segunda-feira, 13 de junho de 2016

AS MELHORES MENÇÕES MITOLÓGIAS DE XENA

 
Xena: A princesa guerreira retornará com uma nova série. Motivos para comemorar? Infelizmente a resposta é não! Durante a postagem vou citar as reais razões para não curtir o retorno deste grande clássico. Nos anos 90, Xena: A princesa guerreira e Hércules: A lendária jornada foram alguns dos melhores seriados já feitos para a televisão. Além de atrizes lindíssimas, ação, violência e humor na medida certa, havia um forte apelo para as mitologias, principalmente a grega, o maior dos atrativos presentes nestes seriados, e ainda brindava o público com muita, muita filosofia.
Não é de se surpreender o anuncio de uma nova produção de uma série sobre a princesa guerreira. Além das suas qualidades já citadas, vivemos afinal os tempos de escassez de criatividade. O retorno de Xena poderia ser bem recebido, apesar de tudo, mas infelizmente neste século XXI, nesta era do politicamente correto, com os meios de entretenimento totalmente controlados pelos chamados Social Justice Warriors, já imagino o tipo de discurso pedante que a nova produção apresentará.
Nesta geração onde tudo é ofensivo, chegamos facilmente a conclusão de que a única coisa que nos será permitido assistir será "Xena: A princesa guerreira" devidamente "modernizada". Afinal, as mesmas (ou os mesmos) que afirmam ser a "masculinidade frágil" dão chilique por causa de um cartaz de um filme onde um super-vilão estrangula uma mocinha ou com uma matéria boboca de uma revista sobre uma mulher "bela, recatada e do lar". Se chegar um momento em que apenas Xena será permitida, vamos então recordar de todas as qualidades da série clássica, insubstituível por qualquer versão moderna politicamente correta. Enfim, graças ao TCM ainda podemos ver o seriado de nossa verdadeira princesa guerreira, como eu gosto de chamar, o "Tokusatsu neozelandês", com seus atores canastras e seus magníficos defeitos especiais. A precariedade destas produções cults são alguns de seus maiores charmes. Não aguento os atuais Tokusatsus japoneses com toda aquela computação gráfica exagerada, embora ao menos os seus atores continuem canastrões.
 
A postagem vai se concentrar no fator mitológico presente no seriado clássico. Em Xena: A princesa guerreira, que inicialmente reproduzia histórias dos antigos mitos gregos, durante suas últimas temporadas começou a empregar um tipo de sincretismo como aquele que é empregado por muitos wiccanos, pagãos, e neo-pagãos. O mesmo aconteceu em alguns momentos com o seriado do Hércules, quando o filho de Zeus conheceu e confrontou as deidades da mitologia nórdica como Thor
e Loki. Em ambos os seriados, mesmo quando a mitologia grega não é reproduzida com 100% de fidelidade, ainda é apresentada de uma forma ao menos interessante. Exemplos notáveis:
 
 
Hades - O deus do mundo dos mortos é constantemente injustiçado com as formas nas quais é apresentado pela ficção. Ele quase sempre é totalmente preservo, traiçoeiro e mesquinho, como pode ser visto em Fúria de Titãs, em Cavaleiros do Zodíaco e ainda naquele filme da Disney. Tudo por conta da bizarra associação entre ele e o Satanás do cristianismo.
 
À esquerda, Hades em Fúria de Titãs: mistura de metaleiro com Piccolo Daimao.
À direita, Hades em Cavaleiros do Zodíaco: versão galã trevoso. 
O deus do submundo, que não é mesma coisa que inferno (este chamado pelos antigos gregos de Tártarus, uma das subdivisões do mundo governado por Hades), é o mais, digamos, "apaixonado" dos três principais deuses cultuados anteriormente pelos gregos. Tanto em "Hércules" quanto em "Xena" foi exaltada a história na qual Hades sequestra Perséfone, a deusa da primavera, evento que culminou no surgimento das 4 Estações do ano. 
Claro que Hades não era apenas um incompreendido, ele também tinha seu lado tenebroso e traiçoeiro. Sempre estava barganhando com as almas dos mortos, e em "Xena", ele barganhou com a princesa guerreira pelo menos umas duas vezes. Também sonha em aumentar o seu número de súditos (os guerreiros mortos em combate) para aumentar o seu poder e influencia. No seriado, foi assim com Sísifo, o homem que enganou a morte.
 
Hades: O vilão mais hilariante dos filmes da Disney.
Apesas do erro grotesco de continuidade, a série, em um segundo momento, retrata Sísifo como um bruxo superpoderoso (como Félix Fausto, inimigo da Mulher Maravilha) que retorna da morte e rouba a divindade de Ares. O que trouxe até mais sentido à lenda original, na qual Sísifo engana a morte, o deus Thanatos, e o prende com uma simples corrente.
 
 
Poseidon - Na série, ele é o mais imponente dos deuses. É perfeitamente representado, poderoso, de fala grossa, e muito egoísta.
De fato, na mitologia, Poseidon parece ser mais violento do que Zeus e Hades. Cometia crimes pelos motivos mais fúteis e mesquinhos. Ele estuprou a Medusa dentro do templo de Athena, mas a deusa da sabedoria injustamente castigou a vítima, transformando-a na criatura horripilante com cabelos de serpentes, para que nenhum homem jamais a desejasse novamente. É melhor o Seiya nunca vacilar com a Saori porque sabe-se lá...
 
