domingo, 9 de março de 2014

PERSONAGENS DE QUEM ANTES EU NÃO GOSTAVA, MAS HOJE GOSTO


Voltei, pessoal.
E aí?
Todo mundo por dentro de tudo o que vem acontecendo?
Caras, chega a ser desconfortável eu ter que escrever certos desabafos no meu blog planejado para assuntos exclusivamente nerds, mas às vezes não dá para evitar.
São tantos os baques que a gente recebe. Até certas organizações mundiais resolveram deixar as máscaras caírem de uma vez. Bem, na verdade nunca esconderam tão bem as suas próprias ideologias, eu é que não me importava com assuntos do tipo.
Uma coisa que me choca é perceber como minha forma de ver o mundo e a sua política mudou. E mudou de uma forma que eu nunca imaginei que mudaria.
Era uma visão muito limitada. Eu via o campo da política e das relações internacionais dividido apenas entre os aliados de um lado e os eternamente inimigos do outro lado. E as ideias que eu defendia há muitos anos atrás faziam de mim um verdadeiro "idiota útil". Se é que me entendem.
Mas como bem escreveu Raul Seixas: "Prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".
Tá chato esse papo, né.
Mudando de pau pra cavalo. É engraçado, mas eu pensei nisso justamente quando terminei mais um especial ultra nerd sobre personagens do universo dos quadrinhos, animês, filmes, etc, pelos quais antes eu tinha uma visão negativa, mas hoje superei tal antipatia.
Vamos lá, chega de falar sério!


Wolverine

Sim, eu sei o que você deve estar pensando.
Caralho, como pode?! Ele odiava o Wolverine?! O Logan?! O "melhor naquilo que faz, xará"?!
Isso mesmo! Eu odiava o Wolverine! E essa antipatia pelo personagem durou muitos anos! Eu diria que superei isso ainda mais recentemente se comparado com o problema que eu tinha com os outros personagens da lista.
Antes que você fã comece a me elogiar ou você hater (descobri que o personagem tem muitos hoje) comece a me xingar, vamos esclarecer o caso.
Quais os principais problemas que o personagem enfrentou durante toda a sua saga na Marvel Comics?
1º) Roteiristas.
2º) Fãs.
Wolverine, como boa parte dos heróis Marvel, foi criado numa época em que a "patrulha do politicamente correto" não enchia tanto o saco. Assim, os anti-heróis da Marvel puderam ter mais liberdade para agir com mais agressividade contra os seus terríveis vilões. Acredite, já houve uma época em que o Batman matava todos os seus inimigos, isso até a tal patrulha que mencionei aparecer. Daí a grande diferença entre personagens Marvel e DC.
Justamente por causa desse seu estilo, que agradava tanto aos leitores, era muito bom para os roteiristas trabalharem com o Wolverine. Eu tenho a teoria de que amamos tanto os anti-heróis porque eles fazem tudo aquilo que adoraríamos fazer mas nem sequer temos a coragem.
Mas aí veio a superexposição! Não bastava mais o Wolverine aparecer nos X-men e ainda ter a sua própria revista, o sujeito fazia parte dos Vingadores e também dava as caras em mais uma porção de títulos!
Nossa, que saco!
E o pior é que ele sempre estava lá, bancando o fodão, resolvendo os problemas de todas as equipes que participava e ainda sendo o dono de todas as melhores cenas e frases, ditas sempre nos melhores e exatos momentos.
Se já era difícil engolir o Wolverine baixinho, feio e fedido furando o olho dos outros e roubando a mulher de todo mundo, imagina como piorou quando ele ficou alto e bonito no cinema, com a ajuda de Hugh Jackman?
Ele ganhou fangirls! Como se já não fosse ruim aguentar os seus insuportáveis fanboys, a coisa complicou de vez agora com as gurias retardadas que nem sequer liam quadrinhos e passaram a amar o Wolverine por causa do rosto que ele ganhou no cinema.
Então foi isso, a maior parte da minha antipatia vinha da babação de ovo em cima do personagem que eu nem conseguia compreender o porquê de ser tão amado.
Mas então vieram os sempre salvadores sites da internet onde podemos pesquisar tanto dos quadrinhos antigos e assim pude ver o Wolverine clássico na essência daquilo tudo o que ele representou e, é claro, comparei com as diferentes ideias de tantos roteiristas que escreveram o personagem.
E, vejam só, passei a curtir o Wolverine como personagem e também xinguei muito as merdas que certos roteiristas fizeram com ele.
Wolverine ter ganho garras de osso e aquele visual bestial foi idiota e isso aconteceu já nos anos 90, tal como a sua superexposição, que fazia daquele show de horrores um tipo de astro.
Na verdade, nenhum personagem pode ser superexposto, isso pode ser prejudicial para qualquer um, até mesmo para o Coringa da DC Comics.
O que mais gostei de conhecer melhor o Wolverine foi descobrir o que ele poderia ter sido, em contraste com aquilo o que ele se tornou. Eu sinceramente detesto a sua origem. Seria melhor que ela continuasse envolta por mistérios, dava mais charme e interesse ao personagem.
Ele fora planejado para ser filho do seu inimigo Dentes de Sabre (Nunca reparou que os dois são cara de um focinho do outro?). Assim Wolverine teria cerca de 60 anos, enquanto o dito vilão teria cerca de 120 anos. Acho que hoje ambos são bem mais velhos do que isso.
Eu gostaria que a ideia tivesse sido mantida. Tornaria a sua rivalidade ainda mais interessante.
Enfim, Wolverine é um ótimo personagem. Só precisa de roteiristas como os de antigamente, que sabiam trabalhar com ele da forma correta.
O melhor momento do personagem? Sem dúvida é quando ele arrebenta com os caras do Clube do Inferno na saga da Fênix Negra. É animal!


Uchiha Itachi

Nunca morri de amores pelo animê "Naruto" e isto, em grande parte, tem a culpa dos próprios personagens principais.
O Naruto é um moleque chato pra caraio, com os seus bordões e chororô insuportáveis. E ele não é lá um protagonista (Ele é o protagonista mesmo?) muito criativo de animê/mangá de porrada, fazendo o típico burro (com o dobro da burrice habitual) e comilão.
O Sasuke, putz, que cara enjoado! Ele é odiado pela maioria daqueles que o conhecem, então não preciso explicar muito.
E a Sakura é a menininha, no pior sentido que a palavra possa ser aplicada. Até o cabelo dela é rosa! A mais odiada do trio de protagonistas, pelo menos aqui no Ocidente. Ouvi dizer que é um choque para os japoneses saberem que a Sakura é tão odiada por estas bandas. É, os japoneses são mesmo um povo bem diferente do nosso.
Então eu digo que a saga Shippuden, que se passa 3 anos depois da primeira parte do animê/mangá, apesar de tantos defeitos, fez muito bem para os personagens. Naruto e Sasuke por exemplo evoluíram bastante e são mais dignos do posto de principais, só a Sakura que continua um chorona sem direção dentro de um elenco tão vasto de personagens muito mais interessantes.
E esses 3 anos foram milagrosos para Uchiha Itachi, o irmão mais velho de Sasuke, responsável pela morte de todo o seu clã ninja, a sua própria família.
Caras, como eu odiava o Itachi!
Ele parecia um vilão bosta do tipo sou fodão, matei meus pais, atormento meu irmãozinho emo e tudo isso porque eu quero PODER, PODER, PODER!!!
Quase uma versão shinobi da Suzane Richthofen.
E sem falar que Itachi era um diabo de foda! Até os vilões principais da história se cagavam pra ele! Continuo odiando os Uchihas por causa do exagero que é esse poder do Sharingan, que copia os jutsus dos outros, cria ilusões, gera um fogo que queima eternamente e queima até o próprio fogo, invoca poderes dos deuses mitológicos e só falta fazer café! 
Mas aí veio a tão esperada parte em que Itachi e Sasuke finalmente se enfrentam em um combate definitivo. A luta poderia ter sido melhor, é verdade, mas é então que ao fim de tudo aquilo descobrimos a verdade.
Itachi concordou em exterminar o seu próprio clã, poupando apenas o seu irmão mais novo, o qual ele amava mais do que tudo na vida, tornando-se um ninja criminoso renegado, para evitar uma guerra civil iniciada por disputas de poder e ressentimentos de seu clã, que seria tão violenta que poderia acabar com toda a aldeia e a história de Konoha.
Vemos num flashback o momento em que ele se prepara para apunhalar os seus próprios pais e é uma das cenas mais épicas que eu já vi na vida! Seu pai já esperava pelo que aconteceria e, sem se lamentar, pede para que Itachi apenas faça o que deveria ser feito e assim o irmão mais velho de Sasuke o faz, em lágrimas.
Foi um jeito bem estranho de se descobrir a grandiosidade de um personagem e só depois que ele morreu lutando contra o irmão pude perceber isso.
Itachi, o cara que eu tenho certeza de que não odiava sozinho, é na verdade o maior herói da história de "Naruto".
Sem palavras.


