sábado, 7 de junho de 2014

DICA DE MANGÁ: RYU FINAL


Aproveitando o grande acontecimento que foi a publicação do mangá de Street Fighter Alpha neste ano no Brasil, decidi falar sobre um outro quadrinho também feito para os lutadores mais famosos de todos os fighting games.  
Vamos falar sobre "Ryu Final", o trabalho de Masahiko Nakahira criado para Street Fighter. O mangá foi feito na continuidade do game SF III, para ser mais preciso, se passa durante o "2nd Impact: Giant Attack". E, assim como o "Street Fighter Alpha" aqui publicado, também tem a sua história centrada em Ryu, o maior ícone dos lutadores dos games, se me permitirem opinar. Porém, trata-se de um mangá bem menos conhecido por estas bandas. Eu por exemplo, nunca consegui encontrar alguma scan que não estivesse totalmente em japonês. Então tive que contar com as traduções porcas (porém de boa vontade) dos fãs, encontradas em alguns sites e fóruns de discussão para alguma outra língua mais conhecida pelo homem.
E já vou afirmar que este mangá é fantástico. O melhor já feito para um universo de fighting games. É algo que vale a pena conferir. Nakahira é um gênio quando se trata de tramar os eventos do seu mangá. Cada personagem, localização, luta e moral foram feitos com premeditação. Ele não apenas traçou uma história linear, mas com cuidado cruzou muito bem os flashbacks em cada um das páginas. A parte mais fraca de sua história é melhor do que qualquer coisa que eu já vi com a Udon Comics.
Nesta postagem vamos falar apenas sobre os principais acontecimentos da primeira parte desta história. O mangá "Ryu Final" é dividido em dois grandes volumes.


A primeira imagem que temos é de uma pilha de pedras e um pedaço de madeira. Como um marcador de um túmulo. Mas para quem?
Ken e Ryu aqui aparecem mais velhos, mais fortes e muito mais sábios do que quando os vimos pela última vez. Eles estão, possivelmente, no auge de suas capacidades.
Ryu começa o conto treinando na sombra do seu antigo dojo. Ele lembra as lições aprendidas com seu mestre Gouken (aquele velho fodão com quem você deve ter se amarrado em jogar no Super Street Fighter IV... ou não). Aqui Nakahira nos apresenta Ken e Ryu mais jovens do que eles apareceram nos livros de SF Zero. Ryu se lembra, numa cena mó estilo Jedi, que ele e Ken são parte da vida, respiração do mundo, e não estão à parte dele. Naquele treinamento cabia a Ken e Ryu pegar uma folha que caia de um majestoso carvalho, uma tarefa que parece simples, mas com significados muito profundos. Em quase todos os livros de Nakahira você vê um grande carvalho e folhas surgindo uma vez e outra. As folhas e as lições de Gouken também retornam nos créditos finais do SF III: 3rd Strike. O ciclo de crescimento e mudança, a força eterna com as raízes se aprofundando à medida que crescem. O treinamento duro de Ryu e as árvores que se abalam com seus golpes são inspirados em contos reais de um tremendo e poderoso lutador chamado Masutatsu Oyama. E, caso você não o conheça, deveria conhecer.


Ryu está totalmente confiante de suas habilidades e decide que é hora de voltar para o circuito de lutas e provar a si mesmo. Sua primeira parada é São Francisco, onde Ken, em um iate e na companhia de sua família, aguarda a visita de Ryu.
O pequeno Mel, filho de Ken e Eliza, estava até chorando porque tinha medo da baita surra que o seu pai iria tomar de Ryu. Coitado do guri. Depois de algumas formalidades, a rivalidade clássica entra em curso novamente. E o resultado não poderia ser mais surpreendente. Ryu é profundamente espancado por Ken, que literalmente varreu o chão com o lutador japonês. De alguma forma Ken superou o seu melhor amigo.
Ken alcançou um nível muito acima de Ryu e tornou-se um verdadeiro artista marcial. A razão é contada em flashback.


Ken havia desafiado o homem-deus Gill (o chefão do SF III, que provavelmente você xingou muito no fliperama por fazê-lo perder todas as suas fichas) e foi logicamente espancado pelo Iluminate.
Deitado em uma poça feita do seu próprio sangue, Ken sentia que seu fim estava chegando, mas ele nunca se permitiria ser derrotado em combate por qualquer pessoa. Ao lembrar-se de sua esposa e filho, reconheceu que sua vida nunca foi para a derrota. Eles eram a sua fundação e Gill era o ser condenado por tentar romper esses laços. Daquele ponto em diante Ken percebeu que estava lutando não apenas para si, mas para a sua família e era por essa convicção que ele nunca iria falhar com eles. Com sua força restante ele golpeou Gill com um Shoryuken da mesma forma que depois fizera com Ryu. Uma vitória clara. Esse Ken ficou bem fodão.


As cenas e enredo com Gill foram abordados com o menor tempo necessário. Nakahira sabia que a parte importante da história não era para tentar explicar o enredo de SF III, mas permitir que o leitor descubra o quanto o elenco havia crescido.
Ryu deixou aquele encontro um pouco humilhado, mas grato. Ele sabia agora que também precisava crescer. Então ele disse adeus a seus amigos e partiu novamente. Enquanto dormia em um parque, ele foi acordado por Oro, que estava tentando ficar com sua mochila. Ryu resolveu tirar satisfações com o velho, mas em vez disso é derrotado pelo mestre idoso.


Oro, para quem já o conhece no game, é um lutador bem bizarro, mas até legal no quesito originalidade. Ele sela um de seus braços para tornar as lutas mais justas para seus desafiantes e ainda assim consegue bater em Ryu, que torna-se progressivamente irritado com o seu adversário e finalmente decide que já teve o suficiente.


Ryu tenta contra-atacar com um Hadouken, mas e Oro responde desencadeando uma enorme Yagyou Dama, que parece mesmo uma Genki Dama ou uma bola de fogo que tem o tamanho de um mundo.

DÁ HADOUKEN, RYU!
Acontece que Oro estava apenas testando seu adversário, na esperança de encontrar um estudante digno para receber o seu treinamento. Ryu é esse caso especial de lutador e então ele decide ficar sob a tutela do mestre de 140 anos.
E o treinamento começa com Ryu carregando nas costas uma pedra gigantesca com Oro sentado nela.