Poseidon em Cavaleiros do Zodíaco
Atendendo a sua súplica, Poseidon presenteou o rei de Creta, Minos, com um belo touro que surgiu do mar. Mas o deus deu um presente e o quis de volta, e logicamente o rei Minos negou-se a devolve-lo. Então para se vingar, Poseidon hipnotizou a esposa do rei para que ela sentisse desejo sexual pelo animal sagrado. E da relação sexual da mulher com o touro, nasceu a criatura conhecida como Minotauro. O deus dos mares tinha um senso de justiça peculiar.
 
Em "Xena", Poseidon amaldiçoa Cecrops (um dos melhores personagens da série, já presente na primeira temporada), o marinheiro perdido de Atenas. Ele foi preso por Poseidon no mar, por 300 anos, simplesmente porque ele foi o cidadão ateniense escolhido para ser o juiz de uma competição entre Poseidon e Athena, e escolheu a deusa da sabedoria como vencedora da prova. Athena, em seguida, amaldiçoou Cecrops com a imortalidade, significando que ele não podia morrer ou fugir de sua prisão eterna. Qualquer um que viria acabar preso no navio de Cecrops seria morto, caso tentasse sair. Poseidon disse ao pobre amaldiçoado que só amor poderia redimi-lo e salvá-lo da maldição, na certeza de que ele nunca poderia amar novamente.
Muitos anos depois, Xena e Gabrielle viriam a se tornarem parte da tripulação amaldiçoada, e foi quando Cecrops foi capaz de sentir amor novamente e foi assim redimido. Cecrops estava finalmente livre da maldição, juntamente com sua tripulação.
 
 
Baco - O deus Baco foi a divindade que teve a representação mais polêmica, e ainda assim uma das mais interessantes. Aqui o deus do vinho é um deus do mal, um tirano que controla um exército de Bacantes, representadas como bela jovens com aparência e comportamento semelhante aos dos vampiros. Sua história está também relacionada ao romance entre Orfeu e Eurídice, personagens originalmente relacionados ao conto onde o jovem músico Orfeu desce até o reino de Hades para resgatar a alma da sua amada. Em Xena, Orfeu tem o poder de domar a fúria das Bacantes com o som da sua lira. Após Eurídice ser assassinada por Baco, Orfeu jurou destruir o deus do vinho, vivendo na floresta das Bacantes, e domando estas criaturas das trevas com o poder de sua lira. Em retaliação a esta ação, Baco amaldiçoou Orfeu, decapitando-o e destruindo o seu corpo, mas ainda mantendo a cabeça dele viva, para que ele pudesse ver e ouvir todo o mal que Baco planejava desencadear.
 
Baco, em Fantasia
No conto mitológico original, Baco (ou Dionísio) era filho de Zeus com a mortal Semele, e, apesar de ter nascido de uma mortal, tornou-se o "deus que nasceu duas vezes". Hera, a ciumenta esposa de Zeus, engana Semele para que esta invocasse a presença de Zeus em toda a sua glória e poder, e assim que o deus dos deuses surgiu diante de sua amante, a sua presença é tão grandiosa e iluminada que a mortal tem seu corpo completamente destruído. Mas Zeus salva o feto de Baco e este completa a sua gestação na coxa de seu pai. E há uma outra ocasião em que Hera finalmente consegue destruí-lo, quando ele já era adulto, mas Zeus faz uma poção com os seus restos mortais e a entrega a deusa Perséfone, que ao bebê-la, engravida de Baco, que assim renasce. Baco também teve filhos com Afrodite e Ariadne.
A figura do deus Baco na ficção ficou marcada pela imagem de um gordinho simpático que adora vinho e festas. Os filmes da Disney, como Fantasia e Hércules, estão aí para confirmar. Na maioria obras de arte clássicas ele tem a aparência humana de um jovem normal, mas é também constantemente descrito como um homem com chifres. O seriado de Xena lhe deu além dos chifres, uma pele vermelha, presas e barba, o que evocou as representações artísticas comuns de Satanás (Detalhe: Baco, esse capetão, é meio-irmão de Hércules e Ares). O que foi uma ideia fantástica, porque conhecendo melhor a mitologia de Baco, percebemos que ele não era um deus propriamente bondoso, ele cometia atos de crueldade e injustiça, e todos nós já sabemos o que rolava na festa em honra ao deus do vinho, a Bacanal, que na nossa língua já até virou sinônimo de suruba. No seriado, Baco ainda oferecia o seu próprio sangue como vinho e todas aquelas mulheres que se servissem da sua bebida se tornavam suas Bacantes, como em uma versão diabólica da Santa Ceia ou uma missa negra.
 
 
Ares - O que dizer de Ares? Muito marcante, e provavelmente o deus mais fielmente retratado.
Ares, o deus da guerra, foi o mais humano de todos os deuses gregos, rejeitado pelo próprio pai Zeus e por seus irmãos olimpianos. Ele demonstrava emoções até certo ponto justificadas, como o ódio e a inveja por todos aqueles que tinham o amor do seu pai, mas ainda havia momentos em que mesmo ele era capaz de sentir amor.
No seriados, ele odiava seu meio-irmão Hércules por este ser o filho preferido de Zeus, e por isso tentava de todas as formas destruí-lo.
Ares desejava ter Xena como líder de todos os seus exércitos, devido toda a capacidade que ele sentia nela, mas a guerreira sempre o rejeitou. E o que Ares fazia quanto a isto?
 
