apresenta e anuncia um perigo. Na saga de Hades, o mesmo acontece, quando enfrenta o Espectro Niobe de Deep, ainda quando acreditávamos que apenas os Cavaleiros de Ouro ressuscitados atacavam o Santuário. E essa luta ensinou a Mu de Áries a maneira de superar esse Espectro. Dentro do roteiro do mangá de Kurumada então a sua função não é necessariamente combater, mas servir de alarme (prevenir e assegurar).

Aldebaran mostra que os Cavaleiros de Ouro podem duvidar da sua causa. O Touro assume o seu erro, por isso não intentou matar Seiya deliberadamente, mas não se deixa vencer facilmente para fazer o cavaleiro de Pégaso passar por uma prova de força, forçando-o a supera-lo e o guia para alcançar o 7º sentido.




 
10º Lugar
Máscara da Morte de Câncer

Apesar de não ser valorizado por muitos, o sempre polêmico Máscara da Morte de Câncer está acima de Aldebaran de Touro, por ter seus golpes e técnicas melhores distribuídos em matéria de poder.
E o cavaleiro de Câncer tem um maior poder cósmico, o que pode ser decisivo em qualquer combate.


 
Sobre Máscara da Morte de Câncer:

Tal como Aldebaran, Máscara da Morte de Câncer é um dos dourados menos valorizados pelos fãs, e também não ocupa uma das melhores posições no Taizen.
Máscara da Morte é muito poderoso. Tem um dos golpes mais apelões dos 12. Ele pode arrancar a alma de seu oponente e manda-lo direto para a entrada do inferno. Ele pode transitar de corpo e alma livremente pelo mundo dos mortos. Pode escutar as orações dos vivos, mesmo próximo do inferno. E, com um pensamento, ainda jogou uma pessoa dentro de uma cachoeira da China (quando ela rezava perto daquela queda d'água), sendo que Máscara da Morte estava lutando no inferno.
Como ainda podem dizer que Máscara da Morte é fraco?

Máscara da Morte é um dos Cavaleiros de Ouro mais poderosos de todos (na minha humilde opinião) e deveria sim ser mais valorizado. Com Shiryu de Dragão, ele tem a rivalidade mais fodona e memorável do mangá.
Mas existe algo no mínimo bizarro (para não dizer hilário) com relação aos poderes inquestionavelmente fodônicos do cavaleiro de Câncer:

Máscara da Morte: "Posso arrancar sua alma com um dedo, manda-lo direto pro inferno, e depois é só cortar a cabeça do seu cadáver indefeso."

Eu: "E por que você não faz isso, Máscara da Morte?"

Máscara da Morte: "Porque o roteiro me proíbe..."

Ele é o ódio em seu estado puro. É o mau da história. Mais do que Saga e mesmo Hades! Máscara da Morte é o único que se vangloria de suas vítimas (que incluem crianças!). O porquê não tem importância na realidade. Não pode vencer porque age sem um objetivo. Não é Shiryu quem o derrota, mas o amor que Shunrei tem pelo Dragão. Temos aqui um combate entre o amor e o ódio (mensagem mais Kurumadoriana, impossível!). Máscara da Morte representa o ódio vencido pelo amor. Assim, quando volta a vida na saga de Hades, não é mais maléfico, perdendo a sua função, sem ganhar uma nova, morrendo imediatamente.
Se Máscara da Morte é verdadeiramente mau, e sempre tem sido mau, como pode converter-se em cavaleiro? E, se Máscara da Morte era originalmente bom e tornou-se mau, por qual razão? Ficou desacreditado da vida, traumatizado por seus combates...?
Seja o que for, no primeiro caso seria um personagem de quem não há muito do que esperar. E, no segundo, seria como Saga: um personagem que nos mostra que o bem pode sempre ser corrompido pelo mal e/ou pelo poder. Dado que precisamente não se sabe nada de seu passado e que não se vê mais do que uma única faceta do personagem, está bem claro que é narrativamente apenas "o mau"... Máscara da Morte: por que é mau? Porque sim! Isso resume a função do personagem.
Para aqueles que questionam o fato de alguém como Máscara da Morte ser um cavaleiro de ouro, é preciso lembrar que há vários outros sujeitos malévolos admitidos no exército de Athena. O que nos leva a suspeitar dos verdadeiros desígnios da deusa por dispor de muitos cavaleiros que matam à sangue frio (Kanon, Saga, Afrodite, Algol...).