Kyle Rayner

Os anos 90 foram uma época muito estranha para os quadrinhos. O que está acontecendo com os super heróis? Era o que se pergunta frequentemente na época, até em telejornais. E muitos hoje consideram que aquele foi o pior período na história dos quadrinhos.
Em um grande golpe de publicidade, o Superman é morto na luta contra o monstro Apocalipse, o Batman tem a sua coluna quebrada pelo vilão Bane e o Lanterna Verde Hal Jordan enlouquece, tornando-se o vilão Parallax e termina por morrer e se fundir ao Espectro no fim de uma mega saga.
Foi depois destas tragédias que surge Kyle Rayner, herdando o anel de poder de Hal Jordan e tornando-se o novo Lanterna Verde.
Hoje eu percebo que todos amam Kyle Rayner. Ele é mais querido do que Hal Jordan, mas eu realmente não gostava dele! E isso não era muito justificável porque acompanhei bem pouco dos quadrinhos da época em que ele apareceu.
O conheci na animação da Warner/DC Superman Animated Series e eu não gostei mesmo do personagem. Vi aquele Kyle Rayner, um modesto desenhista, num belo e ensolarado dia, sendo escolhido pelo anel do Lanterna Verde e do nada derrotando o vilão espacial Sinestro, que havia arrebentado com o Superman naquele mesmo dia!
O processo que me tornou fã de Kyle Rayner foi como o que aconteceu com o Wolverine, muito download e leitura de quadrinhos clássicos. E hoje eu posso dizer que Kyle Rayner é um dos personagens mais importantes de toda a história da DC.
O poder dos Lanternas Verdes é a força de vontade e Kyle Rayner é o aquele que melhor representa tal qualidade. O cara é um dos maiores exemplos de superação da história dos quadrinhos.


Souther

"Hokuto no Ken" sempre foi um dos meus animês/mangás preferidos. Mesmo quando ainda conhecia tão pouco sobre ele nos anos 90.
Souther foi um personagem que eu conheci através do filme "Shin Kyoseishu Densetsu no Ken: Raoh Den Junai no Sho", que foi uma das animações realizadas para comemorar os 25 anos da franquia, além de ser praticamente um grande resumo da saga do mangá e animê clássicos na qual ele foi o vilão principal.
Que péssima forma de conhecer o personagem! Eu nunca tinha visto um inimigo tão cruel, covarde e lazarento feito o Souther!
É claro que todos os inimigos que o nosso tão amado herói Kenshiro enfrentou no seu mundo pós-apocalíptico são assim e dava até gosto vermos eles sendo arrebentados no fim dos combates, mas o Souther passava dos limites.
Ele escravizava crianças!
Separava famílias inteiras e usava seus pequenos filhos como mão de obra para a construção de uma enorme pirâmide em homenagem a sua suposta divindade. E não apenas isso, ele os fazia trabalhar sob o chicote de seus soldados, os deixava sem comer e chegou até a matar uma criança envenenada!
Se tudo isso já não fosse o bastante, o cara ainda era imortal! Não literalmente, acontece que ele nasceu com seus órgãos internos, inclusive o coração, e seus pontos de pressão em posições invertidas, tornando-o inume ao Hokuto Shinken, a principal arma de Kenshiro. Assim, Souther foi a primeira pessoa que realmente varreu o chão com o herói brucutu! E o meu ódio só aumentava.
Claro que no final o Kenshiro conseguiu superá-lo e o derrotou, mas, lazarento que só ele, não aceitou ser derrotado pelo Hokuto Shinken e se suicidou apunhalando o próprio peito!
Meu problema com Souther foi novamente a falta de conhecimento. Então quando o mangá de "Hokuto no Ken" traduzido esteve disponível na internet, pude conhecer o Souther que não aparece no filme.
Ele era uma criança órfã, adotada por um mestre das artes do "Nanto Seiken" chamado Ougai.
Souther foi treinado na arte do "Nanto Houou Ken", o mais poderoso estilo Nanto, e era verdadeiramente amado por seu pai adotivo. Mas um dia, durante um treinamento, matou o seu próprio mestre/pai e a dor que sentira por aquela perda foi tamanha que ele passou a desprezar o sentimento do amor.
Na história original, ao ser vencido, Souther ainda questiona porque Kenshiro não abandona o amor que só trás dor e tristeza, mas seu rival retruca que o amor não é apenas dor, ele também é calor humano.
Souther então aproveita seu último minuto de vida para se despedir do mausoléu que preparara para o seu "pai". Ele tinha lágrimas rolando em seu rosto e um olhar puro como o de uma criança!
"O amor também é calor humano"
Que personagem tão forte e até mesmo humano. Eu consegui sentir pena dele, mesmo depois de tudo o que ele fizera. Um dos melhores e mais interessantes vilões da série, junto de Yuda, mesmo porque não considero Raoh um vilão e sim um antagonista.
Souther é um personagem incrível e sem falar que foi provavelmente a maior inspiração para o personagem Geese Howard dos jogos Fatal Fury e KOF da SNK, o que o torna ainda mais importante para o universo nerd.


Haruhi Suzumiya

É, esse é um caso complexo.
Eu odiava a personagem e hoje gosto dela, mas é meio complicado, continuo com um pé atrás com ela.
"Suzumiya Haruhi no Yuutsu" é uma série que envolve a rotina escolar, mas buscando uma abordagem de ficção científica, com alienígenas, viagens no tempo e outras doideras.
O principal problema da série era justamente a sua protagonista Haruhi. Ela é uma mala sem alça, super folgada, implicante e ainda por cima uma bully. Curioso que, apesar de todos estes defeitos, os roteiristas pareciam tentar à todo custo nos fazer engolir isto e gostar dela. E parece que funcionou.
Defender bullies é uma tarefa hercúlea, ainda mais para mim. Eu não suporto essa raça e acho que nem os próprios bullies conseguem se suportar.
Os amigos dela passam por cada uma, mas provavelmente devem continuar a aturando porque ela tem um poder inconsciente que pode levar o universo inteiro à destruição! E foi isso que me fez gostar da personagem, o interesse pelas origens desse poder de modificar a realidade e, bem, ela é uma graça. Eu acho que tentaria suportar essa folgada. Valeria a pena no fim das contas!
Seria interessante conhecer melhor a personagem e ver até onde as situações geradas por seu poder poderiam chegar.
E aí? Algum vilão cósmico que toparia uma luta com máximo de seus poderes contra a menina? 

Não se esqueçam de trazer o seu "Made in Heaven" e a "Manopla Infinita". Só um conselho. 



Wally Presa

A luta livre nunca morrerá!
"Kinnikuman Nisei", conhecido aqui pelos brazucas como "Músculo Total", foi um dos melhores animês que nós assistimos. E eu não tenho dúvidas disso. Esse desenho era tão legal que dava até para ignorar a sua tosquíssima dublagem. Aquilo parecia até uma redublagem zoada! A maioria das frases que saíam das bocas dos personagens não condiziam com a realidade, mas era bem divertido, vamos combinar.
Dentre os mais loucos lutadores deste animê, Wally Presa era o pior para mim. O lutador irlandês, essa morsa humana, não vencia uma luta sequer, era deprimente vê-lo lutar. Suas lutas serviam apenas para ajudar o Kid Músculo a perder a sua covardia e também inspira-lo a derrotar os vilões que surravam o Wally.
Eu sei que o Dik Dik Van-Dik, o homem-gazela da Tanzânia, era um poser que também só apanhava, mas ele pelo menos era superengraçado e divertido, o que fazia muito bem para a sua imagem.
Só quando voltei a assistir à série percebi que o Wally era um personagem bem legal, sua concepção era interessante e ele tinha uma bondade e uma ingenuidade que o tornavam de certa forma adorável. 
Os seus golpes também são bem bacanas e na última parte do mangá, o "Ultimate Choujin Tag Arc", quando a nova geração de Choujin viaja no tempo para evitar que Kevin Mask seja apagado da existência, Wally tem seu lado fera despertado por Neptuneman e forma com ele o "Hell Expansions", o time de luta livre mais brutal da história!
Se quiserem saber o que acontece depois, leiam o mangá!
Wally Presa é um personagem muito maneiro e eu gosto bastante daqueles típicos grandalhões gentis como ele, que são pouco comuns nos mangas de hoje em dia.
A sua irmãzinha Doroth é uma gracinha.