Neste ponto da história Ryu está praticamente no fundo do poço. Isso é importante, porque ele deve ser reconstruído como pessoa e como lutador. As batalhas que ele teve no passado, contra adversários como Sagat e Vega deveriam ter feito mais dele. Em vez disso, ele ainda está bloqueado no sistema rígido ensinado a ele por seu mestre e sem vontade de progredir. Cabe a Oro mostrar o seu verdadeiro potencial ou matá-lo no processo.
Em algum lugar da Alemanha, Ryu encontrará a sua primeira batalha.
Quando os novos personagens vão surgindo em cada cena, é uma verdadeira festa para os grandes fãs da série de games. E como eles são bem retratados!
O oponente de Ryu é ninguém menos que o gigante Hugo. E a batalha entre os dois é uma das mais brutais deste mangá. A imitação de André the Giant é como uma força da natureza contra Ryu.  
E Hugo vem acompanhado por sua empresária Poison, que aliás sempre apareceu junto dele, desde os tempos em que ambos surgiram em "Final Fight".



A cena da aparição dos dois personagens é bem engraçada e divertida. Nakahira soube retratar os personagens de forma tão simpática que até quem não tem afinidade com os games pode acabar curtindo todos eles. 

Essa aí na figura acima é a Poison. E se você se sentiu atraído tenho más notícias...
Ah, quer saber, não vou perder tempo fazendo piadas infames sobre o gênero dessa "garota" porque a essa altura do campeonato não deve ter mais nenhum desinformado sobre o tema.
"A sua aparência engana mesmo! É melhor eu tomar cuidado para não cair na sua armadilha."
Ryu sobre Poison
Ryu mostrou que está mesmo muito bem treinado em "Street Fighter Vs Tekken". E ele é foda mesmo porque Poison está feminina demais nesse jogo, impossível você desconfiar que isso aí... pudesse ser uma cilada.
Mas voltando ao assunto do mangá, eu achei demais a aparição do Hugo. 


Nakahira usa a perspectiva exagerada para fazer Hugo parecer ter mais de 3 metros de altura. Isto é, a mesma técnica dramática que Tetsuo Hara utilizava para fazer os adversários gigantescos que o Kenshiro enfrentava em muitas batalhas no animê/mangá "Hokuto no ken". 
E pensar que em "SNK Vs Capcom Chaos" ele parecia até maior do que isso!


O que eu disse sobre "força da natureza"? Se bem que no caso deste gigante está mais para aberração da natureza. Hugo não apenas deu um cacete federal em Ryu, ele praticamente demoliu uma cidade inteira (Tô falando sério)!


Nessa hora nós vemos que não é apenas Hugo um anormal por causa do seu tamanho e da sua força. Ryu consegue ser igualmente assustador. Ele apanha muito nessa cena, mas continua vivo. Ninguém normal poderia sobreviver a esse absurdo, mas ele consegue.


E finalmente Ryu é capaz de derrotar Hugo com um Shoryuken bem posicionado em seu estômago.


Parece que Davi derrubou Golias!
Não é fácil para Ryu para ganhar batalhas. Ao contrário dos quadrinhos da Udon onde normalmente pode derrubar seus oponentes com um peteleco, nada vem fácil nos mangás de Nakahira. A importância desta luta é mostrar a ele (e ao leitor) que sempre haverá adversários maiores e mais fortes que esperam por um desafio.

A moral da batalha contra Hugo é que a força é temperada pela técnica. Ryu continua seu treinamento com Oro depois de ter conquistado o respeito de Hugo e Poison.


Ele viaja em seguida para o sul e finalmente encontra Yun e Yang. Os irmãos são lutadores ousados e inexperientes. A determinação dos jovens mestres de kung-fu é um paralelo entre Ryu e o legado de Ken. Mesmo que Yun e Yang fossem espancados por Ryu eles nunca vão parar de lutar.
Ryu se lembra de como ele também fora teimoso na sua juventude.


Em outro flashback, vemos um jovem Ryu, muito mais jovem do que ele já fora apresentado. Sua constituição é magra, com o cabelo despenteado, mas ele tem uma determinação que impressiona Gouken. Ele quer provar que é digno de aprender com o mestre para quem ele diz que vai lutar para afugentar um urso que aterrorizava as aldeias locais.
Gouken encontra a mochila ensanguentada do menino alguns dias depois e teme que o tal urso tenha matado Ryu. Esta aventura, como grande parte da vida de Ryu, é inspirada na releitura ficcional da vida de Oyama, mais conhecida em "Karate Baka Ichidai", um animê clássico muito foda. Em particular a batalha aqui é entre Ryu e um urso perigoso, a mesma coisa que aconteceu com Yoshiji Soeno na animação. Nós vemos até mesmo Ryu na floresta perante o urso que de fato o ataca ferozmente.


O urso se lança sobre Ryu e está prestes a acabar com ele, quando é atingido por trás. A força de um soco viaja através da cabeça do urso e pára centímetros do rosto de Ryu. É um Gouki (se preferir chame-o Akuma) de cabelos selvagens que salvou Ryu e matou o urso.


Por que Gouki salvaria aquela criança? Foi naquele dia que Ryu viu o rosto do mal. Ele viu que as técnicas que ele queria aprender eram letais nas mãos erradas . Estas foram as técnicas que poderiam ser facilmente usados para matar se não fossem controladas.


No tempo presente Ryu agradece Yun e Yang pela luta e espera vê-los novamente algum dia. Como eles, Ryu ainda poderia crescer muito mais com as batalhas que virão.

Essa parece ser a melhor maneira de se fazer amigos no mundo de Street Fighter.
Alguém jogava com esses dois em "Street Fighter III"? Alguém jogava com o Oro? Esse aliás eu só soube que era fodão por causa do mangá!

A próxima batalha de Ryu nem de longe será tão fácil como a batalha contra Yun e Yang.

Dudley o pugilista, o campeão mundial dos pesos pesados, quer desafiar Ryu. E ele tem a aparição mais inesperada e cômica de todo o mangá!


Descobrimos que Dudley é um péssimo motorista. Mas também, experimenta segurar um volante usando luvas de boxe. Será que ele não tira nunca essas coisas?
Ele surge chocando-se com seu belo carro conversível em uma parede e o detalhe é que enquanto o veículo fica totalmente destruído, o pugilista salta para fora dele completamente ileso.

