quinta-feira, 6 de junho de 2013

Saudade, um post muito pessoal


Fazem cerca de dez anos que deixei a cidade onde cresci.
A cidade em que cresci, Cariacica, era sem dúvida a mais zoada de toda a Grande Vitória aqui no Espírito Santo, por ser, digamos, a menos desenvolvida e um tanto quanto "rural" (ênfase nestas aspas, ok!). Foi quando eu comecei a estudar fora do município que eu descobri. Cariacica estava entre as cidades que quando a gente mencionava ouvia coisas como "mora mal" ou "Mora em Cariacica? Você não mora, você se esconde". Era engraçado todo esse exagero destas pessoas, que no fundo só queriam tirar onda mesmo. Eu nunca deixei de gostar da tranqüilidade bucólica dos melhores pontos da cidade onde vivi a maior parte da minha vida.
Hoje, como eu tenho que trabalhar em Cariacica, de vez em quando dou uma passada pelo bairro onde ficava a minha casa.  E que surpresas eu encontro. Minha casa deu lugar a um depósito que nem sei para que serve. As árvores das calçadas desapareceram. Mas muita coisa permanece como sempre foi. Morros. O que mais se tem por lá são morros. Quer ir à padaria? Quer ir à igreja ver a missa? Quer ir ao supermercado? Quer ir ver o futebol no estádio do Rio Branco? Então encara um morro! E pensar que um dia sequer eram pavimentados!
Também encontro rostos conhecidos por lá, alguns me reconhecem, outros não. Conheci gente muito boa, honesta e trabalhadora. 
O legal é poder lembrar de uma época em que as crianças sabiam brincar. Jogavam bola, soltavam pipa na rua, desciam o morro com carrinhos de rolimã (sim, para isso os morros serviam). E o melhor de tudo: eu vivi essa época.
Lembro que em uma aula de Português que tive na 8ª série a professora fez uma pergunta: Afinal, a saudade é um sentimento bom ou ruim? Acho que pode ser um pouco dos dois.
Vamos deixar então a Magali explicar...


Acho que essa frase diz tudo...



sábado, 1 de junho de 2013

DICA DE FILME - OS MISERÁVEIS


Hoje vou fazer a análise de um belo filme que tive a honra de assistir.
Eu meio que detesto ir ao cinema sozinho. Mas devido ao meu trabalho e estudo, fiquei um certo tempo longe dos parentes e dos amigos, então eu não tive muita escolha. Bem, mas mesmo sem companhia, assistir o filme "Os miseráveis" de Tom Hopper foi uma experiência e tanto.
O filme conta a história de Jean Valjean, condenado a 19 anos de prisão por roubar um pedaço de pão. Depois de cumprir a sua pena, passou a viver na miséria, sem esperanças de se recuperar e tornando-se uma pessoa muito amarga. Mas ele passa por uma conversão graças a um padre que se compadece da sua dor e lhe dá a oportunidade de dar a volta por cima e mudar o seu estigma de criminoso. Assim, Jean muda de nome e foge da sua condicional, determinado a tornar-se um novo homem.
Mas o inspetor Javert quer prendê-lo novamente. Sendo um representante da justiça sem misericórdia, para o inspetor, uma vez pecador, sempre pecador. Ele não tem piedade do homem que roubou um pedaço de pão para alimentar um bebê faminto. Da mesma forma foi com Fantine. Ele não enxerga a dor de uma mulher que vende o próprio corpo para garantir o sustento da filha.
Este filme é uma produção realmente grandiosa, com um elenco formidável e músicas espetaculares. Hugh Jackman, o eterno Wolverine, é Jean Valjean e ele esteve perfeito no papel. Agora até lembrei como eu criticava aquele seu Wolverine galã, daquelas bombas que foram os filmes dos X-men, mas como sempre a Fox sempre fez questão de arruinar grandes franquias. Opa, desviei do foco. Posso falar mal da Fox em um outro post só pra isso.
Ambientado na época pós-revolução francesa, "Os miseráveis" ainda tem momentos de boa comédia graças ao casal de trambiqueiros, os Thénardier. Risadas são garantidas.
O final do filme é incrível e faz até os mais machões lacrimejarem. É muito legal também ver um filme como este retratando um generoso bispo católico como um agente na transformação do protagonista. É inspirador para aqueles como eu que ainda buscam  recuperar a sua fé na humanidade.
Por falar nisso, este filme foi baseado no livro de mesmo nome de Victor Hugo. O autor também de "O homem que ri" (que deu aquele filmão da década de 1920 com Conrad Veidt) e "O concunda de Notre
Dame" (meu filme favorito da Disney) era conhecido por ser um grande anticlerical, ainda que reconhecesse os trabalhos das Irmãs de Caridade e de São Vicente de Paulo. E colocar um bispo como instrumento de redenção de Jean Valjean, rendeu protestos de seu filho, também avesso a Igreja.






