segunda-feira, 21 de março de 2016

GRANDES MOMENTOS POLÍTICOS NAS HQ'S


 
Expressar pensamentos políticos, opiniões e discordância tem sido feito através de uma imensa variedade de mídias ao longo da história. Uma dos quais é através das histórias em quadrinhos, um tema que sempre será controverso. Há aqueles que aprovam, mas ainda há aqueles que são avessos a ideia de um assunto tão polêmico e que muitas vezes pode gerar violenta discórdia seja apresentado em uma mídia como a HQ. E falar sobre política é sempre complicado, já que é impossível não se posicionar, mesmo que você seja apartidário.
Aqui está uma lista com alguns dos mais icônicos momentos políticos nas histórias em quadrinhos.


 
O Capitão América enfrentou Hitler antes da própria América - 1941
 
Na época em que os Estados Unidos permaneciam neutros e a Segunda Guerra Mundial era apenas "alguma coisa na Europa", dois judeus filhos de imigrantes e criadores de histórias em quadrinhos não estavam confortáveis com a perseguição nazista, mesmo que ela ainda não estivesse à sua porta. Combatendo uma corrente em sua indústria que não quer se indispor com o dólar isolacionista lucrativo, Joe Simon e Jack Kirby, utilizando do profundo sentido de patriotismo dos Estados Unidos para os impulsionar a intervenção, criaram um novo personagem, um super-herói que de fato atuava à frente do país ao qual representava. Desde a sua criação, o Capitão América tem agido como um combatente norte-americano ideal em sua própria realidade; tanto uma crítica como uma encarnação do seu próprio codinome. Captain America Comics # 1, apesar de ser datado em março de 1941, chegou as bancas em 20 de dezembro de 1940, um ano após o início da Segunda Guerra Mundial e a um ano do ataque a Pearl Harbor. A capa da HQ contou com a famosa imagem de Steve Rogers socando o maxilar inferior de Adolf Hitler.


 
Superman surrou Hitler antes do Capitão América - 1940
 
A DC Comics seguiu o exemplo com Hollywood e a maioria das indústrias de quadrinhos, impedindo seus escritores de comentarem sobre a ascensão do fascismo europeu. Apesar disso, o Superman ainda enfrentava inespecíficos e metaforicamente poderosos espiões e ditadores em seus primeiros anos, construindo-se o envolvimento dos Estados Unidos nos esforços de guerra. Siegel e Shuster, os nomes por trás do Superman, realizaram, no entanto, uma história explicitamente antinazista a dois anos antes dos Estados Unidos entrarem na Segunda Guerra Mundial em uma HQ esquecida de duas páginas para a revista Look. Intitulada "Como o Superman acabaria com a guerra", a história consiste, essencialmente, no Homem de Aço capturando Hitler e Stalin e arrastando-os para a Liga das Nações, um precursor das Nações Unidas. Dado que a história foi escrita em 1940, Stalin ainda era um aliado Hitler na época. Após o ataque a Pearl Harbour, as capas dos quadrinhos do Superman mostrariam um aumento generalizado do apoio para as tropas aliadas, mas nenhuma outra história lidaria com a guerra de uma forma tão direta novamente.
 

 
Mulher Maravilha
 
Conhecer os quadrinhos da Segunda Guerra Mundial faz você se sentir como em uma lição de história, e os debates sobre as questões ideológicas e políticas permanecem muito relevantes até os dias de hoje. Ao contrário do Capitão América e do Superman, que deixaram de enfrentar vilões especificamente reais (como Hitler) nos últimos tempos, a luta simbólica da Mulher Maravilha contra o nazismo essencialmente permanece a mesma. Durante muitíssimo tempo foram feitas inúmeras tentativas para criar uma super-heroína que conquistaria as meninas e ainda aumentaria a venda de quadrinhos. E é possível que nenhuma tenha sido tão abrangente quanto a inigualável Mulher Maravilha. Criada em 1941 pelo psicólogo marginal William Marston, conhecido por suas ideias individuais sobre capacitação e submissão. Professor de psicologia e inventor de um precursor do polígrafo, Marston foi também um fetichista, inicialmente preenchendo os quadrinhos da Mulher Maravilha que ele escreveu com inúmeros casos de bondage e dominação. A Mulher Maravilha com o seu Laço da Verdade muito claramente une o trabalho psicológico de Marston em testes de verdade com os seus interesses eróticos. A partir de sua pesquisa, ele acreditava que as mulheres eram mais verdadeiras do que os homens e, em uma carta a um amigo, ele descreveu sua heroína como "uma propaganda psicológica para o novo tipo de mulher que deve, creio eu, governar o mundo". Ele também observou que "quando as mulheres governarem, não haverá mais [guerra] porque as meninas não vão querer perder tempo matando homens... Eu considero isso como a maior - não, mais ainda - como a única esperança para a permanente paz ". Apesar disso, no entanto, ele também acreditava na submissão como um aspecto inerente da feminilidade.
Mesmo com esta ideia original para uma super-heroína, o seu maior público ainda era o masculino. A personagem desde seu início era uma figura feminina forte, afirmando-se sobre os homens, e contraditoriamente submissa a eles. Marston acreditava nas mulheres como mais fortes do que os homens, seduzindo-os e depois submetendo-se a eles. Mas deste modo elas se afirmavam, controlando-os e tomando conta dos homens. Martson foi acusado de defender uma forma de feminismo vitimista, mas depois da Mulher Maravilha, pouquíssimas personagens atraíram tanto ao público masculino quanto ao feminino.
A proposta da personagem foi distanciando-se das ideias originais de Martson com o passar dos anos. Interessantíssima é a origem da criação da personagem. Surgida das ideias e teorias de um psicólogo, apoiada também nas fantásticas lendas da mitologia grega, e ainda nos novos ideais políticos da sua geração, tudo isto faz da Mulher Maravilha a personagem mais intelectualizada dos  quadrinhos.