Você pensaria que, com Oro como seu novo mestre, Ryu teria se tornado um lutador melhor agora. Mas Dudley bate tanto em Ryu que faz medo até no leitor. É como se ele pudesse ler a mente do lutador nipônico, tendo todos os seus movimentos sutilmente calculados. Ryu simplesmente não é rápido o suficiente para pegar o campeão com a guarda baixa. Mesmo seu Shoryuken é pego e rebatido.
O Round 1 vai para Dudley, mas Ryu não vão ficar para baixo.


Esta é a parte um tanto abstrata do mangá, a razão mais fraca para um personagem a ser introduzido. Elena aparece, mas não luta. Ela está na África, um continente distante de onde Ryu está. No entanto, ela, como qualquer outro lutador está conectada ao mundo.
Tudo volta para as lições que Gouken plantou nos jovens Ken e Ryu. Eles fazem parte deste mundo vivo, as suas raízes têm crescido fundo e eles têm mais potencial do que imaginam. Cabe a eles acordar para isso e libertar o seu verdadeiro potencial. Com isso Ryu recobra seus sentidos e vemos as folhas do poderoso carvalho agitando-se ao fundo. Ryu ergue-se e prepara uma nova posição de combate. Oro e Dudley estão intrigados com esta intensidade recém-descoberta em Ryu.


Oro se pergunta como Ryu irá enfrentar o seu adversário agora. Dudley é o melhor das artes de boxe, possivelmente, as mais antigas artes de combate do mundo, que remonta milhares de anos. O boxe é um esporte refinado, chamado de a ciência mais doce pelos profissionais. Abraçando o ponto culminante da arte, Dudley representa um lutador no mais puro sentido da palavra. Ele é mais alto e seus golpes tem um alcance mais longo do que os de Ryu. Não há nenhuma maneira dele poder ser pego pelos golpes do lutador japonês. Um lutador puro não pode ser derrotado por estratégias e técnicas tradicionais. Ryu tem conhecimento de que ele não é rápido o suficiente para um movimento especial, ele também aprendeu que nem sempre força muscular supera os oponentes. Para evoluir, ele deve estar disposto a mudar a sua estratégia. Ele decide usar a força letal, mas usando-a de uma maneira nova. Os dois então atacam com tudo o que tem.


Dudley estava apontando para a cabeça de Ryu e não percebeu que o soco do seu adversário estava indo contra a sua mão. Ryu aprendeu a aproveitar o poder de um soco letal, mas não da maneira que foi usado em sua antiga luta contra Sagat. A força do golpe destrói a luva de boxe e Dudley tem os ossos de seu braço completamente quebrados!

Essa cena é simplesmente fodônica. A força do golpe também percorre o braço de Ryu e rasga parte de seu gi. Ryu permaneceu ancorado e a energia restante retorna à Terra. Dudley admite a derrota. Ryu aprendeu o "punho do vento", uma técnica única para ele e agora está pronto para um desafio ainda maior.
Fim do livro 1.
Demais, não é? O desenvolvimento do protagonista, o enredo, o traço. Tudo é muito bom.
Já que falei bastante sobre Masutatsu Oyama, aqui vai uma pequena homenagem ao lutador real que foi a maior inspiração para a criação de Ryu:


Masutatsu Oyama é o Japão que você precisa conhecer.
Criou o seu próprio estilo de caratê a partir do shotokan.
Permaneceu três anos em um montanha em completo isolamento e contínuo treinamento.
Durante a sua vida, enfrentou mais de 270 artistas marciais, nunca foi derrotado e chegou e destruir pedras utilizando as suas mãos nuas.
Lutava contra touros na unha e nunca faltou com respeito a nenhum aluno ou mestre de sua escola ou de outro estilo de caratê, até o fim de seus dias. Foi apelidado como a "grande montanha".


Ah, sim. Ao fim de cada volume há uma Omake estrelado pela Karin Kanzuki e ainda com uma participação hilária do impagável lutador Dan.
Eu gosto bastante desta personagem que surgiu originalmente no mangá "Sakura Ganbaru" e depois foi transportada para os games de Street Fighter. Pena que a Capcom é muito sacana e gosta de nos desiludir. Quem não acharia o máximo ver a Karin em "Ultra Street Fighter IV" ao invés de um simples personagem editado da Cammy? E pensar que nos fizeram esperar tanto por um personagem novo e nos apresentam aquilo. Infelizmente esses parecem ser os indícios de que esta empresa anda ruim das pernas.
Bom, em breve voltarei ao blog com o volume 2 de "Ryu Final". Até a próxima!

quinta-feira, 29 de maio de 2014

ATORES DE SERIADOS CLÁSSICOS QUE MERECIAM UMA ESTATUETA

 
Como bem sabem, meus caros, existem muitos atores que são conhecidos mundialmente pelo seu talento e pela grande qualidade dos seus trabalhos.
Meus atores favoritos, todos ganhadores do Oscar, são Paul Scofield, Al Pacino, Marlon Brando e John Wayne. Mas hoje falaremos sobre outros atores que, apesar da grande fama e reconhecimento, não receberam uma premiação tão grandiosa.
Muitos dos presentes nesta listagem já encontram-se falecidos, mas permanecem vivos no nosso imaginário como grandes "heróis" dos seriados que nós e nossos pais curtíamos décadas atrás.
Vamos lá.
 
 
Guy Williams

Vocês sabem quem foi Guy Williams? Foi ele quem já nos anos de 1960 interpretou um dos personagens mais importantes do universo nerd em um seriado de ficção científica que será eternamente lembrado por todos nós, mesmo que não o tenhamos assistido durante a época em que fora produzido. E não foi apenas isso, na década anterior ele ainda vivou um dos heróis mais famosos e incríveis do cinema e da TV.
O ator argentino foi Zorro, na série homônima do fim dos anos de 1950, um dos meus programas favoritos nas eternas reprises do SBT durante os anos 80. Impossível pensar em Zorro, uma das grandes inspirações do Batman, sem lembrar de Guy Williams. Poxa, aquele filme que fizeram com o Antonio Banderas foi um bomba. Até o Gato de Botas conseguiu ser um Zorro bem melhor que aquele.
O outro personagem mais conhecido ao qual primeiro me referi foi o Professor John Robinson em "Perdidos no Espaço". E, como devem perceber, eu falei da importância deste seriado, mas na minha lista não estão presentes os grandes ícones da ficção científica William Shatner e Leonard Nimoy, o capitão Kirk e o Sr. Spock respectivamente do lendário seriado "Jornada nas Estrelas", porque os dois já receberam e recebem até hoje a veneração de todos nós, além de serem atores que foram realmente premiados. Todos reconhecem a grandiosidade deles.
Guy Williams também fez participações especiais em outros seriados bem maneiros como "Bonanza", mas brilhou muito mais como Zorro do que como o cientista e chefe da família Robinson, porque em "Perdidos no Espaço" havia um outro ator que foi definitivamente o ladrão da cena. E ele também está nesta lista.
 