Ares e Xena
Ares é um deus imortal, e portanto deveria ser poderoso o bastante para apagar Xena da existência com a força de um pensamento, mas ele nunca se atreveu a fazê-lo, sendo quase sempre derrotado. E ele sempre agiu assim simplesmente porque a ama! Um deus é vencido por uma mortal porque não é capaz de controlar os seus sentimentos. E é aqui que reside a maior parte de sua humanidade.
Xena é como uma super-heroína de HQ em sua concepção original: bela como Afrodite e forte como Hércules. 
 
Eli e Calisto (como anjo).
Muitos pagãos dedicam-se a adorar um panteão em particular, alguns acreditam que todos os deuses e deusas representam diferentes aspectos de deus. Esta é a forma mais harmoniosa de sincretismo, porque não estando todos os deuses em conflito uns com os outros, permite uma mistura mais fácil de crenças. Há também os pluralistas religiosos que acreditam que todas as religiões têm algum elemento da verdade, mas não toda a verdade. Desta forma, eles acreditam que todos os deuses podem refletir algo do verdadeiro deus ou deuses. Isso tudo tem muito a ver com cultura pop. Duvida?
Em Xena, os escritores tentam usar a primeira forma de sincretismo que descrevi. Quando o seriado começa, em grande parte ele se concentra no panteão grego, com alguma referência ocasional para o judaísmo antigo e algum panteão de um outro país. Mas a medida que a série se aproxima do seu final, o cristianismo começa a fazer parte da narrativa. O personagem Eli parece uma mistura louca de Abraão, Moisés, Elias, São João Batista, e Jesus. Eli é apresentado originalmente como um simples ilusionista na Índia, mas a medida que melhor vamos conhecendo o personagem, ele é comparado a um tipo de "deus da Luz", embora seja mais provável ser um profeta ou o fundador de algum tipo de culto. Ele eventualmente torna-se uma imitação de Jesus, bem, ele é um Jesus em tudo, menos no nome.
 
Indrajit, animê Ramayana
Nesta passagem do seriado pela Índia, Zena confronta a entidade Indrajit, conhecido como o rei dos demônios. Esta foi uma passagem muito marcante. Acompanhei esta fase do seriado pouco tempo após assistir ao animê clássico de 1992, chamado Ramayana, que retratava com fidelidade total a mitologia hindu, no clube Animefã organizado pelo então estudante de processamento de dados Roger Labuto de Barros, no cinema da Universidade Federal do Espírito Santo. Foi um prazer assistir esta obra de arte.
Assim acompanhei a fase "Xena na Índia" já conhecendo muito bem estes personagens.
 
Xena como Kali
Esta parte da série também tem um de seus momentos mais polêmicos. As habilidades de luta de Indrajit era tão superiores que ele não apenas derrota Xena, mas também a esquarteja e a mata. Assim a guerreira grega se deixa ser possuída pelo espírito de Kali para então derrotar o vilão, terminando por decapitá-lo!
Esta sequencia fantástica de ação fez o movimento feminista de terceira onda da época (que ainda não fazia tanto barulho quanto o atual) revoltar-se alegando que nenhum herói masculino havia sido morto de forma tão brutal quanto Xena.
 
Sei, sei.

Um VILÃO pode destruir todo o universo, mas encostar na heroína jamais.
 
Xena já morreu e ressuscitou mais vezes do que o Goku. Em uma vida de combate ao mal, apanhar é inevitável, e não é censurando este lado do trabalho de uma super-heroína que você vai combater a violência contra a mulher.
Na ficção não apenas mulheres sofrem violência. Também sofrem violência, e castigos igualmente brutais, homens, crianças, alienígena...

 
"Olhe sempre pro lado bom da vida!"
Há ainda o lendário episódio em que Xena e Gabrielle são crucificadas pelos romanos por serem seguidoras de Eli. Na minha opinião o seriado deveria ter aqui terminado. O fato da história ter continuado após isto acabou com todo o impacto do acontecimento. 
Mais tarde, Xena ainda fica grávida de uma menina chamada Eva, uma criança que vai trazer o fim ao reinado dos deuses gregos.
 

Xena e Callisto.
Quando a inimiga de Xena, Callisto, morre e vai para o inferno, transforma-se em um demônio que queria atacar o céu. E após o combate definitivo entre as duas, Callisto é purificada, o que eventualmente a leva a tornar-se um anjo. E foi Callisto que de certa forma vem a fazer o papel de quase um anjo Gabriel, revelando a Xena que ela vai ter uma filha que anunciaria o fim dos outros deuses. A filha de Xena, Eva, segue o caminho de Eli e isso, combinado com o seu nome, é o principal exemplo de como os escritores do seriado estavam tentando reproduzir a forma de sincretismo mais usada ​​pelos povos antigos, e eles foram bem sucedidos.
 
Estes dois fizeram parte da sua infância/juventude!


sexta-feira, 6 de maio de 2016

ANIMÊ: DO VELHO AO NOVO, O QUE PERDEMOS?