Capitão América

Como eu te odiava, Steve Rogers! Como eu te odiava!
Odiar o Capitão América não era algo tão absurdo se você pensar bem. Grande parte dos jovens leitores de quadrinhos aqui da América Latina provavelmente também o odiavam muito.
O motivo é óbvio. É só ver o seu uniforme e os ideais que ele prega. Ele parecia tão ingênuo aos nossos olhos, como um ursinho carinhoso grandão.
O antiamericanismo é muito forte na América Latina, inclusive no Brasil, ainda mais com essa doutrinação "Paulofreiriana" das escolas. Mas atenção, não estou defendendo os Estados Unidos, meu antiamericanismo diminuiu com o passar dos anos, eu amadureci, mas não tenho respeito suficiente por essa nação que herdou todos os valores de seus colonizadores, como buscar sempre o lucro e o acumulo riquezas à todo o custo, mesmo que isso signifique explorar os outros, causando miséria e pobreza por onde passar, e ainda querendo impor a sua "cultura" à todos os povos.
Acontece que o brasileiro médio adora culpar os outros por seus problemas. Hoje culpa os Estados Unidos, ontem culpava Portugal. A culpa nunca é do próprio brasileiro.
Não curte o Capitão? Então esqueça o seu uniforme e preste atenção em Steve Rogers! Durante a saga "Guerra Civil" ele lutou contra o próprio governo dos Estados Unidos por este ter traído os seus ideais. Algo que nunca pensamos que veríamos nos quadrinhos. E o grande Rogers mesmo diz: "Eu não represento os Estados Unidos, represento valores como a verdade, a justiça, a honra. Valores que são comuns para todos os povos do planeta, não apenas para os americanos."
O Capitão é uma máquina de combate e é um dos caras mais machões da Marvel. A juventude de hoje precisa disso para se inspirar.


Po

Não consigo acreditar que eu já não gostei do Po, o protagonista do filme "Kung Fu Panda"!
O motivo era bem tolo. Eu gostava tanto do vilão Tai Lung que foi um choque para mim vê-lo sendo vencido por um panda gordo e atrapalhado, após este receber um treinamento tão imbecil, mesmo sendo ele aplicado pelo próprio mestre Shifu.
Eu descobri depois que o Tai Lung não era um vilão tão legal assim. O Lorde Chen, inimigo do segundo filme, era um personagem bem mais profundo e interessante e, por outro lado, o Po é o melhor protagonista dos filmes da DreamWorks, melhor até do que o Shrek.
Ele é divertido, engraçado e envolvente e ainda é dublado pelo Jack Black. É muito emocionante a sua história com o senhor Ping, que o adotou ainda filhote, provando que pai é realmente aquele quem cria, por mais explorador e pão-duro que ele possa parecer.
E a Tigresa, a melhor personagem da franquia e outrora sua rival, provavelmente tem uma queda por ele, foi o que pareceu no segundo filme. Sortudo o gordinho, não acham?


Giorno Giovanna

O típico caso de personagem que a gente julga pelas aparências.
Giorno Giovanna é o protagonista de "Vento Áureo", a quinta parte do incrível mangá "Jojo's Bizarre Adventure". E ele é também filho de ninguém mais ninguém menos que Dio Brando, um dos maiores vilões das histórias em quadrinhos de todos os tempos. Seria então Giorno meio vampiro? Bom, ele nasceu com o cabelo preto e este, numa certa idade, do nada ficou dourado, como um Super Saiyajin, isso já prova que ele não é muito humano.
Eu não gostava do Giorno por um motivo bem babaca, a sua aparência. Vocês podem reparar como ele é bem feminino e esbelto, do jeito que as fãs de yaoi amariam. Mas eu nem procurei conhece-lo melhor, apenas me deixei levar pela opinião de outros preconceituosos que faziam muitas piadas sobre o personagem, do tipo "Dio nunca soube que teve esse filho, mas, se soubesse da existência dele, provavelmente morreria de desgosto".
Eu também tinha muito preconceito com a quinta parte do mangá, mas hoje eu a acho bem melhor do que a quarta parte por exemplo.
O Giorno é um personagem bem fera! Depois de uma infância infeliz com um padrasto violento, inspirado por um gangster que ajudava as pobres pessoas da região da Itália onde viveu, decide tornar-se um "gang star". Ele adentraria no submundo do crime organizado para fazer o bem às pessoas mais necessitadas, assim como aquele que o ajudara.
E Giorno, apesar de raramente permitir que a fúria tome conta dele, não se importa de passar por cima de qualquer um que fique no seu caminho com intensão de atrapalhar os seus planos, mesmo que isso signifique matar. E ele o faz, até que no final deste arco do mangá torna-se o líder da máfia Passione, eliminando até mesmo o antigo líder Diavolo.
Sim, ele é o herói desta história!
Também é dono do Stand mais apelão de todos os protagonistas do mangá, o "Gold Experience", que aumenta todas as percepções, inclusive a dor, de qualquer um que ele toca, além de gerar vida, transformando objetos inanimados em plantas ou bichos, podendo também ser usado para curar.
Eu sei que ainda não parece muito se comparado ao "Star Platinum" de Jotaro Kujo que simplesmente para o tempo, mas é muito mais versátil e, além disso, quando evoluiu para "Gold Experience Requiem", ganhou a habilidade da nulificação da causa e efeito, tornando-se praticamente invencível!


May

Durante muito tempo eu não gostava dela por razões bem injustas e sobretudo passionais.
Numa nova fase do animê "Pokémon", May apareceu substituindo a Misty no elenco de protagonistas, justo no lugar dela, de quem eu tanto gostava. E ainda por cima ela entrou para o grupo da mesma forma que a Misty, após ter a sua bicicleta destruída ao topar com Ash e Pikachu. O que vocês imaginam que passou pela minha cabeça?
Bem, o mesmo aconteceria com a Dawn no futuro, então isso era apenas falta de criatividade dos roteiristas.
O fato de May substituir a Misty e ainda ter um irmãozinho chato de doer, que puxava a orelha do Brock sempre que este se engraçava com alguma garota, não ajudava nada para que eu a aceitasse. Mas, depois de centenas de capítulos, eu notei a May. Ela era uma personagem muito mais estimulada do que a Misty e tinha objetivos mais claros e ambiciosos. Até mesmo rivais ela tinha, como o aboiolado e engraçado Harley e o fodão Drew, com quem a menina faz, sem dúvidas, o casal mais legal de toda a franquia.
E quando May já havia me conquistado, ela simplesmente sai do animê, dando lugar a tão menos interessante Dawn. Só damos valor ao que temos quando perdemos.
May também é  irresistível, tão linda e meiga, mas creio que todas as meninas de Pokémon o sejam!


Ufa, cansa escrever uma postagem especial dessas. Leva muito tempo, mas o resultado final compensa. Você pode ler e se divertir se não estiver com nada melhor ou mais importante para fazer. Eu pessoalmente adoro visitar outros blogs justamente por causa disso e ainda dá que aprender muito com os outros blogueiros mais experientes.



Só lembrando. Não se esqueçam da grande estreia do MELHOR ANIMÊ desta temporada! No dia 04 de Abril deste ano estreia a saga "Stardust Crusaders", a terceira parte de "Jojo's Bizarre Adventure"! 