 
Don Adams
 
Ganhou muitas premiações e foi reconhecido por sua atuação em séries de comédia, mas Don Adams ainda é pouco lembrado por estas nossas bandas e, para mim, ele merecia um Oscar. Parece que a academia não dá muita bola para os comediantes.
Ele vivera o atrapalhado agente Maxwell Smart do divertidíssimo seriado de humor "Agente 86" na década de 1960. E eu tenho quase certeza de que o agente Smart foi uma das inspirações do grande Roberto Gomes Bolaños, o Chespirito (quem ilustra o título desta postagem), na criação do Chapolin Colorado. O estilo de humor de ambos os personagens são bem similares.
O cara foi uma celebridade e tanto. Deu as caras no desenho do Scooby Doo (naquela fase onde sempre pintavam celebridades) e também foi inspiração para outros personagens semelhantes ao seu mais famoso como o inspetor Bugiganga (É, anos 80).
 
 
Bárbara Feldon
Bárbara Feldon, a belíssima Agente 99, também da série "Agente 86", não era só um rostinho bonito. Era formada pela Carnegie Mellon Universirty e tinha bacharelado em artes cênicas.
Quem disse que mulheres não são engraçadas? Bárbara Feldon era imbatível ao lado de Don Adams. Também recebera diversas premiações pelos seus trabalhos, mas assim como no caso de seu colega, acredito que também merecia a premiação mais elevada da categoria. Embora eu não compreenda muito bem os critérios utilizados.
Titanic ganhar Oscar? No fim das contas esse prêmio não vale exatamente aquilo que ele deveria representar.
 
 
César Romero
 
"Vilão especialmente convidado..."
Muitos devem se lembrar de César Romero apenas oferecendo charutos havanos de qualidade duvidosa aos seus capangas que estão cansados "bagaraio" ou cobiçando a tia do Batman no seriado do herói nos loucos anos de 1960.
Mas além de ter sido o "palhaço, o coringa, o jóquer, o palhaço", ele também trabalhou com figuras como John Ford, Erns Lubistch, Rubens Donaldson, Otto Preminger e Howard Haws. É legal também rever os seriados clássicos e vê-lo fazendo participações especiais sempre com uma divertida atuação. Podemos registrar sua presença em Zorro e em Daniel Boonie por exemplo.
 
 
César Romero conheceu também a nossa Carmem Miranda, tornando-se amigo dela e ainda se apaixonou pelo Brasil e por nosso Carnaval. 


Henry Calvin
 
Quem não se divertia com Henry Calvin na pele do atrapalhado Sargento Demétrius Lopez Garcia no seriado "Zorro". Sem dúvidas o trabalho que deu mais notoriedade ao ator que estreou como cantor de ópera. Isso explica porque às vezes era possível vê-lo soltando a voz de forma impressionante no seriado do herói mascarado.
Curiosamente, nos livros de Johnston McCulley (criador do Zorro) não existe nenhum Sargento Garcia, mas sim um implacável Sargento Gonzalez que, embora também um militar gordo similar, era obcecado por capturar Zorro.
Garcia teria sido inspirado neste Gonzalez, que a Disney preferiu tornar engraçado e divertido. Isto tornou Garcia um "inimigo" e ao mesmo tempo um aliado de Zorro durante alguns episódios onde ele demonstra também lutar contra a opressão e a tirania. Era também um trambiqueiro e um pinguço, sempre dando um jeito de encher a cara nas tabernas nas costas de alguém.
Com o encerramento da série "Zorro", começou a trabalhar em programas de humor como Dick Van Dyke Show, onde fez uma participação personificando a dupla "O Gordo e o Magro", sendo ele logicamente o Gordo. O sucesso foi tanto que até fora convidado para repetir a performance.
 
 
Outro detalhe legal é que Henry Calvin conheceu pessoalmente o seu dublador brasileiro, a lenda viva Orlandro Drummond. "Eu sou tão grande e falo tão fino e você é tão pequeno e fala tão grosso", foi o que ele disse para o eterno marinheiro Popeye.


Ramón Valdez Castillo
 
Talvez o nome e a fotografia causem estranheza a alguns, mas trata-se do inigualável Dom Ramón, o seu Madruga do seriado "Chaves".
Aliás o nome seu Madruga foi ideia da nossa equipe de dublagem da Maga, pois dava um bom sincronismo na articulação das falas dos personagens e devido as feições boêmicas do personagem, que tinha cara de quem passou a noite inteira em claro.
Vindo de uma família de grandes atores, deixou um legado de mais de 50 filmes. É impressionante para os mexicanos o carinho e a admiração que nós brasileiros temos para com o personagem seu Madruga. Mas ele era para mim a cara do Brasil e da América Latina. Trabalhador, embora todos o chamassem de preguiçoso, oprimido e sabia usar da sua esperteza para lutar contra a pobreza, embora os seus métodos não fossem lá muito honestos. Sem falar que foi o maior filósofo de boteco que a televisão já teve.
Às vezes nem parece que ele infelizmente já nos deixou. De fato, enquanto uma criança ou um adulto ainda poderem rir de suas eternas performances na TV, Ramón Valdez permanecerá vivo.
Fica então para recordação dos fãs uma declaração dada por Chespirito sobre o que sentia pelo seu amigo:
"Uma espécie de inveja boa, de suas faculdades de expressão. Ramón podia fazer um gesto tosco e a pessoa começava a tremer, eu pensava: "Que não me encontre com um desses à noite na rua". E logo imediatamente, um sorriso, e a pessoa o adorava porque era de uma simpatia genial. Um pouco descuidado, talvez não chegou a brilhar mais, não por falta de talentos, senão porque… não tinha muito interesse nisso".
 