 
O mercado dos animês no Japão anda um tanto saturado. Um grande exemplo disso foi a série Dragon Ball Kai, provavelmente a maior piada do século (embora tenha curtido bastante). É verdade que há uma grande e notável crise de criatividade afetando não apenas o animê, como também as outras diversas formas de entretenimento presentes na mídia, como o cinema, os desenhos animados em geral, e até mesmo a música.
As melhores opções que a animação japonesa vem oferecendo são as adaptações de clássicos, como Jojo's Bizarre Adventure e finalmente um novo animê da Sailor Moon reproduzindo fielmente o mangá original, um presente para as fãs (e para os fãs machos também). Com Saint Seiya foram produzidas séries de qualidade duvidosa, como "Omega", e Soul of Gold, que apesar de tantas falhas foi também muito bom. Não seria a hora de finalmente ser produzida uma continuação para Lost Canvas? Ou a tão sonhada adaptação do Episódio G? Se Sailor Moon pode voltar com uma série fiel ao mangá, por que não fazer o mesmo com Saint Seiya? Dragon Ball também voltou, pagando mico com o "Super", feito o que acontece com os personagens clássicos do Cartoon que retornam em animações igualmente duvidosas.
Isso quer dizer que não é produzido mais nada novo e com qualidade no Japão? Errado! Há muita novidade em séries de grande qualidade (como o fenomenal e incomparável Tokyo Ghoul), mas os animês atuais simplesmente não têm o mesmo apelo que os antigões.
Apesar de ser um nerd nostálgico assumido, reconheço que os anos 80 produziram igualmente muitas séries de baixa qualidade, mas nada se compara ao que se vê em produções péssimas e sem caráter produzidas no Japão principalmente depois de 2003. Os animês clássicos refletiam um momento fantástico da mentalidade do jovem no Japão, e os muitos (não todos) animês atuais refletem a crise e a perda de identidade. Vejam um personagem clássico como Joe Yabuki, um jovem lutador que encontra no boxe uma verdadeira alegoria da sua própria vida, e das vidas de todos nós, ele muitas vezes cai, mas nunca desanima e sempre volta a se erguer. Já os animês "modernos" parecem estar mais preocupados com as aparências da produção do que em transmitir uma mensagem edificante. Essa é também a triste verdade por trás da chamada "arte" moderna.
Eu sou chato mesmo. Por isso aqui vai uma lista com as principais qualidades das séries clássicas japonesas em comparação com as modernas, e ainda o que pode ser feito para melhorar o momento atual.
 
 
 
Melhores Character Designs
 
O visual de muitos dos animês mais modernos não tão atraentes. Na verdade, é possível encontrar alguns que são mesmo simplesmente feios. Quer um exemplo? Code Geass. Não quero tirar todo o mérito desta obra, mas o desenho dos seus personagens, estas figuras esqueléticas horríveis, não é dos melhores. Para as garotas que estão lendo esta postagem, eu realmente gostaria de perguntar se elas acham esses bishonen atraentes? Se assim for, então precisamos conversar sobre isso. Mesmo em obras mais antigas, pelo menos até o final dos anos 90 e início dos anos 2000, a anatomia era muito mais respeitada pelos desenhistas. Não estou dizendo que todos os personagens de animês precisam ser enormes e musculosos feito o Gutts ou o Goku. O Spike Spiegel de Cowboy Bebop era magro, mas ele ainda poderia chutar bundas sem o risco de quebrar uma perna. E o bom e velho Spike ainda era a fantasia de muitas fangirls que curtiam o estilo deste fantástico animê dos anos 90, um dos melhores já feito. E não podemos deixar de mencionar os animês e mangás produzidos entre os anos 80 e início dos anos 90. Em Dragon Ball, Hokuto no Ken e Baki The Grappler, por exemplo, os seus personagens têm músculos, o desenho tanto dos músculos masculinos, quanto das curvas de suas voluptuosas personagens femininas, é muito melhor trabalhado, respeitando a anatomia. E a maioria desses personagens são atraentes também (ou, no caso de Yajirobe, pelo menos divertido de se ver).
 

 
Enredos que fazem sentido
 
Houve uma época em que o animê seguia um enredo lógico. As obras mais modernas, como Inazuma Eleven e sua sequência Inazuma Eleven Go, apresentam um início um tanto lógico. Inazuma era originalmente sobre um grupo de crianças enfrentando outras crianças em jogos de futebol locais. No entanto, a história acaba perdendo-se na insanidade, com lutas contra anjos e demônios através de torneios de futebol e, mais tarde com a série Go, são adicionados ao enredo viagens no tempo e outros elementos de sci-fi. Como chegamos ao ponto em que vemos demônios envolvidos com futebol? Por que eles se preocupam tanto com este jogo? Há uma partida contra extraterrestres, que depois revelam não ser realmente alienígenas, mas crianças que sofreram lavagem cerebral! Eu pensava estar apenas assistindo um programa sobre um clube de futebol do ensino médio! Mesmo com todas as suas falhas e loucuras, diga-se de passagem, sou mais o clássico Super Campeões (Captain Tsubasa), e ainda o pouco conhecido Hungry Heart (o melhor de todos), como animês envolvendo esportes, no caso especificamente o futebol.
Lógico que já na década de 90 os animês desenvolviam enredos cada vez mais loucos. A série, ou melhor, as séries Tenchi Muyo são um perfeito exemplo disso, mas elas nunca, por mais que se prolongassem, mudavam tão drasticamente a proposta inicial de seu enredo. Sailor Moon era sobre um grupo de meninas que vão à escola durante o dia e ainda encontram tempo para lutar contra o mal e proteger o nosso planeta. Gundam Wing era sobre um grupo de jovens soldados que defendiam a Terra. Dragon Ball Z era sobre um grupo de super-heróis salvando a Terra enquanto lidavam com os seus próprios dramas pessoais (sim, DBZ era mais profundo do que as pessoas gostam de pensar). Sempre haveria elementos dramáticos adicionados, mas no geral, o enredo permanecia praticamente o mesmo.