Vamos lá, eu sei que você queria que ainda fosse possível para a Lucy Lawless viver a Mulher Maravilha no cinema!


 
As Novas Aventuras de Hitler - 1989
 
Voltamos mais uma vez a Hitler, mas desta vez como um protagonista. Uma história em quadrinhos pouco conhecida de um escritor bem conhecido, The New Adventures of Hitler, de Grant Morrison (lançada em 1989), baseia a sua história surreal sobre uma alegação de que Hitler brevemente residiu em Liverpool, Inglaterra. Ligando a suposta permanência dele na Inglaterra com o mito do Santo Graal, exatamente o tipo de apócrifo louco que diziam o jovem Hitler costumava acreditar. Mas em vez de comentar sobre o famoso nazista em si, o quadrinho usa Hitler como uma forma de criticar a Grã-Bretanha, explorando a hipotética influência da Inglaterra sobre o jovem Führer. Em uma cena, Hitler conversa com John Bull durante o chá enquanto um bulldog defeca sobre uma mesa, e recebe um curso intensivo no sentido da superioridade inata que constrói um império. Controverso? Definitivamente! Após a publicação que previsivelmente levou alguns a acusar Morrison de ser um simpatizante do nazismo e, apesar de sua imensa reputação dentro do mundo dos quadrinhos, esta edição foi recolhida ainda para ser lançada.
 

 
Martin Luther King and The Montgomery Story inspira o ícone dos Direitos Civis John Lewis - 1957
 
Parte biografia, parte manual de protesto não-violento, este panfleto de 14 páginas em quadrinhos de 1957 ajudou a espalhar a palavra de Rosa Parks e o Boicote aos ônibus de Montgomery em 1955 a uma geração de futuros ativistas. Embora sempre existiu uma série de quadrinhos educativos e informativos desde a concepção deste tipo de mídia, poucos podem reivindicar a influência direta da forma como este pode. O congressista John Lewis, um dos "seis grandes" do movimento dos Direitos Civis, descreveu este pequeno livro sendo "como uma bíblia" para seu eu mais jovem. O quadrinho eventualmente o levou a entrar em contato diretamente com Martin Luther King.
Lewis modelou sua, ainda incompleta, trilogia de romances gráficos, March, em Martin Luther King and The Montgomery Story, na esperança de inspirar a próxima geração, assim como este também inspirou. "I see some of the same manners, some of the same thinking, on the part of young people today that I witnessed as a student", diz Lewis,"the only thing that is so different is that I don’t think many of the young people have a deep understanding of the way of non-violent direct action". O quadrinho original de 1957, no entanto, continua a inspirar: Em 2003/4 foi traduzido para o árabe e, para os revolucionários egípcios durante a Primavera Árabe, supostamente "Martin Luther King virou um super-herói".
 

 
Tintim começou como Propaganda anti-soviética
 
Os quadrinhos do famoso repórter belgo Tintim, um jovem de espírito aventureiro e curioso, constantemente envolto em casos de investigação criminosa ou em conspirações políticas, começaram como uma divertida propaganda anti-soviética. Escrevendo para um suplemento infantil um jornal de cunho conservador no final dos anos 20, Hergé tentava ao máximo desmascarar a imagem de potência em crescente desenvolvimento econômico que os soviéticos tentavam passar para o mundo fora da Rússia. Inspirando-se no livro Benoît Peeters, de Joseph Douillet, ex-cônsul belga que trabalhou na Rússia soviética durante nove anos, Hergé ataca duramente o comunismo e o governo soviético. 
Seus quadrinhos iniciais não são apenas uma denúncia, mas uma tentativa de acabar com o mito de uma utopia comunista. Há cenas que quase reproduzem aquilo que é descrito por Douillet em seu livro, como as "eleições democráticas", onde os habitantes de uma aldeia são coagidos por soldados armados a votar no partido comunista.
 

 
Superman Soviético
 
Talvez a mais famosa história "what if" dos quadrinhos modernos. Entre a Foice e o Martelo altera a origem do super-herói favorito da América de modo que, quando chega ainda bebê ao nosso planeta, sua nave aterrissa na URSS, e não no Kansas. O Superman torna-se assim o herói da Rússia comunista e o eventual sucessor de Stalin. Deste a ligeira mudança na geografia, o autor Mark Millar criou uma complexa parábola sobre poder. Uma história muito inteligente influenciada pelo famigerado 11/09, onde o autor faz questão de expor os prós e os contras de ambos os sistemas econômicos.  Devido à ameaça do Superman, o tradicional vilão Lex Luthor torna-se um "herói" americano que usa o medo do ataque como uma justificação para a sua violência. Em nome de uma ideologia, o Superman tradicionalmente heroico obriga o mundo a submeter-se a seus ideais, independentemente das pessoas aceitarem ou não. Simpatizar com qualquer um deles torna-se difícil e, através desta troca de papéis de caráter, os binários bom/mau que definiram ambos os personagens em suas primeiras histórias e a Guerra Fria vem a ruírem perante qualquer senso de certeza política contemporânea.


Uma brilhante e envolvente HQ, além de uma notável aula de história.
 