Eu estou ansioso. E vocês?

terça-feira, 4 de março de 2014

DICA DE FILME: ROBOCOP 2014

 
Robocop de 1987 é um dos meus filmes favoritos. Para mim é um dos melhores já feitos em todos os tempos.
A sua ideia é muito legal. O homem-máquina lutando contra as suas próprias diretrizes! 
Mas é impossível não entrar no cinema de um remake já pensando no clássico,  no original. Você então vai se encontrar em um grande dilema, entrar de vez na dança conduzida por Padilha ou ser um velho comparando tudo ao filme de 1987. Bem, independente do que você escolha, você vai com certeza entrar na dança do Padilha.
O novo "Robocop" faz uma verdadeira critica à corporação, ao Estado que abraça a corporação e adentra na parte mais sombria de transformar um homem numa máquina. Assim, corromper um homem a algo controlável, traz o que é o maior mérito do filme, que é canalizar a brutalidade do filme original de forma mais espirituosa. E para um filme ser brutal não precisa de sangue e Padilha mostrou isso, com uma cena dentro dessa transformação de uma forma bem chocante. O filme pode não ser tão sangrento quanto a sua versão original, mas ele tem um certo tom de gore que realmente impressiona. É a partir daí que você entra no jogo e esquece que esse é um filme de Estúdio. Como a sensação que eu tive quando vi no cinema "O Cavaleiro das Trevas".
O roteiro é bem energético, as cenas de ação são bem maneiras, mas nada de outro mundo, já o argumento e as criticas presentes ali são bem colocados e abrem várias opiniões. É interessante que você consegue ter duas visões da história, o filme é de direita, mas em alguns momentos parece ser de esquerda. E pode ser interessante você analisar as coisas de ambos os lados do jogo político. E o modo como as críticas são colocadas talvez lembre um pouco o "Tropa de Elite". O jogo de câmeras que o Padilha usa também lembra muito o "Tropa", principalmente o segundo filme, sempre muito orgânico. E atenção, o uniforme negro do Robocop não é nenhuma referência aos uniformes dos caveiras do nosso "Tropa de Elite".
Sobre as atuações, não tem o que reclamar! Joel Kinnaman surpreende no papel de Murph, mesmo estando numa desconfortável armadura e com certeza foi uma excelente escolha. Gary Oldman funciona excelente no papel de "criador" do Robocop, assim como Michael Keaton consegue ser um vilão nada caricato e bem original. O resto do elenco de apoio está lá, funcionando com uma base de críticas e comparações, atuando perfeitamente com o que lhes foram dado.
O problema do filme? A trilha Sonora realmente não consegue empolgar. Mesmo ainda sendo a saudosa e clássica canção. Acaba servindo muitas vezes como algo irônico, tirando um pouco daquilo que fora idealizado para o filme.
O filme é perfeito? Não! Longe disso, mas quando um diretor passa por cima do estúdio e nos oferece algo digno e que honra o trabalho do original, merece muitos créditos. O que basta é curtir o excelente trabalho de um diretor contra a má vontade do estúdio. Sorte que o primeiro se destacou mais que o segundo.

E eu com certeza curti o resultado final.
 
Todos os créditos para o site Action e Comics.
 

sábado, 1 de março de 2014

MINHA MEGA ATRASADA ANÁLISE SOBRE O REBOOT DA DC

 
Já estamos de volta, galera.
Esta postagem de hoje é um tanto quanto incomum. Ela deveria ser do tipo "Dica de filme", mas o filme que me inspirou a fazer este texto é uma animação a qual eu certamente não recomendaria, mesmo com as suas tão grandiosas qualidades.
Não considero em hipótese nenhuma esta animação como ruim, afinal o padrão dos desenhos da Warner/DC é incomparável, deixando as animações da Marvel no chinelo. Ainda que, por outro lado, o universo cinematográfico da Marvel arrase com o da DC.
O grande problema desta animação, "Justice League War", é o fato dela se inspirar no universo pós-reboot da DC, os "Novos 52".
Quando ocorreu o reboot, uns três anos atrás, eu cheguei a acompanhar alguns quadrinhos novos, mas logo cansei e fui atrás dos salvadores sites da internet onde voltei a baixar e ler os grandes clássicos da época áurea da DC. E como eu amo o "Esquadrão Suicida", os "Novos Titãs" e a "Liga da Justiça Internacional".
O fato é que, quando eu assisti a animação "Justice League War", eu me lembrei porque parei de ler esses quadrinhos que se passam no universo dos "Novos 52". E o filme conseguiu resumir muito bem o que fizeram com os nossos icônicos heróis.
Vejamos cada um deles:
 
 
Flash (Barry Allen)
 
Aparentemente não mudou muita coisa, mas, se você reparar, ele ficou bem burrão e mais inseguro. Aliás, a DC antes do reboot já fizera a merda de ressuscitá-lo. A morte de Barry Allen no clássico dos anos 80 "Crise nas Infinitas Terras" foi a mais heroica de todos os tempos e jamais deveria ter sido revertida.
Os "Novos 52" simplesmente prosseguiram com o erro.
 
 
Lanterna Verde (Hal Jordan)
 
Nossa, velho! Eu não tenho palavras.
O Jordan foi o maior erro de todos. Aqui ele é não passa de um fanfarrão!
Onde já se viu fazer isto justo com o Hal Jordan? De um herói clássico, corajoso, inspirador, ele foi convertido em um manezão canastrão. Se fosse o Guy Gardner, eu até entenderia esta representação, mas nem o Gardner já foi representado assim.
Guy Gardner poderia agir como um babaca na maioria das vezes, mas ele ainda tinha o seu lado nobre e heroico e todos nós o amávamos e riamos muito com ele por isso mesmo, já este novo Hal Jordan...
Ver o Jordan representado desta maneira me fez quase parar de ver o filme.
 
 
Mulher Maravilha
 
A única personagem que realmente valeu a pena ver em sua nova representação, mais selvagem e sensual do que nunca!
Ela não sofreu tanto com as mudanças, exceto por sua nova origem que não é apresentada no filme (felizmente).
São as cenas com a Mulher Maravilha que foram capazes de me empolgar e até consegui rir sem constrangimento. O foda é que ela aparentemente pôs chifres no Steve Trevor com o Superman (!) no final do filme e isso foi meio tosco pra mim.
É, novos tempos.
 
 
Superman
 
Horrível, terrível, muito ruim!
Este Superman é o total oposto daquela figura mítica que aprendemos a identificar como a imagem de um autêntico super herói.
O que vocês podem ver de correto em um Superman bully?
 
 
Cyborg
 
Ele ficou legal, sua origem não foi tão alterada, assim como a sua personalidade.
Só não me conformo em vê-lo como parte da "Liga da Justiça" quando nos quadrinhos eu sempre o vi como membro dos "Novos Titãs".
Bem, ele era o meu preferido no tempo do desenho dos "Superamigos", então isso não chega a ser um problema.
 
 
Batman
 
O "Cavaleiro das Trevas" teve uma boa representação, como sempre! O melhor junto da Mulher Maravilha. Só achei meio forçada a cena em que ele tira a sua máscara para o Hal Jordan, revelando a sua identidade secreta.
 
 
Shazam
 
Acho horrível essa nova moda de chamar o personagem de Shazam. Para mim ele sempre será o Capitão Marvel!
Embora tenha sido razoavelmente representado, ele foi um dos principais motivos que me fizeram quase desistir de ver o filme. A presença dele é a maior diferença que vemos entre esta animação e a história original em quadrinhos.
Porra, colocaram o Shazam no lugar do melhor personagem desta história, o Aquaman!
Sim, o Aquaman era o principal motivo para ver esse filme! Ele sim continua decentemente representado nos quadrinhos e foi e sempre será  um dos maiores heróis da DC!
Não estou zoando, embora pareça. Não tenho problemas em dizer que sou fã do Aquaman.
 
E o vilão?
 
 
Darkseid
 
Ficou ruim esse.
Darkseid monossílabo e todo sem um porquê convincente para as suas ações.
Além disso foi o saco de pancadas oficial do filme. Passa muito longe daquele clássico vilão soberano de Apokolips que aprendemos a amar e a temer.
 
Enfim, não curti o filme porque não curti o reboot da DC. Tem muita coisa errada nessa nova geração de quadrinhos.
Vamos lembrar de outras coisas que aconteceram no pós-reboot e que não apareceram no filme.
 