Tipos diferentes e únicos de personagens
 
Todo o espectador regular de animês espera encontrar certos tipos de personagens. Eu sei, por exemplo, que vou provavelmente ver o herói (ou a heroína) atrapalhado e pouco inteligente que come uma tonelada (seja o Goku, seja a Serena). Muitos personagens nas atuais produções seguem um padrão, quase como uma cartilha. Você pode esperar para identificar de cara quem do elenco de personagens será a menina mal-humorada/tímida, o nerd, o cabeça quente, etc. Apesar desta cartilha não ser tão incomum nas histórias clássicas, parecia haver uma variedade muito maior de personagens. Por exemplo, em Outlaw Star, Aisha Clan-Clan é uma fanfarrona e Jim Hawking é um garoto muito maduro para a sua idade. Em DBZ, Yamcha (não estou contando uma piada) é um atleta que foi inicialmente foi apresentado como um ladrão com medo de mulheres, até que mais tarde se torna um playboy, e o Mestre Kame é um pervertido mestre das artes marciais. Em Yu Yu Hakusho, Kurama, devido sua aparente fragilidade (e uma quase androgenia) e seu porte físico desprivilegiado, é confundido com um dos personagens mais fracos do elenco quando, na verdade, é um dos personagens mais poderosos de toda a obra, e o mesmo vale para a velha mestra Genkai. Os mangás dos anos 70 e 80 eram memoráveis justamente por causa de seus personagens únicos, como tivemos em Ring Ni Kakero, Ashita no Joe, Hokuto no Ken, Devilman e Cat's Eye. Uma variedade de personagens faz um animê ainda mais memorável.


 
Emoções realistas
 
É irritante o melodrama que permeia alguns dos mais recentes animês. Não me interpretem mal, melodrama é impressionante, mas às vezes chega a ser um pouco demais. Um exemplo de uma animação que foi longe demais, tornando-se quase irritante, foi Casshern Sins. O projeto final desta animação era demasiadamente melodramático. E sim, como era de se esperar, prefiro o Casshern original de 1973, e mesmo o live action de 2004, que eu gostava de definir como um Jaspion (o mito!) com efeitos especiais do Homem Aranha de Sam Raimi. O animê ficou velho? Sim. Seu roteiro parece ultrapassado? Com certeza! Mas pense melhor sobre isso. Em 1973, Casshern era super-inovador! Diferente de sua releitura moderna. Tanto o original, quanto o seu mais recente revival, falam sobre a luta de um androide super-poderoso para libertar o mundo da tirania de furiosos super-robôs que invadiram a Terra. Casshern Sins conta a história com uma abordagem mais sombria que o original, com um tom semelhante ao filme live action de 2004. Existem muitos novos animês que mostram como ainda é possível contar uma história simples, sem necessidade de melodrama barato. É pedir muito de um animê que ele tenha um grande culminar emocional, como foi com o final de Cowboy Bebop? Aquele sim foi um final fantástico! Ele mostrou como todos os personagens reagem à sua própria maneira à decisão de Spike quando ele partiu para a sua luta final com Vicious. Os personagens choram, sentem raiva, passando uma grande sensação de realidade. As diferentes emoções deram uma tremenda profundidade final.
 

 
Um humor realmente engraçado
 
Animês atuais extremamente melodramáticos deveriam aprender a ter algum espaço para o divertimento. Falta um humor sincero e realmente engraçado nos animês de hoje, e não falo de apenas injetar algum odioso e estranho episódio filler como se vê com tanta frequência. Sei o que está pensando: "Mas alguns animês são voltados apenas para o drama! Não há espaço para o humor!". Bem, isso é verdade, mas há algum espaço quando é um desenho sobre a luta contra os problemas do mundo através do esporte e da amizade. A minha regra é que se o desenho não é como um Grave of Fireflies, então podemos injetar algumas risadas nele. Mesmo os animês mais pesados ​​dos anos 90 sabiam como divertir. Mobile Suit Gundam: The 08th MS Team é um animê com alguns temas mais sérios, o principal deles sendo a guerra, mas de vez em quando havia um momento para lembrar o espectador que, embora nós estejamos assistindo a um capítulo de uma space opera, seus personagens ainda têm interações divertidas uns com os outros e nos fazem experimentar algum humor na animação. Seria muito mais fácil conduzir um enredo mantendo o animê o mais sem graça possível, mas sem a breve pausa nesta seriedade, o público acaba se cansando.