 
Jonathan Harris
 
Quando falei anteriormente sobre o grande ator que roubava todas as cenas no seriado "Perdidos no Espaço", falava de Jonathan Harris.
Ele ficou mundialmente famoso neste seriado de ficção científica como um dos maiores "vilões" de todos os tempos da televisão. Dono de um sotaque britânico e uma interpretação shakesperiana, elevou o Dr. Zachary Smith ao posto de celebridade nos anos de 1960.
Inesquecíveis os seus insultos ao robô B-9, a quem ele chamava de lata de sardinha, e o seu bordão "Não tema, com Smith não há problema".
Sua participação no seriado consistia em uma série de planos, golpes e trambiques na tentativa de retornar ao planeta Terra depois da desastrosa missão que o condenou junto da família Robinson a ficar perdido no espaço.
Aliás, a ideia do seriado era que os membros da família Robinson fossem os protagonistas, mas com Smith e o Robô roubando todas as atenções, isso acabou perdendo o sentido.
Jonathan Harris também apareceu em outras séries antigas como "Zorro", "A Feiticeira", "Terra de Gigantes" e "Agente 86".

Jonathan Harris no programa da Hebe Camargo em 1969

Poucos sabem, mas Jonathan Harris esteve no Brasil e ainda conheceu pessoalmente o seu dublador Borges de Barros, o mendigo milionário de "A Praça é Nossa".
 
Jonathan Harris com o seu dublador Borges de Barros
 
Jonathan morreu em 2002, deixando uma legião de fãs em todo o mundo. 
 
 
Junichi Haruta

Esse cara é fera!
Junichi Haruta é um grande conhecido nosso, Tokufãs! Um consagrado ator, dublê e coreógrafo japonês, tendo participado de vários seriados do gênero Tokusatsu nos anos 80, 90 e 2000.
Começou sua carreira com apenas 16 anos e foi dublê do primeiro Kamen Rider em 1971.
Foi em 1982 que viveu Kanpei Kuroda, o Goggle Black, em "Goggle V", que aliás tinha neste ator e em Megumi Ogawa (a gatíssima Google Pink) os únicos bons motivos para ser assistido, pois a série infelizmente não passava de um Changeman de quinta categoria.
No Brasil ele ganhou sua fama e prestígio como o vilão Macgaren no seriado "Jaspion". E o ator Hiraku Kurosaki, o herói desta série, confirmou em entrevista para os fãs brasileiros as histórias que ouvíamos sobre o fato de Haruta dispensar dublês e sempre executar todas as cenas de seus personagens, mesmo quando estavam mascarados! O cara era o Jackie Chan japonês!
Haruta ainda é muito conhecido pelo povo brazuca por ter sido o ninja-robô Stormin, um de meus favoritos da série "Jiraya, o incrível ninja".
 
 
Recentemente pudemos vê-lo reprisando o seu papel de Goggle Black em "Kaizoku Sentai Gokaiger", que é um prato cheio de nostalgia e divertimento para os fãs dos mais antigos. 
 
 
Nichelle Nichols
 
Não apenas fora uma grande atriz, importantíssima também para a cultura nerd, como também deixou a sua marca em nossa sociedade, em grande transformação na década de 1960.
Antes de sua carreira como atriz, Nichelle Nichols foi uma cantora e ainda cantou junto de Duke Ellington e Lionel Hampton.
Tornou-se famosa e muito conhecida por todos nós como a tenente Uhura na telessérie original de "Jornada nas Estrelas" e nos longas-metragens produzidos para o cinema relacionados a série.
A atriz cita frequentemente em entrevistas que nunca sentiu-se discriminada no set, mas que fora dele a situação era diferente. Ela entrava por uma porta "especial", pois era sempre barrada pelos guardas, que inventavam desculpas, e era desvalorizada por alguns integrantes da equipe técnica, como o fotógrafo, que nunca tirava imagens decentes suas para a divulgação. Mas ela nunca se queixou a ninguém, nem ao criador da série, Nichelle simplesmente fez o seu melhor e venceu.
A belíssima atriz, que enfrentou muitos obstáculos e quebrou todos os paradigmas, participou do primeiro beijo "inter-racial" na TV norte-americana, com o ator canadense William Shatner, o capitão Kirk (Olha ele aparecendo de novo na postagem!).
Devo deixar clara a admiração que tenho por esta mulher, o quanto que ela mostrou que o trabalho e o estudo realmente valem a pena. Saber que ela serviu de inspiração para tantos é algo que enche o coração de alegria.
 
                         

O vídeo acima e um pequeno documentário sobre o famoso "Historic kiss". Totalmente em inglês, pequeno gafanhoto, mas qualquer um pode compreender facilmente o que eles estão dizendo.
 
Com seu lugar de destaque na cultura e na história dos direitos civis, Nichelle foi convidada pela NASA para ajudar em campanhas de recrutamento para a primeira astronauta mulher da agência espacial. A ação não apenas selecionou Sally Ride, a primeira mulher astronauta, e Mae Jemison, a primeira negra a viajar para o espaço, mas também os primeiros astronautas membros de minorias: Guion Bluford, Judith Resnik e Ronald McNair.
Nos dias de hoje existem poucas pessoas para quem eu possa falar "Eu admiro você", mas Nichelle Nichols é certamente uma delas.
 
 
Bill Bixby
 
Um dos maiores heróis que os seriados dos anos de 1980 já tiveram. "O Incrível Hulk" foi um dos mais divertidos programas que nós assitíamos na nossa infância e acredito que tenha influenciado não apenas outros seriados para TV, mas também as próprias histórias em quadrinhos.
Com a série "Arrow" (O Arqueiro Verde, embora ele nunca tenha usado esse nome) fazendo um grande sucesso na atualidade, podemos perceber o que ainda pode ser feito com uma boa vontade e roteiristas competentes. E que nostalgia isso trás.
Ah, perdoem-me Eric Bana, Edward Norton e Mark Ruffalo, mas não existirá nenhum Bruce Banner de verdade depois de Bill Bixby.
O legado deste ator é impressionante e tenho certeza de que ele também tinha o seu lado nerd, já que, antes de Hulk, já aparecia em outras séries de ficção, como quando caçava marcianos em Meu "Marciano Favorito". Sem falar que além de atuar, ele também produzia e dirigia.
O Bruce Banner de Bill Bixby para mim foi aquele que melhor incorporou o espírito do personagem dos quadrinhos. E quem não se lembra da sua solidão e reflexão, caminhando ao som de "Lonely man" ao final de cada episódio. Essa cena faz muito marmanjo suar pelos olhos nos dia de hoje.
 