 
Ex-primeiro-ministro japonês enfrenta líderes mundiais no Super Mahjong

Tenho uma postagem totalmente dedicada a este mangá. Nunca a política foi tão emocionante. The Legend of Koizumi trás Junichiro Koizumi, o ex-primeiro-ministro titular do Japão, e coloca-o em um gloriosamente melodramático jogo de mahjong com outros ícones políticos. Com 15 minutos de The Legend of Koizumi você pode aprender mais sobre a psique contemporânea do Japão do que você poderia em 15 horas com novelas japonesas recentes. Este é um mangá onde Putin e a ex-primeira-ministra ucraniana Yulia Tymoshenko podem unirem-se para lutar contra Hitler (que está morando na Lua), esta é uma história em quadrinhos que reflete o recente reengajamento do público japonês com a política, uma história em quadrinhos que merece ser publicada no Brasil.

Obs: Como sempre os gringos se esquecem de nós e da América Latina! Koizumi teria aqui adversários que já são ainda mais caricatos que aqueles vilões que enfrentou no formato original do mangá! Por uma segunda fase de Legend of Koizumi!
 


Lanterna Verde e Arqueiro Verde de Dennis O'Neill e Neal Adams - 1970

Já fiz uma postagem inteira que fartou-se em discutir este quadrinho. É uma ótima história, embora deva ser interpretada com cuidado e disposição, e ainda é uma muito honesta exploração do problema com os super-heróis como o Lanterna Verde. A escala de seu poder cósmico exige que ele tenha responsabilidades maiores e mais amplas. Ele é o protetor de um setor espacial inteiro e, portanto, não pode parar todos os crimes que existem, ainda que ele pare os maiores. O que O'Neill expõe é que, enquanto Hal enfrenta diariamente todo o tipo de ameaças cósmicas, há batalhas diárias menores que ele nem sequer consegue reconhecer, e na vida de uma pessoa comum, essas batalhas são tanto uma questão de vida ou de morte. A pobreza, o racismo e a violência são problemas reais e Hal tem sido um herói ausente para aqueles que sofrem. 
O Arqueiro Verde é a lente através da qual o Lanterna Verde é desconstruído. Obviamente, Oliver Queen é um homem comum, sem superpoderes particulares. Mesmo a enorme riqueza de Oliver Queen foi tirada dele em Justice League of America # 75. O Arqueiro Verde, além de combater o crime, como um típico super-herói urbano, ainda dedica-se a tentar melhorar a vida dos menos afortunados. Este quadrinho confronta as ideologias opostas de ambos super-heróis e expõe a realidade das comunidades marginalizadas nos Estados Unidos.
Adoro as personalidades contrastantes dos heróis e o fato de serem amigos que debatem, e a arte de Adams é uma de minhas favoritas, mas a história ainda tem alguns problemas. Onde a história de O'Neill é poderosa e convincente, em algumas ocasiões o seu discurso pode soar um tanto hipócrita. Quando Hal tenta explicar a Oliver que estava apenas seguindo ordens para justificar suas ações - uma coisa razoável dado o seu papel como um membro de uma força policial intergaláctica - a réplica de Oliver é dizer que a mesma desculpa foi usada pelos nazistas em seu julgamentos de guerra. Isso é tecnicamente verdade, mas uma simplificação grosseira da abordagem de Hal ao heroísmo. Parece uma menção muito ocasional do nazismo, mesmo para um personagem de caráter tão emotivo como Oliver. Da mesma forma, os proprietários ricos são retratados talvez como demasiadamente malvados. O poder que eles têm sobre os heróis é que, embora sem compaixão, suas ações não são estritamente ilegais. A questão da justiça é muito mais complexa do que aquela proposta inicialmente pela história.


 
Mr. President é um super-vilão

"I'm not a crook!", diria Richard Nixon.

Novamente o velho Steve Rogers encontra o seu maior inimigo ao final de mais um arco. Steve Englehart ficou conhecido por escrever várias representações satíricas do presidente Richard Nixon em quadrinhos de super-heróis da Marvel, e elevou o conceito de Nixon como um conspirador.
Embora nunca seja indicado especificamente no quadrinho que o supervilão número um do Império Secreto é Nixon, é tudo muito claro no subtexto desta história. O Capitão América fica chocado com a revelação do líder do seu país como um criminoso, e este ainda comete suicídio diante de seus olhos. Esta reviravolta chocante influenciou os quadrinhos do Capitão por muitos meses seguintes e levou ao enredo em que Steve Rogers abandona a persona do Capitão América em uma profunda crise de fé em seu país. Após isso, Rogers tornou-se "Nômade", o homem sem país. Em uma profunda crise de valores, em consequência do acontecido, Steve Rogers passa a circular o país sob sua nova identidade a fim de encontrar a verdadeira alma da América.


 
Maus

Grande parte dos tópicos desta postagem discute os acontecimentos envolvendo personagens famosos. A publicação Maus, no entanto, era um evento em si. Baseando-se nas experiências de seu pai, um judeu polonês sobrevivente do holocausto, Art Spiegelman criou um quadrinho que retrata o relacionamento complicado do autor com seu pai, e como os efeitos da guerra repercutiram através das gerações de sua família. Maus começou em 1980 e foi concluído em 1991, rendendo para Spiegelman o Prêmio Especial Pulitzer em 1992. A categoria "Especial" foi pelo fato do comitê de premiação não ter chegado a um consenso de Maus como uma obra de ficção ou biografia.
A história retrata os diferentes grupos étnicos como animais antropomórficos, os judeus são ratos ("maus" quer dizer ratos em alemão), os alemães são gatos, os franceses são sapos, os poloneses são porcos, os americanos são cães, os suecos são renas, os ciganos são traças, os ingleses peixes. Tanto uma história como uma investigação narrativa, Maus fala sobre a sua própria produção, bem como sobre a luta de seu criador na tentativa de transmitir as experiências terríveis de seu pai por meio de quadrinhos. Ao lado de ser uma obra definitiva na literatura do Holocausto (de qualquer tipo), Maus também foi um divisor de águas crítico para os quadrinhos. Como a primeira história em quadrinhos a ganhar um Prêmio Pulitzer, o termo "graphic novel" foi praticamente inventado para descrever este tipo de livro, e talvez não seja exagero dizer que sem Maus, postagens sobre política feitas para tantos outros blogs como este provavelmente ainda estariam confinadas a locais especializados em quadrinhos e revistas.