Para Máscara da Morte, um monstro assassino sem escrúpulos, sua derrota frente a Shiryu rendeu muitos aprendizados. Se não mudar o seu comportamento, sua armadura de ouro não o aceitará mais.
Na saga de Hades, regressa com uma nova fé em Athena, pois ela havia provado ser mais forte do que Saga, demonstrando assim o seu vínculo a causa, passando por um renegado para salva-la. Inclusive veste sua armadura novamente ante o Muro das Lamentações, merecendo ser reconhecido de novo como um cavaleiro de ouro e figurar nas lendas do Santuário, com o mesmo título de seus camaradas dourados. Máscara da Morte recupera o respeito que havia perdido mudando de comportamento.
 

 
  

9º Lugar
Camus de Aquário

Nesta posição temos o mais complexo cavaleiro de ouro, Camus de Aquário, mestre do igualmente complexo Hyoga de Cisne.
Apesar de estar praticamente empatado em matéria de poder com Máscara da Morte, Camus supera este por dois motivos: por sua maior inteligência e por uma maior variedade de técnicas.


 
Sobre Camus de Aquário:

Camus de Aquário é um dos mais poderosos e temíveis Cavaleiros de Ouro, e isso é dito várias vezes durante a história. Na minha opinião, os cavaleiros com a habilidade de controlar a temperatura têm certas vantagens sobre os outros cavaleiros mais físicos.
Podemos considerar o cavaleiro de Aquário como o menos humano dos 12, e é também um dos mais equilibrados em matéria de poder. Camus tem a impulsividade de Aioria de Leão, a inteligência de Saga de Gêmeos, a sabedoria de Dohko de Libra, a estratégia de Afrodite de Peixes, e o poder e o preparo de Shura de Capricórnio.

É o mestre do Hyoga. Essa é sua única função. É o único que combate em uma casa que não é sua, e assim o faz para enfrentar o seu discípulo. Termina seus ensinamentos durante a batalha. Em seu segundo combate, nem sequer pretende deter Seiya e Shun. No animê é ainda mais flagrante e óbvio, nem sequer os observa, seus olhos se fixam em Hyoga apenas. Parece que Camus não se importa com o dever de proteger o Santuário e Athena. Ele está a favor do bem, mas modifica o mundo por sua própria força.

O cavaleiro de Aquário é a perfeita figura paterna que Hyoga nunca teve. Dá as suas últimas lições ao Cisne, e quando este as assimila, não lhe resta mais nada além de morrer.
Camus conseguiu guiar o seu discípulo ao 7º sentido e transmitiu-lhe a sua técnica mais poderosa, convertendo seu aprendiz em um sucessor digno, o verdadeiro mestre do gelo, capaz de alcançar o zero absoluto.




 
8º Lugar
Shura de Capricórnio

Agora aquele que no animê fora chamado de "mais fiel a Athena", quando no mangá original é um dos três traidores que se aliaram a Saga de Gêmeos. Este é Shura de Capricórnio, o cavaleiro dourado que possui o poder da espada sagrada Excalibur.
Como podemos ver pelo Taizen, Shura é especialista por excelência no combate corpo-a-corpo, as suas técnicas com seus punhos e seus chutes são as mais poderosas de todos os Cavaleiros de Ouro, tendo as maiores pontuações possíveis. Além de seus ataques terem um grande alcance, suas técnicas podem cortar atomicamente a quase tudo. Por outro lado, sua força cósmica não é das maiores, o que é muito comum em todos estes personagens com o estilo de combate essencialmente físico.


 
Sobre Shura de Capricórnio:

O cavaleiro de ouro mais injustiçado pela Toei, que na versão animê modificou muito daquilo que fazia dele o mais interessante dos três traidores de Athena aliados a Saga de Gêmeos.
Shura de Capricórnio é indiscutivelmente um dos mais fortes Cavaleiros de Ouro. É o mais preparado para os combates e suas técnicas físicas fazem dele um cavaleiro a ser verdadeiramente temido, sendo capaz de dissecar mesmo as armaduras dos outros cavaleiros, se assim toca-las diretamente (como fez com o escudo indestrutível de Shiryu de Dragão).
Ele treinou ao extremo para elevar o poder de seus braços ao ponto em que eles passaram a serem conhecidos como a espada sagrada Excalibur, o ataque mais forte dentre os 12 dourados.
Uma vez que os ataques de Shura são mais contidos e concentrados em um ponto, ele tem o golpe mais forte, e não com maior poder de destruição, título que pertence ao Explosão Galáctica de Saga de Gêmeos. Afinal, é muito mais fácil derrubar um prédio com uma bomba do que com uma espada.