quarta-feira, 29 de maio de 2013

ESPECIAL MÊS DAS MÃES


Estamos já no final do mês de Maio, pois é, só quando a gente é adulto que passa a perceber como o tempo passa rápido. Bom, mudando de assunto, mas não tanto, este é um post bem atrasado, em vista que ele deveria ter sido feito no começo do mês. Mas como estou começando um blog só agora então paciência.
Como a introdução do texto diz e a figura da bela obra de Michelangelo mostra, este é o mês das mães, então vamos celebra-lo com um top 10 especial como as mães mais legais (minha humilde opnião) da ficção da cultura nerd é claro:








Nº 10 - CHICHI

A mulher do homem mais forte do universo e, segundo dizem, a única pessoa capaz de meter medo nele. Dragon Ball foi sem dúvidas um dos animes que mais marcaram a minha vida, eu sempre gostei muito de assistí-lo na minha adolescência e mesmo hoje é divertido rever os episódios da obra prima de Akira Toriyama.
Chichi faz o tipo de mãe dedicada e exigente. Sempre preocupada com o estudo e o futuro dos seus filhos. Um personagem muito divertido, diga-se de passagem. Eram hilários aqueles momentos em que Chichi brigava com Goku por colovar o seu filho no meio daquelas lutas titânicas que arrazavam com planetas inteiros. Aquela fase em que Goku luta com Freeza no planeta Nameko então foi demais, com uma cena massa em que ela formava um grupo de resgate para trazer o Gohan de volta do planeta alienígena. Até hoje acho graça daquela nave que sequer decolou.
Chichi pode parecer exagerada e com atitudes caricatas, mas com certeza você deve conhecer um mãe parecida com ela. Talvez a sua seja assim (he, he).

















Nº 9 - ULTRA MOTHER

Esta aqui é para os muito nerds ou simplesmente para os fãs da família Ultra, uma das franquias mais rentáveis de Tokusatsus da história do Japão.
Ultra Mother é a curandeira da família dos guerreios gigantes da Nebulosa M 78, que com certeza você já deve ter ao menos ouvido falar, já que algumas ótimas séries dos estúdios Tsuburaya já passaram aqui no Brasil (Ultraman, Ultraseven, O regresso de Ultraman).
Apesar do seu nome, ela não é a mãe de todos os guerreiros Ultra. É casada com Ultra Father, o líder dos combatentes do seu mundo, e é mãe de Ultraman Taro. Ouvi dizer que também é mãe adotiva do Ultraman Ace.
Faz o tipo carinhosa e atenciosa. Muito legal vê-la no filme clássico com a origem do Ultraman Taro, onde ela aparece tendo um papel muito importante na transformação do seu filho em um poderoso guerreiro.