 
"Na situação atual, o governo não é a solução para nossos problemas. Ele é o problema."

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

AS MAIORES DERROTAS DO EXTERMINADOR


Ele é um mercenário de sangue frio e o melhor assassino do Universo DC Comics. Um mestre estrategista e um lutador mortal, e nada vai impedi-lo de completar o seu contrato. Excelente personagem criado em 1980 por Marv Wolfman e George Pérez como arqui-inimigo dos Novos Titãs, Slade Wilson, o Exterminador (Deathstroke), sempre foi um favorito dos fãs. Ele apareceu na série animada para a TV Os Jovens Titãs, onde foi chamado simplesmente de Slade, já que seu codinome original foi considerado demasiado violento para o público mais jovem. Também fez participações especiais em diversas outras séries animadas como Justiça Jovem, e em séries para TV como Arrow. Além disso está disponível como um personagem jogável em games como Injustice: Gods Among Us, e também aparece nos jogos da série Arkham.

Origem de Slade Wilson, TALES OF THE NEW TEEN TITANS # 44 (1984)

O passado de Slade é muito semelhante ao de um popular herói da Marvel, o Capitão América (Até as escamas nos uniformes originais são compartilhadas por ambos). Alistou-se no exército aos 16 anos, mentindo sua idade apenas para servir o seu país. Ele lutou na Coréia por um tempo, até ser transferido para o Acampamento Washington, onde conheceu sua tutora e futura esposa, Adeline Kane. Ela lhe deu dois filhos. Slade serviu muito bem o seu país, e aceitou participar de um programa militar forjado para a criação de um super-soldado. Através da injeção de um soro experimental, Slade adquiriu maiores resistência, velocidade, durabilidade e capacidade cerebral, e outras habilidades que surgiriam futuramente como o seu famoso fator de cura. A história de Slade é de fato a mesma do Capitão América, mas sem o final feliz.

Adeline Kane tem sua vingança, TALES OF THE NEW TEEN TITANS # 44 (1984)

Graças ao seriado Arrow do CW, muitos fãs agora acreditam que o Exterminador perdeu um de seus olhos para uma das flechas de Oliver Queen. A verdade é totalmente diferente. Depois de ter sido negado o seu realistamento no exército, Slade tornou-se um grande caçador, e, em segredo, um mercenário. Mas o problema veio logo em seguida, quando um mercenário rival chamado Chacal, sequestrou o seu filho Joe Wilson (O futuro super-herói Jericó) e o chantageou a dar-lhe uma informação crucial sobre um de seus clientes. Slade escolheu lutar contra o Chacal, juntamente com sua esposa Adeline. Como você agora deve ter notado, Slade não é o cara mais sortudo do Universo DC, a garganta de seu filho foi cortada, tornando-o mudo. Isto, obviamente, enfureceu sua esposa, que tentou matá-lo, atirando em seu rosto. O olho do Exterminador nunca foi curado, mesmo depois que ele ganhou poderes regenerativos, e Slade nunca se arrependeu. Em vez disso, usa orgulhosamente um tapa-olho ou uma máscara cobrindo esse olho perdido, mostrando ao mundo que ele era tão bom em seu trabalho, mas ainda poderia fazê-lo com apenas um olho.

Exterminador em X-MEN VS NOVOS TITÃS (1982).
É seguro dizer que Slade Wilson é o vilão mais versátil de talvez todas as histórias em quadrinhos, algo que ele provou mesmo em um seriado como Arrow. As séries CW são quase em sua totalidade odiadas pelos fãs mais puristas, isto é, aqueles que realmente leram os quadrinhos no passado.
No seriado, Manu Bennett canaliza todo o legado de violência de Slade Wilson. Embora é preciso reconhecer que o personagem apresentado pela série tenha uma motivação muito fraca para ser considerado um Exterminador completo.
 
Slade Wilson/Exterminador (Manu Bennett), ARROW.

E por que o título desta postagem menciona derrotas?
O bom Exterminador teve muitos altos e baixos em sua carreira como vilão fodão e relutante anti-herói na casa do Batman e do Superman. E aqui reunimos alguns destes maus momentos e também procuramos despertar alguma reflexão, analisando aquilo que foi feito, além do que poderia ter sido realizado para o personagem, e ainda o que acontece com certos roteiristas ao assumirem as histórias de nossos personagens favoritos já desmotivados ou desgastados pelo tempo.



5º Lugar
Exterminador de John Wagner, Chain Gang Wars (1993-1994)

Esta fase do Slade Wilson foi provavelmente realizada com algumas das melhores intenções, mas sua moral e julgamento não coincidem com o Exterminador original, o que é praticamente um insulto. Slade sempre fez julgamentos sobre os seus trabalhos, mas nunca permitiu que alguém ficasse em seu caminho para concluir um serviço. Aqui há situações em que ele não permite a morte de um criminoso, mesmo quando este mereça. E a sua razão de guardar rancor pessoal com um dos protagonistas neste comic não foi, pelo menos na minha opinião, uma razão válida para torná-lo um rancoroso em primeiro lugar. Slade é um soldado.