Shura é aquele que vive na mentira. Sabe que não serve a justiça, sabe que o Grande Mestre é um impostor, e sabe que Aiolos era inocente... Mas ainda serve o Grande Mestre e carrega o peso do crime que cometeu ao assassinar Aiolos com suas próprias mãos.
Contudo, ele tenta viver convencendo-se do contrário, persuadindo-se de que segue a verdade e o bem. Uma vez que enfrenta a verdade cara-a-cara, já não pode mais continuar mentindo para si mesmo e deve morrer.

Shura conhece a humildade e respeita o seu adversário acima de tudo. Shiryu mostra que está pronto para morrer por sua causa, superando sua própria fé, e Shura se sente condenado, e como último reflexo do homem de honra que ele sempre foi, salva Shiryu e lhe concede o dom da Excalibur, guiando-lhe em seus combates posteriores.


 

 
7º Lugar
Afrodite de Peixes

Em 7º Lugar, mais um cavaleiro que não é muito apreciado pelos fãs. Estou falando de Afrodite de Peixes.
De acordo com o Taizen, Afrodite luta consideravelmente bem com seus punhos e pés, diferente do que todos nós imaginávamos. Mas o atributo que mais se sobressai é a sua força cósmica que está entre as mais altas de todos os Cavaleiros de Ouro. Um detalhe negativo é que seus ataques não alcançam uma grande distância, como muitos de nós já acreditávamos.


 
Sobre Afrodite de Peixes:
 
Nunca foi um dos preferidos dos fãs. Afrodite de Peixes é um dos Cavaleiros de Ouro mais inteligentes, descobrindo a traição de Saga, assim como Shura e Máscara da Morte.
Além disso, ele é o melhor estrategista em batalhas do Santuário. Ele pode parar um exército inteiro de invasores com o seu jardim de Rosas Reais.
Sim, tal como o Batman, o Afrodite de Peixes também tem "preparo".

Sua concepção do que é justo contraia completamente toda a moral de Saint Seiya.
Afrodite é difícil de se analisar, não é "mau" de todo, mas também não é "bom", é a ambiguidade personificada. Desde a sua aparência ao seu psicológico. Está a favor do triunfo do bem, mas está contra Athena. Quando adere a justiça de Athena, isto é, quando ressuscita, temos o mesmo caso de Máscara da Morte, não tem mais função, e por isso é condenado a ser lamentavelmente esquecido.

Afrodite de Peixes originalmente não se importava com sua própria aparência, sendo, porém, retratado como um ser extremamente narcisista em obras não-canônicas como o filme "A batalha de Abel" e no mais recente spin-off "Soul of Gold" (Neste último ele era quase um alívio cômico por conta de seu narcisismo). Ele sim busca a beleza, a pureza, a perfeição... E ao morrer se dá conta de que seu adversário representa melhor essas qualidades. Shun de Andrômeda era a pureza e a suavidade encarnadas, o mais puro dos cavaleiros. Afrodite descobre a perfeição com a sua morte.


 


6º Lugar
Mu de Áries
 
Este cavaleiro, apesar dos atributos semelhantes a Afrodite, como técnicas com punho, se sobressai ao cavaleiro de Peixes por dois motivos: o primeiro é porque possui as pontuações máximas em Força Cósmica e Projeção de Ataques a Distância, e o segundo é porque, graças aos atributos já mencionados somados com as técnicas que possui, é um cavaleiro praticamente invulnerável a maioria dos ataques físicos.
Seu ataque Revolução Estelar é uma técnica sem escapatória, mesmo para outros cavaleiros dourados. Sem falar que pode usar de teletransportação para se esquivar de ataques, e seu Muro de Cristal pode negativar quase qualquer ataque inimigo.
Mu de Áries pode ser um adversário terrível para qualquer tipo de oponente.