O Exterminador ficou sem graça pacas. Simplesmente faz o estilo "sou muito macho e carrego uma metralhadora em cada mão".
Amanda Waller, líder do "Esquadrão Suicida", ficou jovem e gostosa! Como pode isso? É preconceito! Comparem a personagem clássica com a sua versão atual.
Quantas mulheres negras, obesas e de meia idade vocês veem com frequência nos quadrinhos? Amanda Waller deixou de ser uma personagem única.
Aliás, acabaram com o "Esquadrão Suicida". Tem umas bizarrices como ver a Arlequina trepando com o Pistoleiro e fazendo comparações entre a sua vagina e uma garagem durante o ato! Porra, DC! Essas são as suas mulheres fortes?
O Batman tem um irmão perdido? Caramba, o maior detetive do mundo nunca suspeitou da existência de um irmão? Será que ele estava se escondendo com a Tia do Bátema?
Essa é polêmica, mas eu vou me arriscar. O novo Allan Scott é gay!
Foi muito forçado e apelativo, só para concorrer com o casamento gay da Marvel. O que mais será preciso para chamar a atenção dos leitores?
Não tenho problema com personagens gays nos quadrinhos, acho até legal e realista (o que não pode é fazer lobby), mas mataram o Allan Scott, sumiram com o seu casamento e seus dois filhos, Jade e Manto Negro, para criar um personagem "novo" que é só uma mistura do nosso primeiríssimo Lanterna Verde com o seu filho Manto Negro, que era homossexual assumido. 
Ainda mudaram drasticamente a origem de alguns personagens como a Mulher Maravilha, que agora é filha de Zeus, ou o Vingador Fantasma que aparentemente se tornou Judas Iscariotes (!).
Os Novos Titãs não são mais os mesmos (há muitos anos não são), o Lobo ficou com um visual "Bishounen ocidental" vomitante, a Bárbara Gordon anda novamente e voltou a ser a Batgirl e o Gavião Negro, bem, Rob Liefield aconteceu!
 
Acho que não tenho muito direito de reclamar porque os novos roteiristas fazem as novas histórias pensando nos novos leitores e não em caras como eu, que cresceram vendo "Goonies".
Isto é muito triste porque sempre me considerei mais "Decenauta" do que "Marvete". Mas atualmente tenho preferido ler os quadrinhos da Marvel, isso até algum reboot chegar e acabar com tudo.
A animação de "Justice League War" é incrível como sempre são as animações da Warner/DC, mas, de resto, sobre o universo "Novos 52" e sua nova roupagem para os personagens, vocês já sabem o que eu penso.
 
 

sábado, 25 de janeiro de 2014

OS HERÓIS MAIS INCRÍVEIS DOS ANIMÊS E MANGÁS


Estamos de volta, fazendo as nossas postagens deste mês de Janeiro corrido e estressante. É, fico imaginando o que está por vir para o resto de 2014.
Hoje vou homenagear os heróis dos animês e mangás. E vou fazer isso na forma de um top 15 especial. O Japão tem uma cultura riquíssima sobre lutas, motivação e superação. Deve ser por isso que temos tantos mangás e animês de ação, onde se revelam tantos heróis que servem de inspiração pra todos nós. E, no meu caso, que cresci nos tempos da rede Manchete, o Japão sempre será considerado por mim como uma segunda casa.
Então vamos começar, antes lembrando que, quando falo "herói", não estou me referindo apenas aos protagonistas.
Segue a lista:
 
 
15º lugar
Erza Scarlet
 
Eu sou um fã antigo de animês e é difícil para mim encontrar mangás shonen atuais, que por sua vez geram esses animês modernos, que despertem a minha simpatia.
Fairy Tail é um caso de animê/mangá pelo qual não tenho tanto interesse. De fato, deve ser porque eu já não tenho tanta disposição de tempo para acompanhar essas histórias da Jump que se arrastam por décadas. Mas se tem algo que me faz querer ver este mangá ou animê é a Erza Scarlet.
Essa garota é demais!
A poderosa maga de classe S não teve lá uma vida cheia de alegrias e divertimentos. Foi órfã, obrigada ao trabalho escravo infantil, para a construção da Torre Paraíso, por feiticeiros do mal. Mas, ainda assim, ela fez muitos amigos naquele tempo, como Jellal, que juntos se rebelaram contra aquele sistema e tentaram fugir, sendo reprimidos pelos magos que praticavam magia negra. Foi então que Erza manifestou seu poder mágico pela primeira vez e matou todos eles, libertando os seus amigos da escravidão.
Ela foi recebida na guilda Fairy Tail, onde aprendeu a controlar o seu poder e teve seu olho direito, perdido nas câmaras de punição, substituído por um olho artificial.
Como todas as histórias da Shonen Jump, Fairy Tail fala muito sobre superação e principalmente amizade. Erza tem os seus companheiros de guilda não apenas como amigos, mas como uma verdadeira família.
As lutas dela são disparadas as melhores! E olha que as magias dela não são nem tão fortes assim. Consistindo em invocar espadas e armaduras, com as quais ela já derrotou inúmeros inimigos peso pesados incrivelmente fodas.
A garota é literalmente uma diaba, não morre com nada e sempre ressurge mais forte do que nunca. E como é sexy!
Cara, eu amo a Erza!
 
 
14º lugar
Black Jack
 
Diretamente da obra mais enigmática de Osamu Tezuka, o "deus do mangá", o doutor Black Jack é um médico, protagonista do mangá de mesmo nome publicado entre 1973 e 1983.
Devido à um acidente na infância, seu rosto é cheio de cicatrizes e dividido em tonalidades, assim como o seu cabelo. Ele é uma figura apática, tendo pouquíssimos amigos.
Suas técnicas cirúrgicas que beiram o misticismo e sua inteligência, certamente, fariam o doutor House sentir vontade de devolver o seu diploma e voltar para a universidade.
Black Jack costuma cobrar muito caro para tratar de alguém e o dinheiro parece ser a única coisa com a qual se importa, o que não chega a ser bem verdade. Ele já gastou uma fortuna absurda para comprar uma ilha e assim preservar a sua fauna e flora.
Sua única assistente é a Pinoko, uma adorável garotinha que ele mesmo criou. Sim, isso mesmo, ele criou. Afinal, ela era um tumor. Sim, você não leu errado. Mais precisamente ela era um cistoma que crescia no corpo de uma jovem de 18 anos! Caso você não tenha estudado Biomédicas na UFES, um cistoma é como um gêmeo parasita crescendo em seu corpo. Pois é, o cara conseguiu transformar um tumor em uma criança. Tem que ser muito macho!
 
 
13º lugar
Hanamichi Sakuragi
 
Ah, os anos 90!
Slam Dunk foi um animê/mangá incrível de autoria de Takehiko Inoue, mesmo autor do igualmente foda mangá Vagabond, que conta a história do grande samurai Miyamoto Musashi.
E Slam Dunk é uma história esportiva com muitas faces de comédia, romance e ação. Sakuragi é um estudante do primeiro ano, que, ao apaixonar-se por uma garota (Haruko) que admira o basquete, resolve entrar no time de basquete da escola para conquista-la. No início, ele tem dificuldades com o novo esporte porque apesar de ter força física, quase não tem habilidade.
Sakuragi não é só um jogador de basquete. Com a passar da história, ele demonstra que tem sentimentos, tornando-se um exemplo de perseverança e determinação.
Ele entra para esta lista porque é quase tão invocado e folgado quanto o Yusuke Urameshi e também já deu muita porrada, mesmo sem os grande poderes do protagonista de Yu Yu Hakusho. Sem falar que ele foi inspirado no lendário Dennis Rodman, jogador da NBA.
 
 
12º lugar
Motoko Kusanagi
 
O nosso 12º lugar, Motoko Kusanagi, veio diretamente de um mangá que foi uma grande influência para o estilo cyberpunk, Ghost in the Shell, do incrível mangaká Masamune Shirow.
A trama se passa depois de 2029, num mundo marcado pelo surgimento de uma nova tecnologia que permite a fusão do cérebro à computação. Pois é, 2029. Se pensar que estamos em 2014, até que não é tanto tempo a se esperar em termos históricos.
Deixando os devaneios de lado, Motoko Kusanagi, apelidada de Major, devido aos seus tempos com as forças armadas, trabalha na função de líder tática da Seção 9, a Comissão Nacional Japonesa de Segurança Pública, embora não haja diferenças hierárquicas entre os membros da equipe.
A mulher é bem fodona mesmo, casca grossa, possui capacidades sobre-humanas devido ao seu corpo cyborg ser especializado em atividades táticas.
Motoko teve seu corpo tão modificado que já não é mais possível identifica-la como humana, pouco ou nada restou do seu passado. Apenas o seu cérebro e um segmento do cordão espinhal são orgânicos. Isto significa que 90% do seu corpo é uma máquina, embora, olhando bem, ela pareça bem humana. Quer dizer, desconsiderando detalhes, se 90% dela é robô, os 10% que sobraram são MUITO bons.
Motoko é uma das mulheres mais sensuais dos animês/mangás. Shirow sabe desenhar mulé!
  