Um ótimo momento dos anos 90: Anti-herói relutante. O Exterminador e o
Novo Titã Mutano finalmente fazem as pazes, NEW TEEN TITANS (1994).

Por outro lado, foi muito interessante a transformação do personagem em um anti-herói. A inclusão da personagem Rose Wilson, filha do Exterminador com um princesa Cambojana, também foi ótima.

Wintergreen conforta Rose Wilson após a morte de sua mãe,  DEATHSTROKE # 46 (1995).

Slade evita Rose em um esforço para mante-la segura, DEATHSTROKE # 48 (1995).

A jovem tinha poderes ainda mais fodas do que os do seu pai, e é uma pena que ela tenha se tornado uma piada de mal gosto e, do nada, o Exterminador tenha voltado a vilania para os roteiristas enlouquecerem Rose transformando-a em um irritante cosplay do pai. O renascimento de Rose em Novos 52, com um repertório de poderes ainda mais absurdos, batendo de frente com personagens do nível do Superman, foi uma das poucas novidades positivas desta trágica fase recente.



4º Lugar
Smallville Slade Wilson

Todo mundo que conhece o Exterminador já sabe porque esse cara aí é um problema. Esse homem não é o Exterminador. Ele é só Slade Wilson. Mas não realmente...
Este (tenso) seriado apresenta o personagem como parte do exército, velho, caolho, e ainda tendo Rose como filha, mas isso não é o que essencialmente cria Slade Wilson.
Ele de fato não precisa do seu traje clássico preto/azul e laranja para ser o Exterminador. O que cria Slade Wilson são as suas escolhas.
Em Arrow as más escolhas de Slade foram feitas devido ao mirakuru. É uma batalha consigo mesmo. Mas o lado mal do Slade de Smallville foi influenciado por Darkseid, fazendo deste homem essencialmente um fantoche. Assim, esta versão do Slade Wilson é um insulto.



3º Lugar
O novo Exterminador

Em um novo título mais recente, Deathstroke # 1 (2015), Slade, após mais uma morte seguida de ressurreição, desperta novamente jovem. Jovem e ainda com um novo olho no lugar de sua antiga órbita vazia. Ele foi rejuvenecido por uma pessoa misteriosa chamada I-Ching, a fim de ajudá-lo a derrotar o seu próprio pai, Charles Wilson a.k.a. Odysseus.
Não acompanhei esta série (Sou old school), mas há um fato muito conhecido sobre esta transformação que tornou Slade um pouco pior na luta já que ele não está mais acostumado a ter dois olhos. E o fato de nesta versão ele ter o cabelo negro ao invés de loiro o faz parecer mais um personagem da Bat-família.

Hulk, o Ranger Verde e o Exterminador:
O meu time para enfrentar o APOCALÍPSE ZUMBI.

Qual é a desta ideia estúpida?
Por que mudar o visual do Exterminador e alterar tão drasticamente a sua origem quando Manu Bennett fez tanto sucesso em Arrow interpretando um Exterminador de aparência madura e com uma origem que melhor referencia a original?
A mais nova atrocidade cometida contra Slade Wilson!



2º Lugar
O Exterminador de Tom Peyer em Covergence: the Atom (2015)

Eu realmente preciso escrever?


 
1º Lugar
 O Filho do Batman

QUE BOSTA! Você pode amar e glorificar Damian Wayne (o pior Robin de todos os tempos) de todo o modo que quiser, mas o homem com quem ele está lutando neste filme não é o Exterminador! Pode ser parecido com ele, mas não é nada além de um fraco lamentável, um idiota vingativo cheio de arrogância! Ele não pertencia a este filme tanto quanto não pertencia a Smallville. Este filme, como várias das atuais animações da DC são tristes de tão ruins.
É até uma surpresa que eu não tenha escolhido o Exterminador de Rob Liefeld para esta posição. Embora a arte terrível e a história mal construída sejam constantes no trabalho de Liefeld, ele não insultou o Exterminador da mesma forma que as outras versões o fizeram.

Manu Bennet após assistir O Filho do Batman.

Eu não adiciono o Exterminador que foi interpretado por Antonio Sabato Jr. (Lois e Clark: As Novas Aventuras do Superman), porque isso é outra coisa, e não deve ser reconhecido como uma versão Exterminador, apenas mais um outro cara que tomou o nome do personagem. E também não coloco o Exterminador de Beware Batman, porque mesmo que este Slade Wilson tenha sido semelhante ao Slade Wilson de O Filho do Batman, ele não era tão terrível.

Titãs da Costa Oeste do Exterminador.
Seria Slade Wilson "o pior e o melhor pai" do mundo?

Alguém ainda se lembra de quem foi Slade Wilson? Ele foi o cara que derrotou a Liga da Justiça!
Durante a série Crise de Identidade, o Exterminador foi encarregado como guarda-costas do vilão Doutor Luz. Para completar a sua tarefa, Slade enfrentou uma Liga da Justiça formada por alguns dos seus mais poderosos pesos pesados como Zatanna, o Flash e o Lanterna Verde.

Liga da Justiça humilhada pelo Exterminador, CRISE DE IDENTIDADE (2004).