 
Sobre Mu de Áries:
 
Ninguém imaginava tanto poder escondido pelo pacato Mu de Áries, aquele que é o dono do maior poder telepático e telecinético de todo o Santuário de Athena.
Eu diria que a sua posição na lista é justa. Todos os motivos apresentados pelo Taizen são relevantes. Apesar de só vermos Mu lutar de verdade na saga de Hades, onde estão todos os seus mais incríveis feitos de força. Além de derrotar o Espectro mais forte a invadir o Santuário, ainda surrou sozinho os dois cavaleiros renegados, Máscara da Morte e Afrodite. Mas esta luta é também alvo de muita controvérsia entre alguns fãs.

Ele é o primeiro cavaleiro. A primeira linha defensiva que logicamente impede a passagem dos inimigos, esta ideia encontra-se em sua técnica Muro de Cristal. Por isso abandonou o Santuário na ausência de Athena. Com Athena ausente, não tem um papel. Ele retorna ao mesmo tempo que a deusa. Sua segunda função é o reparo das armaduras. Estas duas funções são complementares, em ambos os casos intervém no início dos combates.

Junto de Dohko de Libra, é o único que está do lado dos Cavaleiros de Bronze e os ajuda verdadeiramente, devendo sua sobrevivência a resistência de suas novas armaduras restauradas por Mu, que também lhes instrui sobre o 7º sentido. Mu sabe que o Grande Mestre não é quem todos creem ser, e está bem certo disso porque Shion, o antigo Pontífice, foi o seu mestre. Também é consciente de que Saori Kido é a reencarnação de Athena, mas não atravessa as 12 Casas com os Cavaleiros de Bronze porque compreende que apenas esta batalha poderá purificar o Santuário, lavado com sangue. É uma prova que Athena deve superar, por isso não pode permitir-se participar ou interferir. Athena deveria vencer pela vontade dos deuses e porque era digna de proteger a Terra.

 
 


5º Lugar
Milo de Escorpião

Este cavaleiro dourado é letal com seus ataques de punho. E cabe mencionar que este aspecto se deve ao fato de que sua técnica especial, a Agulha Escarlate, é disparada com um único dedo.
Além disso, Milo de Escorpião está entre os personagens com as maiores pontuações para o atributo Força Cósmica. Entretanto, é algo curioso os seus golpes não possuírem um grande alcance.



Sobre Milo de Escorpião:

São raros os fãs que o valorizam o cavaleiro Milo de Escorpião.
Talvez também possamos culpar o subaproveitamento do roteiro?
Milo é o cavaleiro com o golpe mais rápido e mais efetivo de todos os dos 12 dourados.
A Agulha Escarlate é praticamente impossível de esquivar e uma só "picada" já é o bastante para debilitar muito ao oponente com uma dor excruciante, e com a perda gradual de seus 5 sentidos a cada novo golpe. Restando a sua vítima escolher entre rendição ou morte.
O Escorpião merece estar numa posição tão alta? Difícil dizer, porque temos pouco material para analisar. Milo foi um dos personagens que menos lutou, enquanto há personagens abaixo dele que mostraram muito mais no decorrer das séries.

Similar a um rito de passagem. Serve de transição de um estado para outro. Suas duas grandes confrontações são ambas desta ordem. A longitude do seu ataque Agulha Escarlate, que muitos consideram mal configurado, é dependente da função de Milo. Não tem como objeto matar, mas servir como uma prova. Hyoga sabe que deve esquecer seu passado para progredir e vencer. E Kanon sabe que seu futuro está ao lado de Athena. O conhecimento não é suficiente. Como em todas as sociedades tradicionais, para mudar seu estado é necessário ser posto a uma prova, para assegurar-se da vontade dos homens. Esta prova é Milo e seus 15 golpes. Se as vítimas sobrevivem a eles, podem seguir, se não, a aventura termina aqui. Em cada ocasião, Milo chega a disparar Antares (o golpe mortal do Escorpião) e logo em seguida cura suas vítimas. Estes últimos sobreviveram a prova, e em consequência Hyoga consegue finalmente deixar seu passado e alcançar o 7º sentido, e Kanon se converte em um cavaleiro de Athena de pleno direito.