 
Personagens memoráveis
 
Este não é um problema tão abrangente quanto passa parecer nos animês modernos. Existem personagens de obras mais atuais que são muito bem trabalhados com suas histórias, personalidades, enfim, personagens reais. O problema são personagens que repetem estilos já cansativos e manjados. Como você define personagens de séries como K-On!? Sei que a série deve ter uma grande legião de fãs. O motivo não posso compreender. É uma animação terrível. Tudo o que fazem é comer! E tocar mal os seus instrumentos!
E ainda há o problema dessa bizarra cultura moe que empesteia os animês modernos. Nunca mais veremos personagens fantásticos e únicos como Ikki de Fênix ou Toki, ou vilões memoráveis e carismáticos como Saga de Gêmeos ou Raoh.
Neste caso, por mais clichê que possa parecer, é melhor nos voltarmos para o passado. O animê atual precisa ser repensado com os rumos que ele toma, porque já está ficando muito descaracterizado. Mesmo Yugi Muto de Yu-gi-oh!, um animê sobre duelos de baralhos, é muito mais interessante do que grande parte dos protagonistas de certos desenhos animados do século XXI.
 

 
Shoujos melhores
 
Shoujo não é a minha praia, por isso não tenho muito mérito para escrever sobre ele. No entanto, com o limitado interesse que tenho pelo estilo, posso dizer que os desenhos para garotas até os anos 90 eram muito mais atraentes do que estes atuais.
O básico que percebo com relação ao animê para garotas é uma história com coisas meigas, chás, doces e música pop açucarada. Isso faz realmente fãs? Quando paro para pensar o que já vimos sobre shoujo no passado, ele pode ser também incrível! Nestas clássicas histórias, vemos meninas que também curtem coisas açucaradas, mas que salvavam vidas! Isso mesmo, jovem garotas que lutam contra o mal e salvam vidas! A grande sacada do clássico é que o seu público poderia ser primariamente as garotas, mas poderia também agradar na mesma intensidade aos outros públicos interessados por animação. Sailor Moon era muito top, as personagens eram muito divertidas, interessantes e fortes. Eu era fã do seu enredo cativante e das pernas da Sailor Mars! Também não podemos deixar de lembrar do ótimo Guerreiras Mágicas de Rayearth, embora este seja o único trabalho do CLAMP que me agradou, porque tinha algumas lutas e vários elementos de RPG.
Escaflowne era o meio termo, uma história Shoujo com elementos de Shounen, como batalhas de capa e espada e mechas. No tempo em que frequentava o Animefã na cidade onde atualmente moro, ele era chamado de "animê de viado" (em parte por seu romantismo excessivo e por seu traço bisonho), e ninguém dava o braço a torcer para defender as suas grandes qualidades, mas a sua história era inspiradíssima, sua trilha sonora (bem próxima da música sacra) era perfeita, e havia personagens fantásticos como Folken e Dornkirk. Mas agora que os anos passaram e ele se tornou um clássico, as pessoas parecem ter mais liberdade para apreciar as bem sacadas alegorias presentes em sua história.
Tudo isso fez do shoujo grande algum dia.


 
O enredo sobre o estilo
 
Era abundante a presença dos animês em nossas tevês nos anos 90. E o estilo da animação foi o que me atraiu em primeiro lugar. Mas parece que hoje em dia os valores da produção ganharam precedência sobre o enredo. O maior incômodo sobre alguns dos animês de hoje é que há geralmente um maior foco sobre a produção do que sobre o desenvolvimento de uma grande história. Quero dizer, sabemos que todos nós comemos com os olhos primeiro, mas todos também sabemos que, por vezes, o prato mais feio pode ser o mais delicioso. Mesmo que o desenho tenha valores de produção muito elevados, a produção não vai viver sem um enredo igualmente espetacular.
Trigun, Cowboy Bebop e Berserk tinham uma animação que nem chega aos pés das produzidas atualmente, mas apresentavam histórias interessantes e divertidas, e seus enredos eram fenomenais, os melhores já feitos em toda a história da animação.


 
Coração
 
Esse é o clichê dos clichês, um outro problema que eu já havia insinuado é que parece que em muitos animês de hoje está faltando algo muito simples: o coração. Animê atual tem o seu estilo; não bastaria apenas uma história legal para ele se tornar memorável? Está cada vez mais difícil encontrar animês com uma boa história e estilo e isso é uma vergonha. Tudo que eu quero é estar confortável enquanto assisto um programa de televisão, e não ficar irritado ou aborrecido. Apenas me entreter! Parecia que quase todos os animês antigos tinham o "coração" no centro da sua narrativa, como foi o caso de Rurouni Kenshin. Mesmo que fosse uma história abordando principalmente combates entre samurais (os melhores sem o envolvimento de poderes especiais) havia ainda uma história sobre um grupo de pessoas que acabam tornando-se uma família unida. Atrevo-me a dizer que a ideia de animê ficou muito comercializada. Mesmo que as produções modernas tenham o seu charme e grandes qualidades, faltam os questionamentos e a filosofia, a mãe de todas as ciências, apresentada nas antigas produções.

Frases ditas por Kenshin Himura:

"Assim como os dias passados não tem volta, as lágrimas não podem voltar aos olhos de quem as derramou."
"Os mortos não desejam a vingança, apenas a felicidade dos que vivem."
"Nenhum humano da sociedade deveria ser considerado menos valioso do que outro."
"Matar, mesmo que por justa causa, não é bom. Ao final restam apenas lágrimas e uma espada solitária."
"Cada um de nós tem a sua própria vida para viver. É uma jornada, não uma separação..."