Nº 8 - SARAH CONNOR


Todo mundo já deve ter assistido o filme Exterminador do futuro do bombadão Arnold Schwarzenegger. Então lá vai um texto tirado do wikipédia para quem por acaso não conhece essa mulher...
Sarah, aos seus 19 anos, é estudante e trabalha como garçonete, quando é salva pelo soldado do futuro Kyle Reese de um dos cyborgs, Terminator 101. O soldado explica que veio do futuro para salvá-la, pois no futuro essas máquinas dominarão o mundo, e Sarah será mãe do homem que lidera a Resistência Humana . Essas máquinas, originadas do projeto Skynet, mandaram também do futuro um de seus modelos, para aniquilá-la, impedindo a existência de seu filho, John Connor.
Durante o pouco tempo em que Sarah foge junto de Kyle, se apaixona pelo soldado, sem saber que este a admirava no futuro. Os dois acabam tendo uma noite juntos, e Sarah fica grávida do pai de John.
Porém, Kyle Reese morre num combate contra o Terminator 101, e Sarah vinga-o destruindo a máquina.
A morte de Kyle abala Sarah, mas a inspira a ter a responsabilidade e determinação que deve ter, protegendo seu filho.
Era uma mãe bem durona e esse filme era demais, principalmente a sua segunda versão.

















Nº 7 - JUN KAZAMA

Outra mulher durona neste post. E como é forte! Jun envolveu-se com Kazuya Misjima já no segundo game da série Tekken e acabou ficando grávida dele. A mesma força demoníaca que possuiu Kazuya tentou possuir o filho de Jun ainda no ventre, mas ela conseguiu vencê-lo e salvou o seu filho. Jun amava muito Kazuya, mas infelizmente não pode ajudá-lo.
Seu filho Jin completou 15 anos e ela percebeu a aproximação de Ogre, o deus da luta Asteca. Não se sabe ao certo se ela morreu ou sobreviveu a este encontro, mas sem dúvidas continua a proteger de alguma forma a seu filho.
Bonitona essa Jun, ein. Gatíssima.








Nº 6 - VANILLA THE RABBIT

Não, isto ainda não virou um post Furry, mas poderia render uma boa postagem futuramente. Deixando estes detalhes de lado, Vanilla é a mãe de Cream, uma das coelhinhas mais simpáticas da ficção, e faz parte do universo Sonic, do qual foi um fã confesso.
Quem nunca viu um jogo talvez deva ao menos conhecer o anime Sonic X, quando ela contrata o grupo Chaotics para resgatar a sua filhinha que estava desaparecida.
Vanilla pode não aparecer muito, mas é uma personagem realmente graciosa e se a sua filha é tão agradável como parece, sem dúvidas foi principalmente graças a criação que teve da sua mãe.











Nº 5 - MAY PARKER


A tia do Peter Parker, o Homem Aranha, o melhor amigo da vizinhança. Ela ficou bem bacana em versão cinematráfica.
Aqui é um caso em que a mãe nem sempre é aquela que gerou o filho. A tia May segurou uma barra pesadíssima cuidando sozinha do seu sobrinho após a morte do seu marido. Aliás ambos tiveram uma grande influência no caráter íntegro e honeto de Peter.
Uma pessoa muito agradável e trabalhadora. Sempre trás muita serenidade em todas as suas aparições, sejam elas nas HQs, nos cinemas ou mesmo nos desenhos animados.








Nº 4 - BETTY RUBBLE

Não preciso falar muita coisa, não é? Mesmo pessoas muito mais jovens do que eu devem conhecer os Flintstones.
Betty Rubble era casada com Barney Rubble, eles eram um casal bem legal. E cá entre nós, ver um baixinho, narigudo e esquisito feito o Barney, com uma mulher tão atraente, me faz ter esperanças de um dia encontrar a minha Betty. Bem, a providência é sempre generosa no mundo dos desenhos animados.
Os Flintstones foi um desenho bem antigo que foi destinado para o público adulto, isto é, levando-se em conta a época em que foi feito e suas primeiras temporadas. Isso explica algumas piadinhas mais "sexuais" daqueles clássicos.
Um dos episódios que mais me emocionou foi um em que Betty fazia um desejo para uma estrela do céu. Ela desejou ter um filho. O desenho nunva deixou isto muito claro, mas pelo visto ela não podia ter filhos. E de fato, mais tarde, apareceu um bebê na sua porta. Como eu era criança na época, não entendia bem esse papo de adoção. Digamos que aquilo foi uma escola (não se fazem mais desenhos como antigamente).
Bambam foi adotado pelo casal Rubble e o resto foi uma bela história que rendeu até filmes, como o casamento dele com Pedrita, a filha de Fred e Vilma. Engraçado que ninguém envelhece, apesar dos seus filhos cresceram e o Fred tem ainda que aguentar a sua sogra (he, he).