Milo, como outros, compreende seus erros, conhece a humildade e o respeito ao adversário, assume que por um instante o cosmos de um cavaleiro de bronze foi superior ao seu e que sem sua armadura estaria morto, e logo deteve a hemorragia de Hyoga, convencido de que o cavaleiro de Cisne segue a vontade de Athena, permitindo que atravesse a sua casa.

 

 
 
4º Lugar
Saga de Gêmeos

Na verdade os postos 3º e 4º estão fundidos em um único posto. O Taizen simplesmente não pode separar de uma forma convincente os próximos dois Cavaleiros de Ouro. Então eu escolhi por conta própria separar estes dois principais cavaleiros responsáveis pela maior polêmica com relação as escalas de poder. Afinal de contas, quem é o mais forte? Saga de Gêmeos ou Shaka de Virgem?

O escolhido para o 4º posto será então Saga de Gêmeos.
Como podemos ver, Saga de Gêmeos consegue golpear seus oponentes com o poder máximo das técnicas de punho, igualando-se a Aioria, Aldebaran e Shura. E, claro, como suponhamos, a força cósmica de Saga tem a pontuação máxima, e o mesmo se observa em sua capacidade de lançar ataques a distância.


 
Sobre Saga de Gêmeos:
 
Saga é mesmo um dos mais poderosos Cavaleiros de Ouro. E o mangá, o animê e muitos spin-offs o determinaram muitas vezes como o mais forte cavaleiro de ouro.
O que mais acrescentar sobre um personagem como Saga?
Ele é poderoso, tanto no combate físico como no mental. Ele tem o Santã Imperial, um golpe que ataca a mente do inimigo forçando-o a obedecer todos os seus comandos, além de causar terríveis alucinações.
Sua força é surreal. Possui a Explosão Galáctica, que como já dito, é o ataque com o maior poder de destruição dos dourados. Mas para mim a sua habilidade mais incrível é a capacidade de distorcer o espaço-tempo abrindo portais. O Outra Dimensão literalmente dá ao seu oponente um destino muito pior do que uma morte rápida.
O Taizen entrega ao cavaleiro de Gêmeos uma das mais altas posições. Mas eu o imaginava num posto ainda mais alto.

Saga de Gêmeos é a ideia de que o bem é corruptível. O bem absoluto não é mais do que uma quimera, há sempre uma parte sombria. A luz não é nada sem a escuridão, e a escuridão não é nada sem a luz. Saga é o yin e yang por si só, faz coexistir todos os contrários, e por isso aparece como o mais forte, ele é inteiro ainda que estes dois estados entrem em contradição. Esta coabitação destes dois estados (bem/mal) é a sua fraqueza, mas ao mesmo tempo a sua força. Por outro lado, quando uma parte de sua personalidade desaparece (o lado sombrio), perde ao mesmo tempo seu simbolismo, e em consequência só lhe resta morrer. Na saga de Hades, retorna com sua dicotomia, mas consciente desta vez, fingindo aliar-se ao deus dos mortos apenas para servir Athena.

Saga é aquele que mais sofreu nesta batalha, por sua luta interna entre o bem e o mal. Seu lado bondoso intenta contrabalançar os atos de seu lado maléfico. Saga já foi derrotado 13 anos antes da história do mangá quando Shion escolheu Aiolos de Sagitário como o seu sucessor. Seu lado sombrio é ainda mais poderoso, e por isso Saga assiste impotente as matanças causadas por seu alter ego. Ao fim da batalha, recupera a sua honra, tendo recuperado o controle do seu corpo, e decide suicidar-se, um Harakiri, a morte honorável no mais puro estilo japonês, ganhando assim o repouso eterno.



 
 
3º Lugar
Shaka de Virgem

Apesar de Shaka não ser um combatente físico, com seus braços pode gerar um poder similar ao de Saga, e inclusive, com suas pernas, é superior ao mesmo. Em relação ao seu poder cósmico, pode controla-lo perfeitamente, recebendo também as maiores pontuações neste atributo. E ainda tem uma grande variedade de técnicas que podem alcançar as maiores distâncias.