 
Os animês clássicos eram mais verdadeiros
 
Este resume tudo o que foi apresentado nos tópicos anteriores.  O animê não era um desenho qualquer. Tinha uma atmosfera mais madura, com histórias sérias e um lado filosófico bem elaborado. Adultos curtiam e elogiavam as histórias e todas aquelas animações, tão boas quanto muitos filmes que também assistíamos. Desenhos animados cheios de risos, combates reais e drama, a receita completa para um programa de sucesso. O segredo está na simplicidade.


Nostalgia não define o sentimento por estas pequenas grandes obras!

sexta-feira, 22 de abril de 2016

PERSONAGENS MARGINALIZADOS DOS VIDEOGAMES

 
Variedade é o muito importante para um videogame. Eu não suporto o típico  jogador que só escolhe Ken ou Ryu e só faz exatamente a mesma coisa durante todas as partidas.
 
Todos os personagens merecem uma chance, especialmente aqueles que se alienaram por sua aparência, sua fraqueza ou suas habilidades "únicas".

Aqui estão alguns dos personagens marginalizados dos videogames. Talvez você goste de alguns deles:

 
Dhalsim
 
Todos os jogos de luta têm a sua ovelha negra, e muitas vezes mais de uma.
Street Fighter tem Dhalsim. Mas foi difícil escolher entre ele e o Zangief, embora já tenha conhecido jogadores que se arriscavam com gigante russo. Há uma piada bem velha que diz que se você zerar o Street Fighter II com o Dhalsim ou o Zangief na última dificuldade, acontece um encerramento especial em que a Chun-li aparece tomando banho pelada naquela banheira do cenário do Honda.
Quem escolhia o Hindu? Ninguém. Ele era MUITO lento, seus golpes especiais não eram lá muito eficazes, e ainda seus braços e pernas se esticavam por metade da tela, deixando-o muito vulnerável a contra-ataques como shoryukens por exemplo.
A verdade é que a Capcom sentia tanta pena do Dhalsim e do Zangief, que nos jogos posteriores deu-lhes uma nova chance, melhorando muito de seus movimentos.
E Dhalsim é um caso especial. Em alguns jogos ele ficou muito mais ágil e destrutivo, tornando-se um verdadeiro fetiche entre os jogadores mais hardcores.
 
A inspiração definitiva para a concepção de Dhalsim foi o personagem Yoga Master de O Mestre da Guilhotina Voadora, filme de artes marcais de 1976.
E Dhalsim agora retorna em Street Fighter V. A Capcom trouxe o seu grande "Yoga Master" no esplendor do seu poder e com um design que parece uma versão envelhecida do personagem do filme no qual ele se inspirou, com direito a barba e turbante.
O Dhalsim ancião talvez veio para suprir a falta que o Gen faz ao jogo.

 

 
Liu Kang

Explico-me...
O Liu Kang ao qual me refiro é àquele presente na primeira versão do game Mortal Kombat.
Grandes tempos foram os anos 90. A estreia de Mortal Kombat rendia matérias não apenas nas praticamente extintas revistas especializadas em videogames, mas também em telejornais, devido a polêmica da violência extrema presente no jogo, com golpes que derramavam sangue e ainda a possibilidade de matar o seu inimigo no final da luta com um movimento especial chamado Fatality, a marca registrada do jogo.
Dentro do ainda limitado, porém marcante elenco de personagens, você poderia escolher entre uma dupla de ninjas, uma loira gostosa com roupa de aeróbica, um projeto de Jean-Claude Van Damme, um tio esfaqueador, um agricultor de arroz que na verdade é o deus do trovão, e um Bruce Lee badass.
Parece fácil dizer qual seria a sua primeira escolha, mas não era bem assim.
Liu Kang não era nem um pouco carismático, seus golpes não eram lá muito inspirados e ainda por cima ele tinha um Fatality que nem parecia Fatality.
Mas felizmente a Midway mudou isso a partir de Mortal Kombat 2. Nesta versão, Liu Kang é finalmente um personagem digno de Bruce Lee, e ainda ganhou um dos Fatalities mais marcantes da história do jogo, transformando em um dragão devorador de gente.
 
Comecei Mortal Kombat pela sua segunda versão, e ver a situação de Liu Kang quando arrisquei conhecer a primeira versão do jogo foi realmente um choque.
Grande parte dos jogos de luta tem seu próprio Bruce Lee (Street Fighter tem Fei Long, Worl Heroes tem Kim Dragon, Tekken tem Marshall Law...), e Liu Kang é certamente o melhor de todos.



 
Jigglypuff
 
O Pokémon redondo, rosa e de olhos grandes, de longe o mais fraco de toda o elenco de Super Smash Bros. Cantar não é o mais útil dos movimentos para um lutador. A música do Jigglypuff afeta o inimigo fazendo-o cair no sono, e ele vai acordar antes do Pokemon poder fazer qualquer coisa.