                         

Esta série nunca deixará de ser lembrada e homenageada com as referências que vemos até hoje em tantos outros seriados, desenhos ou mesmo filmes.
Valeu, Bill Bixby. Você foi um dos responsáveis por tornar a nossa infância muito melhor do que ela poderia ter sido.
 
Enfim, estes foram alguns dos grandes astros dignos de todas as nossas homenagens e reconhecimento. E, pra finalizar, um incrível vídeo musical feito por um grande fã. Compartilho este sentimento do vídeo para com todos os atores, aqueles que permanecem conosco ou aqueles que já nos deixaram, presentes nesta listagem, vocês merecem.
 
             
         
              Saudades eternas.

sábado, 10 de maio de 2014

SÉRIES PARA VER COM OS FILHOS: LITTLEST PET SHOP


De volta, meus camaradas. Como estão?
Aqui vamos nós com a estreia de mais uma nova atração do Doutor Nerd: "Séries que eu quero assistir com os meus filhos". Nestas postagens faremos uma análise sobre as atrações da atualidade com um apelo ao público infantil e a segurança que proporcionam aos pais de que suas crias estão recebendo um produto legal pelas TVs de nossas casas.
Não. Eu não tenho filhos, não sou casado e, aliás, nem tenho namorada. Mas quem não tem o sonho de constituir família algum dia? Tá, um bocado não quer nem saber de filhos hoje em dia, porém ainda tem um montão de pessoas mais tradicionais, porém solitárias, que devem pensar feito eu.
Não vou enganar ninguém. Eu já me divirto com as atrações destinadas ao público infantil. Eu não saio da TV Cultura e às vezes dou uma espiada na Discovery Kids.
Qual é? Será que isso é crime? Já falei em outra postagem que não é só de socos, tiros e ficção científica que um nerdão vive. Ter outros interesses não vai te fazer menos nerd (ou menos macho). Muito pelo contrário! E caso você diga que só assiste tais coisas por causa de uma irmãzinha ou um priminho, é melhor parar de mentir.
Bem, vamos começar porque esta vai ser uma daquelas postagens gigantescas.
A série que escolhi para analisar é "Littlest Pet Shop", também conhecida como um primo menos popular de "My Little Pony: Friendship is magic". Ambas as animações são produzidas pela Hasbro, que deve ser a empresa mais bem sucedida do ramo atualmente. Os seus programas para TV, sem falar de seus outros produtos, são um grande sucesso.
Tal como MLP (vou chamar o desenho das pôneis assim a partir de agora), LPS (vou chamar assim o desenho dos animaizinhos desta postagem) foi criado a partir de um produto já existente. A Hasbro gerencia as propriedades intelectuais de Blythe, uma linha de bonecas lançada em 1972, e Littlest Pet Shop, produzido em 1992. Utilizando de ambas encarnações modernas destes produtos, surgiram as séries mais atuais de brinquedos e o desenho animado, o qual estamos analisando.
É importante também mencionar os desenhos clássicos produzidos a partir da década de 90 que... caramba... Isso prova que se poder fazer muita coisa boa reciclando lixo.
LPS segue uma fórmula semelhante a de seu primo MLP, com histórias simples, fechadas, muita música, personagens legais e envolventes e, é claro, uma lição de moral e valores positivos transmitidos ao fim de cada episódio (He-Man?). Outra coisa bem bacana são as referências à cultura nerd, e nesse assunto LPS também arrebenta. Já tivemos referências à Jornada nas Estrelas, ao Agente 86, ao filme Coração Valente do Mel Gibson e até mesmo, já no primeiro episódio, ao filme A Hora do Rush... isso mesmo, aquele do Jackie Chan e do Chris Tucker.
A comparação foi um tanto proposital porque descobri recentemente que há um tipo de rivalidade entre as séries, mas ela vem mais por parte dos bronies e adoradores da clássica animação, vejam só. Eu curto ambas as franquias, mas tenho uma queda pelos LPS mais por conta de seus personagens do que pela qualidade das suas histórias como acontece com MLP.
E é assim que vamos fazer esta análise, não deixando de destacar alguns de seus personagens mais importantes.

"Olá, Bly-Bly-Bly... Bly-Bly-Blythe."
LPS conta a história de Blythe Baxter, uma jovem aspirante à moda que, junto com o seu pai, mudou-se de sua antiga cidadezinha do interior para a cidade grande, em um apartamento acima da loja Littlest Pet Shop. Depois de um pequeno acidente, ela descobre que ganhou um misterioso talento para entender e falar com os animais (Não procure entender, esse detalhe não faz a menor diferença para o desenho).
Nossa heroína é uma menina que pode falar com animais. Será que já vimos algo assim antes?


Desde então, ela sempre vem a loja e ajuda seus novos amigos a seguirem os seus sonhos e passa também a compreender melhor a si mesma. Estranho, eu comecei a falar dos personagens humanos. Eles são para muitos o maior ponto fraco do desenho e foi por isso mesmo que eu escolhi começar por eles. Eu penso diferente.


Blythe, que aliás é uma das mais criticadas pelos hatters, é bem legal, simpática, atenciosa. Talvez muitos não a curtam porque ela foge um pouco do padrão de garota forte da atualidade. Afinal, Blythe gosta de ser feminina. Ela ama desenhar, costurar, criar novos desiners para roupas e também se preocupa com a sua aparência, como visto em muitos episódios. Por outro lado, ela é muito independente e determinada. Muitas vezes precisa se virar sozinha, pois o seu pai, devido ao trabalho dele, fica longe dela na maioria das vezes. Blythe é uma "mulher" forte, mas não precisa deixar de ser feminina para provar isso. Também parece ser o único personagem são em todo o grupo que conhece, embora ainda tenha alguns momentos de comportamento questionável. Tudo em nome da comédia.


E por falar em comédia, o personagem humano mais legal de LPS sem dúvidas é o Roger Baxter (ou seria doutor Reed Richards?), o pai da Blythe. Ele é completamente viajante. E pensar que o cara trabalha pilotando... AVIÕES.
Sério, vocês já viram os desastres que ele causa no trânsito quando dirige o seu carro? O cara é um puta dum barbeiro! Eu pessoalmente não me sentiria seguro à bordo de um avião pilotado pelo senhor Baxter.