 
11º lugar
Kinnikuman
 
Esse cara é uma lenda! Kinnikuman, o protagonista de um animê/mangá de mesmo nome, foi um dos grandes iniciadores das histórias estilo pancadaria total, típicas da nossa querida revista Shonen Jump.
Kinnikuman alias é um animê/mangá muito louco de luta livre, que realmente era uma verdadeira febre na época, onde nosso herói enfrenta no ringue cyborgs soviéticos, super privadas, imitações bovinas de André the Giant e outras bizarrices.
Já fiz um artigo sobre o tema e já disse que, para mim, Kinnikuman é um dos melhores mangás de luta já feitos e é bem polêmico com sua violência surreal e piadas infames. E o herói Kinniku Suguru (nome verdadeiro de Kinnikuman) é um dos protagonistas mais atrapalhados, covardes, pervertidos e bobalhões que eu já vi nas páginas de um mangá ou na TV. Deve ser por isso que eu gosto tanto dele, o Chapolin Colorado dos animês.
Na série que passou no Brasil, Kinnikuman Nisei, chamada aqui de Músculo Total, ele explica de forma emocionante que nunca conseguia evitar de sentir medo, pois, para ele, toda a vez que subia no ringue, era como se fosse a primeira vez.
Kinnikuman prova de forma extrema que um verdadeiro herói não é aquele que não sente medo, mas sim aquele que consegue superar esse medo. Ele é fodão, suas lutas entram para o rol das melhores já feitas.
 
 
10º lugar
Netero
 
HunterxHunter seria o melhor título da Shonen Jump se não fosse um problema bem sério. O autor Yoshihiro Togashi, também criador de Yu Yu Hakusho, é um cara muito folgado e trabalha só quando lhe dá na telha. Com isso, o mangá fica parado durante muito tempo, a história não anda e os leitores acabam ficando cansados de esperar.
Voltando ao assunto do Top, Issak Netero é o líder da Associação Hunter no mundo de HunterxHunter. Esse velhinho foi sem dúvidas a pessoa a quem nós mais esperamos ver lutar. E isso aconteceu na saga das Chimera Ants, que agora podemos finalmente ver a versão em animê semanalmente, quando ele luta contra Meruem, o rei da raça das formigas.
A história do velhinho é impressionante! Ele sempre foi grato às artes marciais, pois graças a elas chegou vivo à maturidade. Então, dia após dia, ele treinava 10 mil socos de gratidão, já aos 46 anos. Com o passar dos dias, o tempo que ele levava para realizar essa atividade diminuía, a medida que ficava mais forte, até que, quando completou 50 anos, seus socos já atingiam a velocidade do som e ele não demorava mais do que meia hora para realizar os 10 mil socos. Netero havia excedido a sua própria limitação como homem mortal e tornara-se algum tipo de entidade!
Sua luta contra Meruem é a melhor de todo o mangá e é realmente uma pena que nosso herói tenha perdido a vida para salvar o mundo. Eu quero chegar aos 110 anos assim!
 
 
9º lugar
Spike Spiegel
 
Uma das melhores e mais geniais produções do oriente, na década de 90, foi o animê Cowboy Bebop. E o seu protagonista Spike Spiegel foi um dos mais interessantes e marcantes personagens já conhecidos nos animês/mangás. Aliás ele entra para esta lista, mas está mais para a categoria anti-herói.
Spike nos é apresentado como um caçador de recompensas no futurístico mundo de Cowboy Bebop. E, viajando pelo espaço na nave Bebop do seu "sócio" Jet Black (Por que será que os donos das espaçonas são sempre os segundos no elenco?), Faye Valentine (a gostosona oficial da série), Ed (a hacker mais incrível e também mais maluca do mundo, com apenas 13 anos) e Ein (o mascote super dotado do grupo), eles formam o grupo de aventureiros espaciais mais quebrado e obstinado do universo. 
Este personagem é também uma figuraça, parece sempre manter-se frio, é especialista em Jeet Kune Do, o mesmo estilo de luta do Bruce Lee, é um exímio atirador, tendo a Jericho 941 como a sua arma preferida e é ainda um excelente piloto. Spike parece seguir o Bushido, as filosofias imediatistas dos antigos samurais: considera-se morto e a ideia de morrer é simplesmente o acordar de um sonho.
De fato as únicas coisas que parecem lhe trazer preocupação são Julia, uma misteriosa mulher do seu passado, e Vicious, seu antigo companheiro no sindicato do crime e agora seu grande arqui-inimigo.
O fim de Spike Spiegel foi surpreendente e até hoje causa comoção em todos os fãs que acompanharam toda a sua trajetória.
BANG.
 
 
8º lugar
Yusuke Urameshi
 
Quem não curtia as aventuras do detetive sobrenatural. super badboy do colégio, Yusuke Urameshi, nos tempos da rede Manchete?
Não tenho muito a falar do Yusuke, pois acredito que a maioria dos que lêem o meu blog já devem conhece-lo. Yu Yu Hakusho foi o animê do grande tempo em que tínhamos na TV heróis, ou anti-heróis, no caso de Yusuke, que realmente eram dignos de nossa admiração.
Yusuke não tinha problemas familiares "comuns" como a mãe mortinha no gelo. Ele era aparentemente órfão de pai (no mangá é revelado que seus pais são divorciados e o seu pai era um cretino que espancava a esposa na frente do filho) e a sua mãe era uma alcoólatra que não dava a mínima para o seu filhinho. Claro que um ambiente assim cria uma pessoa revoltada com a vida e com todos. Os únicos consolos de Yusuke no começo da série eram a sua eterna namorada Keiko e as lutas sem sentido com seu rival Kuwabara e outros marginais do colégio.
Yusuke nos mostrou que o Japão não é um mundo mágico onde apenas os Godzillas e outros monstros borrachudos gigantescos são um problema. Lá a barra também é pesadíssima, com professores corruptos perseguindo alunos, marginais safados e outras coisas que víamos como exclusividade de países subdesenvolvidos.
Ele foi o cara naquela época! Yusuke, "que não viu o outro mundo por querer", nos ensinou que mesmo um marginal folgado feito ele pode ter um grande coração. Basta ver as amizades que ele conquistou e as vidas as quais foi capaz de mudar e salvar.
 
 
7º lugar
Jotaro Kujo
 
Jojo's Bizarre Adventure, do mangaká imortal Hirohiko Araki, quem diria, é hoje um mangá que dispensa apresentações.
Todo mundo agora conhece essa história épica cheia de indivíduos poderosos, vampiros apelões e até um padre doidão que consegue ser tão poderoso quanto o Thanos utilizando a Manopla Infinita no universo Marvel (sim, ele destruiu o universo!). Mas Jojo's Bizarre Adventure não é simplesmente um mangá que fala sobre batalhas. Ele é de fato, nas palavras do seu próprio criador, uma homenagem a própria humanidade!
Jotaro Kujo é um personagem épico. Não tem muitas preocupações filosóficas, ele luta contra tudo o que é mal e pronto! No começo da história, Jotaro só saía descendo porrada em todos os vilões, mas depois ele meio que descobre que pode parar o tempo! Foda! O cara é demais e ainda por cima é o pai da Jolyne Kujo. 
 
Jolyne Kujo
Aqui quero dividir a posição do Jotaro com a sua filha Jolyne porque ela é tão fodona quanto o pai e é ainda uma das mais gatas de todos os mangás. Esse é o meu tipo de garota.
 
Obs: Deixo aqui também uma menção honrosa para Johnny Joestar, o protagonista mais fascinante e marcante de toda a saga. Eu queria coloca-lo no top, mas não foi possível por ele ser ainda muito pouco conhecido. Ainda assim, ele é impressionante como personagem e é o "Jojo" com quem mais me identifico atualmente.
 