Como podemos ver, Saga e Shaka parecem equiparados em escalas de poder. Porém o Taizen também menciona outros detalhes.
A Explosão Galáctica de Saga de Gêmeos poderia deixa-lo acima do cavaleiro de Virgem. Porém este último também é referido pelo Taizen como o "Homem mais próximo de deus", o que significa que seu poder cósmico é o maior dentre todos os Cavaleiros de Ouro, os quais sempre se surpreenderam com suas habilidades. O que nos leva a entender que Shaka de Virgem tem um cosmo tão superior que sequer pode ser calculado por esta escala do Taizen.



 Sobre Shaka de Virgem:
 
Apesar do Taizen não separar claramente Shaka e Saga, acredito na superioridade do cavaleiro de Virgem. Ser o mais próximo de deus não faz de Shaka o mais poderoso, mas o cavaleiro com o maior cosmo dos 12 dourados. O mesmo se pode dizer dos Cavaleiros de Bronze, sendo Shun de Andrômeda, o sucessor do signo de Virgem, aquele com o maior cosmo de todos.
Ter o maior cosmo permitiu a Shaka de Virgem  alcançar o 8º sentido. Ele tem um vasto arsenal de habilidades e golpes especiais, e todas dotadas de um poder destrutivo aterrorizante. Se bem que, no caso dos outros Cavaleiros de Ouro, podemos descrever a forma como eles utilizam os seus ataques e os seus verdadeiros efeitos, sua "natureza". Mas no caso de Shaka, tudo é muito conceitual e metafórico. Descrever os "Seis mundos da metempsicose ou transmigração das almas" e o "Tesouro do Céu" é possível, mas traduzir os seus efeitos, causas e consequências não é das tarefas mais fáceis.
A maior controvérsia envolvendo o cavaleiro de Virgem é surra que ele aplica sozinho nos "três dourados mais fortes", Saga, Shura e Camus, durante a batalha no Santuário na saga de Hades.
No animê, Shaka literalmente varreu o chão com os três, e mesmo Kurumada não gostou da maneira como a animação fez Shaka parecer tão superior. De fato, no mangá, Shaka tremeu ao enfrentar os três, e estes seus oponentes não pareciam ter intenção de mata-lo. Mas, tanto no animê como no mangá, os três foram pegos pelo Tesouro do Céu, e precisaram utilizar a Exclamação de Athena para escaparem.
Há explicações teorizadas por fãs para tais acontecimentos. A mais famosa é que Saga, Shura e Camus estavam protegidos por Sapuris e não por suas armaduras de ouro originais, e, portanto, estavam mais vulneráveis aos ataques inimigos.
Ok, esta explicação poderia justificar o cacete federal que Afrodite e Máscara da Morte tomaram do Mu. Mas, não me convence no caso Shaka versus Saga, Shura e Camus.
Vejam bem, Saga, Shura e Camus tiveram quatro de seus cinco sentidos destruídos pelo Tesouro do Céu, depois ainda receberam uma saraivada de golpes do Milo, e mesmo assim Saga segurou facilmente o Relâmpago de Plasma de Aioria com as mãos. E pra finalizar, o trio de renegados não só aguentou usar mais uma Exclamação de Athena contra a Exclamação de Athena de Aoria, Mu e Milo, como também quase venceu a disputa! Qual o sentido disso?
 
Acredito que o ponto decisivo a favor de Shaka de Virgem seja o mangá oficial Next Dimension.
Saga de Gêmeos é um conhecido Galaxy Buster (apesar de na prática os golpes em Saint Seiya no máximo destruírem templos colossais, nos obrigam a acreditar nisso). Por outro lado, a última técnica de Shaka de Virgem revela que o personagem é um Universe Buster!
 
Shaka portanto fica acima de Saga por ter muito mais recursos do que qualquer um outro Cavaleiro de Ouro.

A cegueira. Shaka de Virgem está tão convencido da sua superioridade espiritual (real) que cega a si mesmo. Metáfora acentuada pelo fato de que mantém seus olhos sempre fechados. Com sua cegueira voluntária, acredita ter a sabedoria suprema do universo, mas desconhece totalmente a traição do Grande Mestre. Assim, em seu combate contra Ikki de Fênix, uma vez com seus olhos abertos, a verdade finalmente lhe aparece. Na saga de Hades, entretanto, muda o seu papel, ele se converte em um guia (papel antes assumido por Aiolos), é ele quem guia Athena na escuridão dos Infernos.