Em contrapartida, é um pai bem divertido e compreensivo, mas sabe ser também rigoroso quando preciso. Às vezes segue o clichê de superprotetor (coloquem-se no lugar dele e imaginem como seria ser pai de um filho único e ainda mulher) e é um tanto inconveniente com a filha e os amigos dela. Viram o episódio em que ele participa de um flash mob com a turma do colégio da Blythe? É tipo aquele seu professor do Ensino Médio que tentava ser descolado.
Há muita cumplicidade entre pai e filha. Eles são uma bela família, embora pequena. Ah, o senhor Baxter é dublado no Brasil por Wellington Lima, numa das raras vezes em que ele, já acostumado a interpretar vilões, empresta a sua voz para um cara legal.


Não posso deixar de mencionar a senhora Twombly! Ops... senhorita! Ou será senhora? Bom, o que importa é que essa simpática senhora é a dona da loja Littlest Pet Shop e foi ela quem arrumou um trabalho para a Blythe em sua loja, após a menina salvá-la de fechar, trazendo a sua ideia de moda para pets.
A senhorita T, como também é conhecida, é muito divertida e excêntrica e... uau... ela é bem atraente para a idade dela!

Um casal simpático, não acham?

"Alô. É a tia do Bátema?"

A energia que ela demonstra, em idade avançada, é inspiradora e faz dela um dos personagens mais agradáveis do desenho.


Estas duas coisinhas coloridas são as antagonistas do desenho. Melhor dizer antagonista porque de vilãs elas não tem nada.
Quando as vi pela primeira vez, pensei: "Por favor, que elas não sejam as vilãs do desenho!" Temia que o estilo delas transforma-se essa bagaça numa história de guerra de patricinhas. E Patty Kombat ninguém merece, por mais engraçado que isto poderia ser.
Foi uma grande surpresa para mim ver como Brittany e Whittany funcionam bem como antagonistas. Elas são superengraçadas e divertidas! Além de terem um parafuso a menos nas suas cabecinhas, não apresentam um pingo de inteligência. Vivem se dando mal... Se dando mal juntas... Aliás elas fazem tudo juntas. Esnobam, dão xilique, vão à detenção. Isso lembra alguém...

"Tipo... Ná, ná, ná."
Enfim, não dá para levar a sério a maldade de alguém com o nível de inteligência do Homer Simpson e do Bob Esponja. Elas são inimigas da Blythe porque... bem, elas são duas patricinhas que tem como suas inimigas naturais outras patricinhas e, infelizmente para a Blythe, ela também faz parte do sindicato. Embora diferente do restante desta categoria, Blythe sempre foi super gente boa e inteligente. 

Sem querer ofender, mas já ofendendo...
Mas, sério, eu não permitiria que essas irmãs Biskit se tornassem exemplo para a minha filha, diferentemente da Blythe, é claro.

E o pai das gêmeas, o senhor Fisher Biskit, o dono da Maior de Todas (que nome original), loja concorrente da Littlest Pet Shop, é um pouco esnobe, mas também é um cara legal. Ele quer que as filhas aprendam a agir de forma honesta e as estimula a sempre darem o melhor de si.


"Nada a ver issaí, doutor Nerd."
Ah, e a família delas tem o mordomo mais esquisitão e sombrio que já vi em um desenho animado. Não confio naquele cara.

Também podemos falar mais rapidamente dos outros amigos humanos da Blythe.


A coreana Youngmee Song que gosta de ser diferente e é sobrinha da Christie, a tiazona boazuda (coroas estão de fato na moda) que é dona de uma loja de doces vizinha a Littlest Pet Shop. Sue Patterson, atleta e feminista do grupo. E Jasper, o entusiasta do time.

Ufa, finalmente chegamos aqui.
Agora sim vamos falar da melhor parte da animação, os seus astros, os pets.
Decidi falar dos pets só agora porque com certeza já demoraria com eles e depois faltaria ânimo para falar dos personagens humanos. Então agora que já cumpri esta tarefa vamos ao melhor da festa, afinal a postagem de verdade começa agora.
Com vocês, os pets:


Vamos começar com a maior estrela do programa, uma diva, nas suas próprias palavras, a cadelinha Zoe Trent.
Curiosamente, a primeira imagem que tive deste desenho foi justamente da Zoe e foi um fanart que... não vamos entrar em detalhes. Mas eu já havia imaginado tratar-se de uma outra animação da Hasbro, já que esta personagem lembra um pouco a Twilight Sparkle de MLP.
Vai dizer que não pensou na unicórnio mágica e nerdona do desenho das pôneis coloridas?
Embora as semelhanças entre as duas fiquem apenas no visual, a personalidade da Zoe se aproxima um pouco de Rarity, outra unicórnio de MLP que, aliás, é a mais engraçada do time das pôneis principais na minha opinião.
Zoe gosta muito de cantar, atuar, enfim, é a mais falante e extrovertida do grupo. Sem falar que é a maior periguete do desenho, colecionando a mais longa lista de namorados de todas! Ela também gosta de se sentir bonita.
A propósito, uma coisa me deixa meio confuso. A Zoe é uma graça, é quem mais gosta de variar seu visual, é vista na maioria das vezes usando uma boina e uma vez até cantou (para as pessoas normais ela apenas latiu) com uma banda de rock diante de uma grande plateia. Então vem a pergunta: O que são os personagens de LPS? Pets regulares ou furries?
Talvez sejam furries que agem de vez em quando como pets regulares. E talvez a Blythe seja a única pessoa que se ligou nisso... ou não.
Teorias da conspiração à parte, Zoe Trent é uma das minhas personagens preferidas do mundo da animação atual.


Esta gambazinha chamada Pepper Clark é a minha personagem favorita do desenho LPS. É a mais bonita e encantadora de todos os pets para mim!