Com seu outro movimento, Jigglypuff rola pelo chão como uma bola de boliche, que muitas vezes pode sair pela culatra e o personagem acaba caindo para fora da plataforma de luta, "Rest" é um movimento muito difícil de usar com eficiência sem ficar ferido, e "Destroyer" tem um alcance muito limitado. Para piorar a situação, Jigglypuff voa pelo cenário com qualquer golpe minimamente poderoso que venha a receber do adversário.

Com tanta coisa em contrário, não é de estranhar que este Pokemon tornou-se um fetiche para alguns jogadores, um desafio para testar as suas habilidades.
 
                             

No YouTube você pode encontrar muitos vídeos de jogadores que realizam proezas incríveis com Jigglypuff.


 
Cell Juniores e Saibamen
 
Secundários de ínfima categoria em Dragon Ball Z e presença garantida em todos os jogos da série. Eles são pequenos, seus golpes não são fortes e o seu número de magias e combos é muito limitado. No entanto, eles cumprem os seus deveres e por isso merecem respeito.

Sua baixa estatura pode ser uma vantagem fundamental na luta, já que muitos hits podem falhar contra eles.

Em Budokai, o controle dos personagens é tão uniforme e as suas habilidades estão tão pouco personalizadas que se ignorarmos as estatísticas de força ou de vitalidade, há pouca diferença entre escolher Broly ou Saibaman...

Yamcha que o diga!

Tá, talvez possa ter exagerado.


 
O anão de The King of Dragons
 
O mítico beat'em up de ambientação medieval fantástica da Capcom também tem o seu personagem repudiado. Talvez isto seja muito subjetivo e varie da experiência de cada um, mas eu nunca vi ninguém escolhendo o anão inútil. Bem, na verdade eu já vi alguns o escolherem, só para depois morrerem e nunca mais nem pensarem em voltar a fazer isso novamente.

O seu machado tem um alcance muito curto, e o anão também não se destaca por sua força, ou por sua quantidade de vida. Devo admitir que para este pobre, nem eu ousaria dar-lhe uma chance. Sempre escolhi os magos e os cavaleiros em quase todos os jogos do estilo, incluindo este.



 
Natalya
 
Para um homem que atrai algumas dos mulheres mais atraentes e também mais inteligentes na profissão espionagem, James Bond desta vez realmente não se saiu muito bem, ganhando a atenção da programadora Natalya.

Considerada amplamente como a coisa mais irritante de GoldenEye 007, Natalya constantemente fica no caminho dos tiros e de todos os perigos, e ainda caminha muito lentamente. Ela sempre arruma uma maneira de atrapalhar e estragar as nossas missões, é preciso ter muita paciência. É uma experiência bem ingrata mesmo.

E se ser irritante já não fosse suficiente, o fator beleza também deixa um pouco a desejar. Tudo bem que estamos falando de um game antigo, mas convenhamos que esses polígonos e essa fotografia como rosto já não agradavam muito mesmo naquela época.


 
Bowser

Bowser é um grande personagem, carismático como poucos vilões dos videogames. Neste caso, refiro-me ao Bowser dos primeiros Mario Kart's, especificamente Super Mario Kart e Mario Kart 64, onde não era possível escolher o veículo e o rei dos Koopas estava limitadíssimo por seu excesso de peso.

Junto de Bowser poderia incluir Donkey Kong Jr e Donkey Kong, que tinham o mesmo flagelo. Sim, os corredores pesados são aqueles com maior velocidade máxima, mas de que serve isso se você não pode controlar e eles colidem e deixam a pista constantemente? Era quase impossível chegar a velocidade máxima nos primeiros jogos. A Nintendo melhorou isto nos últimos títulos da franquia, mas nos primeiros era um inferno.

Quer um desafio? Tente terminar com Bower o Mario Kart: Super Circuit em 150 cc.
 


 
Voldo
 
Nem tem absolutamente nada para elogiar em Voldo de Soul Calibur.
Em Soul Calibur você tem como opções jogar com samurais, ninjas peitudas exterminadoras de demônios, piratas zumbis, e ainda há a possibilidade de jogar com reconhecidas figuras da cultura pop como Darth Vader. Mas dentro disso tudo ainda há Voldo...
Ele é um dos lutadores mais reconhecidos de Soul Calibur, mas seus ataques e movimentos são tão ruins quanto estranhos, como aquele em  que "abraça" seu adversário como uma cobra.
O seu design também não é dos melhores. Ele parece um ceguinho, sadomasoquista com problemas de libido.
A reação mais comum de qualquer uma pessoa que veja Voldo em ação pela primeira vez é cair na gargalhada. Já vi isso acontecer centenas de vezes.

Mas apesar disso tudo, Voldo é provavelmente o personagem mais popular da série.
Voldo é simplesmente assustador, pura e simplesmente. Uma criatura rastejante que é tão mortal quanto é estranha. Embora eu pessoalmente não o recomende como a melhor das escolhas para uma partida de Soul Calibur.



Como uma opinião mais pessoal, odeio Chang e Choi, personagens inúteis do KOF que estão presentes em todas as edições do jogo. Um só sabe pular e o outro é lentão e vulnerável. O KOF é mestre em apresentar personagens que só servem para completar os seus times de 3 ou 4 lutadores, e que acabam tornando-se marginalizados como estes dois já citados, os esquecíveis como Foxy e Hinako.

 
Conhece mais algum marginalizado em videogame? Deixa nos comentários.  

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