Ainda que Shaka seja aquele que aprendeu mais coisas, antes de sua luta contra Ikki, nenhuma dúvida invadira seus pensamentos, e quando ele se dá conta de seu erro, já é muito tarde. Inclusive se vê obrigado a pedir ajuda a Mu, conhecendo a humildade, a única lição que ainda lhe faltava aprender.

 
 
 
 
2º Lugar
Aiolos de Sagitário

O 2º Lugar vai para o irmão mais velho de Aioria de Leão, o lendário cavaleiro de ouro Aiolos de Sagitário.
O mangá original nunca mostrou as reais técnicas e habilidades de Aiolos, e os detalhes de sua verdadeira batalha contra Shura de Capricórnio são um total mistério, pois o que aconteceu no animê não passou de um filler (tosco) da Toei. Por isso, os fãs podem apenas especular sobre o seu poder e as técnicas que poderia possuir.
Claro, todos nós conhecemos a flecha de sua armadura, usada tantas vezes por Seiya. E através do Taizen é possível ter uma ideia de como eram as suas técnicas e estilo de luta.
Aiolos pode lançar ataques com seus punhos com igual velocidade e poder ao seu irmão Aioria, com a máxima pontuação nesta categoria. Porém seus chutes estão no mesmo nível que Shura, e seus ataques a distância recebem também as maiores pontuações. E além disso, ainda sua armadura é equipada com a flecha que pode faze-lo se sobressair aos demais cavaleiros, podendo ferir inclusive deuses.



Sobre Aiolos de Sagitário:
 
É difícil argumentar sobre o poder de Aiolos. Nunca o vimos em ação em obras oficiais. Mas pelo que dizem, ele foi um dos mais poderosos do exército de Athena.
No spin-off Episódio G, é dito por Shura que Aiolos é o cavaleiro de ouro mais poderoso de todos.
Spin-offs não servem para esta análise, ainda mais o Episódio G onde temos Cavaleiros de Ouro que derrotam deuses primordiais. E Aiolos aqui se destaca por enfrentar o Tifón, um monstro mitológico que botou Zeus pra correr! E em Episódio G Assassino, continuação direta do Episódio G clássico, temos um Aiolos de uma realidade paralela que tornou-se vilão e despertou o 9º  Sentido, tornando-se praticamente um Novo Deus! Confirmando que para o universo do mangá Episódio G, Aiolos de Sagitário é mesmo o mais poderoso.
Mas temos também informações oficiais que podem colocar Aiolos entre os mais poderosos. Afinal, mesmo morto ele continua protegendo Athena. Seu espírito envia a armadura de Sagitário para Seiya, e ainda mata três Cavaleiros de Prata e rebate a Cápsula do Poder de Aioria contra o mesmo.
Aiolos é mesmo uma assombração poderosa!
E o mangá oficial Next Dimension ainda trás uma nova e importante informação. A deusa Athena legou aos cavaleiros de Sagitário um artefato com um poder superior ao das 12 armas da armadura de Libra, capaz de matar mesmo deuses, a Flecha da Deusa.
Talvez o poder supremo de Aiolos não seja apenas parte de uma lenda, ele pode mesmo ser real.

O guia. Por outro lado, seu símbolo é a flecha, a que indica a direção. Não aparece em Hades, antes do Muro das Lamentações, porque esta função de guia é tomada por Shaka.

Sem Aiolos, nada haveria sido possível. Designa seu sucessor, Seiya, a quem salva a vida várias vezes e a quem confia sua armadura para proteger Athena, coisa que ele já não pode mais fazer. Seu testamento anima e guia os Cavaleiros de Bronze em sua vontade de vitória.


 
 

1º Lugar
Dohko de Libra

Em 1º Lugar está aquele que é o cavaleiro com a maior experiência em combates, aquele que participou da última Guerra Santa contra Hades há mais de 200 anos, aquele que é portador das armas de todos os cavaleiros dourados. É claro que estou falando do mestre de Shiryu de Dragão, o poderoso Mestre Ancião, Dohko de Libra.
Superior a todos os cavaleiros anteriormente mencionados. Creio que não há muito mais a se falar. Os dados no Taizen falam por si mesmos. É um perfeito combatente, tanto física como utilizando a sua cosmoenergia. Além disso, possui um arsenal de 12 armas que são mais resistentes do que as armaduras de ouro e se equiparam a flecha dourada de Sagitário.
Este é o cavaleiro dourado mais poderoso desta geração.