Nº 3 - A "MÃE" DO GO


Já deu para perceber que sou fanático por Tokusatsus, certo? Mas eu nasci nos anos 80, então acredito que isso seja comum entre 90% dos homem da minha idade, isto é, aqueles que admitem.
Flashman foi um super sentai com os mesmos elementos de todos os que foram e ainda continuam sendo produzidos. Como manda o clichê, era um grupo de heróis coloridos. O vermelho era o líder, o verde o marrento, o azul o infantilzão e mais duas meninas, uma rosa e uma amarela. O azul aqui chamavasse Go.
No episódio 34 com o título "O destino de Go", vemos Go sendo atacado por um monstro enviado pelos vilões, ficando muito doente e dado por desaparecido. Ele é encontrado por uma mulher que cuida dele em meio a sua dor e delírios causados por sua febre. Go era muito parecido com o filho falecido dela.
A dedicação dela para com Go é realmente tocante. Quando era criança achava que ele fosse mesmo filho desta senhora, ignorando completamente o fato do filho dela ter morrido já adulto. Coisas da infância e da emoção que os personagem passavam para nós.
Tem o episódio no youtube, vale a pena assistí-lo pela nostalgia: https://www.youtube.com/watch?v=UUxSnIoipIk











Nº 2 - DONA FLORINDA


Ha, ha, ha, ha. Desculpem. Não dá para evitar. Assim é o seriado Chaves. Já foi reprisado tantas vezes, a gente sabe muito bem como é que vai terminar cada cena, mas mesmo assim ainda rimos das piadas.
Dona Florinda é uma mãe realmente foda. Pense bem como é a mãe que deu a luz aquele troço do Kiko e ainda assim tem tanto orgulho e o mima tanto. Coisas da maternidade. Dizem que as mães amam todos os seus filhos, sem distinção, enquanto os pais amam somente os bons (que pensamento!).
É só o Kiko chamar que lá vem a sua mãe tirar satisfações de quem fez o seu filho chorar. Normalmente sempre sobra para o pobre seu Madruga, injustamente na maioria das vezes.











Nº 1 - NATASSIA


Ah, Cavaleiros do Zodíaco. O anime da minha infância, responsável por me levar definitimante para conhecer melhor o mundo da cultura japonesa.
O primeiro lugar deste top vai para Natassia, mãe de Hyoga de Cisne, um dos meus personagens favoritos.
O motivo pelo qual ela merece o primeiro lugar foi o que significou para Hyoga, que até hoje mergulha no mar gelado da Sibéria para visitar o seu túmulo congelado.
Natassia também é importante para mim. De fato ela me lembra a minha própria mãe, principalmente quando Hyoga fala dela no filme em que enfrentam o deus Abel. Ele dizia "Minha mãe não teve uma vida de felicidades. Ela acreditava em Deus e nunca odiou ninguém." Enquanto Hyoga dizia isso, a cena mostrava a Natassia colocondo um terço em suas mãos. Bela cena, realmente marcante.

MENÇÕES HONROSAS










A mãe da princesa Sarah em Cavalo de Fogo. Dá hora o episódio em que mãe e filha se encontram.










Fiel era matriarca da família dos Ursinhos Carinhosos (Calma, todo mundo já assistiu isso. Até nós machos). Acho que era matriarca e não mãe, mas era como se fosse. Não dá para imaginar uma ursa e um cavalo tendo centenas de filhos que são ursos no geral, mas ainda tinha gato, coelho, cachorro, pinguim (doidera, né).



















Mística não é lá um grande exemplo de grande mãe, mas vejam o episódio clássico do desenho dos X-men dos anos 90. Foi demais, ainda mais com a presença de Noturno, meu X-men favorito:

https://www.youtube.com/watch?v=DQeiYURARbA

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Iniciando um blog.
Esperei tanto tempo para isso. E tempo é algo muito valioso para mim.
Voltei a estudar agora como aluno especial em clínica integrada.
Vamos ver no que vai dar esta experiência. Espero poder trazer muito divertimento e curiosidades em minhas postagens. Inspirações eu sei que tenho.

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