O Exterminador começou a luta batendo tão forte em Zatanna que ela não podia mais falar ou sequer entoar algum encantamento; incapacitou o Flash com um único movimento o empalando com a lâmina da sua espada; cortou as asas do Gavião Negro; prendeu a cabeça da Canário Negro com uma máscara de borracha, impossibilitando-a de usar o seu super-grito; rompeu todas as flechas do Arqueiro Verde; bateu o Homem Elástico forte o suficiente para mante-lo inconsciente; derrotou o Eléctron com uma simples caneta laser; e, o mais impressionante, ele quebrou os dedos de Kyle Rayner e, usando sua própria força de vontade, quase tomou o controle do anel do Lanterna Verde. Ele só foi interrompido quando o Arqueiro Verde (como mencionado acima) atravessou uma flecha quebrada através da órbita vazia de Slade, enfurecendo-o, e dando tempo para o resto dos heróis se unirem contra ele.

Não é fanatismo o simples desejo de vermos os nossos personagens favoritos sendo decentemente representados nas mídias mais acessíveis ao grande público.



Hors Concours
Deadpool
 
Alguém ainda tinha dúvidas? Poderia haver derrota maior para um personagem como o Exterminador do que ser superado por sua própria cópia?
Infelizmente para o mundo, Rob Liefeld aparentemente não tem a capacidade de ver (o que explica a sua arte), e um dia decidiu desenhar um Exterminador com dois globos oculares (demostrando o anseio de Liefeld pela visão) e mostrou o desenho para o escritor Fabian Nicieza. Ao ver o "novo" personagem de Liefeld, Nicieza jocosamente o nomeou Deadpool, ou Wade Wilson, reconhecendo a semelhança do personagem, tanto na sua aparência quanto no seu papel como um poderoso mercenário já estabelecido pelo Exterminador. Depois de alguns anos, Deadpool, eventualmente, evoluiu de apenas mais um vilão mercenário que carrega uma quantidade desnecessária de armas, para apenas mais um anti-herói sarcástico, só que desta vez as pessoas que escrevem e desenham realmente viram a grande paródia que ele sempre foi.

Na Terra 3 do Universo DC, o Exterminador é de certa forma o Deadpool.
O máximo que os fãs poderiam ter de um encontro entre os dois personagens.

A série Deadpool tornou-se mais do que uma comédia, e um lugar onde o escritor Joe Kelly poderia fazer o que bem entendesse, porque ele esperava que ela fosse cancelada a qualquer momento. A série acabou tornando-se legitimamente engraçada, e estabeleceu Deadpool como um personagem muito mais complexo, interessante e popular do que o Exterminador poderia ter sido.
E de fato o filme solo do Deadpool está aí, sendo um grandioso sucesso de público e crítica, com o personagem interpretado novamente por Ryan Reynalds, mesmo após o fiasco do filme Wolverine Origens (A maior derrota do Deadpool). Ainda dá pra acreditar que este personagem foi criado por Rob Liefeld?

Slade descobre que o seu fator de cura o tornou imortal, DEATHSTROKE # 42 (1994).
Após se assassinado por Terra, em um banho de magma,
Slade retorna ao mundo dos vivos na forma de puro-osso.
OS JOVENS TITÃS (2002-2005).
 
O Exterminador e Deadpool, o Mercenário Tagarela, são semelhantes em praticamente tudo. Identidades secretas e civis, histórias, armas e super-poderes. Mas Deadpool é o típico caso de uma cópia que adquiriu muito mais personalidade do que o seu antecessor, graças aos roteiristas muito mais competentes que deram espetacular direção a sua série.
 
Os mais jovens provavelmente conheceram o Exterminador graças a sua bela releitura apresentada na animação Os Jovens Titãs. Apesar das diferenças aparentes, era de longe o mais marcante personagem da animação.  
Em Os Jovens Titãs, Slade aparece inicialmente como um criminoso que "contrata" os serviços de aprendizes. Apenas mais tarde ele passa a agir como um soldado contratado, como foi na épica quarta temporada, quando Slade volta do mundo dos mortos aliado ao demônio extradimensional (e pai da heroína Ravena) Trigon, o Terrível.
 

Deathstroke fact # 666: Slade vendeu sua alma ao Diabo
para ser o mercenário mais poderoso do universo. Após a
transação terminar, Slade pegou a sua alma de volta e
arrancou os chifres do capeta. Mas o Diabo, que aprecia
ironia, não ficou bravo e admitiu que deveria ter previsto isso.



"Você me chama de vilão. Nunca pensei em mim como um. Eu sou um mercenário. Um soldado para contratar. [...] Eu não roubo ou mato para ganho pessoal. Eu tenho um rigoroso código de ética."

Slade Wilson, TALES OF TEEN TITANS # 55
  
Mesmo sendo um arqui-inimigo dos Novos Titãs, Slade tem algumas convicções tão firmes que tornam possível para ele aliar-se ocasionalmente aos Titãs. Mesmo que ele esteja seguindo a sua própria agenda, ele geralmente pode ser confiável para fazer o que ele diz que vai fazer. Slade pode viver neste espectro moralmente cinza, mas ele não procura causar danos as outras pessoas por conta própria. Ele só vai fazê-lo se for pago para isso.
Em relação à preocupação de Slade com o compromisso, você pode ver isso principalmente no que diz respeito à sua família. Slade é leal a Adeline, sua ex-mulher, apesar de toda a animosidade. Ela tentou matá-lo, e ele não guarda rancor. Eu acho que ele vê as ações dela como completamente apropriadas porque estava agindo em nome do seu filho, e Slade lamenta o que aconteceu com Joe. No geral, ele quer o melhor para sua família, mesmo que isso signifique que precise ficar longe deles.
 