 
6º lugar
 Seiya de Pegasus
 
Ok. Eu sei que essa escolha foi um pouco polêmica. Afinal, o protagonista dos Cavaleiros do Zodíaco é um dos personagens de animê mais odiados de todos os tempos. É só ver o que rola nos eventos de animê e como a galera ama quando o Gilberto Baroli, o eterno Saga de Gêmeos, solta a voz com o seu "Morrrrrrrrra, Seiyaaaaaaaa!".
Fora as piadinhas, Seiya foi um personagem que marcou a minha infância. É verdade que existem muitas acusações contra ele. Muitos afirmam que Masami Kurumada, o criador da série, protegeu muito o personagem e também lhe concedeu muitos privilégios, quase como um pai (o que ele de certa forma é mesmo). A versão animê não ajudou muito também, nela vemos um Seiya perdendo aos poucos aquela rebeldia que ele tinha quando surgiu na história, o que era uma característica interessante, para ser visto apanhando feito um louco na maioria das cenas e clamando por sua deusa protetora ("Atheeeeeeenaaaaaaaaa!"). Mas a perda da personalidade não é um mal que afetou apenas o Seiya. Os seus companheiros também sofreram do mesmo problema na versão animê.
Portanto, se acha o Seiya irritante, dê uma chance à ele e confira o mangá. Aqui ele é um protagonista mais convincente.
Apesar de tudo, acho o Seiya um puta personagem. Ele é um grande exemplo para todos nós. Mesmo sua versão animê é assim. Ele pode apanhar tanto para receber o apelido de "encosto", mas nunca se dá por vencido. Ele recebe centenas de golpes na velocidade da luz, cai com a cara no chão, mas sempre se levanta e ele não para até conseguir vencer o seu inimigo. Esse cara é um verdadeiro exemplo de perseverança. Sabe aquela história de "sou brasileiro e não desisto nunca"?
Aliás, vejam só o que o Seiya tem para nos ensinar:
 
                             

Sem palavras.
Ele disse para o imortal e infinitamente poderoso Apollo: "Vou acertá-lo e provar que um humano esteve aqui". Ou seja, mesmo sabendo que a chance de vencer era mínima, ele não desistiria. Afinal, deixar de tentar é simplesmente aceitar a derrota antes da hora.
Seiya, você é o cara.
 
 
5ºlugar
 Kenshin Himura
 
Kenshin Himura, o protagonista da série Rurouni Kenshin, mais conhecida no Brasil como Samurai X, é um personagem fascinante.
Em seu passado era um Hittokiri ("Retalhador") que lutou na grande guerra civil japonesa, o Bakumatsu, a serviço da Ishin Shishi, grupo de monarquistas que desejavam devolver o controle da nação ao imperador. Com o fim da guerra, Kenshin tornou-se um andarilho e a sua errante caminhada tinha um único propósito: a expiação pelas inúmeras mortes que causara durante a guerra.
Arrependido pelas inúmeras vidas que ceifou, o retalhador Battousai decide nunca mais matar e, para tanto, forjou uma espada com a lâmina invertida. Assim ele não mataria ninguém que enfrentasse e ainda poderia caminhar pelo Japão dentro da lei, já que o uso de espadas tornou-se proibido.
Kenshin acaba se hospedando no dojo da belíssima Kaoru Kamiya. Muito carismático, logo que chega, está lavando e cozinhando para todos. Também faz novas amizades, mas a encrenca parece que sempre vem bater na porta do samurai e ele é obrigado a enfrentar antigos e novos inimigos. 
O Kenshin, bem "o cara é foda, patroa", ele derrota todos os seus inimigos do animê/mangá como uma espada cega, tão inútil quanto um abridor de latas, e até o seu próprio mestre! Não é a toa que ele elaborou a frase "Quando digo que vou te matar, a única coisa que você pode fazer é morrer".
Seus ideais são incríveis. Poderia ser chato um samurai que não mata, mas isso não acontece com Kenshin. E ele ainda acha uma outra pessoa para proteger, Kaoru, que preencheu o grande vazio que ele sentia.
Ele foi um sofredor e nisso até se parece comigo.
 
 
4º lugar
Joseph Joestar
 
Novamente um personagem do mangá Jojo's Bizarre Adventure surge neste top especial.
Joseph Joestar, protagonista da segunda parte do mangá e avô de Jotaro Kujo, é provavelmente o personagem principal mais divertido de todos os tempos já feito para um mangá!
Ele é boca sujo, sem um pingo de vergonha na cara e ainda por cima muito mulherengo. Ele é parecido com seu avô Jonathan Joestar, no seu estilo de lutar, mas carece da elegância e bom modos deste e ainda usa um macetes absurdos para vencer as suas lutas.
Acredito que Joseph foi uma grande inovação do mangá, pois a primeira parte deste é parecida demais com Hokuto no ken em relação aos combates e a violência.
Joseph é muito engraçado, você ri muito com as suas tiradas e cenas, só vendo o mangá ou assistindo o novo animê para vocês sentirem melhor o que estou querendo dizer. Ele é de longe o "Jojo" mais irado de todo o mangá e sem falar que é dele a melhor batalha contra o último vilão da saga, aquilo é simplesmente a cena mais foda do mangá!
 
 
3º lugar
Shotaro Kaneda
 
Shotaro Kaneda, do animê/mangá Akira, obra prima do mestre Katsuhiko Otomo, é o líder de uma gangue de motoqueiros que causavam confusão em uma Tóquio pós-apocalíptica, destruída pelo colosso psiônico Akira.
Pilota uma moto emblemática que ele próprio modificou de acordo com as suas características. Desde criança, seu amigo Tetsuo nutria uma imensa rivalidade para com Kaneda. Até que, após um violento acidente, Tetsuo é levado por agentes do governo e submetido às mesmas experiências que criaram o Akira.
Um Tetsuo enlouquecido (e poderosíssimo) vaga pela Tóquio futurística (um passado futurístico na verdade, com relação à época em que rolou o tal armagedon, diga-se de passagem) e causando destruição, enquanto Kaneda uniu-se a um grupo antigovernamental para trazer o seu amigo de volta.
Kaneda também é um cara folgado e encrenqueiro. Não é nem um pouco beato (no mangá, ele até engravidou uma amiga) e é um marginal bem safado, dono de uma das maiores caras de pau que eu já vi. Mas ele se preocupa muito com todos os seus amigos e faz de tudo pelo bem estar deles e isso para mim é algo que se deve admirar muito. E ele não desistiu de trazer o seu "brother" de volta, mesmo que esse não merecesse mais a salvação.
Esse Kaneda é fora de série.
Enfim, se você assistiu ao animê e gostou, posso garantir que terá um orgasmo se ver o mangá!
 
 
2º lugar
Devilman
 
Caso você ainda não saiba, eu sou muito fã de Go Nagai, esse mangaká verdadeiramente revolucionou o estilo do mangá no Japão. E o mangá Devilman é realmente incrível, ainda mais no contexto histórico em que foi feito.
Devilman é como uma metáfora anti guerra e o fato dos humanos serem possuídos por demônios é uma alegoria ao serviço militar obrigatório. Bom, isso de acordo com o próprio Nagai.
Sobre o personagem, Akira Fudo era um rapaz super gente boa que se deixou possuir pelo demônio Amon para se apossar de seus poderes e combater todos os seres demoníacos que estavam invadindo a Terra. E para conseguir se fundir ao demônio, Akira Fudo precisou de muita bebida, mulheres peladas, uma puta duma orgia e muita porrada. Pois é.
Por ter um coração puro, segundo seu próprio amigo Ryo Asuka, que o levou para conhecer o mundo dos demônios, Akira pode controlar o demônio dentro dele e passou a lutar contra o mal, esquartejando, eviscerando, carbonizando e espalhando as tripas dos capetas por aí. Que herói!
Mas tudo isso acabou sendo inútil porque a menina que ele amava e jurou proteger é morta de forma brutal pelos próprios humanos a quem ele deveria salvar e ainda trava um duelo final com Satã, onde o mundo INTEIRO é destruído!
Eu acho uma característica muito atraente para um herói a questão do sofrimento e o Akira encarou o maior sofrimento que se pode imaginar. Ele se viu dentro de um próprio inferno, com o mundo acabando pela loucura dos humanos e ainda impossibilitado de salvar a garota que tanto gostava.
Ele lutou contra o próprio satanás, sacrificou a humanidade e perdeu a batalha final. Mas ele é dotado de uma fodônica masculinidade. Fala sério!
 