"Pepper?"
Além de trabalhar para o Tony Stark (he, he), Pepper é uma comediante. Engraçado que, quando se apresentou como tal no primeiro episódio, parecia até que ela não levava muito jeito para isso. Não que ela realmente leve, mas a Pepper parecia um pouco tímida à princípio. E acho que foi isso que me fez reparar nela logo de início. Tenho uma queda por personagens assim.
Bom, de tímida Pepper não tem nada. Ela é uma das mais atiradas de LPS. A única coisa que a constrange às vezes é o fato de soltar certos odores de vez em quando, mas isso é inevitável quando se é um gambá.
Ah, apesar do que eu disse antes, Pepper é engraçada sim. Porque é como diz aquele antigo comercial de refrigerante: "Em defesa das beldades desafinadas". Ou algo assim.


O mais sem noção do grupo, Vincent Alfonso Terrio, mais conhecido como Vinnie. Ele é um calango lagarto, fã do Elvis Presley (o topete não me deixa mentir) e pelo nome deve ser de origem latina, como já se podia imaginar.
O que eu mais gosto no Vinnie é a sua grande perseverança. É um fanático por dança, mas, como todo mundo que já assistiu ao desenho deve ter percebido, ele não sabe dançar. Isso explica o porquê dele estat sempre caindo de cara no chão toda vez que tenta alguns de seus passos. Mas ele realmente ama dançar e não desiste, isso sim é perseverança... ou talvez apenas falta de noção.
Antes de passar para o próximo, pode ser só impressão minha, mas vocês repararam que a voz do Vinnie lembra alguém?


Aqui há uma grande semelhança entre o Vinnie e o príncipe dos saiyajins, ambos parecem ter dois pés esquerdos. E já que falamos de vozes, alguém precisa pedir para os personagens machos do desenho melhorarem a afinação. A nossa dublagem tem sido trágica nas músicas quando os homens cantam.


A Pinkie Pie do grupo e também tão adorável quanto, a macaca Minka Mark.
Uma das mais legais do desenho e, provavelmente, a mais maluca. Adora desenhar, tem uma tara por coisas que brilham (Lembram do desenho "Meu amigo da escola é um macaco"?) e é indiscutivelmente hiperativa. Não para de falar por um segundo e provavelmente tem déficit de atenção, isso explicaria muita coisa.


Representa grande parte da alma dos pets e também é a protagonista de algumas das cenas mais viajadas e engraçadas do desenho. É, parece que não é só no seu visual que guarda semelhanças com a Pinkie Pie. 

"I amu du docta."
Sunil Nevla é o integrante (do sexo masculino) mais adorável dos pets. E sim, a voz dele é a mesma do Shiryu, dublado então pelo grande Élcio Sodré.
É um tipo de mágico. Gosta de fazer truques, mas, assim como o seu amigo Vinnie, comete algumas mancadas. Também é o mais medroso do grupo e admite isso sem constrangimento, mas, sendo ele uma fuinha, se tem uma coisa que faz o seu sangue ferver e partir para a briga, são as suas inimigas naturais, as cobras.


Na dublagem original, tem sotaque indiano.
Segundo um amigo biólogo, Sunil é uma fuinha de listras e isso faz dele uma espécie africana e não indiana.
Tá, essa informação não agrega nada à postagem. Vamos prosseguir.

Russel Capitão Kirk da Interprise
Se eu tivesse um pet, ele certamente seria como Russel Ferguson.
Por quê? Ora, nunca ouviram dizer que os animais se parecem como os seus donos?
Russel é o nerdão do grupo. Ele é o mais organizado, perfeccionista e sério dos pets. Eu gosto desse carinha, ele parece comigo em vários aspectos, sobretudo na nerdiçe, na timidez e na seriedade. Numa comparação entre MLP e LPS, ele ocuparia a função da Twilight Sparkle.
É um pouco inseguro e parece ser o preferido da Blythe.
Importante, não se esqueçam, Russel é um ouriço e não gosta de ser confundido com um porco-espinho. E engraçado que quando o vi pela primeira vez pensei na Flaky, a porco-espinho da animação de humor negro da Mondomedia, Happy Tree Friends. Então Russel é quase uma versão masculina da Flaky, ambos são tímidos e tem problemas com espinhos.
Repararam que todos os pets tem nome e sobrenome? Será que isso reforça a "teoria furry"? Espero que não.


Mais uma asiática no elenco de LPS!
Penny Ling é uma panda e logicamente veio da China.
Só eu acho estranho essa loja e as pessoas que a frequentam? Quem teria um gambá ou um panda de estimação? É, essa panda não deve crescer muito...
Penny Ling, assim como Blythe, também possui alguns hatters. Como pode? Muitos acham que Penny Ling (e os personagens humanos) não faria falta ao desenho. E eu discordo totalmente!
A ursinha é a mais meiga e amável do grupo de pets. Sem Penny Ling, LPS perderia a maior parte da sua inocência e sensibilidade.
Não é encantadora? Quem resistiria a ela?
Está lançado o desafio!

Menções Honrosas para Buttercream (a coelha) e Sugar Sprinkles (a gata cheia de granulados na cabeça). Só cito as duas porque foram de fato as mais legais de uma imensa gama de personagens carismáticos que surgiram no desenho.


As duas, que vivem com Christie, aparecem muito pouco, mas definitivamente roubam a cena sempre quando fazem presença. Sugar Sprinkles, aliás, é uma das mais adoráveis e divertidas personagens e é a preferida de muitos fãs do desenho. Não tem como não curtir a personalidade dessa gata, ela é demais.

Bom, apresentei os pets principais do desenho, então agora vamos deixar a diva Zoe Trent fazer do jeito dela:

           


  
Poderia falar mais sobre outros personagens, humanos ou pets, ainda há muita coisa legal para comentar sobre LPS, mas a postagem já se estendeu demais. Então vamos finalizar com a nota final do Doutor Nerd:
"Bora assistir."
10/10
Não poderia dar uma nota menor. LPS é diversão na certa para os pequenos e (por que não?) para os adultos também. Apesar do tema ser mais direcionado ao feminino, as histórias cheias de loucuras e confusões com certeza agradarão todo mundo, tal como acontece com MLP.
Há alguns anos atrás, eu escutava muito que os desenhos animados estavam ficando cada vez piores. LPS é uma das provas do quanto este julgamento era equivocado. Esta animação nos proporciona risadas, boas lições e até nostalgia para os adultos.
Eu aprovo.
No Brasil já foi exibida a primeira temporada dublada e completa. A segunda temporada já deve estar em fase de dublagem e, com a boa aceitação que a série vem tendo, pode apostar que mais diversão vem por aí.
Até a próxima e obrigado por sua audiência e sua paciência. 

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