"De jeito nenhum. Eu não estive com Joe desde que ele era criança. Ele é direito... um bom garoto. Sua mãe o criou bem. Sabe, eu ainda a amo e acho que ela ainda me ama ... mas estamos comprometidos com objetivos diferentes. Mas ela criou Joe muito bem. [...] E eu estou muito orgulhoso dele."

Slade Wilson, TALES OF TEEN TITANS # 55

Apesar da vida de Slade como um mercenário, ele é antes de tudo um homem de família, o que é uma qualidade muito paradoxal. Slade mantém distância de sua família porque percebe que sua proximidade tem uma tendência a tornar suas vidas pior. Slade pode ser muito auto-destrutivo com as escolhas de vida que faz. Ele é definitivamente um cara complicado.
 
Por mais que eu prefira o Exterminador como personagem por tudo o que ele significou para mim, principalmente após a sua participação na animação Os Jovens Titãs, é indiscutível que ele nunca será um ícone tão presente na cultura pop como é o Deadpool, ainda mais agora com o sucesso do seu filme. O Piscina Mortal está mais conhecido e aclamado do que nunca.

Ao menos o Exterminador foi poupado de Teen Titans Go.
 
 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

TOP 10 JOGOS MAIS DIFÍCEIS DA SNK

 
Os games produzidos pela SNK não são conhecidos por serem os mais fáceis, e por boas razões! Jogos de arcade são destinados a opor resistência aos jogadores experientes. Estes são aqueles jogos programados para fazer com que o cliente gaste o máximo de dinheiro possível, e para isso, foram concebidos como uma forma de entretenimento viciante e desafiadora. No entanto, nem todos os programadores são "algozes" e eles geralmente definem o nível de dificuldade de seus jogos em uma escala padrão, de modo que o nível "iniciante" pode ser completado sem muita dor de cabeça. Dentro de um número razoável de créditos os gamers podem jogar quantas vezes quiserem, melhorando e adquirindo experiência, vencendo os desafios.
Agora esqueça esta noção neste Top 10!
Os títulos nesta classificação têm apenas um objetivo: chutar a bunda do jogador, sem dar qualquer chance para voltar atrás e perseverar em busca de uma vitória! Descubra agora os dez jogos mais difíceis da SNK na opinião deste blog.


 
10º Lugar
Magical Drop 3
 
Poucos jogadores estão familiarizados com Magical Drop 3: este é um excelente jogo da Data East, provavelmente um dos melhores jogos do seu tipo. O game do estilo puzzle oferece um modo história muito agradável, no qual podemos avançar interagindo com os cenários para superar e vencer diversos desafios.
Bem, boa sorte para você se locomover dentro do jogo com o seu limite de crédito! Algumas passagens são extremamente difíceis, mesmo para um jogador experiente. Após umas três ou quatro linhas/colunas apagadas, o jogador cai em um ciclo extremamente complexo e rápido, que requer muita habilidade, um único erro pode definir a partida.
Não é um jogo impossível de se completar, mas repleto de obstáculos.
 
                                  
 
Dificuldade = De média e alta



 
9º Lugar
Fatal Fury Special
 
As coisas são diferentes aqui, a grande maioria dos jogadores familiarizados com os jogos de luta certamente jogaram Fatal Fury Special, e devem ter a série Fatal Fury entre as suas preferidas. Então, eles vão entender o que quero dizer quando digo que este jogo é muito difícil!
Alguns personagens como Andy Bogard ou Jubei Yamada são simplesmente imbatíveis quando eles são controlados pela máquina, e não podemos deixar de falar sobre os chefes! Mesmo que você nunca tenha conseguido alcançá-los, saiba que Billy Kane e Axel Hawk são verdadeiros assassinos, e eles vão deixá-lo com esperanças limitadas de algum dia enfrentar Geese, Krauser e Laurence!
 
                                 
 
Dificuldade = Muito difícil!



 
8º Lugar
The Super Spy
 
The Super Spy é um dos jogos mais longos da SNK, e vamos dizer que os créditos são no mínimo infinitos, no caso em que você queira ver o seu final.
Os ataques com socos e chutes disponíveis para o jogador são muito pouco eficazes contra certos adversários, enquanto a faca, que você também pode utilizar, enfraquece rapidamente, perdendo 90% de sua eficiência; as armas são carregadas com algumas poucas munições, e quando elas podem ser usadas, poderão ajuda-lo muito temporariamente. Adicione agora o pequenino bônus para a recuperação da vida, muito poucas armas ou munições para escolher ao longo das fases, e uma quantidade astronômica de inimigos que vão surgir a qualquer momento para arrebentar o jogador. Boa sorte! Você vai precisar!
 
                                    
 
Dificuldade = Mal distribuída



 
7º Lugar
Ninja Combat

Ninja Combat nunca foi realmente considerado pela crítica como um jogo difícil, e por uma única razão: ele oferece aos jogadores uma quantidade infinita de créditos permitidos. Mas se você olhar mais de perto, você percebe que zerar este game em apenas um crédito é totalmente impossível.
De fato, certas passagens são extremamente difíceis, até mesmo ao ponto de que é essencial usar o ataque especial, que custa um ponto de vida, para sobreviver. Quando se pensa na dificuldade de alguns desafios do jogo, logo lembramos do trio de loiras armadas com leques de combate que surgem várias vezes no jogo, nos mecanismos do quarto nível, e, claro, o último chefe, que vai roubar-lhe uma dúzia de créditos para vencê-lo.
 