 
1º lugar
Kenshiro
 
Alguém tinha alguma dúvida? Kenshiro com certeza levaria o primeiro lugar. A história dele, bem como o animê/mangá Hokuto no ken, é inspiradora.
Quando eu falei sobre a questão do sofrimento que constrói o caráter do herói, não podia esquecer do que foi este sentimento para Kenshiro. Por conhecer o verdadeiro sofrimento, ele foi capaz de superar obstáculos impressionantes, fez grandes amigos e rivais e conseguiu chegar o mais próximo do limiar da morte. Ele provavelmente descobriu o verdadeiro significado da morte.
Ele é um herói que mata sem dó, mas o mundo em que ele vive é tão bárbaro e os vilões são tão baixos e cruéis que o que mais esperamos é ver Kenshiro em ação, surrando os malfeitores e dizendo o seu bordão "Omai wa mou shindeiru".
Esse Hokuto no ken é pura testosterona e o seu herói é como uma mistura de Bruce Lee, Stalone e Jesus Cristo(!). Se estou dizendo algum sacrilégio, já peço perdão. Mas, caramba, consegue imaginar algo mais imbatível do que isso? O messianismo é um tema que inspirou a criação de muitos personagens, até mesmo o Superman, cujos criadores foram judeus, e o próximo personagem de quem falarei. Podermos dizer que Kenshiro é, sem exageros, o mais incrível herói dos animês.
O mangá Hokuto no ken é tão macho que as mulheres devem manuseá-lo com precaução, pois podem acabar engravidando. He, he. Piadinha infame, mas não consegui resistir.
 
 

O maior herói dos animês
Son Goku
 
Não poderia ser diferente. Goku deveria mesmo aparecer neste top, ainda que recebendo uma premiação especial. Kenshiro pode ser o mais incrível dos heróis, mas o saiyajin criado na Terra marcou mais os fãs de animê e também conquistou um público mais amplo.
Eu sei que com o filme "Dragon Ball Z, a batalha dos deuses" finalmente ficou provado que Goku é um tanto individualista e, analisando a sua forma de pensar e agir, ele não é de fato um herói! Mas isso o torna ainda mais interessante, pois ele é um protagonista de animê bem diferente daqueles com os quais ficamos mais familiarizados nestes últimos anos.
Goku é de fato uma lenda. Nós acompanhamos o seu crescimento, ele trouxe muito divertimento para nossas vidas e nos ensinou grandes valores. Com ele nós aprendemos que não importa se disserem que não somos capazes de conquistar os nossos sonhos, que você nasceu para ser um fraco e que nunca vencerá as batalhas da sua vida. Ele nos ensinou que para vencer você simplesmente não pode desistir e precisa lutar até o fim, utilizando todas as suas forças, sem medo da derrota, sem medo da morte. E, mesmo com a vitória conquistada, não devemos nos acomodar, temos que seguir em frente e nos esforçar para sermos cada vez melhores. E esse é o verdadeiro ideal da nação japonesa. Não é a toa que Goku é tão amado por lá, e esses valores foram transmitidos para o ocidente personificados por um personagem de animê memorável.
É por tudo isso você é o nosso herói, Goku!
 
Então aqui foram apresentados os grandes exemplos de heroísmo vindos diretamente dos animês e mangás. Deixa algumas menções honrosas para Monkey D. Luffy (One Piece), Lucy (Guerreiras Mágicas), Kenji Endo (20th Century Boys), dentre outros.
Enfim, ficamos aqui, por hora. Agora me dêem licença que eu preciso estudar, porque o bicho tá pegando. Mas, já, já, eu volto!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

ALGUMAS DE MINHAS CANÇÕES PREFERIDAS


Teste de história da humanidade: Consegue descobrir com é a relação entre estes dois objetos?

Estamos de volta com nossas postagens, mas infelizmente não vai ser possível continuar com esse ritmo de postagens semanais. Sabem como é, ter dois empregos e ainda estudar, vida de adulto é foda mesmo.
Não pude preparar nada "espetacular" para esta semana, mas, para não ficar sem pauta, decidi aproveitar um tema de um antigo artigo em que eu falei sobre a situação da música nacional atualmente. Sei que foi um artigo polêmico e, para ficar mais claro sobre o meu gosto musical, decidi postar aqui algumas de minhas canções preferidas.
Mas, atenção, não coloquei tudo do que gosto simplesmente porque não me sobra muito tempo e também ficaria algo muito extenso (ou quase infinito, do jeito que eu sou eclético). Então coloquei apenas o que me veio de cabeça.
Abaixo vem vários clipes de músicas nacionais e internacionais. É só clicar no play e divirta-se.

                             

                             

                             

A mais pura verdade, por mais dura que possa parecer.
"Não precisa passagem, nem mesmo bagagem no trem..."
Como diria Renato Russo: "no fim das contas, nunca sai vivo daqui, mas vamos com calma".

                             
 
Essa aqui praticamente me disse: " acorda, você é adulto, pés no chão, siga em frente". É quase uma ode a força de vontade.
E de fato "se eu for ligar pro que vão falar, não faço nada". É isso aí!

                             

                             

Essa canção me emociona. Minha vida de trabalho é mais ou menos assim como o Zé Ramalho descreve na letra (apesar de eu trabalhar na área da saúde). Ao pobre trabalhador, muitas vezes a única coisa a qual ele pode se apegar é a sua fé.

                             

Sentimento puro. Isso sim é música.

              
 
Valeu, Chorão! Valeu, Champignon!
"Um dia a gente se encontra".

             

Eu sei que vocês sentem falta do rock de verdade. Ao menos ainda temos os nossas lembranças dos Scorpions e outras bandas fantásticas.

                              

                             

             

Essa banda é FODA!

                              

Um dos maiores símbolos dos nossos inesquecíveis anos 80.

                              

             

Belíssima letra. Para meditar.

            

The Killers foi uma das minhas bandas preferidas. Essa música é demais.

                              
 
Starship já deu a dica em 1985! Como o tempo passa rápido.
Essa música já era velha quando eu era criança e ela sempre estava tocando em festas adolescentes. Prova de que os jovens de antes sabiam apreciar um bom som clássico!

Como eu disse no começo, vai ser um pouco difícil recuperar o ritmo das postagens semanais, mas o blog vai continuar firme e forte. Aguardem, porque novidades podem vir em breve.


Resposta da questão inicial da postagem

domingo, 12 de janeiro de 2014

FELIZ ANIVERSÁRIO PARA O DOUTOR NERD


Pois estamos de volta, caros leitores.
Como foi a virada do ano? 
Eu, felizmente, consegui uma farrinha mais tranquila e com menos baderna do que aquelas que tive nos últimos anos.  Mas estou exausto, esse ano de 2014 começou à todo vapor, em todos os sentidos, tem feito um calor infernal aqui em Vila Velha/ES.
A postagem de hoje é só para não deixar o blog sem pauta mesmo, pois afinal é o meu aniversário. 
Vou falar com sinceridade, nunca curti esta data, mesmo quando era criança, e olha que a infância era para ser a única fase da vida em que curtimos ficar mais velhos, tudo para chegar logo a tão sonhada independência. 
Esta data tem o estranho poder de me deixar mau humorado. Não sei explicar muito bem o motivo. Mas pelo menos eu não devo ser o único a passar por isso...


... Não é, Mr Grumpy?

                             



                             


Bem, vamos seguir em frente, ânimo, porque o tempo de fato não pára. Vamos nos esforçar bastante para poder curtir mais tantos aniversários e outras datas especiais. Vai chegar um dia em que tudo o que nós teremos serão apenas lembranças, por isso é melhor ir "cultivando e cuidando do nosso jardim".
Acho que pude me fazer entender.
Até a próxima.

Postagem em destaque

DRAGON BALL SUPER É UM LIXO, MAS A SUA PROPAGANDA É EXCELENTE

A imagem acima é autoexplicativa.  Dragon Ball Super é, em MINHA OPNIÃO, a qual você pode aceitar ou discordar, uma das maiores tragédias/...