 Sobre Dohko de Libra:
 
Mais um grande clichê dos mangás estilo shonen: o velhote é sempre o cara mais poderoso de uma elite de guerreiros. Como ele é velho, logo ele é o mais forte.
Não temos também muito a respeito de Dohko em obras originais para o compararmos com os outros dourados. O que ele tem de tão especial? Mas, sim, o próprio mangá, através de Saga de Gêmeos, diz que Dohko é o mais poderoso.
Tá, o Saga fala isso de qualquer dourado, mas este deve ser um caso especial. O mestre de Shiryu tem um grandioso poder e uma experiência em combate que mais ninguém do Santuário de Athena possui, mas talvez nunca saberemos se ele é tão grande quanto a sua lenda, ou talvez vejamos isso nas páginas do mangá Next Dimension.
O fato de ser o mais velho, ser de uma geração passada de Cavaleiros de Ouro, o torna o mais forte da geração do século XX. Mas curioso é que, na minha opinião, a nova geração teria a obrigação de superar a anterior.


Os 12 Cavaleiros de Ouro do século XVIII (mangá Next Dimension).


















É bom mencionar que Shion de Áries, melhor amigo e antigo companheiro de batalha de Dohko, apesar de não ser mais um cavaleiro de ouro nesta mesma geração do século XX (porque deixou o seu posto para tornar-se o Grande Mestre do Santuário), também foi incluído no Taizen.
Shion está no mesmo nível de Dohko. Ele foi assassinado por Saga, mas isto aconteceu quando o mestre de Mu de Áries estava em condições debilitadas por sua idade e saúde.

Se Dohko de Libra e Shion de Áries são os merecedores do título de mais poderosos Cavaleiros de Ouro do século XX, seriam então os outros dourados do século XVIII superiores aos dourados da época da traição de Saga? Toda a antiga geração supera seus sucessores?

Vejamos...
 
É dito que Cain e Abel de Gêmeos são muito mais poderosos do que Saga de Gêmeos. E é bom lembrar que dentre os dois há um que é o mais poderoso.
Izo de Capricórnio é o mestre de Shura de Capricórnio (informação do mangá spin-off Episódio G Assassino), e também no mangá Nex Dimension é revelado que sua Excalibur é ainda mais poderosa do que a de seu discípulo.
Porém, neste mesmo mangá, temos um confronto entre Shijima de Virgem e o seu sucessor Shaka de Virgem. Foi um rápido embate, mas foi o suficiente para Shijima admitir que Shaka, além de ser mais poderoso do que ele, era também o mais poderoso cavaleiro de ouro de Virgem que já existiu. Então é certo que talvez o mesmo poderia acontecer em outros confrontos entre antecessores e sucessores.
 
Dohko vincula a história em seu sentido temporal. A história que seguimos é uma continuidade, não um princípio. Representa também o velho mestre sábio e tipicamente oriental. Durante a saga de Hades, o fato de que rejuvenesce apoia o fato de que tudo é um eterno recomeço. Se dá pois um relevo entre a velha e a nova geração. Aparenta ser extremamente poderoso, uma vez que tem a maior sabedoria e experiência, e é a encarnação de todas as gerações anteriores.

O velho mestre Dohko recupera o que havia perdido, seu lugar entre os cavaleiros. Saga o havia catalogado como traidor, mas ele ganha o respeito dos Cavaleiros de Ouro sobreviventes, já que foi ele quem apoiou e guiou os Cavaleiros de Bronze, e sobretudo como um novo Grande Mestre. 
 



Como podem ver em minha crítica ao Taizen de Saint Seiya, facilmente podemos concluir que dizer que há alguém mais forte do que os outros não é pertinente dentro da obra. Os Cavaleiros de Ouro não têm a mesma utilidade, e isso é tudo. Inclusive, ao final do mangá, já não têm o uso que tiveram, servindo agora para abrir o caminho, derrubando o Muro das Lamentações, e guiando os Cavaleiros de Bronze, que inclusive superam os seus poderes como os seus sucessores.

Aguardemos os próximos capítulos.

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