                                 
 
Dificuldade = Passagens impossíveis



 
6º Lugar
Sengoku

No sexto lugar, novamente um beat 'em up: Sengoku. Lançado logo após Ninja Combat, e ainda mais difícil!
Os inimigos são demasiadamente numerosos e às vezes difíceis de ultrapassar: os jogadores devem correr o risco de chegar perto, sob a pena de, na maioria das vezes, receberem muitos golpes. Os chefes também são muito difíceis, e como se não bastasse, o jogo também é muito longo!
 
                                             
 
Dificuldade = Excessiva



 
5º Lugar
Legend of Success Joe
 
Em Legend of Success Joe, game inspirado diretamente em Ashita no Joe, um dos mangás de maior sucesso de todos os tempos, tudo parece ter sido organizado como um planejamento para o nosso assassinato: hits imprecisos, personagem movendo-se lentamente, controles de baixa qualidade, CPU chata... Acredite em mim, qualquer que seja o seu nível, você vai tomar uma surra violenta.
Finalizar o jogo também continua a ser um grande desafio, exigindo muito de sua habilidade e também da sua paciência!
 
                                   
 
Dificuldade = Relacionada ao Gameplay



 
4º Lugar
Magician Lord
 
Um dos melhores jogos do Neo Geo é também um dos mais difíceis.
Existem duas versões: na primeira, há dois pontos de vida básicos, mas depois da morte, a pessoa começa exatamente de onde ela morreu. Na segunda (a mais difícil), há três pontos de vida, mas caso você morra durante a fase, vai ter que recomeçar desde o início das fases ou a partir da última porta alcançada. Acrescente a isso as fases muito difíceis da plataforma, inimigos muito cruéis que sabem como atormenta-lo além das suas expectativas, e os chefes às vezes muito, muito difíceis de se bater.
 
                                
 
Dificuldade = Extremamente Alta




3º Lugar
Viewpoint
 
Viewpoint foi um dos grandes potenciais produzidos pela SNK. É um game com um objetivo bem simples, e reverenciado pela grande maioria dos fãs do estilo shoot and run.
O mínimo choque com algum obstáculo destrói por completo o veículo do jogador, que, em seguida, deverá recomeçar desde o início da fase, ou do último "checkpoint" passado. Para recomeçar é necessário que o jogador faça alguns ajustes, mas, mesmo uma vez dominado, você ainda enfrentará uma dificuldade praticamente constante com muitos inimigos, artilharia pesada e chefes assustadores. Você vai precisar de destreza e uma paciência descomunal para vencer!
 
                                  
 
Dificuldade = Somente para Profissionais



 
2º Lugar
Art of Fighting 2
 
Aqui  está o mais difícil jogo de luta produzido pela SNK, e provavelmente um dos mais difíceis de todos os tempos! Em Art of Fighting 2, você enfrentará uma dificuldade muito incomum para os jogos do mesmo estilo.
A CPU neste jogo é incrivelmente violenta, mesmo no modo fácil! Caso você vá aventurar-se neste game, é praticamente essencial que antes de ter terminado o primeiro Art of Fighting com um mestrado em Haoh Sho Ko Ken e Ryuko Ranbu! Os adversários tem reflexos sobre-humanos para conter os seus ataques, nunca cometem erros e sempre vão encontrar uma forma de puni-lo com uma surra gravemente violenta para cada luta ou tentativa de retorno em algum crédito. Uma única solução é pacientemente observar e procurar por falhas no jogo da CPU de cada personagem...
 
                                 
 
Dificuldade = Insana!




1º Lugar
The King of the Monsters 2
 
E este é o nosso número um, o campeão indiscutível, o maior responsável pelos suicídios por enforcamento entre os jogadores, The King of the Monsters 2. Aqui não há necessidade de procurar alternativas ou falhas para avançar nas fases. É simplesmente uma questão de tempo antes de morrer. Dentro dos combates com monstros gigantes, você ficará sete a cada dez vezes incapaz de tomar vantagem sobre a CPU. Além disso, tentar ficar longe do perigo será geralmente vão, pois os seus adversários têm mais alcance do que você. Receber os golpes inimigos também remove muito mais vida do que os seus golpes são capazes de fazer. Eles também têm a capacidade de bloquear, mas você não! Chega a ser engraçado, não é?
Note que é possível atravessar as duas primeiras fases com o primeiro crédito, com muita prática e estratégias covardes, mas a partir da terceira fase, prepare-se para ser punido, porque nada vai te salvar!
Ao final de The King of the Monsters 2, você terá a impressão de ter foi esmagado sob um rolo compressor! Se você quiser manter sua sanidade, aqui vai um bom conselho: fique longe, muito longe deste jogo!
 
                               
 
Dificuldade = Apocalíptica!

 
Muitos outros jogos da SNK podem exibir uma terrível dificuldade, gostaria de citar como menções honrosas Sengoku 2, quase tão duro quanto o primeiro, e também os primeiros jogos da série The King of Fighters. No entanto, a dificuldade nesses jogos não é tão frustrante: eles estão entre os jogos em que a progressão de um jogador ainda é possível, embora por vezes limitada.
Em nosso Top 10, eu desejo boa sorte para os bravos que quiserem experimentar o One Credit, claro!

 

Postagem em destaque

DRAGON BALL SUPER É UM LIXO, MAS A SUA PROPAGANDA É EXCELENTE

A imagem acima é autoexplicativa.  Dragon Ball Super é, em MINHA OPNIÃO, a qual você pode aceitar ou discordar, uma das maiores tragédias/...